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Segunda-feira, Junho 30, 2003
diploma.. a saga continua....
e amanhã a discussão sobre o diploma de jornalismo vai esquentar. no bom sentido. acabei de receber um texto de nada mais nada menos que nossa eterna professora, Elaine Tavares, portanto, preparem seus melhores argumentos, porque a mulher não tá pra brincadeira (no bom sentido também ehehe).
Ah, só não postei agora pois ele veio todo desconfigurado, e ainda tenho que arrumar as quebras de linhas...
hasta....
posted by RÔMULO MAFRA 21:30
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tive que roubar, tive que roubar... belíssima imagem, retirada do blog da Marinilda....
ela diz tudo........ sem legendas.....
5 milhas
Pois é galera, só estou escrevendo este pequeno testículo (bem, se ele é pequeno, já é um testículo né?) pra agradecer as mais de 5000 mil visitas que meu blogo teve nesses, sei lá, 6 meses de vida (+ ou -)...
Com essa minha entrada agora, já são 5.289 entradas, sem contar os pageviews. Este blogo está com 33 entradas de média por dia, e o País que mais acessou aqui, é óbvio que é o Brasil com 93% dos acessos, seguido dos EUA com 1,7% e logo atrás, a Espanha (valeu Robleño ehehe), com 1,4% e Portugal, com 1,1%. Depois, pela ordem, vem Uruguai, Japão, Argentina, Chile, Bolívia, Peru e pasmem, países desconhecidos com 0,8% de acessos e "el resto", com 0,6%. Agora resta saber quem são estes países desconhecidos? Seriam de outro planeta, talvez? É... aliens! Porque não??? Ou seriam países com um acesso, caso agora, que apareceu, com uma entrada de alguém da Universidad Centroamericana, de El Salvador. Pode ser né?
Ah, quem quiser ter acesso aos números, pode entrar ali em cima, naqueles "trequinhos" parecendo um "gráfico" e também o Site Meter.
posted by RÔMULO MAFRA 20:49
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AGENDA ROQUEIRA DE JULHO
http://www.ilhotarock.hpg.ig.com.br/index.htm#
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Noite Indie Rock
Com as bandas:
Lopez (Araquari)
Vacine (Joinville)
Fly-X (Guaramirim)-
lançamento oficial do cd
Laura's Problem (Curitiba)
trio feminino + garoto na bateria - estes integrantes já fizeram parte de bandas que abriram shows internacionais para Bambix, Superchunk, Trail Of Dead...
As três garotas Rety/Marina/Qué foram apontadas na época em que formaram o trio na banda WHIR como uma das principais bandas femininas do sul do país onde obteram vários prêmios na música alternativa.
Local:Curupira Rock Club
Data:12 de Julho 21h00
Entrada:R$5,00
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Dia 26 de julho - armazem bar - Balneario Camboriú
PULLEY - USA
BAMBIX - Holanda
Dead Fish - Vitoria-ES
Nitrominds - SP
Aditive - SP
Sugar Kane - PR
ENZIME - Republica Aguaverdense
Street bulldogs - SP
A-OK -PR
Killi - SP
No direction - SC
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posted by RÔMULO MAFRA 16:52
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Sábado, Junho 28, 2003
Lollomafra, no serviço hoje de manhã....
ô guri, pára de querer aparecer.....
posted by RÔMULO MAFRA 11:31
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A CPI DA NOIVA BÚLGARA
por Claudio Julio Tognolli
Começou nesta quarta a CPI do Banestado. Que vai mostrar a água podre, o lodo estilizado, das elites do Brasil que apóiam o Fome Zero, choram as pitangas, condoem-se dos esmoleres, e até de lágrimas de crocodilo inundam os seus olhos quando da observância, ao sofá, dos dramas desfilados nas telenovelas - mas, com raras exceções, a maioria destes comovidos tem um pezinho no off broadway de bancos novaiorquinos especializados na ablução monetária.
Em apenas dois anos de amostragem, o Ministério Público Federal e a PF encontraram 152 mil nomes de brazucas responsáveis pela lavagem de US$ 30 bilhões. Quem viu a lista dos lavadores, como este repórter e outros tantos, não pensou outra coisa: nosso Brasil é apenas, em essência, uma sucursal, um plágio transoceânico, do Brasil que não passa fome e até arrota caviar Beluga, com accidie, nas capitais do Primeiro Mundo.
Estamos na hora dos boquirrotos, enfim. Mas quem serão? Tudo indicaria, avant la lettre e de acordo com a imprensa, que seriam os caciques do PFL e do PSDB (até nome de artista famoso de TV consta da lista).Mas, nos bastidores da CPI e já na terça-feira, o estado de bem-aventurança política brazuca, vulgo toma-lá, dá-cá, começou. Tucanos esgrimem contra o PFL o nome do presidente liberal, senador Jorge Bornhausen. E os liberais, assimilando o golpe, devolvem com listas sobre a lista de lavagem já conhecida judicialmente como "Lista Tucano".
Acresce que, pelo andar da carruagem, estamos numa singular sinuca de bico. Vejamos a tecnicidade da coisa toda: segundo o magistrado Fernando Moreira Gonçalves, da Associação dos Juízes Federais, mais de 70% dos pedidos de investigação no Exterior, feitos por autoridades brasileiras (as famosas cartas rogatórias) são negados pelos gringos. A confirmação do que tem saído na imprensa depende, portanto, da boa vontade do pessoal do lado de lá. O que certamente não vai acontecer - o PFL já articula suas pecinhas com policiais do FBI republicano.
O procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza estima que a CPI, para chegar a termo, deva levar de seis meses a um ano. E já denuncia que há articulações para esvaziá-la tecnicamente. Ou seja: evitar que a papelada gringa, a das confirmações, bata por aqui. Estamos, ao abrir essa CPI, nubentes de uma noiva búlgara: aquela que ninguém sabe como é. Mas uma coisa é certa: mais uma vez, os boquirrotos seremos nós, pagadores de impostos. O que não deixa de ser, aliás, um belíssimo teste para o petismo e para os petistas no poder: como falar em dignidade depois que tudo acabar em churrasco? (e vai acabar).
Teremos, sim, um gran finale tão perversamente previsto em Bouvard e Pecuchet, de Flaubert, ou nas explicações de um Eichmann em Jerusalém: tudo não passou de "problemas de ordem técnica". O lodo vai freqüentar as manchetes por três semanas. E será, graciosamente, varrido para debaixo dos tapetes áulicos. Bastará que um novo escândalo, plantado em alguma mídia, desvie o foco do populacho: batatinha!
Claudio Julio Tognolli é jornalista.
posted by RÔMULO MAFRA 11:30
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Quinta-feira, Junho 26, 2003
deu TILT ali nos comentários do post abaixo, porém nada de mais.. TODOS estão errados.. todos que tem mais de um comentário.. logo deve ser arrumado... pelo menos espero....
posted by RÔMULO MAFRA 14:29
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Terça-feira, Junho 24, 2003
Diploma de Jornalismo - ter ou não ter - III
Essa aí é a discussão que rolou dias atrás sobre a necessidade ou não do diploma de jornalismo. Coloquei todos os comentários pertinentes ao assunto.
Eu acho fundamental o diploma pro jornalista. Pô Romulo, respeito tua opinião, mas cara, precisamos nos valorizar e valorizar a profissão para não continuar ganhar um salário de merda!!! Se é facil assim, vamos virar dentistas, pra que diploma pra isso não é? Eu acho o diploma indispensável na formação filosófica e sociológica do jornalista, para mim não é um mero papel, é a certeza de que sou profissional em alguma coisa, que me dediquei, que estudei para isso!
Weiss | 17-06-2003 18:58:57
Você levaria seus filhos (eu sei que eles existem rapaz) em um médico que não fosse formado? Você contrataria um advogado para te defender em um processo para o pagamento da pensão dos seus filhos escondidos que não tivesse o diploma pendurado no escritório???? Está na hora de valorizarmos nossa profissão. Como coloquei no meu blog, os problemas vão além de ter ou não o diploma. Estágio, preço de faculdade, concorrência para faculdades públicas entre tantos outros ainda assombram os jornalistas. Mas brigo para que sejamos valorizados e que meu diploma não sirva apenas para decorar meu escritório.
Flavio | 18-06-2003 00:55:46
Entendo o que vc quer dizer (Rômulo). Para ser um bom profissional, em qualquer área, mesmo medicina ou odontologia, não é o diploma que vai fazer a pessoa ser um bom jornalista, um bom médico, um bom dentista ou um bom advogado, mas sim o caráter da pessoa. Se ela não nascer com o "dom pra coisa", não adianta ter diploma, pois esta pessoa não será um bom profissional...
danyzynha | Homepage | 18-06-2003 01:15:54
Bem, essa de levar no médica sem diploma é velha e não cola muito, mas olha, se soubesse que o cara é confiável (e antigamente só havia isso pra se saber isso, era tudo na base da experiência), iria sim. Caras, o diploma não prova porra nenhuma, e em muitos casos, prova o contrário, que o cara não sabe porra nenhuma e tá ali, só pra ganhar a graninha, e foda-se ética, foda-se o resto. Sei que esse negócio é irreversível (a necessidade de um diploma), mas com essa merda de universidade que temos na maioria do Brasil, acho melhor tirar a obrigatoriedade do diploma, pois pode fazer com que estas universidades (e estes postulantes a jornalistas) se toquem q é preciso bem mais do que uma bosta de um diploma pra poder ser um jornalista de verdade. Como disse a Danyzinha, é preciso ter o dom pra coisa, ou pelo menos, querer ter esse dom, e usá-lo para o bem, se não, de nada adianta termos um diploma pra ficar fazendo merda a vida inteira, e ainda, com a aprovação de uma bosta de universidade.
Rômulo Mafra | 18-06-2003 09:27:15
Concordo com você Romulo! Acho que a única coisa é que o consultório deve avisar: "médico sem diploma", então, se você conhecer e confiar no cara, consulte com ele... apesar de que acho impossível comparar a área da saúde com a da comunicação. Trabalho há 8 anos com design/publicidade e sinceramente pra mim a faculdade de PP da univali é uma praga, um vírus... a cada 6 meses sai uma "pá" de figurinhas com um diploma embaixo do braço e trabalham por 1/3 do salário média da galera e sem ter noção nenhuma do que é o mercado, apesar de que não tenho diploma e continuo com meus trabalhos, enquanto muitos formados ficam desempregados ou trabalham em uma área diferente da que cursaram. Fora o que vejo nos estagiários que passam pela agência, uma bitolação só... parece que foram instruídos pra trabalhar na empresa do papai... é ridículo.. e acredito que com o jornalismo não seja muito diferente, quem quer ser bom, corre atrás, não é a faculdade que o torna bom. Mas valeu.. até!
Pera | Homepage | 18-06-2003 10:31:46
Pois é, falou e disse Pera... claro que não dá pra comparar a área da saúde com área de comunicação, mas o diploma acabou virando uma merda institucionalizada. Claro também, que há várias excessões, que tem diploma e são muito competentens, inclusive posso citar vários assim... o problema é que, posso citar o triplo que é uma merda com a diploma... Lollomafra
Rômulo Mafra | 18-06-2003 12:58:33
Isso mesmo Rômulo!!!! Agora vamos falar dos lixeiros e dos carteiros que não têm diploma. Eles não são profissionais no que fazem???? Ou agora a gente vai dar uma de prepotente e dizer "pra isso não precisa diploma"? Infelizmente valorizam mais os fetos que acabam de sair da faculdade e a única coisa que tiveram foi uma aula de comunicação onde usaram cordões no meio da sala. Onde as aulas de filosofia saõ matadas por 90% da sala, e os outros 10% estão chapados pra ver se entendem alguma coisa. A melhor aula ta na rua, na conversa com seus amigos e principalmente na tua atitude. Meu irmão parou de estudar na sétima série e tem um curriculum de 12 anos. Ganhou vários prêmios da Associação de Profissionais de Publicidade, fez TV, radio, e um monte de coisas mais. E tem muito feto que sai da faculdade de publicidade e não sabe nem o que é o Corel. Arriba Rômulo!!!! Esse sim tem experiencia e vive ência. Rômulo, pode se candidatar a editor chefe do Diarinho que eu vou votar em ti!Arriba os que se formam tbm!
Fernando | 18-06-2003 18:58:07
pô, taí! a gente muitas vezes se esquece dessas pessoas que trabalham pra cacete, levaram um tempão pra aprender sua profissão (por exemplo, o cara que constrói uma mesa de madeira ou um guarda-roupas, será que é fácil?), e ninguém vê o lado deles... só olhamos o nosso cuzinho né? o nosso grande e idiota umbigo... quanto a me candidatar a editor do Diarinho, pô, só posso dizer obrigado pela confiança carinha! mas gente, por enquanto ainda não sou candidato hein :-) Lollomafra
Rômulo Mafra | Email | 20-06-2003 13:11:49
Ah, e não confundam eu dizer que antes só se baseava-se na experiência, com eu não gostar que as coisas melhorem, ou se modernizem... não tem nada a ver. Foi só um exemplo. Lollomafra
Rômulo Mafra | 18-06-2003 09:34:03
Pois é... Hoje em dia só dão valor para o diploma, a sociedade te julga pelo o que você tem e não pelo o que você é ou sabe... Mas creio que o diploma serve pra dizer que aperfeiçoaste seus conhecimentos... Ou não?
katherine | Email | 18-06-2003 14:52:25
isso sim, o diploma serve.. mas como sabemos, hoje ele serve a outro propósito.. "cabide de empregos"... mas não desmereço totalmente o diploma, é claro... um dia ainda quero ter um, mas não é mais uma prioridade na minha vida. Lollomafra
Rômulo Mafra | Email | 18-06-2003 15:00:03
posted by RÔMULO MAFRA 15:51
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FESTAS JUNINAS
O mês de junho pode ser considerado o mês das festas no Brasil. Festas consideradas pelo povo, como as mais antigas, que trazem nossas tradições mais arraigadas na tradição do homem do campo, que foi, aos poucos, entrando na cidade, sem deixar alguns de seus costumes para trás.
Algumas delas têm seu sentido nessa necessidade de estar ligados com seus antepassados, com seus familiares que ficaram para trás, na roça, acordando ainda de madrugada e dormindo logo depois que o sol se punha por detrás dos morros. Nessas "festas juninas", também eram levados os problemas familiares, segundo os mais antigos, onde as moças tentavam arranjar seus maridos e a isso, recorriam aos santos da igreja católica.
E havia as músicas dos santos: Santo Antônio, o santo casamenteiro "que santo me case já, enquanto sou moça e linda, porque o milho colhido tarde, não dá palha nem espiga"; São João, que é considerada a festa mais antiga de todas, e uma das mais antigas do Brasil, ele é conhecido também como o santinho distraído, pois estava dormindo e não sabia que aquele era seu dia, recebendo do povo rosas, cravos e ternuras das mais inspiradas sinhazinhas doceiras e cantavam: "São João está dormindo, não acorda não, dê-lhe cravos e rosas e manjericão". Isso sem contar a fogueira, canjicas, rosquinhas, etc, além de ser São João, o santo que escolhia o melhor marido.
Hoje em dia, essa magia das festas junina está desaparecendo, ficando tão somente o caráter comercial da festa. Ninguém mais quer saber das cantigas de roda, das tradições verdadeiras da "festa do interior", porém, em algumas casas nos bairros afastados do Centro, estas festas ainda acontecem com alguma freqüência, geralmente realizadas por alguma família, que no fim, acaba contagiando toda a vizinhança, e é isso que o Instituto de Música Canto e Arte de Itajaí quer trazer de volta, e quer contagiar toda a vizinhança, toda a comunidade em volta, toda a cidade. Uma festa familiar, que será realizada nos dias 28 e 29 de junho, em frente à sede do IMCARTI, na rua Alfredo Trompowski, na Praça 1º de Maio, bairro Vila Operária, a partir das 15 horas.
Terá quadrilha, dança da fogueira e você ainda poderá saborear o melhor da cozinha tradicional das festas juninas como pinhão, quentão, pipoca, rapadura, pé-de-moleque, cocada, bolo, brigadeiro, batata doce, aipim no melado, etc.
Então você está convidado para a Festa do Arraial do IMCARTI. Não se esqueça, com roupas caipiras ou não, nós queremos realmente fazer uma festa familiar, resgatar um pouco dessa tradição tão apagada atualmente, portanto, participe!
QUANDO: 28 e 29 de junho
ONDE: rua Alfredo Tromposwki, Praça 1º de Maio, Vila Operária, Itajaí
COMO: de preferência, roupas caipiras
POR QUE: Uai, e precisa dizer?
RÔMULO MAFRA
ASSESSORIA DE IMPRENSA
IMCARTI
posted by RÔMULO MAFRA 15:33
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Sábado, Junho 21, 2003
A NOVA VENTURA
Pois é, finalmente vi um dos shows mais esperado por este guri que vos fala. Nesta quinta-feira, estavamos eu, Flavio, Diego e Kenzo lá em Joinville para assistir um dos melhores shows de uma das melhores bandas da atualidade do rock brasileiro: Los Hermanos.
Os caras simplesmente detonaram no palco suas melhores músicas dos últimos dois CDs, e ainda deram uma palhinha de uma ou duas (agora não tô lembrado) canções do primeiro (aquele da Anna Julia) álbum dos caras-de-barba-comprida. Ah, claro que eles não tocaram Anna Julia, e durante a noite toda, só ouvi uma garota pedindo esta canção, o que fez umas quatro pessoas (contando comigo) na minha frente, dar aquele olhar pra trás, como quem diz, guria, vai pra casa, vai!
O show foi perfeito, tirando o palco-que-não-era-palco, e o acidente com o ônibus da banda, quando se dirigiam para a cidade, vindos de Chapecó, o resto foi 10.
Show recomendado para quem gosta da boa música (rock) brasileira.
E como li numa resenha escrita sobre o CD Ventura, (( Anna Júlia não mora mais aqui. A guria se mudou e não deixou saudades. Los Hermanos deixaram as barbas crescerem e deram uma saudável aparada na pretensão. )), retirada daqui.
acredite, os caras estão mais barbudos ainda do que nesta foto...
MICHAEL MOORE E UM NOVO JORNALISMO.
por Natalia Viana
Li algumas críticas sobre o filme "Tiros em Columbine", de Michael Moore, porém todas me pareceram incompletas, talvez por virem de críticos de cinema. Engana-se quem distingue o documentário do jornalismo e o aproxima da sétima arte; ele é nada mais do que uma das formas possíveis - dentre muitas - de fazer reportagem, aquela que tem se colocado na vanguarda, por explorar com maior liberdade as possibilidades técnicas e narrativas. Infelizmente, não é o que acontece com o jornalismo em geral.
Com uma câmera simplista, de imagens fáceis e quase caseiras, "Tiros" traz ao espectador uma concepção de jornalismo que, sem exagero, pode-se denominar "anti-showrnalismo" (referência ao conceito de José Arbex Jr). Logo de cara, foge ao fetiche das avançadas tecnologias de filmagem, edição e produção hollywoodianas em que cada vez mais a imprensa grande investe. Mas vai além, provando que uma boa história supera em muito qualquer pirotecnia visual: sem dúvida, o espectador saboreia o documentário do início ao fim. Isso porque Moore foge do padrão jornalístico predominante para tornar-se um narrador. Como poucos, ele sabe contar uma história.
Walter Benjamin lamentava a morte da arte de narrar em nosso dias nos seguintes termos: "São cada vez mais raras as pessoas que sabem narrar devidamente. É como se estivéssemos privados de uma faculdade que nos parecia segura e inalienável: a faculdade de intercambiar experiências." Por saber trocar experiências e delas tirar aprendizado, o narrador figura entre os sábios: "Seu dom é poder contar sua vida; sua dignidade é contá-la inteira."
Quem vê uma notícia jornalística sabe que ali pode-se encontrar tudo, menos uma experiência; na maioria, elas se limitam a um relato insosso, quadrado, bidimensional do ocorrido. Regradas pelos manuais de redação, o que acontece com as reportagens é um achatamento da realidade, sendo muito difícil extrair a vivacidade de um acontecimento qualquer por trás da sua linguagem fria e distante. A história de uma família faminta de afegãos é relatada exatamente da mesma maneira (com as mesmas palavras, o mesmo espaço, a mesma organização de texto, construção das frases e legendas) que a falência de um banco. Nada contra a importância de noticiar a falência de um banco; porém mesmo essa notícia é construída de maneira que o leitor não pode adivinhar o reflexo disso na sua vida, ou na vida de qualquer pessoa. E o leitor, como qualquer um de nós, vive no "rés do chão".
Um jornalismo que não desperta paixões é por si um fracasso, é alienante no sentido de tirar das pessoas o conteúdo da vida, das coisas da vida. No seu livro Showrnalismo, Arbex afirma que "fatos existem, mas não como entidades naturais (...) só podemos nos referir a eles como construções de linguagem", mas lembra que o narrador não pode manipular a linguagem ao seu bel-prazer. Sim, deve-se seguir um conjunto de normas que aproximem o fazer jornalístico do "mundo possível" que esperamos. O documentário de Michael Moore aponta novos caminhos nesta direção.
Um novo jornalismo deveria valorizar a dimensão humana de um acontecimento através das especificidades e das pessoas ali presentes como maneira de retirar o fato da esfera das coisas inalcançáveis que nos rodeiam por causa da alienação em todos os níveis (alguns exemplos são "o mercado", "a política", "as regras", "o chefe"). Deixar transparecer que é uma história que poderia acontecer com qualquer um, e por isso vale a pena ser contada - isso é para mim o jornalismo. O reverso disso é, claro, o lead, e a enxurrada de dados que infesta as publicações noticiosas. Números, e não pessoas, é o que conta para uma matéria ser bem-sucedida no modelo que está aí (não é coincidência o fato de números e valores, e não pessoas, regerem o nosso sistema de governo: o jornalismo é produto e reprodutor desse sistema).
Moore sabe manter a humanidade da história com muita habilidade. A começar por si mesmo, um americano típico, inofensivo, de aparência medíocre com seu bonezinho, até os entrevistados, apanhando-os em contradições, ou enquanto jogam fliperama ou sinuca. Conversa com eles como se conversa com um vizinho sem, no entanto, ser falsamente condescendente. É notável a maneira como ele faz dois jovens admitir que faziam bombas caseiras e vendiam armas; sem agressividade, sem ar de "sabe-tudo" (tão comum aos notáveis jornalistas de hoje em dia). Seu grande dom é saber ouvir.
A marca de sua comunicação é a simplicidade e a humildade (não digo que Moore seja humilde no dia-a-dia, mas em "Tiros" ele mantém o foco na história e não em si próprio). O documentário só evolui porque ele se coloca desde o primeiro momento uma pergunta infantil (que muitos repórteres hoje em dia se esquecem de fazer): por quê? Aos entrevistados ele não faz perguntas maliciosas, cheias de segundas intenções, mas diretas, cara a cara, indagações de uma pessoa que realmente quer entender.
Outra coisa: durante o filme, ele explicita o processo de construção da sua investigação, narrando as impressões que teve, construindo e em seguida negando as próprias hipóteses (ao confrontá-las com outros dados), levando, enfim, o espectador junto consigo na evolução de seu raciocínio. Sem impor respostas fáceis dadas por algum "expert", como muito se faz por aí. Além disso, ele usa pessoas comuns como "fontes". No jornalismo, esse proceder ainda é raro: as fontes "confiáveis" são, sempre, aqueles que estudam o fenômeno, aqueles que têm parecer a dar, os "experts", o "governo", enfim, quem detém o poder (intelectual, midiático, financeiro, governamental). Do outro lado, os espectadores/leitores não têm acesso a tais pessoas; portanto, estão impossibilitados de questionar os fatos e obter uma nesga de verdade, coisa que só os jornalistas podem fazer (Moore, por sua vez, parece afirmar o tempo todo: "isso é coisa que qualquer um consegue fazer"). O problema é ainda pior porque a visão que o espectador tem de si mesmo é baseada em clichês provenientes de uma cobertura jornalística desinteressada , antiética, apressada e descuidada. Ou são "população de baixa renda", ou "preto, pobre e ladrão", ou "uma senhora batalhadora", etc. As "personagens" que figuram nas notícias são sempre construídas sobre estereótipos limitados. E isso acaba afetando a própria maneira como elas se vêem.
Moore, por sua vez, não se limita a clichês. Vai conversar com os estudantes de Columbine, com Marlin Manson e até com Charlton Heston (!), a quem visivelmente odeia. A lição que esse gordinho de boné nos dá é que o bom jornalista sempre deve ouvir as pessoas, sempre as pessoas. Desta crença nasce a sua forma de jornalismo, cuja marca é, sobretudo, o resgate da narrativa e do diálogo.
Natalia Viana é jornalista.
posted by RÔMULO MAFRA 10:31
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Quarta-feira, Junho 18, 2003
Só pra avisar, amanhã devo estar em Joinville assistindo a um dos shows mais esperados por esse "guri que não machuca": LOS HERMANOS
YEAH!!! Vamos ver esses "caras estranhos"..
hummm. foi clichê?
posted by RÔMULO MAFRA 15:41
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diploma de jornalismo - ter ou não ter - II
Bem, essa de levar no médico sem diploma é velha e não cola muito, mas olha, se soubesse que o cara é confiável (e antigamente só havia isso pra se saber isso, era tudo na base da experiência), iria sim. Caras, o diploma não prova porra nenhuma, e em muitos casos, prova o contrário, que o cara não sabe porra nenhuma e tá ali, só pra ganhar a graninha, e foda-se ética, foda-se o resto.
Sei que esse negócio é irreversível (a necessidade de um diploma), mas com essa merda de universidade que temos na maioria do Brasil, acho melhor tirar a obrigatoriedade do diploma, pois pode fazer com que estas universidades (e estes postulantes a jornalistas) se toquem q é preciso bem mais do que uma bosta de um diploma pra poder ser um jornalista de verdade.
Como disse a Danyzinha, é preciso ter o dom pra coisa, ou pelo menos, querer ter esse dom, e usá-lo para o bem, se não, de nada adianta termos um diploma pra ficar fazendo merda a vida inteira, e ainda, com a aprovação de uma bosta de universidade.
posted by RÔMULO MAFRA 09:28
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Terça-feira, Junho 17, 2003
diploma de jornalismo - ter ou não ter
Discussão iniciada no blog do Flavio (veracidade) sobre ter ou não ter diploma de jornalismo pra poder ser jornalista...
Essa foi minha opinião...
Sei lá, acho que o diploma só acaba atrapalhando quem quer ser jornalista... essa palhaçada de estagiário tb é uma merda... ontem ainda tava discutindo sobre ter que ter um diploma pendurado (ou não) pra poder ser jornalista. Oras, não acho que isso seja necessário pra se ser um jornalista. Aliás, isso talvez seja o que menos se precise na hora de ser um jornalista de verdade, e não to falando de qualquer coisa... mas essa é minha opinião, e sei que a maioria da galera do curso de jornalismo não concorda com ela...
bem, é isso
posted by RÔMULO MAFRA 17:43
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Segunda-feira, Junho 16, 2003
o mais forte do brasil???
E finalmente caiu a máscara do candidato a pentelho do Jair não-sei-do-que, aquele cara que é tido como o Homem Mais Forte do Brasil pelo Esporte Espetacular todos os domingos, em disputas provavelmente arranjadas. Neste último domingo, o tal Jair que se auto-intitula o rei das criancinhas, não conseguiu ganhar nenhuma das provas em que participou, e obviamente, o concurso não era realizado pela Globo. Ah, eu disse nenhuma prova, sim, o cara não ganhou nenhuma prova, e ainda tiveram a coragem de dizer que o outro concorrente direto, um gaúcho, foi beneficiado por uma "contusão" do Jair na primeira prova. Oras, sejamos realistas. Ele se matou na primeira prova, que era puxar um caminhão, e depois, perdeu todas as outras provas, chegando a desistir na última, prova esta que ganhou com facilidade no Esporte Espetacular.
Sempre achei que ali tinha coisa, e agora isso se confirmou. O cara é forte, isso é inegável, mas que ele é beneficiado de alguma forma na Globo, isso com certeza é.
posted by RÔMULO MAFRA 15:48
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MAIS UM TESTE LOCO
Curioso...muito curioso. Não vale se adiantar, tem que fazer passo
a passo, sem olhar o fim do email >... > > >LEIA E SIGA AS INSTRUÇÕES,
SEM FAZER MALANDRAGEM. PRIMEIRO PEGUE UMA >CALCULADORA ... É MUITO LEGAL.
Só demora 20 segundos, tudo o que precisa >fazer é seguir as instruções.
E, sobretudo, não leia o final até que tenha >feito todos os cálculos, tá
legal?
Então começamos:
1.. Escolha o número de noites por semana que você gostaria de transar.
2.. Multiplique esse número por 50.
3.. Do resultado, some 44.
4.. Depois multiplique por 200.
5.. Se você já fez aniversário neste ano, some 103. Se ainda não fez aniversário, então some 102.
6.. Último passo: do resultado obtido você vai subtrair o ano de seu nascimento. ( por exemplo: 1941, 1984, etc. ).
Depois de ter feito a subtração, você deve ter obtido um número de 5 algarismos.
Agora vamos ao significado: O primeiro dos cinco algarismos
indica o número de noites por semana que >você gostaria transar, né?
Mas isso não é tudo. Os dois últimos algarismos correspondem à sua idade. Mas o melhor está por vir:
O segundo e o terceiro algarismos indicam...
A POSIÇÃO EM QUE VOCÊ MAIS GOSTA DE TRANSAR, NÉ, SEM-VERGONHA???!!!!
OBS: Esta curiosidade matemática só funciona no ano 2003
posted by RÔMULO MAFRA 15:13
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MAIS UMA DO JOÃOZINHO...
colaboração: Batata
A professora divide a classe em dois grupos e decide fazer uma disputa com perguntas. Para que Joãozinho não lhe encha o saco, ela coloca no grupo dos inteligentes. Aproveitando-se disso, ele grita para o outro grupo:
* Nós vamos arrasar com vocês, cambada de idiotas !!!!!!
Começa a disputa...
* Quem descobriu a América?
O grupo de Joãozinho responde:
* Cristóvão Colombo!
E o Joãozinho grita: Eu não falei? Bando de orelhudos, 1 a 0!!!
A professora lhe repreende:
* Cala a boca Joãozinho!!!
Segunda pergunta:
* Que idioma se fala na Espanha?
O grupo de Joãozinho responde:
* Espanhol, fessora!!!!
E o Joãozinho:
* Viram só? Seus filhos duma égua, 2 a 0 !!
A professora lhe repreende:
* Cala a boca Joãozinho!!!
Terceira pergunta:
* Como Cristóvão Colombo chegou à América?
O grupo de Joãozinho responde:
* Nas caravelas.
Joãozinho, emocionadíssimo, disse:
* Eu bem que avisei, seus sacos de merda, 3 a 0!!!
A professora, de saco cheio, grita:
Joãozinho!!! Levanta e sai, porra!!!
Joãozinho responde de imediato:
* O pênis, fessora!
Show! 4 a 0 seus babacas !!!
A professora indignada volta a gritar:
* Joãozinho, sai e não volta mais !!!!!
Joãozinho contente responde:
* O cocô, professora.
Hahaha, se ferraram, 5 a0!!!
A professora, não aguentando mais, grita:
* Joãozinho, SAI E NÃO VOLTA DENTRO DE UM MÊS !!!
Joãozinho, feliz da vida, responde aos berros:
*A MENSTRUAÇÃO!!!
PUTA QUE O PARIU, 6 a 0
GANHAMOOOOOOOSSS !!!!!!!!!!!
posted by RÔMULO MAFRA 15:12
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Sábado, Junho 14, 2003
NA CORRERIA
Pois é meus queridos leitores, na semana passada foi humanamente impossível escrever-lhes, mas eis que aqui estou novamente. Vou lhes contar um pouquinho do que aconteceu para esta falta indesculpável.
Como todos sabem (vocês sabem né?), agora estou trabalhando no Diário do Litoral, mais conhecido também como Diarinho. Então ficou assim: trabalho das 8h até 12h na Gráfica Berger, e das 12h até às 18h no Diarinho. Ah, levo uns 10 minutos até ir de um trabalho para o outro, mas nesse meio tempo, ainda passo no SESC, que é o lugar onde almoço todos os dias, a partir de agora. Ah, também trabalho aos sábados de manhã, e no domingo das 18h às 0h.
Mas voltando ao caso do motivo da minha falta na semana passada. O IMCARTI (instituto de música canto e arte de Itajaí) viajava na quinta à noite para Minas Gerais, para participar dum festival anual de coros que acontece na cidade de São Lourenço, sul da Minas. Eu, como vocês sabem (você sabem né?), faço parte do coro Carpe Diem (que faz parte do IMCARTI), portanto, já estava tudo arranjado para minha ida a São Lourenço na quinta. Porém, ainda não havia saído minha liberação do Diarinho, e como já era certa a minha não ida, iria escrever minha coluna na sexta, antes de mandar o MãonosCórnonline. (Mais um) porém, quando ia saindo na quinta à noite, depois daquele inferno todo do BugBear B, que assolou o mundo todo na quarta/quinta, a Sâmara, minha chefe e editora do Diarinho, me chama e pergunta quando volto da viagem. Eu, surpreso, digo que volto no domingo à noite, mas não é de certeza.
Bem, daí em diante foi uma correria só. Tive que conseguir uma carona que me levasse até em casa (leia-se casa dos meus pais), pegar minha roupa, voltar para a casa da namorada (leia-se quase minha casa), tomar banho e ir para o IMCARTI, pois as 21h estava marcada a saída do pessoal.
Legal né? No fim deu tudo certo. Acabamos chegando segunda às 4h30, fui trabalhar às 8h, e ainda devo estar devendo umas 10 horas de sono, pois não consegui pregar os olhos na ida, que durou 16 horas. Na volta devo ter dormido umas 4 horas, no máximo.
este menino na redação do diarinho, ontem, com seu recorde em permanência de sua "farta" barba, que deve ser retirada hoje...
posted by RÔMULO MAFRA 08:48
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CAROS AMIGOS
ELES USAM BLACK-TIE
por Marcelo Manzano
Tudo o que deveria ser dito sobre a insensata política monetária da dupla Palocci- Meirelles já foi dito. Após quatro meses de paciência e trégua em nome da governabilidade, é quase unanime entre os analistas a opinião de que a ortodoxia passou dos limites - a exceção evidentemente fica por conta dos executivos do mercado financeiro.
Mas, para além dos estragos provocados pelas taxas de juros penduradas na cumeeira e pelos superávits fiscais mais-que-perfeitos, o que preocupa na política econômica do governo é que, na sua sanha positivista, ela joga por terra toda uma construção teórica alternativa que desde a escola cepalina vem subsidiando as esquerdas na crítica à ordem liberal e na proposição de um desenvolvimento econômico singular, isto é, que leve em conta as peculiaridades de nossa industrialização tardia. Em outras palavras, a desfaçatez com que o governo trata o debate de fundo sobre o modelo econômico em que estamos metidos, esvaziando de legitimidade um dos principais esteios de sua própria história política, produz um perigoso vácuo de alternativas que nem a queda do muro nem a mente de Mrs. Thatcher tinham sido capazes de impor ao Brasil.
Nas estrelinhas das falas do Ministro da Fazenda e, talvez, até à revelia de sua consciência, transbordam referências a uma semântica econômica que remete ao mais estrito conservadorismo. As metáforas de um organismo na UTI que não pode ter seu tratamento interrompido escancaram a adesão a uma concepção do mundo econômico onde a ordem e o equilíbrio parecem ser o desfecho natural da dinâmica capitalista. Ora, desde que o médico Quesnay concebeu a economia como um organismo cuja harmonia dependerá do pleno funcionamento das suas partes, muita água já passou por debaixo da ponte. Autores como Marx, Keynes e Schumpeter gastaram seus tutanos para demonstrar que no capitalismo o desequilíbrio e a instabilidade são a regra e, consequentemente, é a partir deles que se deve pautar a política econômica.
Quando o governo se apresenta como conservador na política econômica e progressista na área social (ordem e progresso?), desdenha de sua razão de ser, correndo o risco de se inscrever na história como a pá de cal sobre um longo esforço de desconstrução do discurso econômico dominante. E este sim é um risco de implicações de fato muito mais deletérias do que as circunstâncias econômicas de curto prazo, sempre passíveis de reversão. A capitulação do PT ao liberalismo econômico é grave porque simbolicamente representa o fracasso de uma alternativa que sequer foi testada, e que poderá ficar marcada injustamente como mera retórica oposicionista. Ao persistirem na cegueira conservadora, além de estarem nos conduzindo ao degredo econômico, os timoneiros da área econômica estarão finalmente dando vida ao pensamento único, que até a chegada do PT ao poder não se efetivava justamente porque, na oposição, o PT representava uma alternativa concreta à unanimidade liberal.
Infelizmente, os ditos "radicais" do partido, dos quais poderíamos esperar este resgate de um modelo alternativo de desenvolvimento, encerram-se nos mesmos limites de incompreensão do funcionamento do capitalismo contemporâneo. Assim como a cúpula que hoje os trai, os "radicais" tem sua militância política fundada apenas na negação do capitalismo. Perdem-se acusando o PT de se desvirtuar de sua missão histórica através de suas alianças com o PL do vice José de Alencar ou com o neo-companheiro Sarney, e esquecem-se de observar que estes dois, por exemplo, são hoje muito menos ortodoxos, em seu pragmatismo econômico, do que os puro-sangue do partido. Esses, agora, em seu casuísmo tático, transformam-se em defensores de um modelo de organização da economia que coloca o Estado a serviço dos rentistas, à custa do emprego e dos tributos de um mar de mal nascidos.
Marcelo Manzano é economista.
posted by RÔMULO MAFRA 08:47
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ASSOCIAÇÃO GAP (Grupo de Artistas Plásticos de Balneário Camboriú - SC )
De 18 de junho a 07 de julho de 2003
Local: MAC - Museu de Arte de Cascavel (Rua Mato Grosso, 2700 - Cascavel - PR)
*Convite em anexo
Artistas Participantes:
Dagmar Sanchez
Eunice Araujo
Fabiana Langaro Loos
Fabiana Schaefer
Francisca Ap. Correa
Fred Voigt
Halina Garcia
Ioni Mazzotti
Leonilda Rigoni
Leticia Bretas Tzaschel
Lilian Bellincanta
Mana Simonato
Moacir R. Schmitt Junior
Maria Ap. R. Tomazzi
Neovana
Onildo Miguel Borba
Marcelo Urizar
Suzete Zukoski
Vera Lúcia de Jesus
Promoção:
MAC - Museu de Arte de Cascavel
Governo Municipal de CASCAVEL - Secretaria da Cultura
posted by RÔMULO MAFRA 08:43
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histórias comoventes
Recebi essas 5 histórias, não sei se alguma delas é verdadeira.
Sendo ou não verdadeiras, quem as escreveu, sabia o que fazia...
Vale a pena lê-las.
Primeira História:
Durante meu primeiro ano da faculdade, nosso professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última:
"Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?".
Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes.
Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?
Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.
"É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas.
Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'alo'".
Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.
Obs.: Você pode e deve ser importante, mais o mais importante é o respeito ao próximo e o valor que você dá aos humildes.
Segunda História:
Numa noite, estava uma senhora negra, americana do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam.
Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajuda-la.
O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.
Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradece-lo. Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz.
Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o console e tudo estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:
"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse.
Sinceramente, Mrs. Nat King Cole".
Obs.: Pequenos atos ou gestos podem ser a diferença que falta para termos um mundo melhor. Seja Você esta diferença
Terceira História:
Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou a uma mesa.
Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele. "Quanto custa um sundae?", ele perguntou. "50 centavos" - respondeu a garçonete.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a conta-las.
"Bem, quanto custa o sorvete simples?", ele perguntou.
A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete, perdendo a paciência. "35 centavos", respondeu ela, de maneira brusca.
O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: "Eu vou querer, então, o sorvete simples".
A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu.
O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.
Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar à medida em que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, havia 15 centavos em moedas,
ou seja, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.
Obs.: Não feche os olhos paras as pequenas coisas do dia a dia, não as ignore, porque você pode estar deixando uma grande oportunidade passar sem perceber e esta oportunidade pode ser aquela que justamente iria mudar a sua vida.
Quarta História:
Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.
Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo obstáculo contêm uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".
Obs.: Muitas vezes desviamos-nos do nosso caminho para não encarar a realidade pela sua dificuldade e com isso não só passamos o problema para outros por não termos assumido a nossa parte da responsabilidade, como também podemos estar nos privando de muitas coisas boas, no mínimo a satisfação de ter realizado um grande feito.
Essa é a única que eu conhecia por uma outra versão (e acredito, que, se for real, é a primeira versão que vale... e não essa, modificada, com nomes "inglesados"e tudo mais...)
Quinta História:
Há muitos anos, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz que sofria de uma terrível e rara doença.
A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente tinha sobrevivido a mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la. O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã. Eu vi ele hesitar um pouco mas depois de uma profunda respiração ele disse:
"Tá certo, eu topo já que é para salvá-la....".
À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu. Ele olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:
"Eu vou começar a morrer logo, logo?" Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã!
Obs.: Porque quando criança, somos capazes de grande gestos e com o passar da idade passamos a ser cada vez mais mesquinhos e arrumamos desculpas para justificarmos os nossos atos e omissões?
Pense nisso. Pois é, compreensão, atitude e respeito ao ser humano são tudo.
posted by RÔMULO MAFRA 08:39
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Eu odeio Manoel Carlos- Cap.3
Bem, como essa novela tá ruizinha mesmo, vou publicar este e-mail recebido ontem. Muito do que está (ou quase tudo eheh) é verdade mesmo, concordo com o cara. Ah, outra coisinha, ele acha aquele cara (o que mete o pau (no mau sentido) na mulher) a cara do Tom Hanks, coisa que venho falando desde o primeiro dia que vi o bicho na TV.
E não é que essa bosta de novela continua no ar? Parece que a Cristiane Torloni realmente enlouqueceu. Está pensando que é gostosa e que todos os homens querem dar um pega nela. Te enxerga, ô baranga. Só na mente doentia do Manoel Carlos alguém ia trocar o filezinho da Pitanga por aquele tribufu. E o Toni Ramos? O Maneco deve estar de sacanagem com o galã Global. Fica na maior dor de cotovelo chorando porque levou um pé na bunda daquela baranga, ao invés de dar logo uns pegas na ex-puta mãe do seu filho. Tá demorando muito pro cara cair na real. Todo homem que está recém separado vai procurar uma puta, e com a economia do jeito que está, vale mais a pena pro Tony Peludo ficar com essa mesmo, que ele já está bancando há muito tempo. Outra falha do Maneco na escalação de elenco foi colocar o Rodrigo Santoro para casar com a Paloma Duarte. Peraí, o cara pode pegar quem ele quiser, Gisele Bundchen , Cameron Diaz e vai amarrar a égua logo na Paloma Duarte que, além de tudo, é chata pra cacete? Pôrra Maneco, de novela eu já sabia que você não entendia nada e agora tenho certeza que você também não sabe nada de mulher . Nos próximos capítulos o bestalhão do Fred, que além de não comer a professora Ranaldi (que está com a piriquita coçando), agora vai tomar porrada do marido violento dela. O Tom Hanks Tupiniquim vai esculachar o garoto e tirar o pirulito e as bolas de gude do menino e, de quebra, quando chegar em casa vai encher aquela imbecil de porrada. Esta novela está parecendo mais o programa do Ratinho. E a Giulia Gam ? Coitada. Todo mundo já foi visitar aquela pentelha no hospital menos o Bial. Ô Bial, faz uma caridade e vai visitar a maluquinha. E o cara do táxi? Toda hora aparece na casa da patroa da empregada que ele dá uns pegas. E o faturamento ? Nunca vi taxista que não roda. Só o Maneco mesmo. Tem gente torcendo para o Ibope cair para o Maneco ter que usar a sua arma secreta: a Gracinha. Com uma Gracinha dessas só de calcinha, não tem Ibope que não suba no ato.
posted by RÔMULO MAFRA 08:24
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Quinta-feira, Junho 12, 2003
CORA LAUS SIMAS
Ontem fiquei muito contente ao saber que tive uma parente que foi Jornalista e também Poetisa. Muito legal mesmo. Fui, convidado pela minha tia, e pensava ser o lançamento do livro de um primo segundo meu, mas chegando lá, na Casa da Cultura Dide Brandão, havia uma apresentação de teatro, todas elas, referente ao catarinense escritor, poeta, artista plástico, Harry Laus, e acho que a primeira peça apresentada, sobre uma mulher, era sobre ela, minha tia-avó, Cora Laus Simas.
Cora foi casada com Luis Simas, irmão de minha avó, Benta Simas Mafra. Tudo bem, ela não era parente de sangue, mas que fiquei orgulhoso em saber que alguém da minha família já esteve no mesmo "ramo" que eu, passou pelo que passo para escrever (ou talvez foi totalmente diferente, mas não importa), com certeza fiquei, não vou negar.
O livro de Cora chama-se A Saudade Olhada de Perto, e é constituído de poemas e crônicas publicadas nos jornais de Itajaí e Caçador além de outros trabalhos inéditos de Cora, que nasceu em 1915 na cidade de Tijucas e faleceu em 1969, em Florianópolis.
Este livro, é a primeira publicação de Cora, e foi editado pela Editora Laus, que cuida do acervo de Harry, Ruth (outra escritora que estava no lançamento, ontem) e Cora Laus. E isto deixou-me mais feliz ainda, saber que estava provavelmente num momento que ela sonhou durante sua vida, e que, infelizmente, só aconteceu muito após sua morte.
E como hoje é dia dos namorados, nada melhor do que deixar uma poesia de Cora, para minha lindinha, Aike. Te amo, more!!!!
Canta meus olhos
Canta meus olhos quando os teus parecem
duas continhas perdidas de esplendor!
Cantas meus olhos quando os teus aquecem
qualquer dos olhos procurando amor
Cantas meus olhos... quando os teus esquecem
de ver em si a pequenina flor,
O miosótis; ramos que florescem
inspirando versos ao poeta, ao sonhador.
Cantas meus olhos... Encabulo, emudeço...
fico indecisa, parada, enrubeço...
Recobro o ânimo para dizer aos teus:
- que são azuis, possuem beleza rara!
- Se queres ter meu olhos... (jamais imaginaria!)
hoje, feliz, feliz! Ofereço-te os olhos meus
Cora Laus Simas
5 de novembro de 1962
posted by RÔMULO MAFRA 08:00
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Terça-feira, Junho 10, 2003
IDIOTAS AO QUADRADO
por Izaías Almada
A versão brasileira do livro de Michael Moore, "Stupid White Men" traz o subtítulo "Uma Nação de Idiotas", que dá nome ao quinto capítulo da versão original em inglês. Após a agradável e deliciosa leitura que cada um de nós pode fazer do livro de Moore, obra que já o tornara conhecido na América e na Inglaterra mesmo antes do seu desabafo durante a entrega do último Oscar em Hollywood, fiquei com uma sensação de desconforto provocada pela inquietante pergunta que poderemos fazer a nós mesmos, brasileiros, se tal subtítulo não nos cabe como uma luva. Por quê?
As revelações e atualizações de dados econômicos, políticos, culturais e sociais sobre os Estados Unidos dos finais dos anos 90 e início do novo século, mais particularmente esse da era Bush, mesmo descontada a ironia corrosiva do autor, mostram-nos um país mais doente e inquietantemente perverso do que se poderia imaginar através da avassaladora quantidade de filmes, séries de televisão, notícias de revistas, jornais e internet, livros ou ainda da maciça avalanche de comerciais que a globalização publicitária nos deita goela abaixo, ao falar das virtudes de consumir produtos e serviços com a marca e a cultura do "american way of life". A advertência sobre essa metamorfose sociológica já se faz há tempos nas palavras de outros nomes como H.L.Mencken, Gore Vidal ou Noam Chomsky. Sem nos esquecermos de inúmeros americanos que, na ficção, na poesia, na música ou na dramaturgia, nada têm ou tiveram de idiotas como Ginsberg, Whitman, Joan Baez, Miller, Albee, Steinbeck, Hemingway, apenas para citarmos - correndo o imperdoável e inevitável risco da injustiça - alguns nomes dessa enorme galeria de homens e mulheres íntegros e bem pensantes daquele país.
Se os Estados Unidos da América se transformaram nessa nação de idiotas que Moore impiedosamente radiografa, porque a classe média sacoleira e emergente e as elites rurais e urbanas do Brasil ainda se comprazem e insistem em manter entre nós uma atitude de glamour e sedução para com os "nossos irmãos do norte"? Cada página de Moore, para além do humor impiedoso e por vezes cruel com que trata seus conterrâneos, nos revela um país que muitos insistem em não querer enxergar, mas que a nova doutrina Bush expõe com clareza inequívoca. Na falta de argumentos, a ameaça; na falta da diplomacia, as armas, a barbárie. Ou, nas palavras irônicas de Gore Vidal: "se os EUA puderam construir um poder bélico tão arrasador, por quê não usá-lo no lugar da diplomacia e do diálogo?"
Não se trata de demonizar os Estados Unidos da América (como a doutrina Bush quer fazer com seus eventuais inimigos), menos ainda os milhões de americanos que ainda acreditam na paz, nos valores de uma democracia real e no respeito aos direitos humanos. Mas o ninho está à vista de todos, e nele, os ovos da serpente estão chocando, aquecidos pela ameaça e pelo terror de Estado. Como propõe Moore, é preciso reagir. A cada minuto, a cada hora, em cada cidade, em cada país. Aqui, ao sul do Equador, será preciso mostrar - particularmente às novas gerações - que um país como o nosso, cuja mídia submissa, um sistema de ensino mercantilizado e uma elite aculturada ainda elegem como paradigma de desenvolvimento e competência capitalista os Estados Unidos da América, no mínimo se candidata a tornar-se uma nação de idiotas ao quadrado.
Izaías Almada é escritor e dramaturgo.
TESTES DE MENTE
1º TESTE:
Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui
vai um pequeno exercício de calculo mental !!!! Este cálculo deve
fazer-se mentalmente (e rapidamente), sem utilizar
calculadora nem papel e caneta!!!
Seja honesto... faça cálculos mentais...
Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000.
Acrescenta mais 30 e novamente 1000. Acrescenta 20.
Acrescenta 1000 e ainda 10.
Qual e o total? (resposta abaixo)
O teu resultado é:
5000 ?
A resposta certa e 4100 !!!!
Se não acreditar, verifique com a calculadora. O que acontece e que a seqüência decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).
2º TESTE:
TESTE: rápido e impressionante: conte, quantas
letras "F" tem no texto abaixo sem usar o mouse:
FINISHED FILES ARE THE RE-
SULT OF YEARS OF SCIENTIF-
IC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS
Contou?
Somente leia abaixo após ter contado os "F".
OK?
Quantos??? 3??? Talvez 4???
...
...
Errado, são 6 (seis) - não é piada!
Volte para cima e leia mais uma vez!
A explicação está mais abaixo ..
..
..
...
..
O cérebro não consegue processar a palavra "OF".
Loucura, não?
Quem conta todos os 6 "F" na primeira vez é
um "gênio", 3 é normal, 4 é mais raro, 5 mais ainda, e 6 quase ninguém.
3º Teste: Sou Diferente? Faça o teste.
Alguma vez já se perguntaram se somos mesmo
diferentes ou se pensamos a mesma coisa? Façam este exercício de
reflexão e encontrem a resposta!!!
Siga as instruções e responda as perguntas uma de
cada vez MENTALMENTE e tão rápido quanto possível mas não
siga adiante até ter respondido a anterior. E se surpreendam com a
resposta!!!
Agora, responda uma de cada vez:
Quanto e:
15+6
.....
< /FONT>
3+56
.....
89+2
.....
12+53
.....
75+26
.....
25+52
....
63+32
......
Sim, os cálculos mentais são difíceis mas agora vem
o verdadeiro teste. Seja persistente e siga adiante.
......
123+5
......
RÁPIDO! PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR!
.....
E siga adiante...
.....
Mais um pouco...
.......
Um pouco mais...
.......
Pensou em um martelo vermelho, não é verdade???
Se não, você é parte de 2 % da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa. 98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício.
posted by RÔMULO MAFRA 08:47
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Sábado, Junho 07, 2003
em minas gerais
Galera, só pra avisar,estou em São Lourenço, sul de Minas Gerais, participando do XI FEBACO (festival bach de corais). Pois é,não pude avisar antes, pois só soube que seria liberado do trabalho para esta viagem no final da tarde de quinta-feira (viajamos na quinta às 21h), e por este motivo também não mandei minha coluna (e ainda, pelo que vi), o MãonosCórnonline ainda não foi mandado.
Bem, é isso, beijos n´alma de todos vocês.
IMCARTI EM NOITE DE SUCESSO EM SÃO LOURENÇO
De São Lourenço, Minas Gerais,
Os coros Carpe Diem e a Oquestra de Câmara do IMCARTI fizeram ontem sua primeira apresentação na cidade de São Lourenço, sul de Minas Gerais, onde participam pela terceira vez do XI FEBACO, Festival Bach de Corais.
Os coros Carpe Diem e a Orquestra de Câmara do IMCARTI, abrilhantaram com um belíssimo encerramento, que aconteceu na Igreja Matriz de São Lourenço, e ao final, após a apresentação da música Alleluia Amen, de Haendel, foram aplaudidos de pé, por quase três minutos, e tiveram, a pedidos do público, que fazer um bis, voltando a apresentar a peça Alleluia Amen, que faz parte do oratório Judas Maccabeus.
O IMCARTI foi realmente a estrela desta noite de abertura do FEBACO, e isso se refletiu após também à apresentação, no coquetel servido após o evento, com todos os membros do instituto sendo procurados e muito elogiados pelos outros coralistas.
Hoje, o IMCARTI segue com a rotina normal do FEBACO, com as apresentações individuais de todos os coros participantes do evento e domingo acontece o encerramento do festival, pela manhã, devendo sair de São Lourenço rumo a Itajaí logo após o almoço.
posted by RÔMULO MAFRA 10:21
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Quarta-feira, Junho 04, 2003
heil babacas!
Muito louca essa imagem modificada né? Pois então, quer saber mais sobre essa carinha (o do nome, não o babaca da foto), vai lá no blog da Tati. O cara é um dos mestres do cartunismo.
posted by RÔMULO MAFRA 14:00
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Segunda-feira, Junho 02, 2003
maldita ESPN!!!!!!
Rídiculo é o que a ESPN está fazendo. Até semana passada, durante o Roland Garros, que está acontecendo neste momento, a ESPN Brasil estava transmitindo normalmente, inclusive no período da tarde. Agora que o Guga passou de fase, os caras transmitem até as 11 horas da manhã, depois, quem quiser ver os jogos do brasileiro, tem que passar para a ESPN Internacional, que tem só quem paga mais... simplesmente ridículo isso! Uma afronta ao telespectador. Mandei um e-mail reclamando, mas até agora nada... mande você também: aovivo@espn.com.br e reclame também....
posted by RÔMULO MAFRA 11:23
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PARABÉNS LOLLOMAFRA
ou
ande 4 casas, e volte 1
3 anos. Neste dia primeiro de junho completo 3 anos publicando esta coluna. E sabe que até ia esquecendo desta data. Quer dizer, durante a semana até lembrei, mas como o "fechamento" do MãonosCórno da semana passada ficou debilitado pela ausência de internet durante toda a tarde lá no meu trabalho, e no período noturno, quando fui tentar enviar o e-zine e minha coluna para o ItajaiOnline, a Univali parecia estar sendo atacada por um hacker (ou poderia estar passando por testes na rede, mas ninguém ainda tinha certeza...). Portanto, minha coluna não foi, o MCOL também não foi. Até tinha pensado, casa não desse pra enviar da Univali, mandar no sábado, quando daria aula numa loja de cópias, mas o cara ligou cancelando, então fiquei sem opções. Mas isso também me deu tempo (quer dizer, só estou escrevendo isto às 22h45 do domingo, ao som Save Me, do Remy Zero, que é a música de abertura do belíssimo seriado Smalville ¿ pô, tinha que falar isso ehehe... sou fanzaço e não poderia deixar passar esta oportunidade ehehehe...) de escrever sobre meu ¿aniversário¿ de coluna.
Porém, agora me passa pela cabeça o seguinte: escrever o que???? falar o que sobre o assunto? Tá, eu sei que várias pessoas lêem esta coluna. Várias pessoas acessam pelo meu blog, outras lêem no ItajaiOnline, e a maioria (pelo menos em números reais), lêem pelo MãonosCórnonline. Mas agora, não sei muito sobre o que escrever destes meus 3 anos (quase todo ele, sem perder nenhuma semana) por estas bandas. Ah, não vou contar novamente a história de como comecei a escrever a coluna. Quem quiser, sei lá... pode mandar um e-mail pra mim, tentar achar no ItajaiOnline ou ler no MCOL do ano passado. Basta ser assinante e entrar no sítio do MãonosCórno. Deve estar lá, em algum lugar. Bem, como não vou escrever nada sobre o assunto mesmo, só que continuo com vontade de escrever (apesar de muitas vezes pensar em parar), e continuo realmente amando escrever para vocês, o que na verdade é uma mentira, pois no fim das contas, escrevemos para nós mesmos, dizem alguns...
Ah, agora vou falar de coisas que aconteceram semana passada. Já contei que voltei a trabalhar num lugar que trabalhei uns 3 anos atrás né? Contei? Sei lá, se não tinha contado, já o fiz 10 palavras atrás. O caso foi que, nesta semana que passou, fui chamado para trabalhar num jornal que trabalhei uns, sei lá, 5 anos atrás. Pois é, acabei aceitando, já que a proposta foi bem legal, e vou voltar a trabalhar com amigos como a Fran e o Nicanor (sim, eles ainda estão no MCOL, dizem as lendas...), a Samara e o resto da galera do Diário do Litoral (para os daqui da terrinha, Diarinho). E como minha contratação foi por telefone, ainda não pude conversar direito com eles, mas por enquanto, tive que já avisando o pessoal do Microfonia (programa de cultura pop que apresento junto meus amigos Flavio, Diego e Kenzo, na TV Univali), que provavelmente deixarei-os. Essa foi a parte triste da história. E o pior, tive que decidir na hora, por telefone, quando estava exatamente gravando o programa, e tinha que ler a minha notícia. Sinceramente, quase não consegui. Tive que me conter, mas no fim, desencanei. Só posso dizer que esses 31 programas que gravamos juntos foram muito legais, e nunca esquecerei o que a gente conseguiu (e vocês continuarão conseguindo) realizar: um dos melhores programas da TV Univali, e isso, digo não para me achar ou coisa parecida, mas sim, porque o tornamos uma realidade e vocês 3 sabem disso! E melhor, continuamos humildes, sem estrelismos ou coisa parecida. A única coisa que posso desejar é que: espero que um dia, eu seja o Stu de vocês!! Não era o que queria, mas fazer o que né? A vida tem que caminhar, e infelizmente não poderei estar mais tão perto quanto desejava, mas continuarei ajudando do jeito que puder, podem acreditar.
Tá, vou parando que já tô com vontade de chorar. Minto, já tô chorando...
Valeu galera!! (e começa a tocar Uninvited, da Alanis, pra fechar com chave de ouro...)
Beijos n´alma
posted by RÔMULO MAFRA 09:47
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não--matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), mais foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnonline, també-m colaborou com textos para o jornal da Cidade (suplemento do Santa), Diário da Cidade, Diário do Litoral, jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, alé-m de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo.
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