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O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.
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Sexta-feira, Outubro 31, 2003
lollomafra na rádio, hoje...
Ah, quase esqueci, hoje estarei dando uma entrevista (sobre o jornal platéia) na rádio Conceição, aqui de Itajaí. A rádio Conceição, pega no 105,9 FM, portanto, quem for de Itajaí e região, e quiser ouvir a voz deste Menino que não Machuca, basta sintonizar a Conceição FM, das 22 à 0h de hoje, certchú?
posted by RÔMULO MAFRA 15:15
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dois dias sem net....
Pois é, foram dois dias sem acessar a internet na Univali. Hoje tomei coragem e estou usando a net numa dessas Lan Houses, onde a galera fica gritando uns com os outros em seus joguinhos de luta, e a internet é pior que discada algumas vezes. Parece que tudo é devido ao apagão geral que aconteceu na Ilha de Santa Catarina e acabou afetando os provedores da Univali que ficam lá. Pelo menos esta é a desculpa que estão dando por aqui, mas certeza mesmo, ninguém tem não. E nem parece que vão dar. Ufa. Agora tenho que acabar de ler meus emails (são 8 endereços de e-mail que uso, cada um pra um tipo diferente (listas, jornal, MCOL, etc.). Ao trabalho!
posted by RÔMULO MAFRA 14:26
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contos do marquês de mafra
CRÔNICAS DE UM HOMEM SUPER 04
A revelação (parte I)
Manchete de capa de jornais do dia 07 de novembro de 2003:
Folha de S. Paulo - O MUNDO ATORDOADO COM A EXISTÊNCIA DE UM SUPER-HOMEM! SERÁ HUMANO?
New York Times - O VERDADEIRO SUPERHOMEM ESTÁ NO BRASIL!! O QUE O MUNDO E OS EUA PODEM ESPERAR DISSO?
O Estado de S. Paulo - SUPER-HOMEM EXISTE!!! E É BRASILEIRO!!
Le Monde - SUPERHOMEM BRASILEIRO! ELE PODERÁ SALVAR O MUNDO?
Correio Braziliense - COMO ELE PODE VOAR? COMO ELE PODE SER INDESTRUTÍVEL? QUEM EXPLICARÁ ESTE SUPER-HOMEM?
Certo. O mundo já sabe da minha existência, mas queria que não fosse deste jeito. Queria ter esperado mais um pouco, mas não deu, aquele incêndio na favela precisava ser contido. Era a vida de muitas pessoas em jogo, e minha responsabilidade falou mais alto naquele momento. Na verdade os bombeiros fizeram o maior trabalho. Mas salvei uma criança, e isso já valeu o esforço de ter voado no meu máximo para chegar lá a tempo.
Claro, apareci do nada, voando a mais de 200 km/h, só poderia dar no que deu mesmo. Em meia hora todos os sites, TV´s do mundo inteiro estavam dando a notícia. Bem, foi só sorte daquela equipe de TV que noticiava ao vivo o incêndio naquela favela. E assim devo ter ajudado mais umas 10 pessoas a se promoverem. Depois de ter ajudado a controlar o resto do incêndio, ainda dei uma rápida entrevista praquela emissora. E avisei que faria logo uma declaração ao resto do mundo. E isso bastou para que o planeta todo ficasse em polvorosa por causa da declaração. Eu tinha que agir rapidamente, pois sabia que o governo dos Estados Unidos ficaria "preocupado" com minha presença. E eles ficaram. No mesmo dia, horas antes de eu fazer minha declaração, o presidente dos EUA já estava na TV pedindo calma aos "americanos", e que logo tudo estaria esclarecido.
Meu maior medo, na verdade, é que os loucos quisessem atacar o Brasil por causa disso. Sinceramente, não duvidei nenhum minuto disso. E na minha declaração, mostrei-me preocupado com isso, e disse que não invadiria nenhum espaço aéreo de nenhum país que não me concedesse uma autorização, inclusive pedia, para o presidente do Brasil, esta autorização, mostrando que estava querendo ser o mais cauteloso possível. Em seguida, disse que voaria para Brasília (estava no Paraná), para fazer o pedido pessoalmente ao presidente, e assim o fiz. Cheguei em Brasília no começo da noite, e todo um esquema de segurança foi armado para minha chegada. Jornais e emissoras de vários cantos da Terra também me aguardavam ansiosos. Até helicópteros tentavam me avistar antes de todos. Porém eu cheguei por cima, voava no limite da atmosfera, até vi uma movimentação estranha de satélites, indo na mesma direção que eu, Brasília.
Lá tudo ocorreu como o esperado. Respondi algumas perguntas da imprensa, falei com o presidente e mostrei o que queria mostrar. Que seria uma espécie de polícia do país. Tentaria ajudar o Brasil no que pudesse. E se deixassem, o resto do mundo. E ele, autorizou. E meu uniforme, todo em azul celeste, ajudava a manter minha imagem de bonzinho. Expliquei o motivo de usar máscara (uma toca dessas de mergulho e a calça e parte de cima, também era de mergulho, pois era mais resistente), o uso de luvas (por causa de impressão digital, obviamente), e expliquei como minha roupa não se rasga e nem pega fogo (por causa de minha áurea protetora).
Com a benção do presidente, e a sociedade me apoiando, foi mais fácil dobrar o resto dos países que não me viram com bons olhos, e menos de uma semana, já tinha autorização para entrar em espaço aéreo (alguns, como o EUA, só por motivos extremos) de mais da metade dos países do mundo.
(continua)
posted by RÔMULO MAFRA 14:22
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Quarta-feira, Outubro 29, 2003
METAL EM ITAJAÍ
No dia 12 de julho, aconteceu a primeira edição do SUL METAL ATTACK, no Conexão Bar, em Balneário Camboriú, SC. As bandas convidadas para este evento foram STEEL WARRIOR (Itajaí - SC), MR. POWERFULL (Lages ¿ SC) e RHESTUS (Timbó - SC). O evento contou com ampla divulgação na mídia local e nacional, inclusive em websites especializados. Com um público de aproximadamente 200 pessoas, o evento iniciou o que pretende ser uma proposta estável dentro da cena metal na região sul.
A Segunda edição de evento, marcada para o dia 8 de novembro, no Galpão das Artes, em Itajaí, SC, contará com a presença das bandas PERPETUAL DREAMS (Blumenau - SC), HAZY HAMLET (Maringá - SC) e SYNDROME (Balneário Camboriú - SC). Todas as bandas vêm se destacando no cenário nacional.
PERPETUAL DREAMS é considerada uma das melhores bandas de Santa Catarina e, recentemente, lançou seu primeiro álbum pela HELLION RECORDS, intitulado "Eyes of Infinity". Mesclando Hard Rock e Heavy Metal, a banda tem se apresentado em grandes eventos com ótima aceitação do público. A presença da banda no II SUL METAL ATTACK fará parte da turnê de lançamento do debut album.
HAZY HAMLET estará divulgando o EP ¿Revelation¿, onde a proposta de um Heavy Metal na linha dos anos 80 fica bastante clara. A mídia especializada tem feito excelentes críticas a este material, apontando a banda como uma nova promessa nacional. A presença da HAZY HAMLET no II SUL METAL ATTACK será a primeira apresentação da banda no estado de Santa Catarina.
A SYNDROME (Balneário Camboriú ¿ SC) não precisa de muitas apresentações para o público local. Com 10 anos de estrada, a banda é, certamente, uma das mais famosas da região sul do país. Com um álbum gravado, o ¿Time Perpetuating¿, a SYNDROME se encontra em trabalho de pós-produção, divulgando o novo material, a demo ¿Turning Point¿.
A divulgação desta edição, será feita através de cartazes, panfletos, rádio e TV local. Os maiores websites especializados em Metal estarão divulgando o evento diariamente em nível nacional. Dentre esses websites, podemos citar o METALVOX (www.metalvox.com.br) e o SKYHELL (www.skyhell.net). Também serão enviadas malas diretas via e-mail para toda a América do Sul.
posted by RÔMULO MAFRA 16:49
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EXPO EM BC
Balneário Camboriú promove I Mostra Sul Brasileira de Teatro e Exposição de Arte:
A Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú, através do Departamento de Cultura e da Cia. Teatral de Pesquisa Baba de Anjo, convida para a abertura da I Mostra Sul Brasileira de Teatro e para a Exposição Coletiva de Arte (Instalações + Fotografias +Objeto) dos artistas plásticos: Celso Peixoto, Fabiana Langaro Loos, Fabiana Schaefer, Halina Garcia, Hilário Fred Voigt, Jean Pierre Schramm, Mig Galvão, Moacir Rogério Schmitt Jr. e Neovana , dia 03 de novembro de 2003, às 21 horas, no Centro Municipal de Cultura de Balneário Camboriú (3a. avenida - esq. c/ rua 2500) Mais informações no Departamento de Cultura de Balneário Camboriú pelo telefone 367-4422 ramal 328, ou pelo e-mail cultura@camboriu.sc.gov.br.
posted by RÔMULO MAFRA 16:41
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Terça-feira, Outubro 28, 2003
Para os que estavam com saudades (??) de foto deste Menino, aí vai uma de duas semanas atrás, quando da apresentação do Coro Carpe Diem no 8º Canta Itajaí.
Ah, eu sou o do centro da foto, de camisa branca e do lado da garota de rosa...
posted by RÔMULO MAFRA 16:32
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Ótimo artigo de Alvaro de Castro sobre o que é e o que não é pirata hoje em dia...
Frequentemente tenho questionado o que é o pirata. 'Ah! Essa é fácil! É alguém que copia música!', você dirá. Eu já não vejo a coisa tão fácil assim. Por exemplo, alguém que nunca iria comprar a minha música por simplesmente não ter dinheiro, para mim não é. Alguém que mora na Romênia [onde não possuo distribuição] também não é. Alguém que baixa a minha música, descobre não ter nada a ver com seu estilo, e a joga fora, também não é. Então quem é? Se formos ver, nenhuma dessas pessoas é meu cliente: nenhuma dessas pessoas nunca compraria meu produto de qualquer maneira. Ou seja, eles não deixaram de me pagar quando 'piratearam' ou meu material, pois não iriam comprá-lo de qualquer maneira. Assim, esses para mim não precisam de perdão, pois não fizeram nada de errado.
O link para o resto está aqui...
posted by RÔMULO MAFRA 15:30
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Segunda-feira, Outubro 27, 2003
contos do marquês da mafra
CRÔNICAS DE UM HOMEM SUPER 03
A descoberta
Lá estava eu. Encontrara a tal pedra um dia antes. Foi numa sexta-feira. E no sábado tinha marcado um jogo com meus amigos. Fui, é claro. E lá, durante o jogo, pensei depois em que seria baseado meu superpoder. Mas deixa eu contar como foi.
O jogo começou, e estávamos empatados em 1 a 1, quando num choque com um dos meus amigos (inclusive era do meu time), machuquei o pé. Tive que parar um pouco, pois fui atingido por trás. Nem vi no momento, estava parado, enquanto ele veio correndo olhando para cima, para a bola que tinha sido lançada. Cinco minutos depois voltei ao jogo, já com o pé doendo menos. Perto do fim do jogo, aconteceu outro fato comigo e foi ali que vi que tinha algo errado. Numa bola cruzada da esquerda, todos na área, de repente caí, e nem vi onde a bola estava. Fiquei caído, e enquanto me levantava, naquele tumulto, levei uma bolada no rosto, no lado esquerdo. O incrível é que não caí, não senti nada e a bola, que bateu no meu rosto, voou por quase o campo todo, indo quase no gol adversário, tamanho a força do chute.
Claro que em seguida eu caí no chão, talvez por reflexo. Alguns amigos perguntaram se eu estava bem. Disse que tava latejando, mas nem sentia nada. Saí novamente do campo, atordoado pelo que tinha acontecido. Claro que na hora já relacionei com o ocorrido no dia anterior. Talvez estivesse doente, por causa de algum tipo de radiação da pedra, ou até mesmo por causa da fumaça expelida por ela. Depois que saí de lá, fui fazer alguns testes num lugar ermo e vi que estava com uma força enorme. Consegui levantar uma pedra gigante, como se ele não fosse nada. Estava maravilhado com aquilo tudo, mas a pergunta que me respondeu (depois) qual era realmente o meu poder, foi àquela dor no pé, devido à falta que levei durante o jogo. Depois que levei a bolada, a dor no pé passou rapidamente. Então só existia uma explicação. Eu tinha um poder, sim, tinha, porém de onde ele vinha? Simples, era um tipo de campo de força, e ele só era "ativado" no momento em que eu quisesse usa-lo, ou em momento de perigo, e por isso senti quando levei aquela falta por trás. Não estava preparado para aquilo.
Na verdade, achei aquilo melhor, pois se tivesse, vamos dizer, a invulnerabilidade do "super-homem", por exemplo, não sentiria mais o toque de uma mulher, e talvez nem sentisse mais tesão, pois se minha pele fosse à prova de balas, como sentiria algo tão delicado? E também não sentiria mais calor, não sentiria mais frio, talvez até o gosto e cheiro das coisas.
(continua)
posted by RÔMULO MAFRA 18:01
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PMDB x PMDB = PT
Fiquei feliz com a derrota do ex-prefeito de Itajaí, Arnaldo Schmitt, no último domingo, na convenção do PMDB. Arnaldo defendia a chapa 01, enquanto a vereadora Eliane Rebello, defendia a chapa vitoriosa, chamada Renova. Eliane vem defendendo a população itajaiense há 4 anos, como uma ótima vereadora e provavelmente vai compor a chapa com o PT nas próximas eleições municipais aqui no Itajaí. Eliane ficará com a vice-prefeitura, pois como já disse o governador (do PMDB), Luis Henrique, o candidato a prefeito de Itajaí é deputado estadual e atual líder da assembléia legislativa, Volnei Morastoni (PT).
Ah, o motivo por eu ter ficado feliz é simples. Arnaldo Schimitt pretendia fazer a chapa com o PT também, mas suas escolhas já eram óbvias, e seriam pessoas que já estão politicamente enterradas aqui na nossa cidade, principalmente o João Roberto Schimitt, primo do Arnaldo e outro derrotado aqui em Itajaí nas eleições municipais. Oras, quem ¿morreu¿, morreu, que desapareça (politicamente) e trate de não voltar mais. Veja o caso do Arnaldo, já na sua quarta grande derrota política. Outro que está com os dias contados aqui em Itajaí é o Macacgnan, ex-prefeito, que também teve uma (ótima) derrota nas últimas eleições para deputado, e era um dos que já contavam com a eleição.
Portanto, está na hora de renovarmos, renovarmos estes políticos que estão aí, e mais, renovarmos o jeito de fazer política atual, pra podermos assim, renovar nossa vida, nossa cidade, nosso país.
Parabéns Eliane Rebello.
PRESÍDIO
Neste sábado, perto do meio-dia, Itajaí viu uma grande mobilização da polícia na cidade. Pouco se sabia, e muito preocupava todos que viam aquele monte de policiais pra cá e pra lá, seja nas ruas, seja nos céus com helicópteros. Logo depois as notícias começavam a chegar, por meio informal, e contavam de uma fuga de mais de 100 presos, da cadeia pública de Itajaí. Na verdade a primeira notícia que tive, era de 8 presos fugidos, e 1 morto durante a fuga. Disseram que a primeira emissora a dar a notícia, ao vivo, foi a Brasil Esperança (canal 21), mas só fui saber mesmo à noite do sábado, quando disseram que por volta de 16 presos fugiram, e um estava mal no hospital, em conseqüência de um tiro.
Pra ser sincero, é possível que ainda não se saiba exatamente o número de presos que fugiram, por causa da má administração do presídio, e sua conseqüente super lotação. Que se tomem mais providências para conter tais fugas, e diminuir o número de presos lá, que provavelmente causa indignação entre os presos, aumentando as fugas e rebeliões.
Ah, hoje, segunda-feira, a notícia era que 9 presos fugiram, e dois foram baleados. Agora, vai saber qual a notícia verdadeira.
posted by RÔMULO MAFRA 18:00
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Sexta-feira, Outubro 24, 2003
contos do marquês da mafra e outros contos...
continuação do meu conto sobre a existência de um humano super-poderoso... e abaixo, um conto da minha amiga Fabi...
CRÔNICAS DE UM HOMEM SUPER 02
O começo
Bem, o começo foi algo aterrador. Pensei que iria morrer naquele dia. Vinha de carro por uma estrada, e quando repentinamente algo iluminou tudo a minha frente. Desmaiei e o carro ficou desgovernado e bati num morro. Passava das duas da manhã e vinha da casa de um amigo. Aquele lugar era totalmente ermo e afastado da cidade. Perdi a consciência por poucos minutos. Minha cabeça sangrava apesar de estar com cinto de segurança e o air-bag ter funcionado. Estava numa curva, e a menos de 30 km/h. Mas fui atingido por uma pedra, mas o carro mal tinha batido nas pedras do morro. Amassou um pouco o parachoques e só. Quer dizer, o vidro da frente ficou com um buraco pequeno, um pouco maior que uma moeda. Outros buracos de pedra estavam espalhados pelo carro. Onze pra ser mais exato. Só então que olhei para o morro, um pouco mais acima, saia fumaça de um lugar. Escalei rapidamente e cheguei ao local. Era um buraco, quase incandescente, com uma pedra avermelhada no centro. A pedra era pequena, não maior que uma bola de tênis, mas deixou um buraco maior que uma panela de pressão, e o cheiro, por incrível que pareça, era quase doce. Lembrava um incenso, mas até agora não consegui associar a algum que conheça.
Só poderia ser um meteorito, imaginei. Esperei um pouco, estacionei o carro, peguei umas luvas no porta-malas, e quando a pedra parou de soltar fumaça, a peguei. Coloquei-a no carro e fui para casa. Ainda no caminho de casa, senti que dentro do carro ficava mais quente. Quando percebi, a pedra ainda estava soltando fumaça, e já era tarde demais. Tinha ficado sentindo aquela fumaça durante meia hora, e ela poderia ser venenosa, pensei. E não sei como, de que jeito, aquela fumaça me deixou superpoderoso. Podia correr, voar, escutar longe, agüentar a pressão de vários metros embaixo d´água, ou de centenas de metros acima da superfície da Terra. Enfim, me tornei um superhomem, como o dos quadrinhos, mas com a vantagem de ser um humano. Nem preciso dizer que comprei tudo o que pude sobre o assunto, inclusive o máximo de revistas do kriptoniano que encontrei, além de outras histórias em quadrinhos. Infelizmente existe pouca literatura sobre isto fora dos quadrinhos, mas ajudou muito a entender e como usar estes poderes que ganhei.
E agora tudo depende do modo como usarei estes poderes. Ou quanto tempo ele vai durar. Guardei a pedra num tubo a vácuo, e quando o abro ainda exala aquela fumaça, e talvez, se precisar dela no futuro, terei garantido meu poder por muito tempo ainda, creio eu. Meu único temor, é de que minha superforça acabe 500 metros acima do oceano, mas esse é um risco que terei que correr daqui pra frente, e que Deus me ajude.
(continua)
contos.....
recebi este conto da minha amiga, companheira do jornal Platéia e artista plástica Fabiana Langaro Loos. muito bom o conto, e recomendo... :-)
Sem script, em um dia qualquer
(Fabiana Langaro Loos)
Era um dia como todos os outros , nada de extraordinário . A correria da cidade , a loucura da vida, a movimentação das pessoas. Pessoas que se encontram , mas não se vêem; tocam mas não sentem, estressam-se e não sabem o porquê. Um dia comum. Trabalho, almoço para fazer , preocupações do dia-a-dia, aula de francês, academia, pesquisas na internet, contas no banco para pagar. Enfim, a rotina costumeira , onde o tempo é o inimigo, o estresse é um companheiro natural, mas conseguimos sobreviver. Foi em um momento desses que nos encontramos , nada estava programado . Não tínhamos más intenções, ou talvez as tivéssemos, porém, inicialmente, passaram despercebidas. Conversamos, trocamos aquelas figurinhas básicas de pessoas que se falam pela primeira vez. Estávamos no meio de outras pessoas , tudo transcorria normalmente, até o momento da despedida. Era para ser um simples adeus , foi um prazer conhecê-lo, até mais, obrigada pela companhia. Não foi bem assim. Você apertou minha cintura num tchau caloroso. Será que a má intencionada era eu? De repente o tempo parou. As pessoas desapareceram. Nossos olhares ficaram diferentes. Tudo tomou outro rumo. O nosso destino foi sumir dali. O que estava na sua mente ? Queria saber seus pensamentos, mas não compreendia nem os meus . Era um flerte com o desconhecido, com o risco, com a incerteza. Fomos no mesmo carro. As carícias começaram com um beijo intenso, com um abraço gostoso. Entre constantes beijos, calorosos e molhados, continuávamos a conversar. Estávamos nos conhecendo. Estacionamos na rua. Suas mãos me envolviam. Exploravam meu corpo. Já estávamos os dois suados , desejando um ao outro. Não havia como escapar. Não era mais um dia qualquer . Saímos do carro. Subimos as escadas. Estava escuro . Entramos no apartamento com poucos móveis e pouca luz , não dava tempo para reparar todo o resto . O sofá nos serviu de apoio. O roçar dos corpos nos proporcionava muito prazer. Estávamos cada vez mais excitados, mais envolvidos. Nosso desejo aflorava. Gemidos surgiam. Sussurros e conversas ao pé do ouvido despertavam nossas fantasias. Estávamos desvendando nossos próprios mistérios, descobrindo nossos segredos . Estávamos aproveitando os momentos da vida, escrevendo um novo roteiro.
posted by RÔMULO MAFRA 16:41
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Balneário Camboriú promove Mostra Sul Brasileira de Teatro
A I Mostra Sul Brasileira de Teatro de Balneário Camboriú, que acontece entre os dias 4 e 13 de novembro, apresentará grupos de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, em apresentações diárias com ingressos a R$ 5,00.
A Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú, através do Departamento de Cultura, e a Cia. Teatral de Pesquisa Baba de Anjo realizarão a I Mostra Sul Brasileira de Teatro, no período de 04 a 13 de novembro de 2003, no Centro Municipal de Cultura. As apresentações serão diárias e terão início às 21 horas. O ingresso custa R$ 5,00.
Participarão os grupos Espinha de Peixe (São Paulo/SP), Portátil (Curitiba/PR), Cia. Teatral de Pesquisa Baba de Anjo (Balneário Camboriú/SC), Teatro no Pires (São Paulo/SP), Ensamble Produções Artísticas (Balneário Camboriú/SC), Gradus Primus (Balneário Camboriú/SC), Grupo Teatral Lauro Góes (Joaçaba/SC) e Sérgio Bessa (Florianópolis/SC).
Paralelamente à Mostra, será realizada uma exposição coletiva dos artistas: Celso Peixoto, Fabiana Langaro Loos, Fabiana Schaefer, Halina Garcia, Hilário Fred Voigt, Jean Pierre Schramm, Mig Galvão, Moacir Rogério Schmitt Jr. e Neovana.
Mais informações no Departamento de Cultura de Balneário Camboriú pelo telefone 367-4422 ramal 328, ou pelo e-mail cultura@camboriu.sc.gov.br
posted by RÔMULO MAFRA 09:59
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Quinta-feira, Outubro 23, 2003
E a partir de hoje, publico aqui as "crônicas de um homem super", que seria a minha visão sobre a existência e os impactos de um humano com super-poderes... nem preciso dizer que me inspirei nos melhores quadrinhos da nossa atualidade né? Se alguém estiver afim de desenhar, em formato de quadrinhos, estamos aí. Ah, ela serã publicada em capítulos, mas todos têm um final.
CRÔNICAS DE UM HOMEM SUPER 01
O vôo
Começarei este pequeno diário, que tem a pretensão de se tornar um livro nalgum dia, não pelo começo como era de se esperar, mas vou contar uma das melhores sensações em ser um super-humano (por razões óbvias não usarei a alcunha de superhomem, apesar dos jornais assim estarem me chamando): voar!
Eu aprendi a voar dias atrás, e foi nesse momento em que decidi escrever este diário, para posterior publicação. Cheguei ao sonho de qualquer ser humano, e a realidade é melhor do que qualquer sonho, acreditem! Voar é indescritível. Pergunte a qualquer para-quedista, e ele quase não saberá descrever em palavras as sensações atingidas naqueles poucos segundos onde nada é como parece ser. Agora pegue isso e eleve à quinta potência! Sem brincadeiras, controlar seu vôo, ir pra onde quiser, deixar o corpo cair e depois recuperar-se em seguida é simplesmente sem descrição.
E a primeira vez foi num campo de arroz. Havia apenas alguns dias que tinha descoberto que estava com uma força descomunal (algo próximo ao superhomem dos quadrinhos), e estava testando minha velocidade num campo aberto na zona rural da minha cidade. Depois de chegar ao máximo (em torno de 350 km/h), dei um salto para ver aonde chegava (e já pra testar se poderia voar). Por incrível que pareça, alcancei a distância de uns 3 ou 4 campos de futebol, porém, quando estava perto de cair (sim, não tinha como simplesmente parar naquela velocidade), percebi que a queda seria num campo de arroz. Não queria dar prejuízos aquele agricultor, e quando estava uns 10 metros do chão, simplesmente usando da força de vontade, consegui diminuir incrivelmente a velocidade, quase conseguindo parar antes de chegar ao solo. Consegui amassar uns 2 metros quadrados do arrozal na aterrissagem. Após isso, fiquei parado, de olhos fechados, sentindo o vento, focalizando minha audição (podia ouvir, no mínimo, uns 2 quilômetros), quando repentinamente senti uma lufada de vento vindo em minha direção. Ela parecia fraca, mas pensei em segui-la. Este pensamento passou rápido pela minha cabeça, mas no mesmo momento estava voando, seguindo o vento, fazendo pequenas curvas. E foi aí que parei no ar. A gravidade não atuava mais no meu corpo. Eu não sentia meu peso. E isso é como uma droga. Como se libertar de algo que te prendia.
E como não estava mais preso, pensei em subir um pouco, e ver que velocidade alcançava. Meu relógio dizia que estava a 200 km/h direto pra cima. Subia até 1 km e mesmo assim não senti os efeitos do ar rarefeito. Só minha velocidade é que diminuiu um pouco após 900 metros. Mas estava satisfeito. Deixei-me cair, e segundos depois segurei a queda. Nada senti. Nem um enjôo, nada. Aquela sensação da montanha-russa não existia mais. Agora era descer e tentar bolar um uniforme. Já tinha treinado e me arriscado muito por um dia. Peguei meu carro e fui pra casa.
(continua)
posted by RÔMULO MAFRA 09:45
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Bem, esta é a capa do segundo número do Platéia... com novo Logotipo e tudo...
posted by RÔMULO MAFRA 09:42
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um pouco atrasado (foi ontem), mas está aí... 10 mil pessoas no blog....
posted by RÔMULO MAFRA 09:41
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Terça-feira, Outubro 21, 2003
MCOL 03 ANOS - A FESTA!!!!
Pois é galera, em conversas com nossos companheiros André e Anderson (a dupla AnAn? ehehe), escolhemos o sábado como o dia ideal para as comemorações dos 3 anos do MailZine MãonosCórnonline, aliás, porque o sábado é o dia exato em que o MCOL completa os 3 anos ehehe...
A festinha será no salão de festas do Ed. Leonardo da Vinci, ali em frente da reitoria da Univali, na rua Uruguai (mas com entrada pela rua Julio Willerding), e custará tão somente algumas latinhas de cerveja (se tu bebes cerveja, umas 8, 6, depende de sua sede ehehe) ou uma garrafa de vinho (se bebes vinho), e ainda, uma garrafa de dois litros de refrigerante (pra quem só bebe refri). por cabeça pensante que decidir aparecer nesta tão esperada festa. :-)
Portanto, não esqueça:
Sábado, às 21 horas, Festa de 03 anos do MCOL, no Salão de Festas do Ed. Leonardo da Vinci, Rua Uruguai, 509, Centro, Itajaí, SC, Brasil.
Trazer bebida, não esqueça!!!!
Compareça!!!!!
Ah, ainda não és cadastrado do MãonosCórno???? Envie um email para:
maonoscorno-subscribe@yahoogrupos.com.br sem nada escrito na mensagem e no subject, beleza? O MCOL é enviado todos os domingos.
Contos Eróticos....
Pois é, mas dessa vez não é meu não... é de um Rômulo, que tem 26 anos (a mesma idade que eu), portanto, se você quiser ler, vai aqui e ele tá logo nos primeiros "contos novos".. deixo só o comecinho ehehe... o problema do cara é que ele quase não usa ponto final ehehehe.. então tive que pegar somente um pedacinho e escolher onde terminar ehehe... na verdade ele só foi usar um ponto final na 27ª linha ehehe... coisarada!!!!
COMI A SOBRINHA DE MINHA MULHER
Bom, para começar vou me apresentar: me chamo Rômulo tenho 26 anos, moro em Fortaleza me casei a 6 meses, minha esposa chama Fernanda é de Natal-RN tem 21 aninhos, branquinha, 1.67 de altura 55kg, cabelos pretos longos na altura da cintura, olhos verdes, uma deusa, na verdade, não sei o que ela viu em mim, porque não me acho bonito também sou mais baixo que ela, vou dar uma previa de nossa história:
posted by RÔMULO MAFRA 14:52
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"Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade.
Ninguém que não a tenha sofrido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida. Ninguém que não a tenha vivido pode conceber, sequer,
o que é essa palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso.
Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz, cuja obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
(Gabriel Garcia Márquez)
posted by RÔMULO MAFRA 11:36
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falecimento...
O CIITA- CLUBE DA IMPRENSA DE ITAJAÍ comunica o falecimento, às 19 horas desta segunda-feira, dia 20 de outubro de 2003, nas dependências do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, da associada IRENE BOEHMER.
1 - Determina luto de sete dias em homenagem à Irene
2 - suspende todas as promoções, que tradicionalmente ocorrem no restaurante da Joca Brandão, à sextas-feiras
3 - Pede a presença de todos os profissionais da imprensa no CEMITÉRIO DA FAZENDA, às 17 horas desta terça-feira, para prestar as últimas homenagens à IRENE BOEHMER.
atenciosamente
A DIRETORIA
CLUBE DA IMPRENSA DE ITAJAÍ.
posted by RÔMULO MAFRA 11:04
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Segunda-feira, Outubro 20, 2003

Que grande estadista você é?
posted by RÔMULO MAFRA 17:03
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fechamento, aniversários e outras cositas
Novamente venho pedir desculpas aos 40 e poucos leitores diários deste blog, pela minha ausência nestes últimos dias. Pois é galera, estava em fechamento até minutos atrás da segunda edição do jornal Platéia, que deve estar nas bancas de itajaí e região amanhã à tarde. Provavelmente ainda esta semana venho com mais um conto pra alegrar o coração de vocês... ehehehe...
BEIJOS N´ALMA
Ah, e sábado é aniversário do MãonosCórnonline, 3 aninhos!!!!!!!
posted by RÔMULO MAFRA 16:11
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Quinta-feira, Outubro 16, 2003
Pois é... hoje é aniversário da minha minina Aike Neubauer!! Parabéns minina!!!!!! Ah, e pra avacalhar com um dia tão legal, roubaram minha bicicleta durante a madrugada, tive que entrar na justiça pra receber de meus dois últimos empregos (Diário do Litoral e Gráfica Berger), e (só) amanhã começo realmente a diagramar o próximo Platéia, jornal que eu e a Rubia Cristina ousamos lançar no mês passado, e agora vai para seu segundo número. Sorte pra nós!
posted by RÔMULO MAFRA 17:26
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Quarta-feira, Outubro 15, 2003
CONTOS ESTRANHOS DO MARQUÊS DE MAFRA
A CORRIDA
A bicicleta corria. Ganhava velocidade naquele pequeno declive onde Léo sempre atingia o máximo de sua capacidade, no percurso que fazia todos os dias do trabalho para sua casa. Gostava de sentir o vento no seu rosto, levantando seus cabelos e até tirando lágrimas de seus olhos, tão grande era a força exercida por ele naquele local Após essa pequena descida, vinha também uma pequena subida, onde quase sempre conseguia chegar até a esquina da rua principal do bairro, sem precisar pedalar. A bicicleta ia até a esquina sem fazer esforço. A não ser nos dias de vento contrário e ontem, havia sido um desses. Mas qual o motivo de estarmos falando no passado? Calma, já entenderás.
Léo novamente estava descendo a rua que mais gostava, porém o vento estava forte e contrário a ele já se preparava para começar a pedalar um pouco mais pra chegar até a esquina da rua principal. Faltavam ainda uns 150 metros, mas o vento o fazia diminuir a velocidade. Passou a última rua transversal e começou a imprimir mais velocidade. Foi neste momento que o terror começou. Viu um enorme cachorro surgir do nada. Provavelmente era um rotweiller, ou algo parecido. E para seu azar, ele mal havia aparecido e já lançava um olhar feroz para Léo, que não queria frear, pois já não havia tempo para isso. O cão ameaçava vir em sua direção, uns dez metros pelo outro lado da rua. O negócio era tentar ultrapassá-lo e "apostar" uma corrida com o enorme animal.
Conseguiu ultrapassar o bicho, que já o perseguia. Ele era muito grande e parecia bem forte, e caso Léo caísse naquele momento seria destroçado. Este pensamento o perseguia mais rápido que o cão, fazendo com que só pensasse em escapar daquele monstro. Ele estava cada vez mais perto do coitado, assim como a esquina movimentada. Aumentou um pouco mais a velocidade, porém o pequeno monstro não desistia e também aumentava o seu ritmo, ficando a pouco mais de meio metro de sua perna esquerda. Menos de 15 metros o separavam daquela esquina e tinha certeza que não conseguiria fazer uma curva fechada sem ser derrubado pelo rotweiller. A decisão tinha quer ser tomada agora. E só uma opção se mostrava sensata. Quer dizer, se sensato fosse atravessar a rua principal do bairro na hora mais movimentada do dia. Antes de chegar ainda conseguiu ver o maldito tentar abocanhar seu calcanhar, fazendo com que o cachorro desacelerasse e ficasse na metade da roda traseira da bicicleta, dando-lhe um pouco mais de coragem pra sua empreitada talvez fatal. A única coisa que faltava seria decidir se iria de olhos fechados ou não.
Manteve os olhos abertos. De repente a rua tinha ficado deserta. Tudo ficou em silêncio. Poderia ser um bom sinal. Ou não. Olhando sempre para frente e ouvindo o arfar do cão logo atrás, Léo conseguiu passar a primeira metade da rua. Ele sabia que não conseguiria sair vivo dali, mas tinha alguma esperança, mesmo quando viu que um carro o atingiria. E Léo foi atingido. O carro o acertou no pneu traseiro e Léo instintivamente soltou as mãos do guidão e deixou a gravidade fazer o resto. Tudo parecia acontecer em câmera lenta. Sua bicicleta saiu rodando para a esquerda e o atingiu na perna, fazendo-o rodar no ar antes de cair num lamaçal que continuava a outra via. Dali em diante sua única lembrança real (durante o acidente tudo foi testemunhado por diversas pessoas no local) foi estar deitado no chão, totalmente imóvel e sendo levado para o hospital onde está hoje se recuperando do acidente. O cachorro voou uns 10 metros para cima antes de cair morto e Léo sofreu apenas alguns arranhões, além de quebrar a perna esquerda e o braço direito. O dono do cão foi preso e teve que pagar todas as despesas médicas de Léo, e o motorista do carro que o atropelou (Léo estava na faixa de segurança), ainda ganhou uma forte multa, por estar em alta velocidade.
posted by RÔMULO MAFRA 11:41
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Terça-feira, Outubro 14, 2003
não estranhem este post... ele tem outros motivos.... provavelmente amanhã o apago...
Ah, alíás, se alguém souber que fonte é esta do título aí de cima, por favor, me mande por email, ou deixe o nome aí nos comentários...
posted by RÔMULO MAFRA 22:09
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CONTRASTES DE PRIMAVERA
Caramba, este é um dos motivos por eu estar cada vez mais gostando do verão. Raramente se vê a cena que presenciei hoje. O céu, com uma tonalidade toda especial, toda diferente, uma cor que raramente se consegue com efeitos especiais ou seja lá que programas de retoque de imagem. Aliás, é até impossível descrever que cores eram estas. Só pra ti teres uma idéia, misturava as cores do pôr-do-sol com um forte negro das nuvens de chuva que teimavam em continuar por quase toda a abóbada. Sim, só sobrava o Oeste sem nuvens. O resto era uma mistura de nuvens altas, com aquelas outras baixinhas, que parecem flutuar em direções diferentes das outras, e com tonalidades mais voltadas para o claro. Mais naquele momento adquiriam cores avermelhadas, quase como sangue, mas também lembravam muito o laranja. Como podes ver, indescritível.
Acho até que já falei de um dia como estes tempos atrás. Lembro-me de descrever um ocaso com o sol batendo nos prédios, dando a eles esta coloração toda especial, igualzinho hoje, sem tirar nem colocar nada. Outra coisa que me faz gostar do verão (ou primavera, estação que estamos agora), é das cigarras. Dos pés de flamboyant. Ah, as cigarras principalmente por um texto que a Giselle Zambiazzi (nossa colunista do MãonosCórno) escreveu numa primavera passada, que não me recordo agora. Aquele texto me marcou, profundamente. Tanto que sempre comento com a Aike, que também gostou muito de texto. Basta ouvirmos cigarras que somos remetidos a este texto. Lembro que ele falava de infância, (talvez) de flamboyants, entre outras coisas que o verão nos faz lembrar.
posted by RÔMULO MAFRA 15:21
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Sexta-feira, Outubro 10, 2003
mais tempo=menos tempo x menos blog = ?
Pois é, e eu pensando que com minha saída do Diário do Litoral (sim, não trabalho mais lá), teria mais tempo pra escrever aqui no blogo, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. Saí literalmente a campo para tentar vender anúncios para o nosso jornal Platéia, que aliás, sairá todo dia 20 de cada mês, se nossos patrocinadores deixarem, é claro. Mas é isso aí, estamos (eu a e a Rubia) agora nesta luta diária pra tentar manter um jornal aqui em Itajaí e região, e acredite, não é fácil. Poucas pessoas se dispõem a gastar R$ 20,00 (nosso preço mínimo) para anunciar num jornal, enquanto gastam muito mais para anunciar em outros "veículos de gosto duvidoso", porém, temos que aprender a conviver com isso, tentando mudar a mentalidade do nosso empresariado. Continuemos a luta!
posted by RÔMULO MAFRA 15:26
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Terça-feira, Outubro 07, 2003
contos proibidos do marquês de mafra
MÉNAGE
Carlos Eduardo iria sair nesta sexta-feira. E sairia sozinho, decidiu. Não convidou nenhum de seus amigos, e iria procurar um lugar diferente, um bar onde não tivesse ido. Alguma outra cidade perto daqui. Pegou o carro e foi. Já passava das 22 horas e a noite estava perfeita para uma pequena aventura, se é que pode ser chamado de aventura sair sozinho. Mas claro que não era. Carlos agora era um homem bem sucedido. Tinha uma pequena empresa de hardwares, que já estava em vias de sair do micro-empreendimento para uma empresa de verdade. Empregava mais de 30 pessoas. Porém, este Carlos agora bem de vida, um dia foi um adolescente, que saía todo final de semana com os amigos, e quando ninguém estava a fim, saia sozinho mesmo. Pegava um ônibus e ia pra cidade ao lado, onde a noite sempre fervilhava. Claro que com o tempo, isso foi mudando. O carro, o trabalho, o amadurecimento, tudo isso junto, fez com que Carlos não precisasse mais dessas aventuras. Tinha bastante amigos. Bastava ligar para um deles. Claro que o fato de ter 25 anos e não possuir namorada algumas vezes atrapalhava, mas ainda assim, tinha os empregados, com os quais mantinha uma relação bem amigável, tratando-os como colegas de trabalho.
Logo que chegou na cidade viu um restaurante bem acolhedor. Parecia ideal para um jantar. Tinha música ao vivo e tudo. Entrou e sentou-se no bar. Ao seu lado, uma ruiva, muito bonita, o cumprimentou com um belo sorriso. Carlos puxou conversa e ela foi bem receptiva. Disse a ela que aguardava uma mesa, convidando-a para jantar com ele, caso quisesse. A garota, que se apresentou como Joana, falou que estava com uma amiga, e se ele concordasse, poderiam jantar os três. Em seguida chegou sua amiga. Estendeu o convite à ela, que, entreolhando-se, aceitou. Lucia, a outra garota, também foi bem amável com Carlos. Era uma morena, devia medir 1,80, 5 centímetros a mais ele. Assim que sentaram-se, Carlos iniciou a conversa, e em pouco tempo os três pareciam se conhecer há muito tempo. Ele convidou-as para esticar a noite em alguma boate da cidade e elas aceitaram na hora, pois eram de outro estado e estavam querendo mesmo conhecer a cidade.
Quando acabaram o jantar, Carlos foi no seu carro, enquanto Lucia e Joana o seguiam. Pararam numa boate e entraram. Minutos depois, bebendo tequila e dançando muito, o trio já chamava a atenção, tamanha era intimidade durante a dança. Carlos, sentindo que o negócio estava ficando quente, perguntou se elas queriam ir a outro lugar. Então elas se olharam, e chamaram-no para fora da pista de dança, para poderem conversar melhor. Carlos estava estupefato com o convite das garotas. Elas queriam que ele fosse pra casa delas, mas com uma condição: teria que ficar lá, durante 4 dias, sem sair da casa! Não sabia se estava sonhando. Ficou sem saber o que falar no momento, e pediu para elas repetirem o convite. Elas repetiram, e Carlos, ainda sem acreditar na sua sorte, aceitou. E assim, rumaram para a casa das garotas, e agora, Lucia foi junto no carro de Carlos. Ele perguntou o que faria somente com as roupas que estava. Lucia disse que roupas era o que menos ele precisava se preocupar e Carlos ia cada vez mais se animando. Logo Lucia começou a passar a mão sobre sua calça, fazendo movimentos leves, mas o bastante para Carlos ficar mais excitado do que já estava. Quero ver se agüentas 4 dias conosco, sussurrou a garota no seu ouvido, enquanto Carlos quase não conseguia se concentrar na estrada. Mal conseguia tirar os olhos de belo decote do vestido de Lucia. As duas moravam longe, muito longe da cidade. O trajeto todo demorou mais de 30 minutos, em direção à zona rural da cidade. Elas estavam num pequeno sítio alugado, segundo Lucia. Um lugar lindo, iluminado pela luz da lua dando a Carlos uma idéia do que ele viveria ali, nos próximos 4 dias... e noites. Seria a realização de um sonho antigo, e mais, do sonho de 9 entre 10 homens.
Quando desceram do carro Joana perguntou se Lucia tinha deixado "um pouco" para ela, e lhe deu um beijo que durou uns dois minutos, e deixando-o quase sem fôlego. Enquanto isso, Lucia ficava passando a mão por suas costas, descendo até sua bunda, onde ficou massageando por algum tempo. Em seguida tirou a calça dele, enquanto Joana começava um lento striptease, ali mesmo, na rua, sob a luz do luar e fresco ar da noite de verão. Quando já estava sem roupas, Lucia, por trás, colocou uma camisinha em Carlos e eles transaram, os dois , somente apoiados no carro, enquanto Lucia só assistia. Carlos estava extasiado. Sabia que teria que agüentar uma verdadeira "maratona". Quando já entravam na casa, Lucia o avisou que iria "tomar banho" junto com ele, pois era sua vez.
No segundo dia, nem roupa mais os três usavam. Apenas algumas fantasias que as garotas tinham guardados para esta ocasião, e uma delas era amarrar Carlos numa cadeira, de olhos vendados, enquanto davam uns tapas no rosto dele, maltratavam-no fisicamente. Claro que não doeu muito, mas ele estava aceitando tudo, sem se importar com nada. Depois da curta sessão de tortura, elas tiraram sua calça e ele teve que transar com as duas, uma em seguida da outra. Sem intervalo. Quando o domingo estava quase acabando, elas disseram que ele poderia ir pra casa no dia seguinte. Como Carlos já estava preocupado por não ter avisado nada na empresa, aceitou numa boa. Também estava cansado da maratona a que fora testado. Por isso nem perguntou o motivo. Começaram a beber tequila, e momentos depois Carlos caiu em sono profundo. Lucia e Joana colocaram-no em seu carro, no banco de trás, e guiaram até a entrada da cidade, onde abandonaram o carro, não sem antes jogar um pouco de água no rosto dele, para acordá-lo mais rápido. Entraram num carro que as seguia e voltaram.
Quando Carlos acordou, uns dois minutos depois, estava totalmente desorientado. Vestia suas roupas, mas estava com uma forte dor de cabeça e estava parado num lugar ermo, dentro de seu carro. Tratou de ligar rapidamente e sair dali, mesmo ainda meio tonto e sem saber em qual direção estava indo. Seu celular estava sem bateria. Ainda não tinha se localizado direito, e não estava entendendo o que teria acontecido as garotas e como viera parar ali. Quando viu um posto de combustível, parou e pediu informações. Um homem que estava abastecendo, olhou bem pra ele e perguntou se não era Carlos Eduardo, o homem seqüestrado na sexta-feira. Mais surpreso ainda com a história, Carlos confirmou que era mesmo ele, mas que não tinha sido seqüestrado coisa nenhuma, porém o desconhecido lhe mostrou um jornal, que estampava seu rosto na capa. Naquele momento Carlos não se agüentou e desmaiou.
Quando acordou já estava no hospital, com policiais e alguns de seus amigos e familiares no quarto. Perguntou o que tinha acontecido, e seu pai lhe disse que havia sido seqüestrado. Pediram 50 mil reais, que foram pagos pela família no final da tarde de domingo. Havia até uma fita, onde ele era torturado, contou seu pai. E foi nesta hora que tudo se encaixou. Não sabia o que dizer, pois se falasse a verdade, sua história iria se tornar pública, mas se não contasse, outro poderia cair no conto das garotas. Bem, Carlos preferiu não contar sua história e inventou algo, onde duas garotas e outro homem o seqüestram e levaram-no para um sítio. Bem, seria melhor do que contar pra cidade inteira o que aconteceu, pensava Carlos.
posted by RÔMULO MAFRA 11:05
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Sexta-feira, Outubro 03, 2003
contos estranhos do marquês de mafra
RÔMULO & LOLLO
Bem, vamos lá... escrever um conto.
(mas que tipo de conto? Erótico, pornô, situação, ou algo que seja engraçado?)
Não sei, não sei.... talvez algo diferente dos contos tradicionais que escrevo.
(mas eu sempre escrevo contos diferentes, não escrevo? Pelo menos as pessoas dizem que é diferente.)
Já sei. Um conto sobre... não.... esse eu já escrevi....
(então um conto de como se escreve um conto)
Mas esse eu também já escrevi, eu acho...
(eu acho que não escrevi)
Porém, se fosse um conto sobre eu, duelando comigo mesmo, sobre como escrever um conto, ou até um texto, pode ser interessante, né?
(pode ser interessante, mas como ele seria?)
Oras, seria assim. Como estou pensando agora. Escrevo numa linha um pensamento, e no outro, o outro pensamento, o que chamamos de consciência, ou segunda consciência, sei lá.
(Taí, gostei da idéia. Deve ficar interessante mesmo. Se não ficar interessante, no mínimo ficará diferente, chamando a atenção de algum jeito.)
Beleza, agora que decidi como será o conto, o que vai ter nele? Não ficará muito curto?
(Não, se eu ficar, tipo, duelando comigo mesmo, como estou fazendo agora, ficar naquele ¿chove-não-molha¿, meio que sem saber pra onde ir, e assim o conto ganhará um pouco mais de consistência)
Hummm.... parece que vai dar certo. Pena que agora estou com preguiça de levantar da cama, ligar o computador e começar a escrever. Tomara que eu lembro do texto amanhã.
(Óbvio que não lembrarei, pelo menos não do jeito que estou fazendo agora, só que o mais importante é lembrar da temática, e mais ou menos por onde o conto vai caminhar, e isso até que tenho conseguido)
Ok, o conto já está na linha 26 do word, estaria na hora de terminá-lo, e agora?
(Boa pergunta, tenho que pensar num final, como de costume, que seja de agrado dos leitores... mas o que seria legal num conto como esse? Não faço a mínima idéia)
Poderia terminar ele, como fiz numa poesia que escrevi uns dois anos atrás, simplesmente com um ponto final.
(É, ficaria legal, seria como me plagiar né?)
É... isso daria um tom diferente, mas as pessoas não saberiam que eu estaria auto-plagiando, saberiam?
(Oras, é só colocar isso no conto, já que ele é sobre ¿como eu escrevo um conto¿ não é?)
Acho que é.
(Não, eu não acho, é sobre isso mesmo)
Então é assim que vai acabar? Nenhuma outra idéia?
(Por enquanto não...)
Certo, é isso. É assim que acaba. Como todos os outros. Com um ponto final.
posted by RÔMULO MAFRA 16:03
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posted by RÔMULO MAFRA 15:59
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Quinta-feira, Outubro 02, 2003
posted by RÔMULO MAFRA 16:31
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Quarta-feira, Outubro 01, 2003
posted by RÔMULO MAFRA 14:08
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não--matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), mais foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnonline, també-m colaborou com textos para o jornal da Cidade (suplemento do Santa), Diário da Cidade, Diário do Litoral, jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, alé-m de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo.
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