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O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.
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Sexta-feira, Agosto 29, 2003
Como eu meu avô, Aristides Mafra, "apagou-se" hoje de manhã, transporto aqui pra cima do blog este texto escrito por mim esta semana. Vai em paz, vô!
"Quando ele "se apagar", vou vender tudo". Assim minha avó, Benta Simas Mafra, referiu-se ao meu avô, Aristides Mafra neste último domingo, conversando comigo. Meu avô está internado no hospital, teve derrame semana passada, voltou para casa, e agora piorou novamente, tendo que ser internado mais uma vez. Segundo os médicos, dessa vez não têm mais volta, porém isso já tinha acontecido antes, mas pelo andar da carruagem e como sinto a nossa família, estes são os últimos dias do pai do meu pai.
Talvez seja melhor ele "apagar-se" o mais rápido possível mesmo, pois o coitado já nem fala mais direto. Está quase em coma, cheio de aparelhos. Toma soro pelo pé, pois não tem mais veias possíveis de serem usadas e é triste vê-lo assim, e por isso mesmo relutei em visitá-lo neste domingo. Ele mal reconhece as pessoas que vão lá. Então vou ficar com as últimas imagens dele, seja contando piadas sentado na cadeira de balanço (sempre disputada pelos netos), ou jogando dominó. Mas posso lembrar dele reclamando durante o almoço quando estávamos de boné à mesa, ou então sempre perguntando sobre meu último emprego (e quase sempre confundindo em qual eu estava), vendo programas infantis (principalmente os que tivessem loiras no comando ehehe), torcendo pelo Botafogo, torcendo quase sempre contra a seleção brasileira (lembro de uma ou duas vezes dele torcendo a favor do Brasil em copas do mundo) ou então sentado na varanda, ou perto do portão, escutando seus passarinhos (paixão antiga) e conversando com seus velhos amigos que passavam ali pela Fiúza Lima, ou até mesmo, lembrar da época em que ele andava de mobilete pela cidade, vendendo suas rifas, e mais tarde, quando a visão o atrapalhou, com a sua bicicleta vermelha, andava pela cidade inteira. Raras vezes, ele passando por mim (ou por qualquer outro membro da família), reconhecia-nos. Sempre naquela velocidade, nem muito rápido, nem muito devagar, só o bastante pra chegar nos locais. E agora está sendo assim também, nem muito rápido, nem muito devagar, ele está indo aos pouquinhos.
Então é isso Mafra. Vá em paz. Descanse logo, pois se o tempo acabou, o nosso continua, nossa família continua, a vida tem que continuar, mas suas histórias também continuarão conosco. Suas piadas, sua alegria, seu trabalho suado, tudo isso continuará com a gente, inclusive o sangue, e disso nunca poderemos esquecer.
26 de agosto de 2003
posted by RÔMULO MAFRA 13:05
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Mais uma teoria conspiratória contra os Estados Unidos. Bem interessante. É no mínimo, de se pensar em alguma hipóteses levantadas pelo autor (que é anônimo). Texto recebido do Diego Lara.
11 de SETEMBRO
PODERIA TER SIDO TUDO UMA FARSA ?
Será mesmo possível que tudo aquilo tenha sido planejado pelo próprio país?
11 de SETEMBRO - Evidências sobre as torres de Nova Iorque
Abaixo apresentamos várias evidências sobre o fato de que a derrubada das torres de Nova Iorque NÃO foi feita por terroristas:
1) No dia seguinte à derrubada, o governo dos EUA já tinha nome,
endereço e fotos dos "terroristas". Por que não os pegaram antes então?
2) Já havia câmeras de TV profissionais colocadas estratégica,
dissimulada e sorrateiramente para transmitirem o evento a todo o mundo, desde o seu início, em vários ângulos.
3) Os "atentados" aconteceram antes das 09:00, hora local, quando a
maioria dos funcionários nem tinha chegado ainda, já que nos EUA a hora
detrabalho começa por volta das 10:00 da manhã.
4) Mais de 80% dos trabalhadores das torres eram de imigrantes e,sabe-se
bem, que os EUA não têm simpatia por imigrantes e não os recebem bem.
5) Existe uma informação não confirmada de que cerca de 3.000 trabalhadores judeus das torres não foram trabalhar naquele dia.
6) Você viu alguma lista de passageiros dos dois aviões ser divulgada?
Claro que não, pois ninguém viu.
7) Sempre que há um acidente aéreo, familiares e amigos vão aos
aeroportos buscar notícias sobre os passageiros. Você viu isso acontecer? Claro que não, ninguém viu, pois nada foi divulgado sobre isso, já que não havia o que divulgar. Aqueles aviões voaram por controle remoto. Sabemos que isso já é tecnologicamente possível hoje em dia.
8) O número dos vôos daqueles aviões era 093 e 011. Segundo foi divulgado, o 093 devia ser relacionado ao ano de 1993, quando uma bomba explodiu na garagem de uma daquelas torres e, o número 011, deveria ser relacionado ao próprio dia 11 de setembro. Cá pra nós, acredito que seqüestrar um avião deve ser uma tarefa muito difícil; seqüestrar dois aviões deve ser mais difícil ainda; seqüestrar dois aviões no mesmo dia e horário deve ser bem mais complicado. Será que os terroristas ainda iriam ter exigência para escolher os números de vôos? Qual a vantagem disso pra eles? Seria a de aumentar a complicação? Nenhuma vantagem nem importância, claro! A ligação desses números aos "atentados" só tem
serventia àqueles que pretendem montar e forjar provas contra alguém.
9) Sempre quando um grupo de terrorismo verdadeiro faz algum atentado,
imediatamente esse grupo reivindica o atentado para si, pois isto traz
prestígio àquele grupo. Você viu algum grupo fazer isso? Claro que não, nenhum grupo reivindicou aqueles "atentados". Mais uma evidência de que não há sentido em relacionar os números 093 e 011 aos "atentados" e atribuir os "atentados" a um grupo de terrorismo não-oficial. E o fato de ter ficado em aberto quem realmente praticou aqueles atos, faz com que os
EUA ataquem todo mundo indiscriminadamente, isto é, bombardeiem os países cujos governantes eles têm interesse em derrubar. Se um grupo tivesse
assumido os "atentados" então os EUA seriam forçados a combater somente tal grupo, o que não é de interesse pra eles, pois era pra deixar tudo em aberto mesmo para "terem" o perverso "direito" de atacar quem quiserem.
10) Seqüestrar e manter esses aviões seqüestrados apenas com canivetes
ou faquinhas e sem nenhuma arma de fogo em punho parece ser tarefa
cinematográfica e difícil de imaginar que nenhuma reação tivesse sido tomada com efeito.
11) O dia escolhido para os "atentados" foi o 11 de setembro ou 11/9.
Porém, os países de fala inglesa invertem a ordem e escrevem 9/11. Este número coincide com o número 911, adotado e conhecido nos EUA como o número de emergências.
12) A área das torres, desde há muitos anos, já era deficitária economicamente.
13) Agora vamos analisar tecnicamente a queda das torres. Todo mundo viu e percebeu que as torres caíram como implosões perfeitas. Todo mundo estranhou isso. Mas, deixando as primeiras impressões de lado, vamos verificar como as torres foram construídas e entender as explicações técnicas dadas para as suas quedas quase perfeitamente verticais, sendo que os escombros ficaram exatamente dentro da área do respectivo terreno. As duas torres foram construídas diferentemente dos prédios de alvenaria. Elas eram formadas por 4 vigas de aço, uma em cada quina do prédio. Em cada andar e em cada uma dessas vigas saíam suportes, sobre os quais, os andares formados por camadas de aço, eram suportados. A explicação técnica divulgada foi a de que a laje mais superior, de camada bem espessa e pesada que servia para manter a estabilidade das torres
contra o vento, com a debilidade dos andares do impacto começou a
descer, a derrubar e a empurrar um andar sobre o outro, fazendo então os prédios caírem verticalmente. Embora seja difícil acreditar que abalos daquela ordem produzam efeitos tão ordenados, vamos, mesmo assim, aceitar como verdadeiras e válidas tais explicações bem como as quedas tão verticais e localizadas, já que as torres tinham construção não-convencional. A questão mais importante vem agora.
Trata-se do terceiro prédio, aquele menor e que ficava atrás das duas torres.
Este terceiro prédio foi construído de alvenaria e de forma convencional. A explicação para a sua queda foi a de que os abalos produzidos nas duas
Torres geraram abalos sísmicos equivalentes a de um terremoto e estes então derrubaram aquele prédio. Vocês viram como aquele prédio caiu de forma perfeitamente vertical, como uma implosão mais do que perfeita? Vocês também percebem como a mídia pouco mostra e pouco se refere àquele terceiro prédio? É incrível, pois os terremotos sempre ocasionam quedas laterais dos prédios afetados, nunca tão verticais. E, por que, esse terremoto escolheu um único prédio daquela área?
14) Há poucos dias, recebi uma foto que apresenta uma vista aérea da
área das torres, porém, mostrando uma imagem invertida, ou seja, vendo-se em primeiro plano o "terceiro" prédio e depois as torres. Fica fácil de perceber e entender através desta foto que esse terceiro prédio simplesmente estava atrapalhando a área física do terreno das torres. E agora, recentemente, sabe-se que eles vão construir naquela área o maior edifício do mundo. Será que a área das torres não estava precisando ser limpada?
15) Portanto, já se nota que a derrubada das torres e do terceiro prédio atendeu e resolveu várias finalidades:
a) colocar a culpa em terroristas e, mesmo sem prova nenhuma e com simples menção às torres, tentar justificar os ataques e invasões dos EUA
contra Estados soberanos, dominá-los e obter as suas riquezas iretamente;
b) a toda invasão feita pelos EUA eles invocam os "atentados" às torres ou aos terroristas.Ronald Reagan impressionava seu povo dizendo que a
Nicarágua (!) iria invadir os EUA, a mídia insistia nisso e o povo bacon-com-hamburguer-e-batata-frita acreditava;
c) limpar o terreno e resolver o problema da área economicamente deficitária, onde agora entendemos que o mesmo precisava ser utilizado para a construção de prédios mais altos e mais modernos do mundo, para eles mostrarem e imporem a sua pujança, cuja "pujança" cultural, porém, sucumbiu aos níveis mais baixos e bárbaros da história humana;
d) eliminaram alguns imigrantes e dificultaram ainda mais a entrada de outros;
e) com os ataques bélicos e invasões, usaram a ONU para desarmar o
Iraque e a desmoralizaram mais do que já estava, ou melhor, eles vão se servir dela quando precisarem novamente e fizeram a ONU e o resto dos países de trouxa;
f) com as invasões e ameaças dividiram a União Européia, mais do que já
era dividida;
g) desejam eliminar todos os mandatários e países que não se alinham com as políticas anti-democráticas norte-americanas, inclusive fazendo embargos criminosos;
h) colocaram todos os países em estado de alerta e trouxeram de volta a
corrida armamentista, tendo o Bush e o Dick Cheney, por exemplo, interesses nas indústrias do petróleo, construção civil e de armamentos dos EUA.
16) A conspiração para botar a culpa em outros não é nova naquelas
bandas de lá. Na década de sessenta, a CIA propôs a John Kennedy um plano para matar 2.000 americanos com o fim de culpar Cuba, mas JFK não aceitou.
17) Dick Cheney, vice-presidente dos EUA no governo de Bush-filho, foi
diretor da CIA no governo de Bush-pai.
18) Bill Clinton disse que Bush é um "animal político, capaz de fazer
de tudo para se eleger".
19) Mentira é o que não falta para os Estados Unidos: eles utilizam
todo o poder da mídia a seu favor para invadir e destruir países de forma
bárbara bem como despreza o resto do mundo com o falso pretexto de encontrar armas de destruição em massa, mas exatamente os EUA usaram bombas nucleares de urânio na Guerra do Golfo e também na invasão ao Iraque em 2003 (Jornal da Band, 15/04/03). A fumaça em forma de cogumelo, característica e exclusiva de bombas nucleares, pôde ser vista claramente durante os bombardeios dos Estados Unidos sobre Bagdá. Mas isto é minimizado e escondido por eles e pela mídia e tudo fica por isso mesmo.
CORREIO CAROS AMIGOS
A Legitimação do Unilateralismo e o Sacrifício Racional da ONU
por Luis Fernando Novoa Garzon
19 de agosto de 2003, 16h30, mais uma terça-feira previsível. O prédio que sediava o escritório da ONU no Iraque era o alvo. Mais precisamente, Sérgio Vieira de Mello e sua equipe. Encarregados de balizar a transição do Governo militar da coalizão anglo-americana para um Governo civil iraquiano, foram executados em uma operação militar, premeditada e profissional. Na falta de armas de destruição em massa junte-se uma grande quantidade de armas convencionais. Cerca de uma tonelada de explosivos foi utilizada na explosão. Significativo que depois de tantas milhares de inspeções feitas no Iraque continuem a surgir, literalmente do nada, "depósitos clandestinos de armas e explosivos" de Saddam Hussein. O direcionamento exato da detonação para que a onda de impacto atingisse o terceiro andar das instalações comprova o papel destacado que teve a inteligência nas diversas etapas do empreendimento. Sem infiltração no interior do quartel general da ONU não haveria conhecimento da distribuição exata dos gabinetes e dos horários rotineiros de reunião. Sem infiltração nas empresas de segurança e de reconstrução da infra-estrutura do país que afluíram ao Iraque não seria possível realizar um ataque com um veículo-bomba, com opção de escolha de horário e local.
A operação foi um sucesso de logística e coordenação entre equipes altamente profissionalizadas. Ações que demandam alta tecnologia, fornecimento e grandes deslocamentos de capital financeiro necessariamente estão integradas a estratégias econômicas e geopolíticas muito bem posicionadas. O perfil técnico e organizativo da operação não condiz com o perfil "irracional e insano" de seus pretensos autores.
As verdadeiras rebeliões do povo iraquiano não podem ser exibidas. Os massacres são maquiados e depois as vítimas é que são incriminadas. Os que ousarem exibir os pogrons sociais morrem, jornalistas da Reuters inclusive. A "resistência" iraquiana ganha os contornos que Rumsfeld e Cheney querem, contando com a ação corretiva local de seus comandos paramilitares, alguns de natureza privada. Discussão encerrada. Troca-se a investigação pelo preconceito quando se imputa sem delongas este e outros atentados a terroristas suicidas. A opinião pública fica sabendo que os soldados norte-americanos acabaram de encontrar "fragmentos de tecido humano em meio aos destroços do caminhão". Isso prova que os ocupantes eram suicidas ou apenas indica que havia pessoas ou corpos dentro do veículo? Qualquer objeto móvel é dirigível à distância. Sondas vão a Marte sob monitoramento, os mísseis de última geração têm uma navegabilidade superior à dos aviões pilotados e até mesmo os ataques artesanais do ETA valem-se alguns da técnica de dirigibilidade. Quem se lembra? A amnésia abre caminho para as memórias instantâneas. Dos homens-bomba palestinos estereotipados ninguém se esquece. Carregam a marca padronizadora da Besta: atentados genocidas contra alvos civis e ocidentais.
O logotipo em fantasioso design árabe anuncia o fim do Ocidente, como se precisássemos de alguma ajuda "externa" para tanto. Escombros de instalações ocidentais são o cenário ideal para a construção dos mitos, apocalípticos e salvacionistas, pela ordem. Panfletos "encontrados" próximos do local da explosão proclamam a eventual autoria. A organização imaginária e seu nome imaginativo não se encaixam em nenhuma tradição do vasto e heterogêneo mundo islâmico. As Vanguardas Armadas do Segundo Exército de Maomé avisam que "não haverá paz até a morte dos estrangeiros", ou seja, dos ocidentais. Quem aceita tal premissa e risco precisa invertê-los, matando antes de morrer. O terror revelou a verdadeira vocação da razão ocidental: a guerra preventiva e permanente como uma incessante auto-afirmação às custas da destruição daquilo que se lhe opõe.
A Doutrina Bush é a doutrina de sobrevivência do capitalismo global putrefato, disfarçado de "civilização ocidental ameaçada". Não são os islâmicos cansados de guerra e perseguição que pleiteiam a volta do segundo exército de Maomé. O choque de civilizações é o fundamento último da política externa dos EUA. Quem se refere sempre às Cruzadas como modelo de auto-defesa da civilização ocidental frente ao próximo "levante do Islã" é o Pentágono.
O atentado à sede da ONU tem valor agregado, simbólico e intangível. A espetacularização da obsolescência do multilateralismo como modo de gestão das relações internacionais. Exaurida a metodologia negociadora para construir hegemonia e enterrados os inconvenientes parâmetros de ação recíproca, pode emergir um novo tipo de ordem internacional há muito tempo desejado nos círculos mais estritos de poder. Os "terroristas" continuam fazendo o favor de tornar legítimo o Império mundial anti-terror.
A ONU decomposta é obrigada a reconhecer que "a segurança no Iraque é responsabilidade dos EUA". Seria mais sincero se dissesse, a "segurança do mundo". A declaração prepara o terreno para a autorização da instalação das 4 bases militares norte-americanas e para a permanência das tropas norte-americanas, acrescidas por "tropas internacionais", por tempo indeterminado no país. A disputa intestina do grande capital pelo controle das jazidas do Iraque e, por tabela, das dos vizinhos, impõe seu ritmo e cronograma. O destino de trilhões de dólares não se acerta com discursos e prazos formais. Os atentados no Iraque dão conta dos desacertos licitatórios no processo de privatização do petróleo iraquiano. A seqüência de atos de sabotagem de maio até hoje envolvem unidades de infra estrutura que estão em litígio privado.
Quem considerar a "guerra contra o terrorismo" empreendida pelo Governo Bush como uma cruzada de defesa da civilização ocidental contra grupos fanáticos movidos pelo ódio religioso e ressentimento social, deve reconsiderar toda a história das guerras recentes. É preciso emburrecer, de frente para trás, para ser coerente com a visão da Doutrina Bush. A primeira Guerra do Golfo, em 1991, só aconteceu porque era preciso libertar o povo livre do Kuwait do regime tirânico de Saddam, não é? Se você engole a alegação da existência de armas de destruição em massa nas mãos de fanáticos islâmicos, deve engolir todas as outras peças de propaganda de guerra de forma retroativa. Quem absorver o cinismo da justificativa democrática para a última invasão do Iraque, que seja cínico o suficiente para justificar expansionismos passados e vindouros. Então fica combinado: a guerra do Vietnã foi uma guerra em defesa do governo democrático do então Vietnã do Sul frente às ameaças da sociedade totalitária do norte; e a próxima guerra ao Irã será para livrar a humanidade do risco de que os grupos xiitas obtenham armas atômicas.
Maniqueísmo parcial não vale. Se acha que o grande problema do mundo é o terrorismo e não a catástrofe da exclusão crescente e multidirecional étnica, social, econômica, digital, jogue sua responsabilidade histórica no primeiro bode expiatório que lhe apresentem. Jogue nas costas do mais fraco o seu peso. Repita consigo mesmo, Eu não tenho problemas. Nós não temos problemas. O problema são os outros. Mate os outros! Uma questão de modo de vida ocidental. Nosso western way of life.
Luis Fernando Novoa Garzon é sociólogo, membro da ATTAC-Brasil.
posted by RÔMULO MAFRA 10:08
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Terça-feira, Agosto 26, 2003
direto da redação
edição de quarta-feira
eu e Franciele Marcon
Essa vai para a abertura de Mulheres Apaixonadas, Fran, Rita e Daiana...
xxx...xxx...xxx
maravilhoso texto em htm.... não deixe de ler!!!!
Mude.htm
posted by RÔMULO MAFRA 13:22
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Segunda-feira, Agosto 25, 2003
MARTE ATACA!!!!!!!!!!!
Carros-bomba matam pelo menos 46 pessoas em Bombaim
Por Jayashree Lengade e Maria Abraham
BOMBAIM (Reuters) - Dois carros-bomba mataram pelo menos 46 pessoas no centro de Bombaim, a capital financeira da Índia, na segunda-feira. Uma das explosões destruiu um movimentado mercado de metais preciosos, e a outra ocorreu perto de uma popular atração turística.
Não se sabe ainda quem é o responsável pelo ataque coordenado, que também feriu 137 pessoas.
Poucas horas depois das explosões, as autoridades indianas encontraram nove detonadores em um trilho de trem perto de Bombaim. A linha ferroviária estava sendo usada por milhões de peregrinos que se dirigiam a um festival hindu.
O vice-primeiro-ministro Lal Krishna Advani disse que ataques semelhantes aos dos carros-bomba no passado foram cometidos pelo proscrito Movimento dos Estudantes Islâmicos da Índia (Simi, na sigla em inglês), que atua em conjunto com o grupo separatista da Caxemira Lashkar e-Taiba, radicado no Paquistão.
Al Qaeda assume autoria de ataque à ONU em Bagdá--site
Por Amil Khan
CAIRO (Reuters) - Um comunicado veiculado na Internet em nome da rede Al Qaeda, de Osama bin Laden, reivindica a responsabilidade pelo ataque contra o edifício-sede da Organização das Nações Unidas em Bagdá na semana passada, que deixou 23 mortos, incluindo o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, chefe da missão da ONU no Iraque.
A declaração foi divulgada em árabe na noite de domingo no site de discussões www.myislah.org e foi datada de 19 de agosto, dia do ataque contra o prédio da ONU.
A autenticidade do comunicado não pôde ser verificada.
posted by RÔMULO MAFRA 14:57
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Sábado, Agosto 23, 2003
direto da redação
lollomafra "descansando" no sábado...........
posted by RÔMULO MAFRA 10:45
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Sexta-feira, Agosto 22, 2003
CONTOS ESTRANHOS DO MARQUÊS DE MAFRA (continuação)
Coloquei as duas partes juntas do conto, para quem não leu ou quiser reler a primeira parte.
ESQUINAS
A hora de descanso, dessa vez, pedia realmente um descanso. Estava tendo pouco tempo para fazê-lo depois do almoço. Geralmente descia, almoçava, e logo voltava para o escritório, de onde saía depois das 19 horas. Mas o dia estava realmente bonito. Uma leve brisa soprava, fazendo lembrar os dias gostosos de verão. E se olhasse para as árvores, algumas palmeiras, poderia me imaginar perfeitamente numa praia, naquela horinha depois do almoço, quando sentamos na frente da casa, olhando o mar, sentindo o vento marinho bater contra nosso rosto e nos convidando ao descanso numa boa rede. E estes pensamentos começaram a me dar sono. Os olhos já queriam fechar, e precisava de algo para me concentrar rapidamente, ou corria o risco de dormir no banco da praça, o que não seria muito interessante, visto que havia algumas pessoas estranhas por perto. E foi nelas que me concentrei.
Tinha mais 20 minutos de descanso e queria aproveitar o ar livre e a brisa que soprava do rio, aumentando ainda mais a lembrança da praia e do verão. Comecei a prestar atenção naquelas três pessoas. Elas eram estranhas. Dois homens e uma mulher. Um deles estava de muletas. Acho que não tinha um pé, mas a posição dele não me deixava saber. Os dois homens pareciam até ser mendigos. A mulher era um pouco mais bem arrumada. Segurava uma caixa verde na mão. Uma caixa de sapato. Conversavam acaloradamente. O outro homem, não o de muletas, era negro, alto, barba comprida, lembrava muito aquelas imagens de escravos. Parecia saído de um livro de história. Queria entender a relação entre os três, e o que faziam naquela esquina morta da cidade. Sim, aquela era uma esquina realmente estranha. Ao lado da igreja antiga, na esquina da principal rua da cidade. Ali sempre aparecem cartazes colados. Aliás, um dos poucos lugares em que se pode colar cartazes hoje em dia. Olhando melhor, notei que a esquina parece que parou no tempo. As mesmas lajotas da década de 70, provavelmente. As duas imensas árvores da praça. A própria igreja, do século retrasado. Só o asfalto da rua me dizia que não tinha voltado uns 20 anos atrás. Claro, mas só se olhasse do ângulo que estava olhando. Podia notar, se virasse para trás os casarões destruídos, onde a cidade já ferveu. A própria esquina onde estava já fora o principal ¿point¿ décadas atrás.
Mas voltei aos três personagens daquele começo de tarde. Continuavam conversando. Então passou um senhor, e um dos homens pegou a caixa da mão da mulher, como que lançando um desafio aos outros dois, e interpelou o senhor que passava no local. Falou algo, ofereceu alguma coisa, mas o homem mal olhou para ele. Então o homem com a caixa ainda balbuciou algo, talvez reclamando da má sorte. Agora minha atenção voltara para a caixa. O que estaria lá dentro? Agora a mulher, já de posse da caixa, pegou e ofereceu-a para um garoto. Ele até parou, mas já se percebia que não iria aceitar o que tinha ali. Colocou as mãos no bolso, como dizendo que não tinha dinheiro. Então a moça passou a mão em cima da caixa, como se fosse uma mágica, e abriu-a. O garoto olhou dentro. Deu um sorrisinho amarelo, e disse que não queria. Quando saía, novamente o homem reclamou alguma coisa para o garoto, que ainda olhou para trás, e somente balançou a cabeça. Meu interesse pela caixa aumentava. Faltavam 5 minutos para voltar ao trabalho. Olhei o relógio da igreja. Olhei para trás, para a rua onde trabalhava, tentei medir o tempo que levaria até lá, e o tempo que teria. Queria ir até lá, ver o que era. Estava curioso demais. Mas teria que dar a volta pela igreja. Foi quando percebi que alguém sentara-se perto de mim. Olhei para o lado e levei um susto. Era o homem de muletas. Ele estava sentado do meu lado. Me olhando com reprovação. Tentei olhar para onde estavam os outros dois, e eles não estavam mais lá. Tinha sumido. Não entendia como ele, com aquelas muletas, tinha chego tão rápido, já que a distância que nos separava era de uns 100 metros. Estava assustado, mas perguntei se ele queria alguma coisa. Ele não respondeu nada. Comecei a ficar nervoso. Olhei para trás, já pensando em sair dali, mas os outros dois estavam em pé, na outra esquina, todos os dois olhando para mim. Fiquei novamente sem reação. Tentei balbuciar alguma coisa, mas não conseguia.
(fim da I Parte)
...
(II Parte)
E daí para trás não lembro de mais nada, só de acordar na minha cama, com o relógio dando o seu habitual sinal de que mais um dia iria começar. Logo que abri os olhos pensei em tudo que aconteceu como um sonho, pois era mais ou menos assim que recordava do que acontecera, porém quando percebi que estava com a mesma roupa levei um choque. Tudo aquilo não fora realmente um sonho? Como vim parar em casa? Será que não fui trabalhar? Minha primeira reação foi ligar para uma colega do trabalho, pra saber se pelo menos tinha ido trabalhar. As lembranças do dia anterior estavam ainda mais confusas. Não conseguia lembrar de nada após o acontecido na praça, só que estava me sentindo muito descansado, como se há tempos eu não dormisse tanto.
E foi isso que aconteceu mesmo, pois minha amiga disse que liguei ontem, por volta das 14h30, avisando que estava no Pronto-Socorro passando mal, provavelmente por causa da comida do restaurante onde sempre almoçava. Então meu chefe me dispensou durante o resto do expediente. O primeiro pensamento que veio à mente era que eles devem ter me hipnotizado, mandado mentir e ir pra casa dormir. Por isso a sensação de descanso, já que me habituara a dormir todo dia depois da 1 da manhã, e acordar às 7 horas pra trabalhar. Será que dormi o resto da tarde? Ou será que fiz outra coisa? Só havia um jeito de saber. Voltar àquela esquina novamente. Nem pensei duas vezes. Liguei para o trabalho, continuando a desculpa de ontem, já que não me "recuperara" ainda do "mal do estômago", e prometi estar à tarde na empresa.
Logo cheguei na praça, e lá estavam os três, porém não via a caixa que eles levavam ontem. Mas quando os vi, finalmente a razão me alcançou. Imaginei o que eles poderiam fazer comigo dessa vez. Se conseguiram tanto, poderiam ter feito me jogar de uma ponte, pular na frente de um caminhão, sei lá. Minhas pernas travaram. Não queria ir até eles, mas tinha de saber o que acontecera comigo. E dominando meu medo, fui a eles. Ao chegar, para minha surpresa, pareciam não lembrar de mim. Perguntaram se eu queria comprar umas canetas, e mostraram-me uns exemplares coloridos, que tiravam do bolso. Só a mulher falava comigo. Os outros dois, o negro e o manco continuavam conversando sobre algum assunto, que parecia ser sobre filosofia, para meu espanto. Com a indiferença deles, fiquei meio atordoado. Até um pouco tonto, estava novamente sem reação. Criei coragem para perguntar o que havia na caixa ontem, pois estava interessado em comprar e a mulher falou-me que eram outros tipos de caneta. Foi nesse momento que tomei o maior susto de todos durante aqueles dois dias estranhíssimos. Pelo canto do olho, percebi que o homem de muletas, não tinha muletas nenhuma. Estava até bem vestido. Mas foi questão de milésimos de segundos que consegui ver sua imagem. A história estava cada vez pior. Cada vez eu ficava mais desorientado, e portanto, mais vulnerável a eles, pensava. Claro que quando olhei em direção ao homem de muletas, ele novamente estava com suas muletas. Ele olhou para mim, levantou uma sobrancelha com um leve sorriso, como quem dizendo "ahá, parece que o garoto descobriu algo mais". Voltei rapidamente meus olhos para a mulher. Os três estavam todos olhando para mim. Ela novamente estava com a caixa de sapatos na mão.
Ficamos assim, durante alguns segundos, os três me olhando e eu sem tirar os olhos da mulher e de sua misteriosa caixa. Então, ela perguntou-me se queria comprar o que estava na caixa. Entrei em pânico. Não sabia o que fazer. Depois de todo o mistério, poderia descobrir o que tinha ali dentro, mas o medo não me deixava pensar direito. Perguntei se poderia comprar amanhã. Ela me disse que amanhã talvez não estivessem mais ali. Entendi o recado e aceitei. Ela mostrou-me a caixa. Olhei, e só via canetas. Ele fechou a caixa, falou algo muito rapidamente, que não entendi o que era, e quando ela novamente a abriu, tudo se explicou.
Eles eram traficantes. Havia drogas dentro da caixa, mas eles estudaram a fundo o hipnotismo e estavam testando o sistema pela primeira vez. Eles mostravam as canetas, mas se a pessoa usasse drogas, eles saberiam em seguida - por isso o homem sempre falava alguma coisa depois que a pessoa saísse. Este seria o "estalo" que faria a pessoa voltar caso fosse usuário de algum tipo de droga. E eles já tinham faturado uns mil reais em quatro dias naquele local, e logo mudariam de cidade, pra não levantar suspeitas. Por isso desconfiaram que eu era algum policial que teria percebido a farsa. Na verdade os três estavam bem vestidos, e todos não deviam ter mais que 25 anos.
Eles me convidaram para participar do grupo e agora aqui estou eu, numa cidade diferente, tentando recrutar mais um para o nosso novo grupo. Posso dizer que estou bem de vida, já tenho dois carros, consegui ajudar meus pais. Disse-lhes que arranjei um emprego numa cidade no Paraná. E assim vou levando a vida, perdido em esquinas esquecidas das cidades, hipnotizando todos a minha volta e ganhando muito dinheiro. Tudo isso sem matar, sem roubar, e sem correr muitos riscos.
Rômulo Mafra
posted by RÔMULO MAFRA 14:59
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Comments:
Besteirinhas que todo mundo já leu, pra animar a sexta-feira, calmíssima aqui no jornal... só não sei até quando....
SILOGISMOS.........
Silogismo 1
Deus ajuda quem cedo madruga
Quem cedo madruga, dorme à tarde...
Quem dorme à tarde, não dorme à noite...
Quem não dorme à noite, sai na balada!!!!!!!
Conclusão: Deus ajuda quem sai na balada!!!!!!
Silogismo 2
Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Logo, Steve Wonder é Deus.
Silogismo 3
Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!!!!
Meu Deus, eu sou cego!!!
Silogismo 4
Imagine um pedaço de queijo suíço, daqueles bem cheios de buracos.
Quanto mais queijo, mais buracos.
Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.
Assim, quanto mais buracos, menos queijo.
Quanto mais queijos mais buracos, e quanto mais buracos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.
Silogismo 5
Toda regra tem exceção.
Isto é uma regra.
Logo, deveria ter exceção.
Portanto, nem toda regra tem exceção.
Silogismo 6
Existem biscoitos feitos de água e sal.
O mar é feito de água e sal.
Logo, o mar é um biscoitão.
Silogismo 7
Quando bebemos, ficamos bêbados.
Quando estamos bêbados, dormimos.
Quando dormimos, não cometemos pecados.
Quando não cometemos pecados, vamos para o Céu.
Então, vamos beber para ir pro Céu!
Silogismo 8
Penso, logo existo.
Loiras burras não pensam, logo, loiras burras não existem.
Meu amigo diz que não é viado porque namora uma loira
inteligente.
Se uma loira inteligente namorasse meu amigo ela seria burra.
Como loiras burras não existem, meu amigo não namora ninguém.
Logo, meu amigo é viado mesmo.
Silogismo 9
Hoje em dia, os trabalhadores não têm tempo pra nada.
Já os vagabundos... têm todo o tempo do mundo.
Tempo é dinheiro.
Logo, os vagabundos têm mais dinheiro do que os trabalhadores.
posted by RÔMULO MAFRA 14:26
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Hoje à tarde posto a última parte do conto Esquinas. Só estou avisando pra dar mais "ibope" e por que vou dar uma corrigida básica ainda. :-)
CAROS AMIGOS
INÉRCIA
por Marcelo Salles
A inércia é o que nos faz passivos. Mas como fazem para manter a maioria dos brasileiros inertes e omissos diante dos mais absurdos escândalos? Cito dois exemplos recentes que ilustram com muita propriedade esta condição: o primeiro deles foi a aprovação, em primeiro turno, da reforma da Previdência; o outro foi a chuva de pétalas que lavou a alma de Roberto Marinho. Devemos lembrar que ambos chegaram até o conhecimento público através da mídia.
Nosso governo, ao propor e aprovar uma reforma exigida pelo FMI (como consta na carta de intenções enviada em 28/02 pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles), permanece assistindo ao desmonte do Estado como aquele telespectador que continua assistindo, inerte, ao mesmo canal. Ambos parecem ter perdido o controle e estar com preguiça de se levantar da poltrona.
Os candentes e unânimes elogios que se deitaram sobre Roberto Marinho nos levam ao antigo raciocínio: todos que morrem viram santos. A inércia, neste caso, consiste em esgueirar-se junto ao pensamento único das lágrimas, que converge para o mesmo ponto. Todos os entrevistados (pelo menos os que passaram pela edição) foram unânimes em enaltecer a importância de Roberto Marinho para o desenvolvimento do Brasil. Discordar seria interferir; e interferir seria incomodar. E para incomodar, é preciso passar à condição de ativo, deixando para trás a passividade. A questão é que formar cidadãos conscientes não tem sido exatamente uma prioridade da programação da rede Globo.
Por certo, deve-se todo o respeito e solidariedade à dor da família. Da mesma maneira, deve-se o mesmo respeito ao público. E, como todos disseram, a vida de Roberto Marinho se confunde com a história do Brasil. Então por que contar essa história de maneira, no mínimo, distorcida? Porque ele morreu, devemos omitir que a Globo foi fundada em parceria com o grupo Time-Life, num acordo que, à época, violara a Constituição do Brasil? Ou seria porque esse acordo revelaria que as intenções da Rede não eram tanto com o desenvolvimento do Brasil quanto se tem divulgado? Ademais, não me parece prudente ou honesto vender a imagem de um homem que sempre esteve ao lado dos generais (da mesma maneira que esteve ao lado de todos os outros presidentes), como sendo um dos maiores adversários dos militares.
O telespectador padrão de Roberto Marinho resigna-se diante da aprovação da reforma da Previdência. Até porque, além de o Brasil ter uma das comunicações mais concentradas e monopolizadas do mundo (míseros 40 jornais por cada 1.000 habitantes contra 123/1.000 da Argentina, 215/1.000 dos EUA e 578/1.000 do Japão), a ingerência da Globo transcende seus próprios veículos e atinge a grande maioria dos jornais, revistas, rádios e emissoras de TV do país.
O brasileiro foi adestrado para não questionar. Sobretudo depois que o Brasil passou a experimentar uma cultura audiovisual, em substituição à cultura escrita que prevaleceu no país até o surgimento da televisão. Os danos causados ao intelecto do cidadão (tanto pela mídia quanto pelo abandono do governo) fazem parte do mesmo sistema de desmonte do Estado a que temos assistido todos os dias, em que, numa análise mais abrangente, percebe-se que falta verba para educar e desenvolver, mas sobra (como no superávit concedido ao FMI; 1,66% a mais daquilo que foi exigido) para pagar aos credores de uma dívida que ainda não foi auditada.
Marcelo Salles é estudante de jornalismo da Universidade Federal Fluminense.
posted by RÔMULO MAFRA 10:21
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Quinta-feira, Agosto 21, 2003
FLASHMOB
Bem, estou tentando entender o que é um Flash Mob. Estou tentando saber um pouco para criticar. Confesso que num primeiro momento, xinguei esse tal grupo (ah, não expliquei o que é né?, então aqui vai uma explicação).
O que é Flash Mob?
Flash Mob pode ser traduzido como 'Multidão Instantânea'. É um rápido encontro de um grupo de pessoas que são convocadas por email para realizar uma performance instantânea e em seguida, dispersarem-se. Há quem se refira a este acontecimento como uma espécie de 'festa surpresa' ou 'multidões inexplicáveis'.
Estou realmente tentando entender essa coisa. Pelo que li, os organizadores acreditam que isso pode evoluir para algo mais concreto num futuro próximo (pois por enquanto, ele não tem nenhum sentido, apenas o "prazer" de juntar pessoas rapidamente em algum local). E se o negócio caminhar neste sentido, aí talvez teremos algo interessante.
Ontem, na pressa de escrever este texto, esqueci de colocar o link de um dos sítios sobre Flash Mob no Brasil (sim, a moda já chegou no Brasil), portanto, quem quiser saber mais sobre o assunto vá aqui, e inclusive fala sobre o primeiro Flash Mob que aconteceu no Rio de Janeiro, dia 16 de agosto Divirta-se ehehe.
posted by RÔMULO MAFRA 17:48
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brancaleones - o blog
Está no ar o mais novo Blog do Brasil. Quer dizer, pelo menos o mais novo que conheço ehehe.. É o Brancaleones, que será mantido pelos amigos e frequentadores do Marinildadas. Bem, por enquanto estão lá escrevendo, Marinilda Carvalho, eu, Glaucia Garcia, mas logo logo devem chegar os outros "frequentadores e amigos" do Marinildadas.
Com certeza (ou não...) este Blog vai fazer história!
Preparem-se ó vil criaturas do mundo virtual!
que frase idiota....
:-)
posted by RÔMULO MAFRA 17:07
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Essa é pra galera de Itajaí e região......
POLENTA COM GALINHA E AIPIM NO IMCARTI
Acontece neste próximo sábado, na dia 23, na sede do Instituto de Música, Canto e Arte de Itajaí (IMCARTI), mais uma promoção (polenta com galinha e aipim) para angariar verbas para a instituição.
A já famosa Polenta com Galinha e Aipim do IMCARTI começará a partir das 20 horas, ao preço de R$ 5,00 o cartão.
O IMCARTI fica na Praça 1o de Maio, no Bairro Vila Operária, em Itajaí, próximo ao Salão da Vila.
Mais informações, pelo telefone 348-5839.
posted by RÔMULO MAFRA 17:01
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parabéns fernando!!!
parabéns mudfly!!
Bem, não poderia deixar de citar aqui no blog um grande feito do meu amigão do peito, colaborador deste blog, e agora colunista do MãonosCórnonline, Fernando Robleño, lá em terras estrangeiras. O cara e sua banda, foram escolhidos entre 230 bandas com suas respectivas demos, numa promoção de novos talentos na Espanha, terra em que Fernando agora vive com sua família. Dê uma olhada no texto que saiu no sítio oficial da promoção:
Ah, o sítio é este: http://www.belladurmiente.com/
E parabéns carinha!!!!!!!!!!!!!
II Concurso de Maquetas belladurmiente.com
En esta segunda edición, han participado más de doscientas treinta maquetas de todo el País.
Una vez cerrado el plazo, de participación del Concurso. Se le entregaron copia de las maquetas a un jurado que debería de elegir a los veinte finalistas. Compuesto por:
Componentes del Programa de Radio "LA CAFETERA" Antonio Almécija, Oscar García, Miguel Ángel Hernández;
Técnico de sonido y gerente de Rivera Música, Ignacio Ruiz Asensio;
Director de programa de Radio Etiqueta Negra, Diego de Haro Fernández;
Profesor de música y ex músico de los grupos Future y Hambre Viva, Manolo Garrido Berenguer;
Director del programa de Radio Refle-rock y locutor de belladurmiente Fran García;
Miembro de la Organización del Festival Espantaditas Rubén Gutiérrez;
Melómano y experto en música, Sébas Sánchez Gómez.
Germán García, Director de Zero Records;
Santiago Ferrer Rapp,Associated Local A&R Manager de Sony Music Entertainment España;
Manolo Rock, Jefe promoción de Locomotive Music;
Juan Miguel González Román,Coordinador de Candil Radio;
Martín Martínez, Coordinador de Concejalía de Cultura del Ayuntamiento de Huércal de Almería.
Todos ellos, han evaluado las maquetas de 1 a 5..
La suma de estos, ha dado un claro y único ganador.. Los madrileños MUDFLY, formado por: Fernando Robleño, Miguel García y Sergio Ceballos
los mudflies
posted by RÔMULO MAFRA 13:20
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MARTE ATACA!!!
Bom, só não sei se é verdade esta história de que Marte ficará do tamanho da Lua Cheia no céu. Disso tenho minhas dúvidas, pois tudo que procurei sobre o assunto, nada falava deste fenômeno.
MARQUE 27 DE AGOSTO NO SEU CALENDÁRIO, MARTE APARECERÁ TÃO GRANDE QUANTO A LUA!
PELA PRIMEIRA VEZ EM PELO MENOS 5.000 ANOS!
Nunca novamente na sua vida o planeta vermelho fará uma aparição tão
espetacular!
Nesta semana e na próxima, a Terra estará alcançando Marte, um encontro
que culminará na maior aproximação entre os dois planetas de que se tem
conhecimento. A próxima vez que Marte provavelmente ficará assim perto da
Terra será em 2287. Devido a forma com que a gravidade de Júpiter
influencia Marte e perturba a sua órbita, os astrônomos estão seguros que
Marte não ficou tão perto da Terra nos últimos 5.000 anos mas este tempo
pode ser de até 60.000 anos.
Em 27 de agosto, Marte se aproximará 34.649.589 milhas (55.763.108
quilômetros) da Terra e será (junto com a Lua) o mais brilhante objeto no
céu à noite. Chegará a uma magnitude tal que aparecerá tão grande como a
Lua cheia a olho nu e portanto facilmente localizado. No começo de
agosto, o planeta nascerá no leste às 22 horas e alcançará seu azimute
aproximadamente às 3 horas. Mais para o final de agosto, onde os dois
planetas estarão mais perto, Marte se levantará ao anoitecer e atingirá
seu ponto mais alto no céu aos trinta minutos depois da meia-noite.
Valerá o esforço de ver um acontecimento que nenhum ser humano jamais viu
em toda a história documentada. Então, anote no calendário no começo de
agosto para ver Marte ficar progressivamente mais e mais brilhante
durante o mês.
Divida esta notícia com seus amigos, filhos e netos. Ninguém terá
oportunidade de ver este acontecimento novamente!
SABEDORIA CHINESA
colaboração: stella maris
Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.
Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!
"RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, É UMA DAS MAIORES VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER."
"AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTE E PENSAM DIFERENTE. NUNCA JULGUE. APENAS COMPREENDA!!"
posted by RÔMULO MAFRA 13:14
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Quarta-feira, Agosto 20, 2003
nova revista de ROCK!!!!!
Chegou a Revista Comando Rock A Revista + Rock do Brasil!
A Comando Rock é uma revista especializada em rock, em todas as suas vertentes (metal, punk/hardcore, pop, rock and roll, alternativo, gótico...), mas também
abre espaço para reggae, blues e rap. Entrevistas com os maiores nomes do rock nacional e internacional, lançamentos de CDs e DVDs (tanto de gravadoras multinacionais quanto de selos independentes), espaço para artistas novos, resenhas de shows, seção de novidades em tecnologia e instrumentos musicais, notícias sobre o mercado musical... Tudo isso e muito mais!
A Comand Rock será lançada na em 15 de setembro e estará nas bancas de São Paulo (Capital e Interior), Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. E com preço de capa de somente R$ 3,90, ela será a revista mais barata do mercado editorial de música!
Para as primeiras edições da revista Comando Rock, a Editora 9 de Julho oferece descontos de até 30% (trinta por cento) sobre a tabela de anúncios vigente, além de divulgação do website da empresa no site oficial da revista Comando Rock. Descontos especiais para os clientes que anunciarem em mais de 3 (três) edições também serão estudados.
Dados de veiculação
Número de Páginas: 52
Tamanho: 21 cm x 28 cm
Papel: Couchê 115 gr (capa) x Couchê 80 gr (Miolo)
Tiragem: 15 mil exemplares
Distribuição: São (Capital, Grande São Paulo, Baixada Santista e
Interior), Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. São Paulo contará
com aproximadamente 75% da tiragem.
Tabela de Preços de anúncios
1 Página Indeterminada - R$1.500,00
1 Página Determinada - R$2.000,00
2/3 Página - R$1.200,00
½ Página - R$900,00
1/3 Página - R$650,00
¼ Página - R$500,00
1/8 Página - R$300,00
1/16 Página - R$200,00
Página Dupla Espelhada - R$2.500,00
Capas Internas - R$3.000,00
Contra Capa - R$4.000,00
2ª Capa + Página 3 - R$4.000,00
Editora 9 de Julho
Marcos Filippi
Avenida Padre Antônio José dos Santos, 527 CJs. 1 e 2 Brooklin
São Paulo/SP 04563-011
Tel.: 11 5093-9490
Fax.: 11 5093-0502
E-Mail: comercial_comando@terra.com.br
Em breve nosso website!
Gravadoras, selos e bandas independentes, entrem contato com a Revista Comando Rock pelo e-mail: comandorock@terra.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 13:49
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Espaço Téspis
apresenta
Vinícius Mazzon
em
Misérias de um Espírito Ocioso
Sobre textos de Vinícius Mazzon e Gaston Maziéres Direção Andrea Ojeda Colaboração Especial Periplo, Compañia Teatral
dia 24 de Agosto (domingo) 20h30min
Sinopse:
Mãe e filho estão na miséria. Atrás ficaram seus tempos de gala, mas antes que a poeira cubra-os por completo, Antonio tentará com unhas e dentes seguir mantendo sua estampa. Nestas tentativas frustradas para negar a realidade ele se encontrará com perguntas que já nao poderá ignorar.
Misérias de um Espírito Ocioso surge do trabalho desenvolvido dentro dos planos intensivos pedagógicos e de produção da escola de Periplo, Companhia Teatral.
Informações e Reservas:
(47) 3045 2629 / 9903 7275 / tespis@melim.com.br
Ingressos à venda no Espaço Téspis por R$ 7,00,
Comprando antecipado ou com reserva R$ 5,00
posted by RÔMULO MAFRA 09:02
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táticas revolucionárias
Táticas revolucionárias atuais: espontaneidade aparente e articulação "invisível", rumo à anarquia
* Em um novo Informe de Conjuntura (16 de agosto), Destaque Internacional descreve as táticas revolucionárias atuais que constituem uma chave indispensável para compreender em profundidade o zigue-zagueante e caótico panorama político do século XXI, sem às quais o observador político correrá o risco de perder-se num emaranhado de hipóteses interpretativas.
* Uma característica fundamental dessas táticas revolucionárias na América Latina, Estados Unidos e Europa é a de apresentar às mobilizações contestatárias com uma aparência de espontaneidade, como se estas não contassem com a articulação e auxílio de ativistas especializados em psicologia e engenharia social.
* Trata-se de cobrir com esta aparência de espontaneidade tanto os movimentos "sem terra" ou "sem teto" do Brasil, quanto os "piqueteiros" argentinos, os "indigenistas" mexicanos ou equatorianos, os movimentos pseudo "pacifistas" ou "anti-globalização" da Europa e Estados Unidos, o "novo lumpen", a "flash mob", etc.
* Na realidade, por detrás de boa parte de tais movimentos, que atuam dessa maneira aparentemente natural, existem "redes" revolucionárias articuladas "horizontalmente" que valem-se de táticas "liliputianas" e de "invisibilidade", o que contribui para fazê-las passar desapercebidas aos olhos da maioria das pessoas. Seus membros utilizam poderosos instrumentos de psicologia social, de sociologia, de publicidade, etc., e valem-se do caos como estratégia para conseguir a desconstrução do pensamento, rumo a uma sociedade comuno-anárquica.
* Conheça o instrumental teórico-prático destas estratégias, desde a Eco-92 do Rio de Janeiro até o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, e o que esperam delas o ditador comunista Fidel Castro, os líderes do Movimento Sem Terra, do Brasil, etc.
qualquer informação, mande um e-mail para
lnk3214leaders@yahoo.es
posted by RÔMULO MAFRA 08:58
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Terça-feira, Agosto 19, 2003
produção de arte contemporânea em SC
SESC em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) e com o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) convidam artistas e demais interessados em artes plásticas para um colóquio sobre Produção e circulação de Arte Contemporânea em Santa Catarina com Fernando Lindote (MASC) à ser realizado no dia 22 de agosto às 15h na UNIVALI (bloco 12/sala 305).
Ainda no dia 22 de agosto às 18h no Espaço Artístico da Biblioteca Central Comunitária da UNIVALI será realizada a abertura da exposição "Circuito Catarinense de Artes Plásticas/Nova Geração II" produzida pelo SESC e MASC com curadoria de Fernando Lindote.
Sua presença é importante.
Entrada franca.
Informações: SESC Itajaí (348-9291)
posted by RÔMULO MAFRA 13:32
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Segunda-feira, Agosto 18, 2003
posted by RÔMULO MAFRA 17:06
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Sábado, Agosto 16, 2003
contos estranhos do marquês de mafra
parte 01 de 02
Bem, este conto não foi nem corrigido e ele é 90% baseado em fatos reais... qualquer reclamação (ou correção), pode deixar uma mensagem ali nos comentários. Valeu galera.
ESQUINAS
A hora de descanso, dessa vez, pedia realmente um descanso. Estava tendo pouco tempo para fazê-lo depois do almoço. Geralmente descia, almoçava, e logo voltava para o escritório, de onde saía depois das 19 horas. Mas o dia estava realmente bonito. Uma leve brisa soprava, fazendo lembrar os dias gostosos de verão. E se olhasse para as árvores, algumas palmeiras, poderia me imaginar perfeitamente numa praia, naquela horinha depois do almoço, quando sentamos na frente da casa, olhando o mar, sentindo o vento marinho bater contra nosso rosto e nos convidando ao descanso numa boa rede. E estes pensamentos começaram a me dar sono. Os olhos já queriam fechar, e precisava de algo para me concentrar rapidamente, ou corria o risco de dormir no banco da praça, o que não seria muito interessante, visto que havia algumas pessoas estranhas por perto. E foi nelas que me concentrei.
Tinha mais 20 minutos de descanso e queria aproveitar o ar livre e a brisa que soprava do rio, aumentando ainda mais a lembrança da praia e do verão. Comecei a prestar atenção naquelas três pessoas. Elas eram estranhas. Dois homens e uma mulher. Um deles estava de muletas. Acho que não tinha um pé, mas a posição dele não me deixava saber. Os dois homens pareciam até ser mendigos. A mulher era um pouco mais bem arrumada. Segurava uma caixa verde na mão. Uma caixa de sapato. Conversavam acaloradamente. O outro homem, não o de muletas, era negro, alto, barba comprida, lembrava muito aquelas imagens de escravos. Parecia saído de um livro de história. Queria entender a relação entre os três, e o que faziam naquela esquina morta da cidade. Sim, aquela era uma esquina realmente estranha. Ao lado da igreja antiga, na esquina da principal rua da cidade. Ali sempre aparecem cartazes colados. Aliás, um dos poucos lugares em que se pode colar cartazes hoje em dia. Olhando melhor, notei que a esquina parece que parou no tempo. As mesmas lajotas da década de 70, provavelmente. As duas imensas árvores da praça. A própria igreja, do século retrasado. Só o asfalto da rua me dizia que não tinha voltado uns 20 anos atrás. Claro, mas só se olhasse do ângulo que estava olhando. Podia notar, se virasse para trás os casarões destruídos, onde a cidade já ferveu. A própria esquina onde estava já fora o principal "point" décadas atrás.
Mas voltei aos três personagens daquele começo de tarde. Continuavam conversando. Então passou um senhor, e um dos homens pegou a caixa da mão da mulher, como que lançando um desafio aos outros dois, e interpelou o senhor que passava no local. Falou algo, ofereceu alguma coisa, mas o homem mal olhou para ele. Então o homem com a caixa ainda balbuciou alguma coisa, talvez reclamando da má sorte. Agora minha atenção voltara para a caixa. O que estaria lá dentro? Agora a mulher, já de posse da caixa, pegou e ofereceu-a para um garoto. Ele até parou, mas já se percebia que não iria aceitar o que tinha ali. Colocou as mãos no bolso, como dizendo que não tinha dinheiro. Então a moça passou a mão em cima da caixa, como se fosse uma mágica, e abriu-a. O garoto olhou dentro. Deu um sorrisinho amarelo, e disse que não queria. Quando saía, novamente o homem reclamou alguma coisa para o garoto, que ainda olhou para trás, e somente balançou a cabeça. Meu interesse pela caixa aumentava. Faltavam 5 minutos para voltar ao trabalho. Olhei o relógio da igreja. Olhei para trás, para a rua onde trabalhava, tentei medir o tempo que levaria até lá, e o tempo que teria. Queria ir até lá, ver o que era. Estava curioso demais. Mas teria que dar a volta pela igreja. Foi quando percebi que alguém sentara-se perto de mim. Olhei para o lado e levei um susto. Era o homem de muletas. Ele estava sentado do meu lado. Me olhando com reprovação. Tentei olhar para onde estavam os outros dois, e eles não estavam mais lá. Tinha sumido. Não entendia como ele, com aquelas muletas, tinha chego tão rápido, já que a distância que nos separava era de uns 100 metros. Estava assustado, mas perguntei se ele queria alguma coisa. Ele não respondeu nada. Comecei a ficar nervoso. Olhei para trás, já pensando em sair dali, mas os outros dois estavam em pé, na outra esquina, todos os dois olhando para mim. Fiquei novamente sem reação. Tentei balbuciar alguma coisa, mas não conseguia.
(continua semana que vem....)
Esquina da rua Hercílio Luz com a Lauro Müller, e esta é a Igreja Matriz "velha", a primeira igreja de Itajaí, construída no século XIX. A praça é a famosa "Praça do Cocada".
fotos: lollomafra
posted by RÔMULO MAFRA 08:47
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underground
17 de agosto - domingo
no Underground Bar
às 20h
Superbug (Floripa)
Pullovers (SP)
A Superbug apresenta seu rock alternativo com refrões e toques pop influenciado por bandas americanas de sonoridade lo-fi, como o Elf Power. Os shows da banda, que lançou há pouco tempo o EP Hot Milk, são competentes e energéticos. Diversão na certa.
................................................
Traduzir com simplicidade sentimentos extremos em formato de pop songs e muito barulho é a habilidade do Pullovers. Em seu masi recente álbum, o vocalista Luiz Venâncio fala de relacionamentos frustrados, joga-se em declarações amorosas e ainda assina versos irônicos sobre idade, maturidade e futuro. Acompanhado por três fiéis escudeiros - entre eles uma guitarrista furiosa como há muito não se via no país - ele faz de Riding Lessons uma grande obra verde-e-amarela dos anos 00.
O grupo nasceu em 1999, em um show no Alternative Bar. Formado desde o princípio por Luiz Venâncio, Marianne Crestani, Ana Carolina e Daniel Hirata, lançou seu primeiro disco em 2001, o Pullovers Can¿t Play Covers, tornando-se conhecido no cenário indie com o hit Teenage Darling. Fez shows em diversas cidades do Brasil (Goiânia, Florianópolis, Rio de Janeiro...) e tocou com Stephen Malkmus na edição de 2002 do Abril pro Rock.
posted by RÔMULO MAFRA 08:37
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the eighties...
ELECTROCLASH
>>electroclash >> disco punk >> 80´s
Uma festa estranha, com gente esquisita, música quase nunca tocada.
Prepare o modelon bee... gotas de luxo cairão do céu. DJs mixando aquela velharia dos anos oitenta junto de bandas de disco punk (atual) e electroclash.
Pra quem não conhece, electroclash é a "nova onda do momento", onde tem como representante Larry Tee (new york). A mistura dos anos 80, rock e synths eletrônicos dão um clima de revival futurista. Do New Order a Vitalic. Do punk ao colar de pérolas. Fischerspooner, Miss Kittin, Tiga or DJ Kicks, Playgroup são exemplos de DJs e produtores que engajam esse lado estranho da cena.
Mais infos sobre a cena electroclash > www.electroclash.com
IFI
http://vidaeletronika.blogspot.com
icq uin 62571804
a música não pode parar...
posted by RÔMULO MAFRA 08:37
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Quarta-feira, Agosto 13, 2003
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caramba, aqui estou eu, isolado do meu mundo virtual, perdido num computador alheio, sem acesso as minhas pastas, meus arquivos, enfim, minha vida.... ehehhe.. essa palhaçada toda, é só pra dizer que estou sem computador no exato momento aqui no Diarinho.. deu pau... apagou... sumiu... não liga... travou, enfim, todas aquelas palavrinhas que designam a falta de "vida" num computador. e aqui estou eu, sem poder trabalhar, cheio de coisa pra fazer, mas, estou aqui (repetição é meu nome), digitando linhas "ao vento". só pra dizer que escrevi aqui.... tá bom né? chega... agora resta esperar os "paramédicos" virem "ressuscitar" meu computador. boa sorte pra mim.
posted by RÔMULO MAFRA 16:13
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FESTIVAL DE MUSICA DE ITAJAI
Grandes Nomes da MPB integram programação do 6º Festival de Música de Itajaí
Quando??? De 29 de agosto a 05 de setembro
Dia 29- Abertura do Festival
Show com Ceumar
Horário: 20h30min.
Local: Casa da Cultura Dide Brandão
Entrada Franca
Segunda-feira:(dia 1º) Egberto Gismonti
Terça-feira:(dia 2) Dominguinhos
Quarta-feira:(dia 3) Alegre Corrêa
Quinta-feira:(dia 4) Elza Soares
Sexta: feira:(dia 5) Milton Nascimento
Todos os Shows serão realizados na Sociedade Guarani a partir das 20h30min, exceto o de Milton Nascimento que será no Pavilhão da Marejada.
Preço do Ingresso???? R$ 10,00
Onde comprar???? Na Livraria Casa Aberta
Rua Lauro Muller, 287, Centro- Itajaí-SC
Não perca tempo! Os ingressos são limitados!!!!!!
FOLCLORES DE SANTA CATARINA
O quê: exposição coletiva de obras de artistas da Associação GAP, em comemoração ao mês do Folclore
Onde: Parque Unipraias - Estação Barra Sul , Balneário Camboriú -SC
Quando: de 14 a 31 de agosto de 2003, diariamente
O Folclore é o conjunto de manifestações de caráter popular de um povo, ou seja, é o conjunto de elementos artísticos feitos do povo para o povo, sempre ressaltando o caráter tradicional destas representações , sempre transmitidas de uma geração para outra através da prática.
O termo Folk-Lore foi empregado pela primeira vez em 22 de agosto de 1846. Assim, fica o mês de agosto consagrado ao Folclore.
Folk-Lore, é formado por termos de duas línguas diferentes : FOLK quer dizer povo; LORE, o saber, o conhecimento, o costume. Pode-se afirmar: Folclore é o saber vulgar do povo, que não é transmitido através de escolas e nem de livros, mas sim, por imitação ou por força de tanto ver e ouvir. Para ser determinado como fato inteiramente folclórico, dever ser transmitido oralmente, de boca em boca; deve ser social, praticado por muitos e não por uma só pessoa; deve ser espontâneo, livre. E, por fim , deve ser anônimo, não se conhece o autor de superstição de uma dança popular, de um provérbio ou adivinhas.
Na exposição ¿Folclores de Santa Catarina¿ , os artistas plásticos da Associação GAP , retratam , nos mais diversos estilos e técnicas, as figuras folclóricas do povo catarinense, seus sentimentos , sua força, suas cores e emoções. Aparecem nas obras dos artistas, as figuras da bernúncia, do boi-de-mamão, do pau de fita, da Maricota, do pão por deus , das bruxas , entre outras. Cada artista encontra seus modo peculiar de transmitir o folclore. O intuito da exposição é mostrar aos visitantes da arte, as tradições catarinenses que passam de pai para filho, que fazem parte do ¿ser¿ catarinense. É a arte de artistas plásticos mostrando a arte popular. É a mais verdadeira demonstração da arte como um todo, com as expressões de sentimentos das pessoas, dadas pela visão do artista plástico.
A exposição teve início na Fundação Cultural de Blumenau e permaneceu por lá durante todo o mês de julho de 2003. A partir de 14 de agosto de 2003, as obras que compõem "Folclores de SC" irão colorir o Parque Unipraias, estação Barra Sul , em Balneário Camboriú- SC . A exposição fica exposta até dia 31 de agosto , o mês comemorativo do folclore.
Informações c/ GAP : (47) 9989-2913
www.artgap.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 16:06
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Terça-feira, Agosto 12, 2003
o curupira está vivo
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TELEFONE:47 373-0484 / 9121-2954 KÉLSON
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posted by RÔMULO MAFRA 15:14
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niver magru
caros amigos da imprensa: eu sei que é muito azar nascer no dia 13 de agosto, junto com o Ilder Júnior, mas essas coisas a gente não escolhe não é mesmo?
já que é assim, o jeito é comemorar.
eu e o mala do Ilder estaremos reunindo amigos nesta sexta-feira no restaurante da Joca Brandão. será servido um carreteiro no horário compreendido entre as 20h30min e 21h30min. esperamos voce lá.
abraço
MAGRU FLORIANO
posted by RÔMULO MAFRA 15:13
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Segunda-feira, Agosto 11, 2003
dá-lhe paulinza!
este e-mail foi mandado, devido a minha resposta no MãonosCórnonline
...Mas tudo bem, já me acostumei a este caminho um tanto solitário que é escrever para tão poucos, e receber ainda menos críticas (sejam elas ¿boas¿ ou ¿más¿), sugestões e opiniões sobre o que é escrito neste espaço...
Ah, Lollomafra... acaso não aprendeste ainda que o jornalista é um ser solitário... cético...
introspectivo... que vive num mundo à parte... imcompreendido... pra não dizer depressivo e até meio maluco??? Então bem vindo ao clube!!
E não fique esperando elogios ou críticas, até porque a maior parte delas é destrutiva!! Apenas segue o caminho, e escreve... escreve... sem esperar muito dos leitores... e não fica te menosprezando, não!! porque essa falsa modéstia não te cai bem!!! hehehehe...
Tolinho, acho que o teu zine é uma das coisas mais lidas nessa cidade... isso sem falar no livro, no blog... e tu ainda reclamas!!! ah, fala sério!!!
bjios,
Paulinza :0)
ah, vÊ se acessa meu blog, vc vai ver que tudo vai melhorar, hehehehe...
posted by RÔMULO MAFRA 16:25
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Sábado, Agosto 09, 2003
direto da redação
no finalzinho do expediente deste sábado, mais uma das "fotos artísticas" com a Mavica ehehhe
posted by RÔMULO MAFRA 11:50
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polyphonia khoros
Muito bom mesmo! Assisti nesta quarta-feira uma apresentação deste belíssimo coro da capital catarinense, e melhor, uma apresentação apenas com músicas catarinenses, como Aldo Kriger, Jefferson Bittencourt, José Brasilício e Carlos Besen, entre outros. Uns do século XIX, outros mais contemporâneos, mas todos muito competentes no quesito musicalidade, ainda mais quando interpretados por um coro de apenas 12 integrantes, e regido pela excelente maestrina Mércia Mafra. Foi uma quarta-feira diferente, pena que o público não compareceu como o esperado. Pouco mais de 20 pessoa assistiram a tal espetáculo, o que envergonha muito nossa cidade, já tão conhecida pela qualidade de seus corais, e sua tão falada "cultura". Temos que parar de olhar nosso umbigo de vez em quando e tentar olhar o que acontece aqui perto. Com certeza, fosse um coral de São Paulo ou outro grande centro, lotaria o pequeno auditório da Casa da Cultura Dide Brandão, onde foi realizado o evento.
Uma das músicas que me chamou a atenção, foi a canção Cantar de Amor, com texto de Manuel Bandeira, e musicada por Edino Kriger em 1967. A letra foi escrita em português quinhentista, que era como se escrevia (e falava) na época do descobrimento do Brasil.
Mha Senhor / Com´oje dia son / Atan cuitado e sem cor asi / E par Deus non sei o que farei i / Ca non dhormo há mui gran sazon / Mha Senhor / Ai meu lume, meu bem / Meu corazon non sei o que tem.
Segue a tradução: Meu Senhor / Como estou hoje / Tão coitado e sem cor assim, / E por Deus não sei o que farei agora, / Pois não durmo há muito tempo. / Meu Senhor / Ai meu lume, meu bem, / Meu coração não sei o que tem.
Outro texto que merece destaque, é este de Pinheiro Neto, Poema para Ninar Chris, singelo, e lindo ao mesmo tempo: Quero uma manhã inteirinha; com sol, orvalho, beleza. Quero uma manhã, manhanzinha / com criança meninha; cachos dourados, róseas faces, Sorriso doce, palavras, paz
Quero uma manhã todinha, Mas que comece mais tarde, Ás nove, quem sabe às dez. quero uma manhã sozinha / pra entregar nas mãos de Christianinha.
posted by RÔMULO MAFRA 09:51
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NOITE DOS CANDELABROS
Hoje à noite acontece a primeira da quatro apresentações programadas para a Noite dos Candelabros, no seu décimo ano, e ela acontecerá na Igreja Luterana, em Itajaí, bem ali no Centro da cidade. Amanhã, será a vez de Balneário Camboriú. No dia 16 volta a Itajaí, só que na Igreja Imaculada da Conceição, mais conhecida como igrejinha velha, por ser a primeira Matriz de Itajaí, e no dia 17 de agosto, a Noite dos Candelabros encerra em Blumenau, também na Igreja Luterana, mesmo local do ano passado.
A Noite dos Candelabros reúne todo anos alguns dos melhores corais de Itajaí para uma apresentação única, onde é levado um tema, que este ano será a Renascença, período que seguiu-se a Idade Média - período após o Canto Gregoriano (Cantus Planus, ou monódico), quando estava iniciando o canto polifônico (várias vozes) na Igreja, também chamado de Cantus Firmus. Este início teve no século XII, com a primeira reforma do canto coral, com um estrutura de três vozes, e atingiu seu apogeu no século XIII, principalmente na escola parisiense de Notre-Dame. E daí nasceu a estrutura mais conhecida dos corais, à quatro vozes.
Este ano, participarão do evento:
Coro Carpe Diem e Orquestra de Câmara do IMCARTI: Alma Redemptoris Mater, de Gian Perlusi da Palestrina; Panis Angelicus, Cesar Frank e arranjo de Pe. Ney Brasil; Sina, Djavan; Canções e Momentos, Milton Nascimento
Associação Coral Villa-Lobos: Ce Moys de May, Clement Janecquin; Mon Coeur Se Recommande a Vous, Roland de Lassus; Salve Regina, José Joaquim E. Lobo Mesquita; Já vem a Primavera, Henrique de Curitiba; California Dreamin´, Jonh Phillips
Grupo Vocal Licor de Pitanga: Tourdion, Pierre Attaingnant; Hanacpachap Cussicuinin, Anônimo XVII; Psalitte Deo Nostro, J. S. Bach; Suíte dos Pescadores, Dorival Caymmi; Adiós Nonino, Astor Piazzolla.
Todos os coros juntos: Invocação em Defesa da Pátria, de Heitor Villa-Lobos
E todas as apresentações começam às 20 horas.
Rômulo Mafra
posted by RÔMULO MAFRA 09:49
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3a Mostra Internacional de Teatro de Grupo e 7a Mostra Itajaiense de Teatro
A Téspis Cia. de Teatro, com o apoio da Associação Itajaiense de Teatro e curadoria da Periplo, Compañia Teatral divulgam a programação da 3a Mostra Internacional de Teatro de Grupo e 7a Mostra Itajaiense de Teatro
que conta com o patrocínio de Fundação Cultural de Itajaí
SEARA Alimentos
e apoio de Empresa de Transporte Coletivo Itajaí
Lei Municipal de Incentivo à Cultura
Prefeitura Municipal de Itajaí
Casa da Cultura Dide Brandão
UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí
DIA 10 DE AGOSTO (DOMINGO)
20h ¿ Galpão das Artes
ABERTURA OFICIAL
20h30min ¿ Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL: "El Dragón y su Furia"
(Periplo, Compañia Teatral / Buenos Aires - Argentina)
DIA 11 DE AGOSTO (SEGUNDA- FEIRA)
15h as 16h ¿ Espaço Téspis
Workshop Periplo Compañia Teatral
18h30min e 22h30min ¿ Teatro da Casa da Cultura
MOSTRA ITAJAIENSE: "O Menino do Dedo Verde"
(Cia. Experimentus Teatrais, Itajaí, SC)
20h30min - Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL:
"Orpheu ¿ O Guardador de Rebanhos"
(Cia. Azul Celeste / São José do Rio Preto, SP - Brasil).
DIA 12 DE AGOSTO (TERÇA- FEIRA)
9h30min as 13h30min
Oficinas
15h as 16h ¿ Espaço Téspis
Workshop Cia. Azul Celeste (São José do Rio Preto, SP)
18h30min e 22h30min ¿ Teatro da Casa da Cultura
MOSTRA ITAJAIENSE: "Revue"
(Cia. E.t.c. i. Tal., Itajaí, SC)
20h30min ¿ Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL: "Perras"
( Perras Teatro / Buenos Aires- Argentina)
DIA 13 DE AGOSTO (QUARTA-FEIRA)
9h30min as 13h30min
Oficinas
15h as 17h ¿ Espaço Téspis
Workshop de Perras (Argentina)
Workshop de Teatro Filhos da Lua (Curitiba/PR)
18h30min e 22h30min ¿ Teatro da Casa da Cultura
MOSTRA ITAJAIENSE: "O Pequeno Príncipe"
(Cia. de Atores, Itajaí, SC)
20h30min ¿ Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL: "Fulano e Sicrano"
(Centro Teatral e Etc e Tal / Rio de Janeiro, RJ - Brasil).
DIA 14 DE AGOSTO (QUINTA-FEIRA)
9h30min as 13h30min
Oficinas
15h as 16h ¿ Espaço Téspis
Workshop Centro Teatral e Etc e Tal (Rio de Janeiro)
18h30min e 22h30min ¿ Teatro da Casa da Cultura
MOSTRA ITAJAIENSE: "Crepúsculo"
(Grupo Teatral "O Grupo", Itajaí, SC)
20h30min ¿ Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL: "Fogonazos del Treinta"
(SUDESTADA - Teatro Inestable Proletário / B. Aires - Argentina)
DIA 15 DE AGOSTO (SEXTA-FEIRA)
9h30min as 13h30min
Oficinas
15h as 16h ¿ Espaço Téspis
Workshop SUDESTADA (Argentina)
e Girôvago Producciones (Espanha)
18h30min e 22h30min ¿ Teatro da Casa da Cultura
MOSTRA ITAJAIENSE: "A Dama das Margaridas"
(Grupo Teatral Acontecendo por Aí, Itajaí, SC)
20h30min ¿ Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL: "Juglaria"
(Girôvago Producciones / Granada - Espanha)
DIA 16 DE AGOSTO (SÁBADO)
15h ¿ Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL:
"Terezinha - História de Amor e Perigo"
(Teatro Filhos da Lua / Curitiba- PR - Brasil)
16h e 17h ¿ Teatro da Casa da Cultura
MOSTRA ITAJAIENSE: "O Dia da Fantasia"
(Ensamble Produções Artísticas, Itajaí, SC)
20h30min ¿ Galpão das Artes
MOSTRA INTERNACIONAL: ENCERRAMENTO
"Otra Baja , El Musical"
(Periplo Compañia Teatral / Buenos Aires ¿ Argentina)
Eventos Paralelos
Oficina
Para Recitar Poesia
por Luis Felipe Alegre
(El Silbo Vulnerado / Zaragoza - Espanha)
Oficina
O Trabalho do Ator Sobre Sí
(Periplo, Compañia Teatral / Buenos Aires - Argentina)
exposição fotográfica
Rostros de la Farándula
por Raquel Arellano
(Zaragoza - Espanha)
exposição fotográfica
Cenas de 2002
por Diego Ojeda
(Buenos Aires - Argentina)
Informações e Reservas: (47) 3045 2629 / 9903 7275 / 341 6134
Ingressos à venda à partir de 01 de Agosto
Maiores Informações sobre Oficinas:
tespis@melim.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 09:47
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SESC incentiva cultura musical no Estado
31/07/2003
Da harmonia à forma, do timbre ao ritmo. A música catarinense se traduz em acordes de qualidade e história, um patrimônio cultural tão rico quanto seu povo. Neste compasso étnico e harmonicamente catarinense, o Sesc ¿ Serviço Social do Comércio promove no Estado o Circuito Catarinense de Música, que estará em Rio do Sul no próximo sábado, dia 02/08 às 20h, com o grupo Polyphonia Khoros e percorre mais 15 cidades catarinenses até o dia 28/08. O Circuito Catarinense de Música, desenvolvido pelo Sesc, tem o objetivo de promover a autenticidade musical da nossa cultura, reconhecendo e divulgando a produção artístico-musical local. Segundo o músico e técnico de cultura do Sesc, Luiz Moukarzel, conhecer os produtos culturais de Santa Catarina enriquece e fortalece a compreensão de nossos referenciais. ¿É um importante instrumento de educação dos sentidos, propicia a troca de informações e experiências musicais entre a população e o artista, aprimorando o gosto estético-musical, ampliando a consciência e a inserção sócio-cultural¿, explica. O grupo Polyphonia Khoros percorrerá quinze cidades catarinenses (veja programação), com um repertório de músicas de compositores catarinenses montado exclusivamente a pedido do SESC para o circuito. Polyphonia Khoros O grupo Polyphonia Khoros é um coral, regido pela maestrina Mércia Mafra Ferreira, é formado por 28 músicos que trabalham em busca de desafios que motivem o crescimento, a profissionalização e o aperfeiçoamento individual. Nesta turnê estarão participando 12 músicos. Já participou de vários projetos e apresentações em todo o estado, em especial na realização da ¿Turnê 2002¿ apresentando a Cantata BWV 4 de J.S. Bach e a Missa Brevis K194 de Mozart em conjunto com a Camerata Florianópolis por seis cidades catarinenses. Participou também, da ópera ¿Madame Butterfly¿ de Puccini, encenada em setembro do ano passado pela Pró-Música de Florianópolis e da gravação do concerto de lançamento do CD Memória Musical Catarinense. Encerrando a ano em parceria com a Camerata Florianópolis a apresentação do concerto ¿Oratório de Natal¿ de autoria de Alberto Andrés Heller. Repertório do Grupo Edino Krieger (texto: Vinícius de Moraes) ¿ FUGA E ANTI-FUGA Edino Krieger (texto: Manoel Bandeira) ¿ CANTAR DE AMOR Edino Krieger ¿ PASSACALHA Aldo Krieger ¿ A SÉTIMA PALAVRA Jefferson Bittencourt ¿ ADORAMUS Jefferson Bittencourt (texto: Rodrigo de Haro) ¿ PARTIDA José Brasilício de Souza (Arr. Abelardo Souza) ¿ ROSALINA QUER CASAR Álvaro Souza (Arr. Abelardo Souza. Texto: Manoel Félix Cardoso) ¿ MINHA ILHA Nelson Wagner (Arr. Moacyr Pontes) ¿ TERRA DAS ARUEIRAS Osvaldo Melo (Arr. Aldo Krieger) ¿ CANÇÃO PRAIEIRA Nº 2 (Canto Caboclo) Osvaldo Melo (Arr. Aldo Krieger) ¿ CANÇÃO PRAIEIRA Nº 3 (Canoa no Mar) Osvaldo Melo (Texto: Aníbal Nunes Pires. Arr. Emanuel Peluso) ¿ CANÇÃO PRAIEIRA (Florianópolis) Osvaldo Melo (Arr: Carlos Besen) ¿ CANTO DE DESPEDIDA Carlos Besen (Texto: Pinheiro Neto) ¿ POEMA PARA NINAR A CHRIS Carlos Besen (Baseado no folclore catarinense) ¿ RATOEIRA Carlos Besen (Baseado no folclore catarinense) ¿ CANTIGA DO BOI DE MAMÃO
Programação: 02 de agosto ¿ Sábado Rio do Sul Catedral São João Batista Apresentação: 20h 03 de agosto ¿ Domingo Joinville Cine-Teatro do Sesc Apresentação: 21h 04 de agosto ¿ Segunda-feira Jaraguá do Sul Centro Cultural de Jaraguá do Sul ¿ SCAR Apresentação: 20h30min 05 de agosto ¿ Terça-feira Indaial Apresentação: 20h 06 de agosto ¿ Quarta-feira Brusque Igreja Evangélica Luterana (Av. Monte Castelo) Apresentação: 20h 07 de agosto ¿ Quinta-feira Itajaí Casa de Cultura Dide Brandão Apresentação: 20h 09 de agosto ¿ Sábado Laguna Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos Apresentação: 20h 10 de agosto ¿ Domingo Tubarão Igreja do Bairro das Oficinas Apresentação: 20h30min 11 de agosto ¿ Segunda-feira Criciúma Auditório do Colégio Marista Apresentação: 20h 12 de agosto - Terça-feira Lages Teatro Municipal Marajoara Apresentação: 20h 13 de agosto ¿ Quarta-feira Xanxerê Auditório do Colégio Costa e Silva Apresentação: 19h 14 de agosto ¿ Quinta-feira Concórdia Salão Social da Sadia Apresentação: 20h 15 de agosto ¿ Sexta-feira Chapecó Catedral Santo Antônio de Chapecó Apresentação: 20h 24 de agosto ¿ Domingo São José Igreja São José ¿ Centro Histórico de São José Apresentação: 20h30min 28 de agosto ¿ Quinta-feira Florianópolis Cine-Teatro do Sesc ¿ Prainha Apresentação: 20h
www.sesc-sc.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 09:45
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Sexta-feira, Agosto 08, 2003
contos proibidos do marques de mafra
LIKE A STONE
O tempo estava bom. Havia estrelas no céu. O cheiro também estava bom. Seu cheiro, e o cheiro de seu apartamento eram agradáveis. Tudo ia bem naquele comecinho de quinta-feira. Estava nas primeiras semanas de faculdade e já tinha conseguido convidar uma garota da sua sala para "conhecer" seu apartamento. Era uma garota bonita, parecia (mas só parecia) inteligente, mas no fundo devia ser fútil, principalmente por aceitar um convite destes de alguém que mal conhecera, pensava.
Tinha convidado ela para bater um papo, discutir um trabalho que provavelmente iriam fazer juntos, tomar um vinhozinho (claro que o vinho viria antes) e mostrar uns DVD´s de música que tinha, tudo para ver se tinham afinidades. Porém o que importava era SE iria rolar sexo nesta primeira noite. Poderia muito bem esperar uma semana, porém mais que isso saberia que estava entrando numa roubada.
E então o pior aconteceu! Faltavam uns vinte minutos para ela chegar e uma forte dor de barriga o pegou de surpresa. Não acreditava que aquilo estava acontecendo, pensou rápido, xingou mais rápido ainda. Correu para o banheiro, pois talvez houvesse tempo de tomar outro banho. Mas parou na porta. E o cheiro, como iria ficar? Procurou na gaveta se havia outro incenso, já que o último tinha usado minutos atrás. Procurou na outra gaveta e nada também. Estava ficando nervoso. O tempo estava correndo, só que a dor de barriga estava aumentando. O nervosismo piorava tudo. Tentou ligar o som pra ver se esquecia do problema. Não adiantou. Então foi para o banheiro.
Quando finalmente sentou, a vontade cessou repentinamente. Só que agora era tarde demais, pensou, tinha que ser agora, pois poderia voltar a qualquer momento. Esforçou-se ao máximo. Chegou a ficar vermelho, mas eis que finalmente a ¿coisa¿ começava a sair, porém, lentamente, dolorosamente. Só podia ser o que comeu ontem à noite, mas nem isso conseguia lembrar. No seu som, tocava Like a Stone, do Audioslave e finalmente acabou seu "trabalho". Quando iria começar a se limpar, a campainha toca. Não! Não podia ser ela, assustou-se. Porém, ficou gelado quando lembrou que seu interfone está estragado, e alguém deve ter aberto a porta para ela. Acelerou a limpeza que faltava. Depois daria um "retoque". Deu descarga e saiu correndo. Antes abriu a janela do banheiro, mas ela não daria muito jeito no problema e limpou seu rosto. Abriu a porta, disfarçando o cansaço, e tentando mostrar-se natural. Ela estava muito gostosa! De mini-saia naquele frio, só poderia querer uma coisa! E animou-se.
Logo que chegou, enquanto ainda tocava Like a Stone (o qual ela elogiou, pois curte bastante esta música ¿ ponto para ele) , pediu desculpas e perguntou se podia usar o banheiro. Ele gelou naquela hora. Tinha pouco menos de dois segundos para inventar algo ou dizer a verdade. Preferiu simplesmente consentir com a cabeça, pois era tarde demais. Enquanto ela entrava no banheiro, teve vontade de sair pela porta, mas como era curioso demais, foi até a porta pra tentar saber a reação dela. Enquanto encostava o ouvido na porta lembrou que a descarga não estava funcionando bem, e enquanto levava a mão a cabeça, ainda conseguiu ouvir claramente, enquanto ela levantava a tampa do vaso sanitário:
- Nossa, é "like a stone" mesmo! Que cara porco!
Rômulo Mafra
posted by RÔMULO MAFRA 13:51
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Quarta-feira, Agosto 06, 2003
F O D E U!!!!!!
Lula Renuncia a Presidência
Após sofrer grande pressão nos últimos 2 meses, tanto pela oposição quanto pelos próprios simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva renuncia o cargo.
Em uma entrevista ainda não oficial feita hoje pela manhã no Itamaraty para a rádio Gazeta de Brasília, o líder do PT disse que não está mais em condições psicológicas para governar o Brasil, e ainda, que seu estado de saúde está piorando a cada dia em decorrência da pressão exercida pelo povo, pelos seus aliados e pela oposição.
Em um trecho da conversa com o repórter César Vasconcelos, Lula ainda disse:
- "nem um milagre salva o Brasil, não há ser humano capaz de reverter a situação econômica atual, nem partido político forte o suficiente para combater a corrupção que domina o país, nosso destino é sermos governados pelo FMI, o presidente é só um ícone, uma falsa sensação de democracia".
Lula disse ainda que estará se desligando do PT e pretende morar fora do país.
- "governar o Brasil era um sonho, pelo qual lutei boa parte de minha vida. Agora acordei." disse emocionado o ainda presidente encerrando a entrevista.
A renúncia oficial ocorrerá na próxima segunda-feira as 8:00h em uma coletiva envolvendo os líderes da câmara, do senado e os principais veículos de comunicação do país.
Quanto ao cargo, será assumido pelo Vice-Presidente José de Alencar que ainda não foi localizado para falar sobre o assunto.
Fonte: http://www.senado.gov.br/web/comunica/copres/secs.cfm?pag1=frmAgencia.cfm&pag2=tempoReal/001457.htm
posted by RÔMULO MAFRA 16:19
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Terça-feira, Agosto 05, 2003
Circuito SESC de Música
apresenta:
POLYPHONIA KHOROS
Coral de doze vozes à capela interpretando um repertório de autores Catarinenses, que vai do clássico ao popular. Você não pode perder!
Dia 07 de agosto (5ª feira) às 20h
na Casa de Cultura Dide Brandão
(Rua Hercílio Luz,323-Centro)
Informações: SESC Itajaí (348-9291)
www.sesc-sc.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 10:30
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POLÍTICA E QUADRINHOS
Capitão América: Herói ou Vilão? (Parte 1)
É grande a polêmica sobre o status quo do famoso personagem nos dias de hoje. Confira uma retrospectiva da carreira do Sentinela da Liberdade, e tire suas próprias conclusões
Por Nano Souza
www.universohq.com
Pesquisa recentemente divulgada pela rede norte-americana NBC aponta que, no mundo inteiro, cresceu a antipatia contra os norte-americanos, e principalmente contra o governo Bush. Um dos motivos mais recentes para essa nova onda de "antiimperialismo ianque" foi a invasão ao Iraque. Nem mesmo o fato de Saddam Hussein ser um dos ditadores mais sanguinários da História, tornou menor a indignação contra a morte de milhares de civis inocentes no conflito, os abusos das tropas aliadas durante a "guerra" ou a falta de provas de que Hussein era mesmo uma ameaça a paz mundial.
As conseqüências desse sentimento antiestadunidense fazem-se sentir até mesmo nas HQs. Enquanto os mangás - quadrinhos japoneses - ocupam mais e mais os corações dos leitores e são sinônimos de boas vendas, mesmo com qualidade renovada os tradicionais "comics" - quadrinhos norte-americanos - têm suas tiragens reduzidas.
Os brasileiros vivem um momento histórico de recuperação de uma "identidade nacional", e parte desse "novo nacionalismo" se manifesta muitas vezes em xenofobia aos estadunidenses: a mesma pesquisa da NBC aponta o Brasil como o terceiro país do mundo onde a população tem maiores sentimentos anti norte-americanos.
Um capítulo especial dessa polêmica no mundo das HQs vem se dando nas revistas da Marvel/Panini do Brasil, onde alguns leitores se manifestaram para que a editora pare de publicar as histórias do Capitão América em nosso país, devido ao conteúdo "político" da atual série do personagem. Segundo esses leitores, essas histórias seriam "propaganda velada" da política de intervenção estadunidense nos demais países e também estariam passando a idéia de que os terroristas árabes estariam totalmente errados no conflito, enquanto os norte-americanos seriam "os santos".
Não é a primeira vez que o Capitão América é acusado de "imperialista". Uma das acusações que muitos estudiosos em Comunicação sempre fizeram contra os comics foi de seu papel enquanto "propaganda ideológica". Um dos maiores alvos nessa crítica sempre foi o Capitão América, personagem que, mais que qualquer outro, carrega o estigma de ser norte-americano: além da bandeira dos EUA ser o seu uniforme, até o aniversário do personagem seria em 04 de julho, dia em que se comemora a independência do país!
Segundo muitos estudiosos, o Capitão seria a síntese da ideologia militarista norte-americana: um herói intervencionista, que toma a justiça pelas próprias mãos, contra governos estrangeiros que representariam "o mal", justamente por seguirem outro modo de vida que não o norte-americano. A única arma usada pelo Capitão - um escudo - representaria a idéia de que os EUA só atacam para se defender; o fato do Capitão agir de forma independente - do governo ou de instituições - faz parte da ideologia liberal capitalista da "livre iniciativa", onde pessoas vestem uniformes e saem caçando criminosos (no caso do Capitão, espiões e agentes terroristas) por sua própria conta.
Assim como todo e qualquer personagem de ficção, o Capitão América é fruto de uma época em especial, foi criado em determinada situação histórica, refletindo assim seu ambiente sócio-econômico. Como personagem típico de HQs norte-americanas, o Capitão continuou sendo publicado através dos anos, em diversos momentos históricos e políticos diferentes, refletindo cada um deles. Ou seja, o personagem sempre foi o retrato de seus criadores, não haveria um "Capitão América" pronto, definitivo, mas uma personagem que expressa mais o que pensam seus atuais autores e editores do que um projeto pronto e acabado.
Quem foi o Capitão América?
Quando o personagem foi criado, em março de 1941, os Estados Unidos estavam às vésperas de entrarem na II Guerra Mundial. Embora se costume culpar o "ataque traiçoeiro" dos japoneses à base de Pearl Harbor, o certo é que há algum tempo as autoridades militares e políticas estadunidenses já haviam escolhido seu lado na Guerra, só precisavam do motivo certo para angariar o apoio da Opinião Pública. Diversos personagens da ficção - rádio, cinema, pulps, histórias em quadrinhos - já estavam fazendo seu trabalho, pintando os alemães e japoneses como vilões facínoras e denunciando os "espiões" e "traidores" entre a própria população.
A editora Timely Comics (que viria a se tornar a Marvel) entrou no clima, e encomendou ao estúdio de Joe Simon e Jack Kirby um personagem que encarnasse os "ideais" do país, alguém que fosse um "Super-Americano". Os motivos eram puramente editoriais: um personagem "patriota" deveria fazer muito sucesso entre as crianças norte-americanas, já que as convocações em massa estavam sendo realizadas, e dificilmente havia uma família na América onde não houvesse um pai, um tio ou um irmão maior na lista de convocados.
Simon e Kirby decidiram transformar um desses soldados no seu "super-herói". Baseados numa nota publicada num jornal, sobre um jovem que queria se alistar mesmo que o departamento médico do exército o tivesse considerado inapto, os criadores elaboraram a origem do herói: ele seria um voluntário franzino de um experimento secreto do governo para criar um supersoldado para as tropas norte-americanas. Infelizmente o cientista que elaborou o experimento seria morto por um espião nazista, razão esta que só haveria um supersoldado, e este seria o Capitão América.
Kirby projetou o visual clássico do personagem, vestindo-o com as cores da bandeira dos Estados Unidos, e dando-lhe um escudo como única arma, símbolo de que ele só atacava para se "defender" e também porque o uso de armas de fogo por um personagem que deveria ser "modelo" para as crianças era visto como tabu naquela época.
O Capitão ganhou um pré-adolescente como parceiro, Buck, uma cópia descarada de Robin, com quem os leitores se identificariam. Sidekicks eram comuns naquela época, e praticamente uma "obrigação editorial" em histórias de super-heróis.
A identidade secreta do Capitão América era Steve Rogers, e, apesar de ser o Capitão América, ele se disfarçava como um simples e incompetente soldado de um destacamento do exército estadunidense. Seria por essa "identificação" em especial para com o personagem, que mais tarde o Capitão América também se tornaria popular entre os combatentes, e não somente entre as crianças nos EUA. O próprio Exército chegou a comprar e encomendar edições da revista para que ela fosse distribuída para suas tropas e servisse de "inspiração".
E que inspiração as histórias do Capitão América eram! Apresentando os alemães e japoneses como facínoras, burros e sanguinários, as histórias eram recheadas de ação e de bandidos antológicos, como o Caveira Vermelha e o Barão Zemo.
Sim, era estranho que a "raça ariana perfeita" que pregava o nazismo tivesse gente deformada e aterrorizante como o Caveira Vermelha como modelo e "herói", mas essa história estava sendo contada pelos norte-americanos e não pelos alemães. Os meios de comunicação trataram a II Guerra Mundial como um simples confronto entre o bem e o mal, e esse maniqueísmo foi muito forte nas histórias do Capitão. Mas mais do que isso, essas histórias estabeleceram o primeiro "super-herói" político de fato, onde não havia mensagens implícitas ou meios termos: Steve Rogers dizia com todas as letras que era o defensor da democracia, da justiça e do modo de vida americano.
Finda a Guerra e o herói teve de voltar para casa. Qual seria a solução? Transformaram-no em combatente do crime, como tantos por aí - bem mais competentes, diga-se de passagem. Tanto é que o herói não agüentou a concorrência na nova "linha de trabalho", e sua revista foi cancelada em 1948, em meio a crise de vendas que também seria uma das causas do fim da chamada "Era de Ouro das HQs".
Em 1954 tentou-se uma "ressurreição" do título, voltando ao tema "político". Agora o Capitão América e seu parceiro Buck enfrentam agentes e espiões comunistas. Estamos na Guerra Fria e muitos outros personagens das HQs e do cinema foram chamados para desempenharem seu papel na luta contra a "opressão e subversão" vermelhas. Chegaram, inclusive, a transformar o Caveira Vermelha em agente comunista, afinal os autores de HQs e norte-americanos médios nunca foram especialistas em política, nem teriam como saber das diferenças irreconciliáveis entre nazistas (extrema-direita) e comunistas (extrema-esquerda). Bastava dizer que eram todos iguais, que comunistas e nazistas eram sanguinários, facínoras, covardes e burros.
Não deu certo. Após três anos, o herói foi novamente aposentado pelas baixíssimas vendas. A figura do herói como "anticomunista" não colou tanto quanto a do Superman, por exemplo, que na mesma época lutou contra a "ameaça vermelha" com mais sucesso.
Chegam os anos 60, e os EUA vivem outro momento político. Depois da "Caça as bruxas" e a paranóia anticomunista dos anos 50, são agora tempos de "abertura". A luta pelos direitos civis, principalmente das minorias, ganha força, tendo como ícones Martin Luther King, John Kennedy e o movimento hippie. Nas HQs, surge a Marvel Comics (antiga Timely), que humaniza o mito dos super-heróis.
A medida em que novos heróis vão surgindo, a Marvel se volta para seu passado e traz de volta alguns de seus antigos personagens, entre eles, o até então aposentado Capitão América. Stan Lee resolve dar uma nova chance ao antigo herói, o colocando na superequipe "Vingadores" ao lado de Homem de Ferro, Thor, Homem Formiga e Vespa. Em Avengers # 4 (1964) é explicado que o herói não envelhecera porque havia sido congelado ao final da II Guerra Mundial. Ou seja, resolveram desconsiderar a diáfana fase do personagem nos anos 50. O Capitão América "macarthista" seria outro, não Steve Rogers.
Isso quer dizer que o Capitão não enfrentava a "ameaça comunista" nos anos 60? É claro que sim, mas essa não era sua prioridade. Stan Lee o via como um super-herói que havia se tornado mais do que humano não por ter superpoderes, mas por ter um "supercaráter". Apesar de ser um cara "normal", o Capitão era tratado como um herói absoluto e invencível, longe de dúvidas e de falhas, bem ao contrário de outro ícone da editora, o Homem-Aranha, que apesar dos superpoderes era tão suscetível de falhas como qualquer um de nós.
Nesse cenário ainda de Guerra Fria, o Capitão teve alguns atritos contra espiões comunistas, chineses ou soviéticos, mas esse nunca foi o "centro" de suas histórias. Como o próprio Stan Lee reconheceu muitos anos mais tarde, a Guerra Fria era mais do que um confronto entre o bem e o mal, por isso essas histórias não "funcionavam tão bem quanto aquelas contra os nazistas". Afinal, não haveria ninguém em sã consciência que apoiasse a causa nazista, quando esta estava tão identificada com o genocídio e o preconceito. A solução? Trazer os nazistas de volta, sobre a forma de velhos vilões como o Caveira Vermelha e o Barão Zemo, e também com a criação da Hidra, organização terrorista neonazista, com objetivo de dominar o mundo.
Essas histórias de fins dos anos 60 em muito se assemelhavam com outro sucesso de mídia: James Bond. Assim como 007, o Capitão América lutava contra organizações criminosas espalhafatosas, que abusavam de equipamentos de alta tecnologia, e até convivia com sedutoras espiãs, como a sua namorada de então, Sharon Carter, agente da Shield - o equivalente Marvel ultratecnológico à Cia.
Mas voltando a luta pelos direitos civis: em tempos de Martin Luther King, Malcom X e Panteras Negras, porque não identificar o Símbolo da Liberdade também com a luta de emancipação das minorias? Assim, no fim dos anos 60, o Capitão trocou de parceiro: ao invés de Buck - agora vivido pelo adolescente Rick Jones - foi apresentado aos leitores Sam Wilson, o Falcão. Negro, ex-marginal, e militante da luta de seu povo, Sam foi um legítimo representante dos guetos nas histórias do Capitão. Ao invés de um "discípulo", o Falcão era realmente um parceiro para Steve Rogers, lutando juntos, de igual para igual, por um país melhor, livre do Caveira Vermelha, da Hidra, ou outros facínoras.
Nos anos 70, a derrota na Guerra do Vietnã e o Escândalo Watergate - que derrubou o presidente Nixon - colocaram a tal "consciência americana" em crise. Com o Capitão não foi diferente. Nas páginas de sua revista, aparecia uma nova organização criminosa - O Império Secreto. Ao contrário da Hidra, o Império era formado por criminosos norte-americanos que pretendiam tomar o poder nos EUA e no mundo, e, pior do que isso, ao fim da série de lutas contra o Império, o Capitão América chega até o misterioso líder da Organização, nada mais, nada menos, que um Chefe de Gabinete da Casa Branca, uma das figuras mais respeitadas do país.
Em "crise de valores", Steve Rogers abandona o uniforme de Capitão América e passa a circular o país sob a identidade de "Nômade", procurando a verdadeira "alma" da América. Após esse período de "auto-exílio", o herói retorna sua identidade como Capitão e define que sua luta não é por nenhum governo ou política, mas sim pela gente simples e comum, que vive em cada cidade e em cada região do grande território dos Estados Unidos.
Essa "mudança de orientação" teria transformado o Capitão América num super-herói comum, não fosse continuar usando as roupas e o "nome" da América. Nos anos 80, em meio aos escândalos da Nicarágua e do Irã-Contras, mais uma vez a consciência norte-americana sofria um duro golpe, e isso iria se refletir nas páginas de Capitão América, numa das melhores fases já escritas para o personagem.
Numa trama brilhantemente elaborada pelo roteirista Mark Gruenwald, Steve Rogers é pressionado por uma Comissão de Assuntos Super-humanos para que passe a trabalhar sob os auspícios do governo, uma vez que seu uniforme, seu escudo e seu nome foram criados pelo Governo dos Estados Unidos.
Indisposto a seguir ordens que poderiam fazer com que colaborasse na queda de regimes de outros países, a fazer espionagem contra outros povos e a participar talvez de lutas e ações injustas, Steve Rogers decide ceder seu "cargo". O discurso proferido por ele nesta ocasião é de uma simbologia toda especial, porque definiria por completo quem realmente é o Capitão América e o que ele defende:
"Eu não represento os Estados Unidos, o presidente dos EUA faz isso. Por toda minha vida o que representei e o que lutei foram os ideais pelos quais foram fundados o nosso país: os ideais de liberdade, justiça e igualdade, que são comuns a todos os povos, e não só o norte-americano. Se eu aceitasse as regras da Comissão estaria traindo esses ideais. Por isso não poderia continuar sendo o Capitão América".
Enquanto a Comissão escolhe um substituto para Steve Rogers - um individuo militarista e sem escrúpulos, perfeito seguidor de ordens, que interpreta aquele Capitão América que os estudiosos em comunicação tanto falam -, o herói original segue sua luta, adotando uma nova identidade, um uniforme semelhante, mas com as cores vermelho, branco e preto (representando luto, talvez?).
Por quase um ano, o confronto ideológico entre o novo Capitão América (John Walker) e Steve Rogers, o Capitão original, permeou as páginas da revista, reinterpretando as motivações do personagem e seu papel no universo dos Quadrinhos.
No final da saga foi revelado que o Caveira Vermelha - que havia adquirido uma identidade civil de alta respeitabilidade no governo norte americano - havia manipulado a Comissão para que destituíssem Steve Rogers do seu papel de Capitão América.
Ou seja, os próprios Estados Unidos estavam nas mãos do maior Inimigo da justiça, da liberdade e do "modo de vida americano".
Caveira desmascarado, Steve Rogers volta ao uniforme e a identidade de Capitão América, assumindo agora o papel de comandante máximo dos Vingadores.
posted by RÔMULO MAFRA 08:43
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Segunda-feira, Agosto 04, 2003
admin@ - novo vírus
Cuidado galera, tá rolando um novo vírus por e-mail, chamado de Mimail. Ele vem de um tal Admin@ e o e-mail que você usa. Por exemplo, hoje recebi um admin@yahoo.com.br e um admin@diarinho.com.br e em todos eles havia um anexo. Num deles falava algo sobre Norton Anti-Virus, em outro vinha um tal de Message.zip. Não abra. É vírus.
Leia mais sobre esse vírus aqui.
http://www.superdicas.com.br/va/
posted by RÔMULO MAFRA 14:13
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Polêmica nada
Ai está, uma crítica contundente a este Menino que não Machuca. Muito legal receber críticas assim de vez em quando.
POLÊMICA
Romulo Mafra, meu querido... tu achas que alguém está realmente interessado nesta tua "polêmica" com o Kolling?? Não é por nada, mas já tá ficando chato...
Qdo dá um tempinho, sempre abro o teu zine, pra ler algo alternativo, sair da rotina dos conhecidos tabóides que nos assombram diariamente... Mas ultimamente, só picuinha... assim fica chato!!
Particularmente, não tô vendo polêmica alguma, o quê afinal estão discutindo?? o racismo?? pois me parece mais uma questão pessoal... Tu não gostas dele, e ele
odeia qualquer um que pense mais que ele... deve ser medo de descobrir que é um colunista medíocre...
Toodos sabem que o cara é mesmo um debilóide, que nunca deveria escrever coisa algumas em jornaleco nenhum... mas vc?? me admiro de um cara tão descolado, perder tempo com esse inútil...
Não adianta, o preconceito é algo que já faz parte de criaturas como ele, é como um defeito de fábrica... que vem junto com a ignorânica, intolerância e incapacidade
de olhar ao redor... Tu achas que ele é mesmo capaz de analisar alguma coisa??
Ah, Romulo, deixa disso... ninguém merece ler essas interminável bate-bocas toda semana, nos míííínimos detalhes... Vá além... talento não falta!
Sei que gostas de provocar os outros, mas pelo menos arruma um bom motivo, que vá trazer alguma diferença pro mundo...
Espero que seja só uma falta de pauta passageira... não quero acreditar que o velho Rômulo estejá perdendo a inspiração... Tem tanta coisa aproveitável p/ ser dita!!
Sinceramente, acho que não estás numa boa fase... hehehe... tira umas férias... dá uma volta, sei lá...
Abrços
Paula :0)
Ps. Como diria a Eliana, não entra na dele, pegue os seus dedinhos e faz "ASSIM" (fuck you!) pro Kolling, heheheh...
posted by RÔMULO MAFRA 12:59
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posted by RÔMULO MAFRA 09:26
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Sábado, Agosto 02, 2003
direto da redação....
mais uma das viagens fotográficas de sábado, by o menino que não machuca
posted by RÔMULO MAFRA 11:12
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QUANDO BATEM À SUA PORTA
por Diogo Moyses
Eles estavam muito perto. A menos de 50 metros da singela entrada do 12 de setembro, nome do edifício onde moro, na avenida Nove de Julho, São Paulo. Durante três dias passei os olhos diante do acampamento, plásticos pretos, pedaços de papelão recortado, cordas pra lá e pra cá. E crianças, muitas crianças. Imaginava os caminhos sinuosos dos corredores virtuais dos barracos das mais de 650 famílias acampadas em frente à sede do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). Reivindicação dos acampados: teto, casa pra morar.
Cinco dias atrás, haviam sido enxotados do prédio onde funcionava o Hotel Danúbio, antigo reduto burguês no centro de São Paulo, ocupado por eles na semana anterior. Sem destino seguro, bateram à porta de quem tem poder para resolver o pepino. Passaram-se três dias até que fossem recebidos pelo auxiliar do auxiliar do presidente da companhia.
A avenida onde estavam acampados tem características um tanto especiais, principalmente naquele trecho: as calçadas são pequenas ao extremo e os carros passam a uma velocidade considerável. Os prédios em volta, escritórios de alto padrão ou residências de classe média. A avenida, por sinal, é a divisa dos bairros Jardim Europa, de mansões de quarteirões inteiros, e o Itaim Bibi, reduto de apartamentos muito bem alinhados. Nada mais ultrajante para este par de bairros, portanto, servir de base aos sem teto que ocupavam, além da calçada e canteiro da avenida, também as ruas laterais.
Num cair de noite, os obstáculos entre o 12 de setembro e o acampamento, foram vencidos. Minutos atrás não havia conseguido parar meu carro no lugar habitual, infestado dos guardiões da lei, devidamente acompanhados pela tropa de choque. Conformado, deixei o carro mais longe, guardei minhas coisas em casa e fui visitar o acampamento.
O momento era tenso. O corre-corre denunciava adrenalina alta, situação de risco. As mulheres corriam entre as barracas, procurando suas crianças para protegê-las de uma anunciada invasão da polícia militar. Muitas delas choravam e gritavam por suas crias. "Daqui a pouco elas acostumam. Essas com certeza entraram no movimento faz pouco tempo. Daqui a pouco passa", desvendou um dos senhores que naquele momento acompanhava os movimentos ao meu lado, num canteiro lateral. E passou. A tropa de choque, por enquanto, permanecia imóvel.
Os líderes do acampamento, depois constatei, estavam numa reunião dentro do prédio, negociando a ida para um alojamento. Finalizado o encontro, desceram e realizaram uma assembléia improvisada, seus gritos competindo com os carros e buzinas da avenida. O recado do governador era simples: ou iam para um terreno na zona leste ou sairiam à força. Constatado o poderio policial, a decisão foi a de partir. Para onde? Ninguém sabia ou conhecia o terreno, já que a origem da maioria era o outro extremo da cidade. Gritos de ordem tentavam animar o ambiente, mas a sentença já havia sido dada: mais uma derrota. Os olhos diziam, as palavras não deixavam dúvidas. O barulho constante, as falas sucessivas e sobrepostas davam lugar ao silencio. Agora, só os carros falavam, sem prestar mais atenção no que acontecia ao seu lado.
Hora de arrumar as malas. Alguns colchões, mochilas, travesseiros. E plásticos pretos, muitos plásticos pretos. Para o exército de crianças, era servido uma refeição antes da partida. Outra como essa, talvez só na noite seguinte. Vinte minutos e estava tudo no chão. A prática do monta-desmonta-amarra era geral. Até os mais novos sabiam exatamente o que fazer, afinal, o caminhão para levar tudo para o não-sei-onde já estava lá. E com pressa.
Ao meu lado, um rapaz arrumava algumas panelas e bandejas, instrumentos de sobrevivência coletivos. Era um dos únicos agitados, falava sem parar e o bater dos objetos afugentou quem estava por perto. "Queria ser o Bin Laden. Pegar um avião da Varig e explodir isso daqui". Me aproximei e puxei conversa. "Não sei nem o que falar. Tô querendo bater. Neste mundo, se você não tem dinheiro, não é ninguém, é tratado que nem lixo". O nome dele era Edson, tinha 23 anos. Nos últimos dois meses, acampou em seis lugares diferentes. Motivo? "Não tenho dinheiro, não arrumo emprego, não tinha para onde ir".
No canteiro central da avenida, também tomado pelos plásticos pretos, as famílias tentavam atravessar a rua e juntar-se ao grosso do movimento. Janete segurava duas filhas pequenas pelas mãos. O marido, Manoel, carregava filho de um lado e colchões do outro. Ao atravessar, notou o choro das filhas e os olhos cheio de lágrimas da mulher. "Calma gente, uma hora nóis vence".
Os policiais e seu aparato de guerra aos poucos iam embora. Flagrei um deles olhando para trás, cabisbaixo. Questionado sobre o olhar, respondeu: "Uma pena. Mas ainda bem que nada de pior aconteceu. Já pensou ter que tirar todo mundo à força? Deus me livre. Fiquei aqui esses dias. Conheci alguns. Com algumas crianças fiz até amizade. Afinal, somos todos trabalhadores lutando para sobreviver. Torço muito por eles". Eu também.
Diogo Moyses é jornalista.
Retirado da Lista Caros Amigos
posted by RÔMULO MAFRA 10:54
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microfonia na NET!!!!!!
agora você poderá ver um dos melhores programas sobre cultura pop da TV barriga-verde
Bem, como o pessoal do programa Microfonia promete mas não cumpre, Lollomafra se adianta a todos eles, e coloca no "ar" o programa Microfonia 34, que foi o especial Los Hermanos em Santa Catarina, e teve a singela participação deste serzinho que vos escreve, como câmera-man, e ajudando a encher o Biero, em Joinville, como platéia.
Ah, mas por enquanto só dá pra baixar o programa pra quem tiver o SoulSeek, uma espécie de Kazaa, porém sem os problemas que o Kazaa tem, como ser uma porta de entrada de vírus, pesado (o soulseek tem menos de 3 megas, se não me engano), e outras tralhas que vêm junto com o famoso "baixador de músicas, vídeos e afins".
Ah, e tava brincando quanto ao "prometemasnãocumpre", já que quem me disponibilizou o Microfonia 34 foi o Flavio, da equipe Microfonia.
E no soulseek, basta procurar por Microfonia. Por enquanto coloquei somente a primeira e segunda parte do programa. Divirtam-se.
Para baixar o SoulSeek, vá aqui e clique no 149 que tem ali no alto da página. É o primeiro link. O programa é em inglês, mas bem fácil de se instalar. Se sua conexão for boa, não leva nem um minuto.
posted by RÔMULO MAFRA 08:35
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Sexta-feira, Agosto 01, 2003
KISS IN ITAJAÍ
HOJE, TEM (TINHA) KISS COVER EM ITAJAÍ.... NO GALPÃO DAS ARTES... o horário até agora não tenho definido (AGORA FICOU MAIS DEFINIDO EHEHE), pois me disseram que começava às 20 horas, mas tenho minhas dúvidas....
CANCELADO
claro que esses são os originais...
CANCELADO
posted by RÔMULO MAFRA 08:50
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não--matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), mais foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnonline, també-m colaborou com textos para o jornal da Cidade (suplemento do Santa), Diário da Cidade, Diário do Litoral, jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, alé-m de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo.
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