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O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2003
THE WAR IS OVER, IF YOU WANT IT
Pois é, o fim de ano está chegando, e mais uma vez eu não fiz uma lista das coisas que gostei e que não gostei durante este dois-mil-e-quatro. Também não sei o motivo de fazê-lo. Talvez porque os escritores descolados desta nossa era o fazem. Sim, deveria ter feito esta lista. Uma simples lista das coisinhas que detestei, e das coisinhas que não detestei. Tipo, o livro mais legal que li (não leio livros que podem vir a ser chatos), do gibi mais interessante que li (poucas vezes leio gibis que não vou achar interessante), do filme mais louco do ano (é, algumas vezes vejo filmes que não gosto), da música mais legal (e centenas delas entrariam na lista das mais odiáveis), da banda mais massa (idem ao último exemplo), de alguma música/músico erudito/a que conheci e gostei, de uma trilha sonora de filme que me chamou a atenção. Mas teria que ser uma lista bem elaborada. E apesar das minhas ((férias)), não tenho saco pra ficar pensando muito sobre este tipo de coisa. Não mesmo!
Mas não sei o que vou escrever para fazer jus ao título. Até agora enrolei vocês né? Mas tudo bem, daqui a pouco chego lá (se existir este lugar). Simplesmente quero discorrer sobre assuntos que te interessem e te façam perder alguns minutos na frente de uma tela de computador. Ah, o findeano. Isso é um assunto interessante. Como já previa mãe-diana-de-iemanjá, teremos mais um acampamento mãonoscórniano neste ano. Porém tudo leva a crer que não será um acampamento. Ficaremos num hotel lá pros lados de Piçarras, ao Norte de Itajaí. Bem, até o momento temos a presença confirmada de André Pinheiro, eu e Aike, e Anderson Bernardes & Ana Cláudia. Pra falar a verdade, no quarto só caberão cinco pessoas. Outras interessadas (que nunca aparecerão, de acordo com a mãe-diana), entrem em contato comigo ou com o André. Neste hotel - razões de segurança me impedem de dizer seu nome, até ontem (quarta, dia 25), ainda restavam três quartos.
Certo, os Bem-te-vis aqui perto, estão se degladiando por alguma coisa que eu não sei, enquanto ouço Beethoven na sua inesquecível sonata ao luar, movimento presto agitato. Aliás, nem sei se os Bem-te-vis estão em luta, ou estão fazendo algo parecido com acasalamento. Também espero a chuva parar (acabou de parar), e ir até em casa almoçar. À tarde o André vem aqui em casa (na minha outra casa, onde moro com minha namorada), para discutirmos o projeto para um programa de rádio que apresentaremos no ano que vem. Mais para frente, aviso-os sobre os detalhes deste.
Tá, já chega de egotrips por hoje, certo? Quanto ao título, parece óbvio também, né? Sim, pois como ele (Lennon) disse, a guerra sempre acaba se a gente quiser. E disso não tenho dúvidas. A guerra acaba, se VOCÊ quiser. Todas as guerras, internas, externas, dentro de nossa casa, dentro do nosso bairro, da nossa cidade, só acontecem porque deixamos. E quando agora falo na primeira pessoa do plural, falo na primeira pessoa do plural mesmo! Nós - todo mundo ¿ deixamos estas guerras acontecerem. Nós, o mundo inteiro, o bairro inteiro, a cidade inteira, nossos amigos, nossos parentes, nossos vizinhos, nós a deixamos acontecer. E é isso que ele quer dizer com você. Você nós. Já que o ((you)) no inglês pode se referir ao plural, é isso mesmo.
Lutemos para que as guerras acabem. Mesmo que para isso, tivermos que guerrearmos, pois também sou a favor de uma guerra para acabar com outra guerra. Em vários sentidos. Também acredito na paz, porém, difícil a paz sem a guerra. Mesmo porque a paz é o antônimo de guerra. Também é antônimo de violência. De desunião. Pode ser até de maldade. Porém, as guerras têm que ter como objetivo principal, e somente ela, a paz. Se mudar um centímetro, é só mais uma guerra inútil como todas as outras e me exclua dela. Se exclua dela. Faça isso. Por nós. Por mim. Por ti. Por vós ou quem mais quiseres usar do dos pronomes pessoais.
E é só isso que esperamos de nós mesmos nos próximos anos. Que lutemos pela paz. Que lutemos ¿ sempre ¿ por um mundo melhor. Menos desigual. Sei que a ladainha vem se desenhando anos e anos a fio, mas é impossível não repeti-la. É impossível ficar impassível. Eu não consigo, e este é um dos meus modos de lutar por ela, pela paz. E um feliz ano novo pra vocês também. Que a boa festa esteja na sua casa, no seu lar, na sua alma, e aproveite-a como toda festa deve ser aproveitada. Com o coração. Rodeado de amigos, de parentes, ou sozinho mesmo, mas olhe para frente, sempre, e veja o mundo que vocês querem para vocês mesmos e seus filhos. Não se esqueçam. Lutem por ele.
Acho que está bom por hoje. Até o ano que vem.
Beijos n'alma
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ Adeus ano-velho, ou feliz ano-novo? ]
paulozembruski recomenda: leiamincompetentes: o livro Os Caçadores de Sonhos, de autoria do criador do personagem de quadrinhos Sandman, Neil Gaiman, e ilustrado por Yoshitaka Amano. Linda história, baseada na mitologia japonesa, e na mitologia criada por Gaiman em Sandman.
FRASE DO MILÊNIO DO SÉCULO DA SEMANA: (( O poeta se faz vidente por meio de um longo, imenso e refletido desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; ele procura ele mesmo, ele esgota nele todos os venenos, para só guardar as quintessências. Indizível tortura na qual ele precisa de toda a fé, de toda a força sobre-humana, onde ele se torna entre todos o grande doente, o grande criminoso, o grande maldito ¿ e o supremo Sábio! ¿ pois ele chega ao desconhecido! Porque ele cultivou a sua alma, já rica, mais do que nenhum! Ele chega ao desconhecido, e quando enlouquecido, ele acabaria por perder a inteligência de suas visões, ele as viu! Que ele morra no seu salto pelas coisas incríveis e inomáveis: chegarão outros horríveis trabalhadores; eles começarão pelos horizontes onde o outro se curvou! )) Parágrafo retirado de A Carta do Vidente, no livro da editora Martin Claret (( Uma estadia no inferno - poemas escolhidos - a carta do vidente )), de Jean-Nicolas- Arthur Rimbaud, que na época em que escreveu esta carta, ao poeta Paul Demeny, possuía 17 anos.
posted by RÔMULO MAFRA 14:56
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Terça-feira, Dezembro 23, 2003
contos estranhos do marquês de mafra
VOLTANDO PARA CASA
"Eu gostaria que eles descessem em meu caminho. Tarde da noite quando estou dirigindo. Embarcassem-me em sua linda nave e me mostrassem o mundo como eu gostaria de vê-lo. Contaria a todos os meus amigos mas eles nunca acreditariam em mim. Pensariam que eu finalmente enlouqueci completamente. Eu mostraria-lhes as estrelas e o sentido da vida Eles me trancafiariam longe. Mas eu estaria bem. Bem." Trecho traduzido de música Subterranean Homesick Alien, da banda inglesa Radiohead.
...
Marta descera para comprar pão. Era sábado, e não tinha nada pra fazer à noite. Talvez ainda fosse alugar um vídeo, mas nesse horário, quase seis da tarde, seria difícil encontrar algo de bom. Talvez fosse passar algo na televisão, mas ela também duvidava, enquanto subia para o seu apartamento, um pequeno flat no sétimo andar, onde vivia sozinha. Estava sem namorado desde que terminara com Roberto, quatro meses atrás, e poderia ser hora de procurar um novo. Mas não seria hoje, pensou, lembrando de seu acolhedor apartamento. Queria mais tempo consigo mesma. Fechou a porta. Deixou o pão sobre a pia, e dirigiu-se à cozinha para arrumar a mesa, depois de deixar a água esquentando.
Quando entrava nela, viu algo no chão. Olhou melhor, com o coração palpitante, e ficou paralisada. Durante uns vinte segundos não sabia o que fazer. Se olhava para trás, gritava, ou se saía correndo pelo corredor, mas continuava imóvel. Porém, algo era necessário. Nem que fosse desmaiar, o que não poderia fazer era ficar com um rapaz, talvez com menos de 18 anos, nu, deitado de barriga pra baixo na sua cozinha. E a única atitude que teve, repentinamente ao seu estado de transe, foi olhar em todos os cantos do apartamento, isso sem nunca descuidar do garoto deitado. Pegou o celular na mão, deixou no 190, pronto pra ligar em caso de emergência. Mas não precisou. O garoto continuava deitado, de barriga para baixo. Poderia estar morto. Mas o que fazia ali, bem na frente da janela aberta, como se houvera entrado por ela. Sorriu pela primeira vez, depois de pensar este absurdo. E só aí começou a raciocinar. Viu se ele tinha pulso - não tinha. Estava totalmente imóvel - morto. Balançou-o, mas não houve reação. Sentou-se, ainda ofegante, admirando aquele belo garoto que jazia na sua cozinha, sob o piso gelado. Ele era branco, parecia que não pegava sol há tempos - mas não tinha aparência de morto, isso não tinha. Em contrapartida a palidez, a pele do rapaz era incrivelmente bonita e não havia pelos nele. De repente, outro susto. Seu celular toca. Ela atende, mas era engano, e nisso o celular desliga. Está sem bateria e isso a deixa mais atordoada, pois quando olha, o garoto está acordando.
- Como!, quem é você?, estás bem? - não parava de perguntar, nervosa que estava. O garoto ainda não respondia, só tentava identificar onde estava, com os olhos semicerrados.
- Garoto, tá tudo bem contigo?, perguntou novamente. E ele, parecendo estar com dor de cabeça, tentou falar algo, mas levou a mão à fronte como se sentisse uma forte dor.
- Olá, ele respondeu. Você pode me dizer onde estou?
- Como assim onde estás? Em que cidade? Em que rua? Em que bairro?
- Não sei. Minha cabeça dói. Não sei como vim parar aqui. Quer dizer, sei sim, mas não onde vim parar.
- Tá, vamos com calma. Onde estavas na última vez que se lembras.
E o rapaz começava a se levantar, porém, Marta, sentindo-se um pouco acuada, talvez com a nudez do rapaz - que não se importava com isso, levantou-se do sofá.
- Calma moça. Eu não lhe farei mal.
- Mas... estás nu. Queres uma roupa?
- Roupa?, indagou surpreso. Fez uma pausa, pensou, sentando-se no sofá e falou: - Sim, vocês usam roupas, certo? Eu lembro. Devo estar na Terra, estou correto?
- Como assim ¿na Terra¿?? Que brincadeira é essa? E sim, aqui usamos roupa, sim!
Marta começara a se irritar. Só poderia ser uma piada de alguém. Mas quem faria uma piadas destas? Não tinha amigos com este senso de humor. Aliás, não tinha amigos com senso de humor. Só colegas que fizeram com ela a faculdade de Direito, que queriam crescer na vida, e só pensavam no trabalho, e em como derrubar seus ¿inimigos¿ dentro dos escritórios. Sempre soube que escolhera a profissão errada, mas agora parecia tarde demais.
- Bem, como vou explicar para a senhorita.... como você se chama?
- Acho que deveríamos começar por ti. Qual teu nome?
- Eu sou conhecido como Qiphi.
- Eu sou Marta.
- Marta, eu vim de outro lugar.
- Isso estou vendo.
- Na verdade, vim de outra dimensão.
- Sim, continue, continue, falou ironizando, mas com uma pontinha de desconfiança de suas certezas.
- Falo sério Srta. Marta. Vim de um lugar chamado Gaia.
- Tá, e onde fica esse ¿lugar chamado Gaia¿?
- Fica aqui. Aqui onde estamos. Porém, em outra dimensão. Nós somos separados apenas por meio segundo.
- Sim, continue falando, enquanto pego uma toalha para ti.
- Então, a rotação do nosso lugar, de Gaia, é meio segundo mais rápido durante meio dia, depois desse meio dia, a rotação fica meio segundo mais lenta que a da Terra. E é por isso que nós não vemos vocês, nem vocês a nós.
- Vista isso aqui. Assim posso escutar sua história sem ficar mais constrangida do que já estou.
- Certo, então, como estava dizendo, e esta mudança de tempo em relação à terra de vocês, é o que permite esta separação de dimensões, entendeu?.
- Sim, digamos que isto seja verdade, como isto acontece, esta parada. Fisicamente ela seria impossível, certo?
- Isto mesmo. De acordo com a física de vocês, seria impossível. Mas nosso mundo não é regido pelas mesmas leis. Eu, por exemplo, em Gaia, posso voar. Todos os habitantes de lá conseguem. Porém, eu sei que você não irá acreditar em nada do que estou falando. Outros de nós já estiveram aqui anteriormente, e contaram com o ceticismo de vocês, humanos.
- Ah, tu não és humano?
- Não. E sim. Mas isso não importa. O que importa é que tenho que voltar pra casa.
- E como isso vai acontecer? Aliás, quando também seria interessante saber. Não pretendes voltar por onde viestes, certo?
- Pela janela? Não, mas provavelmente entrei pela janela mesmo.
- Mas como caístes aqui no meu apartamento?
- Certo, eu estava atravessando um abismo. Ele poderia ser traduzido de Abismo dos Viajantes, na língua de vocês. E a queda dentro dele, pode jogar pra uma das quatro dimensões existentes.
- Pensei que fossem três.
- Olha, estou sentindo um cheiro estranho.
- Minha nossa, a chaleira com água!
Enquanto Marta olhava sua chaleira, e colocava o que sobrou no bule, Qiphi aproveitava pra olhar um pouco o mundo a sua volta. A casa, olhou pela janela, admirando este mundo que só conhecia através de livros e algumas gravuras pintadas por poucos de seus artistas que já tinha vindo pra cá, e conseguido voltar. No fundo, Qiphi também estava com medo. E contava com a incredulidade de Marta pra não acontecer algo de pior com ele. Muitos dos habitantes de Gaia que caíram no Abismo, foram colocados em uma espécie de hospital para pessoas com problemas psicológicos, chamados hospícios. Temia este ser seu destino, mas pelo jeito que as coisas iam, talvez conseguisse voltar são e salvo.
- Queres café?, perguntou Marta, já mais calma.
- Não, obrigado, mas aceitou um copo de água.
- Então vocês bebem água?
Enquanto Marta pegava a água, Qiphi não sabia se ela continuava ironizando, ou se estava acreditando em sua história. Qiphi até pensou em tentar levá-la junto para Gaia. Marta era uma garota muito bonita. E parecia ser inteligente, mas o único porém é que uma ida à Gaia por vontade própria, era uma passagem sem retorno.
- Mas, Qiphi certo?, conte-me sobre como é voar, interrompeu seus pensamentos Marta.
- Bem, nós estamos acostumados a isso, mas com certeza é melhor que ter de andar - sorriu pela primeira vez. E ela respondeu seu sorriso, também pela primeira vez.
Começaram a se dar bem, finalmente, o que aliviou um pouco Qiphi. Então ele explicou à Marta, que os momentos em que poderia acontecer de uma queda no Abismo, jogar alguém pra Terra, era no exato instante em que Gaia mudava de ritmo. E isso, no seu lugar, acontecia sempre no pôr-do-sol. Claro que de outro lado de Gaia, acontecia sempre ao amanhecer. Era um momento venerado pelos habitantes de Gaia. Mais ou menos como aqui, porém com um significado maior ainda do que o começo ou fim de um dia. Contou como caiu no Abismo, no momento em que atravessava por uma de suas poucas pontes, e uma forte ventania o desequilibrou e lançou-no à Terra. Era o exato momento do pôr-do-sol. Caso não fosse, poderia ter caído em Hades, ou talvez nos domínios dos Anjos. Qualquer um deles seria perigoso, assim como é a Terra. Ela lhe perguntou do motivo do perigo de vir à Terra. Então Qiphi contou-lhe de outros que vieram pra cá, e foram diagnosticados loucos. Não conseguiam estar no local devido para voltarem, e este local e era onde caíra. No exato momento da próxima mudança de rotação de Gaia, ou seja, no próximo anoitecer. Isto significa que terei que passar este dia por aqui, pois tenho que estar neste local, onde apareci, caso contrário, nunca mais poderei voltar, falou. E Marta respondeu-lhe que tudo bem. Ainda estupefata com tamanha revelação. E ele não parecia louco.
- Bem, então vamos, quero te mostrar o meu mundo.
- Acho melhor não sair daqui. Pode acontecer alguma coisa lá fora.
- Não, não se preocupe Qiphi, lá não é uma selva perigosa. É apenas uma cidade, e eu garanto que nada vai te acontecer. Vou arrumar uma calça de agasalho que tenho, antiga, e uma camiseta e acho que ficará bem em ti.
E assim os dois saíram, só voltando perto do amanhecer. Conversaram, riram, Qiphi se mostrou muito inteligente, dizendo que tem quase o dobro da idade de Marta. Comeram. Cada um contando como é seu mundo, como resolvem seus problemas. Principalmente Qiphi, pois seu mundo seria primitivo, comparando com a Terra, não fossem suas magias e seus modos totalmente sobrenatural de fazerem as coisas. Muitas coisas que estão nos contos de fadas, são inspirações de Gaia. Pessoas que entram em contato com esta cultura, já que como ele disse, tudo está muito ligado. Tudo no Universo tem uma ligação. Você pode acessar as coisas apenas usando o pensamento. Em Gaia, comparando com os humanos, se usa quase 70% do cérebro, por isso eles são tão desenvolvidos, porém, vivem como na idade média, pelo menos em certos aspectos.
Acordaram depois do meio-dia, e quando Marta chegou, Qiphi já estava de pé. Estava ouvindo o rádio. Falou que a música da Terra era muito interessante. Lá não havia o eletrônico. Não havia eletricidade. Por isso, os instrumentos e a música evoluíram de outra forma, muito diferente da Terra. A improvável dupla almoçou, e novamente saíram. Foram até a praia, e Qiphi ficou impressionado com o carro. Com a velocidade do carro e com o perigo que ele representava para os humanos. O mar é bem parecido com o de Gaia, falou, com uma pontinha de saudades. Faltavam ainda duas horas pro pôr-do-sol, mas ele quis voltar logo.
- Vamos embora. Não quero perder a hora. Tenho medo.
- Tens medo de ficar aqui?
- Sim. Claro. Não por você. Na verdade adorei ter vindo parar na Terra e te conhecido. Valeu a pena mesmo! Se fosses de Gaia, quem sabe pudéssemos ser enamorados. Eu ficaria muito feliz.
Marta ficou encabulada, e agradeceu o elogio, retribuindo com um beijo na sua testa. Vamos indo, falou ela.
No resto do caminho, os dois permaneceram calados, como que tristes pela separação que estava se aproximando. Tinham se afeiçoado um ao outro. Porém era algo impensável para os dois, já que nenhum deles deixaria seu mundo assim, pelo menos não com tão pouco tempo pra refletir sobre uma decisão tão importante. Ao chegar em casa, assistiram um pouco de televisão (algo maravilhoso, segundo Qiphi, que já tinha ouvido falar dessa ¿caixa mágica¿). O momento estava chegando. Qiphi disse que faltavam apenas cinco minutos, e que Marta não deveria ficar perto, nem assistir, pois poderia ser perigoso. Se abraçaram por alguns segundos, e então Marta deu um beijo em Qiphi, que retribuiu-lhe. Quando suas bocas se encostaram, parecia que faíscas saltavam pelo ar, pelo menos foi isso que Marta sentiu, mas nem deu bola. Do jeito que aquelas 24 horas tinham sido loucas, nada mais era impossível. Ficaram assim por quase um minuto, mas que pareceu eterno para os dois, agora amantes. Marta então se afastou. Foi para seu quarto, com lágrimas nos olhos. Ela sabia que poderia ir com ele. Poderia correr e abraçados, desaparecer pra sempre da face da Terra. Viver num paraíso. Mas ela não estava preparada e neste momento um flash surgiu da cozinha e Qiphi sumira. No lugar, apenas um papel escrito: obrigado por tudo!
posted by RÔMULO MAFRA 17:38
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Quinta-feira, Dezembro 18, 2003
blog de férias....
Bem galera, a partir estou entrando de "férias" no blog, já que a Univali, onde acesso a net, também entra em férias a partir desta data. E agora aparecerei esporadicamente, postando alguns textos até o fim do ano. Então é, isso, feliz natal, bom ano novo, e que tudo se realize, no ano que vai nascer, muita serenidade na cabeça, saúde pra dar e vender!
Mas quem quiser com regularidade, acessar meus textos, só mesmo no e-zine MãonosCórnonline, que continua saindo toda semana, regularmente, nestes mais de 3 anos de vida. Pra assinar, basta enviar um e-mail para maonoscorno-subscribe@yahoogrupos.com.br e esperar um e-mail de confirmação. Além de mim, tem o André Pinheiro, a Giselle Zambiazzi, Lallo Bochinno, Fernando Robleño....
então, hasta luego!!!!!!!!!!!!!!!!!!
posted by RÔMULO MAFRA 15:20
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13.000 visitantes
posted by RÔMULO MAFRA 11:30
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
PROGRAMAÇÃO DE FIM DE ANO DO IMCARTI
O coral Carpe Diem e a Orquestra de Câmara do IMCARTI, farão a partir do dia 20 de dezembro, suas últimas apresentações no ano de 2003. E elas acontecerão no dia 20, no Itajaí Shopping Center, a partir das 20 horas, no dia 22 de dezembro, na Casa da Cultura Dide Brandão, também às 20 horas, e no dia 24, véspera de Natal, a peregrinação anual no Porto de Itajaí, levando um pouco das músicas natalinas para os seus funcionários.
Mais informações pelo 348-5839
posted by RÔMULO MAFRA 18:15
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Bem, tenho minhas dúvidas por estes programas "praieiros", mas vai lá, pelo menos a Fabiana é uma das cabeças pensantes da nossa sociedade, e deve valer a pena a entrevista...
ASSISTA: nesse sábado (20/12/03), ao meio-dia e diretamente da Praia de Laranjeiras, ao vivo, na TV Record, a participação da artista plástica Fabiana Langaro Loos no Programa Revista 50 Graus, com Roberta Dietrich.
posted by RÔMULO MAFRA 17:38
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Beto Bochinno (pai do Lallo), Lollomafra e Lallo Bochinno, no Natal Metálico, neste último sábado.
posted by RÔMULO MAFRA 11:45
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003
stille nacht
a história real de Noite Feliz
Em 24 de dezembro, milhares de turistas irão mais uma vez para Oberndorf, perto de Salzburgo
(região central da Áustria), onde há 185 anos foi composta "Noite Feliz", que talvez seja a canção natalina mais conhecida do mundo.
"Stille Nacht, Heilige Nacht" em alemão, "Noite Feliz" em português, "Silent Night" em inglês, "Douce nuit" em francês: hoje traduzida para 330 idiomas, a canção de Natal austríaca foi criada por acaso, quando quebrou o órgão da igreja do povoado de seis mil habitantes.
Em 1818, dois dias antes do Natal, o antigo órgão da igreja de São Nicolau, a paróquia do padre Joseph Mohr, parou de tocar. Para não decepcionar os fiéis, o sacerdote pediu ao amigo Franz Xaver Gruber, maestro e organista do vizinho povoado de Arnsdorf para compor uma melodia para um texto de Natal que ele havia escrito dois anos antes.
Na Missa do Galo de 24 de dezembro, o padre Joseph Mohr, com sua bela voz de tenor e que tocava violão, e Gruber, com sua bela voz de baixo, interpretaram pela primeira vez, em alemão, a canção "Noite Feliz".
O fato era totalmente incomum na época, quando os textos religiosos ainda eram escritos em latim. Mas Mohr achava que uma letra simples e fácil de entender era o mais adequado para seus fiéis, na grande maioria barqueiros e camponeses.
Em 1831, um coral que se dedicava a cantar cantos populares tiroleses incorporou a canção natalina do padre Mohr a seu repertório durante uma viagem pela Rússia. Dali, a canção viajou para Nova York, onde foi interpretada por um coral tirolês em 1839, mas onde seus autores e sua
origem permaneceram desconhecidos.
Trinta e seis anos depois, a corte prussiana, que procurava a partitura original da canção, consultou o pároco de São Pedro de Salzburgo que, para surpresa geral, disse que Mohr e Gruber, mortos no anonimato em 1848 e 1863, respectivamente, eram os autores daquela canção que tinha sido atribuída ao compositor austríaco Michael Haydn.
Hoje, Oberndorf vela para que os dois homens não sejam esquecidos. Em 1937 foi construída uma capela no mesmo local onde, no século anterior, ficava a paróquia de São Nicolau, que foi destruída em 1913 por uma inundação. A ela foi dado o nome de "Noite Feliz" e em seus vitrais aparecem os retratos de Mohr e Gruber.
A capela é hoje uma atração turística que recebe 150 mil visitantes por ano.
O prefeito da cidade, Andreas Kinzl, estima que os turistas vêm visitá-la "porque 'Noite Feliz' é efetivamente uma mensagem de paz", que os faz sentir melhores.
As canções natalinas são executadas na cidade durante todo o mês de dezembro, onde no museu "Noite Feliz", localizado em frente à capela podem ser vistas a partitura e a letra originais da canção e documentos que explicam a sua história.
Por Katinka Mezei OBERNDORF, Áustria, 15 (AFP)
posted by RÔMULO MAFRA 14:37
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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003
a frase....
O que mais me irritou nesta prisão do Hussein, foi a frase (provavelmente dita por um assessor de comunicaçã/marqueteiro): "O presidente (eleito fraudalentamente, que invadiu um país baseado em argumentos falsos para se aproveitar de suas riquezas petrolíferas, entre outros crimes) Bush manda lembranças". E o pior é eu saber disso. Já que a burra imprensa mundial fica repetindo da palhaçada, como se fosse verdade. Mas é claro, isso ficará lindo num filme de Hollywood, tão logo ele seja feito. Imagine o efeito da frase. Imagine quando escutarmos, e sabermos que ela é verdadeira (?)? Nossa, vai arrepiar hein?
Ô imprensazinha de merda!!!!!!!!!!!!!!!
posted by RÔMULO MAFRA 18:11
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Sexta-feira, Dezembro 12, 2003
PEDRO-DIABO
Hoje faz onze anos que meu primeiro parente direto morreu. Meu avô-materno, Pedro Borba, ou Pedro-Diabo como era conhecido, faleceu no dia 12 dezembro, no dia da final que o São Paulo tornou-se campeão lá no Japão. Me lembro bem desse fato, pois durante o velório, permanecemos assistindo ao jogo (a família toda gosta de futebol, e um dos meus tios é são-paulino). Lembro também que passamos o resto da madrugada na rua, os tios, primos, primos-segundos, tios-avôs, etc, contando piadas, rindo, divertindo-se um pouco. Eu na época tinha pouco mais de quinze anos, e este meu avô era bem "encrequeiro" (imagine o motivo do apelido Pedro-diabo), e também era chegado numa cachaça, o que motivava muitas brigas na família, inclusive assisti algumas.
Mas os poucos momentos em que conversávamos, eu sempre gostava de ouvi-lo falando sobre como era nos "velhos tempos", como era Itajaí décadas atrás, como ele vivia por aqui. Foram raríssimas vezes, mas mantenho estes poucos momentos na memória até hoje. Lembro exatamente dos momentos. Ele ouvindo seu radiozinho (sempre sintonizado na AM), talvez fumando um Continental, sentado à janela. Tinha um belo sorriso também e manteve os cabelos negros até quase o fim, assim como a pele, escuríssima, devido ao sol. Quem olhava de longe, podia até pensar ser um negro.
Pedro Borba morreu depois de mais de 10 infartes que teve durante sua vida. Tanto que quando ele se foi, eu não fui visitá-lo, coisa que sempre fazia, mas como já estava virando rotina suas idas ao UTI e CTI do hospital Marieta, nem fui vê-lo, esperando que ele logo saísse.
Lembro-me, chegando em casa, perto das 18 horas, quando vi meu irmão na janela de casa chorando, e me contando a notícia. Ele falou primeiro que eu não poderia viajar (tinha uma viagem pra São Francisco, na casa de um amigo - que fora desmarcada horas antes de saber do acontecido) porque nosso avô havia morrido.
Bem, este texto é só uma forma de homenageá-lo, já que não gosto de ir a cemitérios, prefiro honrar sua memória aqui, através deste texto.
posted by RÔMULO MAFRA 15:56
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BUSCA NO BLOGO....
Bem, agora você tem um novo recurso no blog deste menino. quem quiser buscar alguma coisa aqui dentro, ou no google, pode usar direto a ferramenta logo ali abaixo. é simples, é fácil, é Lollomafra facilitando sua vida.. :-)
posted by RÔMULO MAFRA 15:04
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003
pra quem curte artes plásticas...
*INDIVIDUAL DE HALINA GARCIA
Até dia 04 de janeiro de 2004, a artista plástica associada ao GAP, HALINA GARCIA, expoe suas obras no Espaço Cutural do Marambaia (Av. Atlantica - Pontal Norte, Balneário Camboriú-SC) .
Halina trabalha com Arte Áptica, direcionada aos deficientes visuais.
Contatos com a artista pelo telefone 367-1444
_________________________________________
*OBRA DE ARTISTA DO GAP É CAPA DA LISTEL
SOLANGE RIBEIRO, com uma obra em homenagem à cidade de Balneário Camboriú, assina a pada Listel de 2004.
Contatos com a artista pelo telefone: 9989-0404
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Obrigada!
fabi
fabiloos@terra.com.br
www.artgap.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 14:55
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QUE FILME VOCÊ É?
Uma Mente Brilhante conta a história da luta do matemático, ganhador do Prêmio Nobel, John Nash contra a esquizofrenia. Mas você não precisa ser um gênio nos números para se identificar com o filme.
O drama estrelado por Russell Crowe mostra momentos extremamente difíceis da vida de Nash. Dificuldades de aceitação pelos colegas, internação em hospital psiquiátrico, crise no casamento.
Mas o filme também tem suspense, romance e é extremamente envolvente, daqueles que faz a gente torcer o tempo todo. Você é surpreendido pela história e se apaixona pelos personagens e derrama lágrimas.
A principal mensagem é de otimismo! É o ensinamento de que uma mente brilhante pode vencer problemas tão graves quanto a loucura. Principalmente se você fizer o que gosta, contar com apoio de pessoas queridas e topar aprender com elas e ensinar o que aprendeu.
faça o teste aqui
posted by RÔMULO MAFRA 11:16
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 Que estilo musical você odeia?
posted by RÔMULO MAFRA 10:45
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População de Itajaí aumenta quase 200% em um mês
segundo o jornal itajaiense Caleidoscópio
"Estima-se que, em Itajaí, 2 milhões de pessoas assistam a TV Record diariamente".
E eu pensando que tinha 160 mil.... que coisa.... :-)
posted by RÔMULO MAFRA 10:26
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o campeonato brasileiro e a nossa vida...
Como bem disse um colunista na revista Época, este campeonato brasileiro foi um primor. Sim, ganhou quem mereceu ganhar, ganhou o time que fez mais pontos, que teve mais vitórias. Talvez, pela primeira vez isto tenha acontecido (apesar do Santos ter merecido no ano passado). E como ele, o colunista do revista, disse, talvez seja o momento de mudanças mesmo. Que quem tenha o real direito de ganhar, que ganhe, que as pessoas que realmente tem direito a dignidade, possam ter esta dignidade, enfim, que as coisas realmente possam acontecer do melhor jeito no nosso país. Se pensarmos assim, por algo pequeno como um campeonato de futebol, onde depois de anos, conseguimos vencer a mídia (vide a Globo que odiou o sistema, pois perdeu a audiência=patrocínio), que adooora uma final de campeonato, as semifinais, enfim, tudo que possa encher de gente na frente da telinha azul né?
Pois é, mas as coisas estão mudando, estão melhorando mesmo! Até fiquei surpreso de ver algo escrito assim na Época (que é da Globo), o que prova ainda mais, que as coisas estão mudando mesmo! Seria a hora da gente também começar a mudar os nossos conceitos. Nossos pré-conceitos. Nossa forma de ver as coisas, de fazer as coisas, de sentir até. Aproveitemos estas ondas de mudança (para melhor) e vamos surfá-la juntos. Só assim pras coisas acontecerem. Acredite. Isto já faz a diferença.
posted by RÔMULO MAFRA 09:41
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Quarta-feira, Dezembro 10, 2003
POR QUE O MUNDO É POBRE
Tudo bem, este texto está tão resumido assim por causa do número de linhas do jornal Platéia, pra onde escrevi este artigo. Quem quiser ler a entrevista, entra no sítio da Caros Amigos na revista As Grandes Entrevistas, quinta edição. Todos deveriam ler esta bela entrevista.
"Avalia-se que o papel-moeda circulante seria no mínimo cinqüenta vezes a riqueza que deveria representar, ou seja, cinqüenta vezes falso. (...) os bancos estão caindo aos pedaços em todos os países, nos Estados Unidos, no Japão, prevê-se um colapso a qualquer momento. Agora, o que sustenta isso é uma coisa absolutamente crucial - é que, devido à ocupação militar no Oriente Médio, esse papel compra petróleo."
Começo com esta afirmação do físico e engenheiro José Walter Bautista Vidal, feita a revista Caros Amigos, na sua sétima edição de dezembro de 1997. agora vou tentar simplificar quase 10 páginas da entrevista, pra tentar responder a pergunta "por que o mundo vive nesta pobreza?".
É óbvio. Se a afirmação for correta, e o dinheiro circulante no mundo hoje, for 50 vezes acima do que a riqueza que ele deveria representar, e ele compra o petróleo, que o é o que move (destrói) o nosso planeta, pense que este petróleo todo, não deve durar mais trinta anos, e isso, chutando alto. Agora pense mais um pouco sobre a seguir: se o Brasil, um país gigantesco, com mais de 160 milhões de pessoas, tivesse dado, a partir do fim da ditadura, um salto de crescimento enorme. E hoje, este Brasil-país-do-futuro, seria uma (talvez quase) potência, e estaríamos chegando num índice propício de desenvolvimento, certo? Sim, acho que depois de 20 anos seríamos um país beeem mais desenvolvido hoje. Se tivéssemos adotado as políticas certas. Se nossos políticos tivessem tido a coragem que depositamos neles. Agora imagine o quanto de petróleo teríamos gasto neste crescimento todo? Quantos milhões de carros estariam nas ruas hoje, gastando o já em extinção petróleo nosso de cada dia? Simples né? Piore um pouco mais. Se a América do Sul toda tivesse crescido junto com o Brasil? E a América Latina indo no mesmo caminho? O número triplica.
E o que isso quer dizer? Como disse, é simples: o petróleo hoje já estaria nos seus últimos dias. Agonizando nos poços, agonizando seus produtores e donos e provocando uma enorme corrida por novos rumos de energia.
As alternativas estão aí, na nossa cara, na nossa cabeça, todos os dias. Temos o sol, o babaçu (que equivale à Arábia Saudita em termos de energia), temos o álcool, tudo prontinho pra ser explorado, e levar o Brasil ao um patamar maior na sociedade mundial nos próximos anos, quando a coisa realmente começar a pegar. Não podemos esperar mais. Foram mais vinte anos de neo-liberalismo, que acabou servindo a isso tudo (e um pouco mais). Servindo aos grandes empresários do petróleo, que controlam os EU, que controlam o mundo financeiro. Podemos novamente sair da escravidão. Basta um forte vontade política, e agora, temos a faca e o queijo na mão.
xxx...xxx...xxx
Algumas partes da entrevista de Bautista Vidal:
Georges Bourdoukan - Foi no governo Fernando Henrique que se deu isso (sobre o sucateamento da nossa tecnologia)?
Bautista Vidal - Não, o processo neoliberal começou em 1979. Antes, no governo Geisel, o Brasil havia conseguido criar a sua própria indústria de bens de capital, que era o sonho de Getúlio Vargas. O Getúlio dizia que o país que consegue construir as suas próprias máquinas é um país vitorioso. Pois, no governo Geisel, montou-se um programa que não só ia transformar o Brasil em um país completamente autônomo em combustível, como na maior potência energética do planeta, o Programa do Álcool, que é a pontinha de um imenso icerberg inexplorado, de energia.
Leo Gilson Ribeiro - Por que em 1979 (ano que começou a decadência das nossas riquezas e começo do processo neoliberal, segundo Bautista)?
Bautista Vidal - Porque países como o Brasil, especialmente o Brasil, com uma imensa potencialidade, principalmente em termos energéticos, estavam tomando decisões e medidas que irremediavelmente provocariam uma mudança no poder mundial. Isso assustou o poder real, e houve dois ou três pronunciamentos decisivos em 1979, ano de muitas reuniões do grande capital financeiro internacional, de onde saiu a famosa frase de Henry Kissinger: "Não admitiremos um outro Japão ao sul do equador". Outro Japão, conversa! O Japão não tem energia, não tem minério, é uma ilha nua. Temos a base dos materiais estratégicos do planeta. Então, o Kissinger viu claro e disse: "Pára, esse negócio não pode continuar".
Roberto Freire - Qual a tecnologia necessária para transformar energia solar em energia produtiva?
Bautista Vidal - Em primeiro lugar, somos disparados os melhores do mundo nisso. Temos aqui em Piracicaba o maior centro de tecnologia de álcool e açúcar do planeta. E é da iniciativa privada, por acaso, desses malsinados usineiros. O sistema financeiro tem pavor dos usineiros porque, mal ou bem, eles são o veículo dessa pontinha do imenso iceberg. São Paulo é de longe o mais eficiente produtor de energia renovável do mundo, não só combustível, como alimento ¿ açúcar. É disparado o primeiro. O Nordeste é o quarto. Você tem a África do Sul e a Austrália em segundo, terceiro. Do ponto de vista tecnológico, o Brasil é a maior potência do mundo na área da biomassa.
posted by RÔMULO MAFRA 10:25
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Terça-feira, Dezembro 09, 2003
Bem, como quase não posto nada aqui sobre minha lindinha, hoje coloco uma foto aqui (que aliás, tirei lá do sítio do MãonosCórnonline ehehe), pra homenageá-la. Ontem, dia 08 de dezembro, fez 03 anos que recebi o primeiro e-mail dela, que era leitora da minha coluna. Bem, esta história já foi contado por mim em outras ocasiões, por isso não vou entrar em mais detalhes. E ontem também fez 2 anos e 11 meses que nós nos conhecemos pessoalmente e começamos a namorar... :-) Bem, é isso meu amorzinho... só pra marcar esta data.. um beijão na boca!!!!! :-)*(-:
>>>>>>do Lollo que te ama<<<<<<<<
posted by RÔMULO MAFRA 15:50
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me in tv
E quem quiser comprovar que este "menino que não machuca" não é só mais um rostinho bonito na televisão (mesmo porque ele não participa mais de nenhum programa), ele (il bambino che non ferisce) estará hoje, no Canal 21 (Brasil Esperança) dando uma entrevista no programa Buscando Soluções, que começa, por volta das 23h30 (ou um pouco mais tarde). Estarei falando sobre o Instituto de Música, Canto e Arte de Itajaí (IMCARTI), e outras cositas mais. Pena que não é em rede nacional, só rede municipal... ehehe...
posted by RÔMULO MAFRA 15:39
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003
de quem é a culpa pela pobreza no mundo?
Dê sua opinião, deixe um comentário (aqui em cima), e essa semana, um texto meu sobre o assunto, que vai abrir os olhos de muita gente. (ou não). :-)
natal rima com metal....
Natal Metálico 2003 - 4ª. edição
13 de dezembro de 2003, a partir das 22 h - Armazén Bar (Av. Atlântica, 4646 - Bal. Camboriú - SC)
Show Beneficente em prol da Casa da Criança ( Rua Bom Retiro, s/n. Bairro dos Municípios - Balneário Camboriú - SC) com Arrecadação de alimentos
Ingresso: R$ 5,00 + 1kg de alimento não perecível
Escolha da Garota Metal 2003, Dj Metal e sorteios de brindes da Century Media
Patrocinadores: Bonna Parte; Armazén Bar, Symphony; Ma Maison; Copertainer, Cosmos Veículos Mitsubishi; Loostex; Mundo Animal; Rock Store; Grupo de Artistas Plásticos de Bal. Camboriú; Century Media; Naked; 99fm.
As bandas : Syndrome (BC), Mastervoid (Blumenau), Still Life (Floripa) e Rhestus (Timbó)
A SYNDROME surgiu em 1993, em Balneário Camboriú-SC, é formada por Rodrigo Peplau (vocal), Marco A.G. (guitarra) Luciano Stimamiglio (guitarra) , Filipi Maliska (bateria) e Laélio Jr (baixo). O estilo da banda uni a melodia e versatilidade do heavy com o peso e agressividade do thrash, influenciado por Judas Priest, Iron Maiden e Megadeth. A banda criou o "MercoRock", festival que promoveu uma ponte cultural entre países da América do Sul. Com um trabalho sério e competente, acaba de lançar seu demo cd chamadao Turning Pointing que mostra uma virada na carreira da banda, com novos ares dentro do metal. Inclusive, pode-se conferir a resenha da demo na Rock Brigade de dezembro 03. Para acessar seu site oficial: www.syndrome.com.br
A STILL LIFE nasceu em 1998, em Florianópolis-SC, é formada por Giuliano Schmidt (guitarra e vocal), Rafael Scopel (guitarra), Carlos Satan (baixo) e Jocy Bertola (bateria) . O estilo praticado pela banda é o heavy tradicional e melódico, bebendo da mais pura fonte do Iron Maiden, inclusive na melodia vocal, com voz potente, melódica e bem controlada. Seu instrumental é coeso e as guitarras são destaque mais do que garantido. Já lançaram a demo ¿The Crab Ship Arise¿, e atualmente encontram-se em gravação do seu primeiro cd. Para acessar o site oficial da banda: www.stilllife.com.br
A RHESTUS é de Timbó e bebe na fonte do thrash anos 80, com instrumental veloz e vocal agressivo de Alex (fantasma). É formada por Célio Jr (guitarra), Valda (baixo), Jailson (bateria) e Alex (vocal e guitarra). Nesse show, será lançado oficialmente o primeiro álbum da banda, intitulado "Embryo of the Endless Sands", totalmente influenciado por Destruction, Kreator e Slayer. Para acessar o site oficial da banda: www.rhestus.com.br
A MASTERVOID, de Blumenau, é formada por Gabriel (guitarra e vocal), Ramirez Rodrigo (baixo), Rafael Zangue (guitarra) e Douglas Loreto (bateria). A banda pratica o velho e bom Heavy Metal tradicional sem xaropadas da atualidade, mas sim, mostra um Heavy direto e cheio de punch e feeling que tanto fazem falta hoje em dia. A banda conta com um cd demo intitulado "Mastervoid". Para acessar o site oficial da banda: www.mastervoid.com.br
Contatos do evento: fabiloos@terra.com.br (47) 9989-2913
posted by RÔMULO MAFRA 15:43
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A CANÇÃO NO AR DA NOVA SODOMA
por Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera
A litania tragigrotesca de Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e similares enche os céus do Brasil de vibrações desagregadoras, difundindo um fel ideal para o momento sociopolítico imposto desde o desmanche da era ditatori-al militar. A essa massamorda sertanejóide soma-se o pagode calhorda pasteuri-zado e sob a craveira de Netinho, Alexandre Pires e caterva, o pagode abastarda-do que "caiu na vida", leia-se no mercado da nova era civil. Completa-se a tragé-dia com a inflexão vocal achavascada do Tchan e subgêneros, com direito a ses-sões de esfregaduras de glúteos explícitos de Carla Perez, Scheylas e estafermos que tais nas fuças dos públicos. Some-se a tanto horror episódios de boçalidade como Clementina, Bonde do Tigrão, a recente Egüinha Pocotó e diversas formas de pornocanção. Sofremos a era do canto abissal, o tétrico sonoro, a escatologia canora, o estelionato moral tomou a avenida central de nosso cancioneiro. Era perguntar se um fogo dos céus estaria a caminho para devastar santamente ta-manha sodomia sobre o território da canção. E mais: seria tudo isso cultura?
Nestor de Holanda cunhou, nos tempos da Rádio Nacional, a expressão "macacas de auditório". Alguém viu racismo nisso, "macacas" aludiria a predomi-nância de mulatice nas mocinhas que guinchavam em delírio diante de ídolos da época. No geral, era apenas alusão a gente frívola, capaz daquela macaquice. O fato é que naqueles anos 50 enfiaram aqui os auditórios de pacóvios, que só en-contraram momentos de diferenciação em curtos tempos finos da bossa nova, ou nos dos festivais - quando andou vigorando a vaia. Hoje, diante de breganejos, de pagodeiros, de neolamês, de ícones remanescentes da emepebê ou mesmo em programas como o do Jô, os auditórios são reuniões de palermas alegres, basba-ques, ignorantes deslumbrados, bovinóides prontos a aplaudir o que lhes enfiem pela goela.
Se tivemos - e fomos! - Tom Jobim e João Gilberto, Villa-Lobos, Pixinguinha, se a posterior MPB, ou emepebê, exibiu Chico, Milton, Caetano, Gil, Gonzaguinha, Ivan, Francis Hime, João Bosco e outros nomes responsáveis por canções até perenes, cabe questionar por que despencamos nessa era de trevas iniciada na tenebrosa etapa Sarney: foi de então que o lobby da mídia consagrou os maratim-bas e cajetilhas do agrobrega, pagode e adjacências e aposentou sumariamente os hábeis e - epa! - coniventes menestréis que operaram nas duas décadas sob os militares. Dá pra entender?
Pois a canção "oficial" no Brasil hoje é componente do poder intervencionista global, está afinada com o FMI e com os massacres praticados contra os povos, especialmente os do Oriente Médio. Mesmo não sendo pronunciada qualquer pa-lavra a respeito disso em canção alguma. E não assusta que breganejos, pagodei-ros, axezeiros, tchanzeiros etc. estejam francamente em sintonia com os requisi-tos da canção-intervenção, pois são no geral seres rudes e alienados, dóceis co-laboradores. Estranho é a emepebê, que, reunindo gente esclarecida, autores ins-truídos - alguns até sofisticados -, terá coonestado essa intervenção, resultando disso verdadeira devastação em nossa arte e cultura, objetivo da globalização. Mais: os intérpretes consagrados da emepebê, deificados por multidões acham-boadas e acreditados por segmentos ativos da sociedade, não se posicionam momento algum frente ao horror que se avoluma no Brasil e no mundo, nem piam sobre nossos graves enfrentamentos, apenas engordam contas sob histéricas multidões de fariseus em auditórios e ginásios, apenas vivem ricos em suas torres de marfim, e talvez se achem mesmo deuses...
A música arte caiu em oculto, a boa canção idem. Reinam o lixo e o horror, emporcalhando o ar e as mentes. As multidões bovinizadas aplaudem tudo, ga-nham com isso os que viraram as costas para o Brasil e para o aperfeiçoamento. Vivemos uma nova Sodoma na canção oficial. "Se quiserdes saber se um governo é bom ou mau, examinai sua música, e obtereis a resposta", anotou Confúcio. Dá para admitir que os céus deverão reagir. É a lei.
Frederico Mendonça de Oliveira, Fredera, é músico, artista plástico, escritor e jornalista, autor do livro O Crime contra Tenório.
posted by RÔMULO MAFRA 09:42
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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente"
(Carlos Drummond de Andrade)
4º Exposição de Cães Vira-Latas e Feira de Doações agita Itajaí
Neste sábado, (06/12), a equipe de voluntários da SOS Animal promove mais uma Exposição de Cães Vira-Latas e Feira de Doações. O evento pretende reunir simpatizantes da causa animal, juntamente com seus mascotes, no estacionamento do Supermercado Compre Fort, em Itajaí. A concentração começa às 9:00h, com a Feira de Doações e prossegue no período da tarde, quando acontece a 4ª Exposição de Cães Vira-Latas.
Mais uma vez, a proposta é valorizar os cães sem raça definida, em mais uma estratégia para orientar o comportamento da comunidade em relação ao convívio com os animais. A Exposição é aberta à participação de cães sadios e vacinados, a partir de um ano de idade. Os filhotes e fêmeas no cio não devem comparecer. O evento costuma proporcionar muita emoção e diversão na disputa pelas categorias ¿o cão mais bem cuidado, o mais simpático, o mais bonito, e o melhor truque¿. Os primeiros e segundos colocados em cada categoria recebem medalhas e brindes, e ainda, todos os participantes concorrem ao troféu especial da Exposição - "O Cão Mais Vira-Latas". Para participar, basta comparecer ao Supermercado Compre Fort, que fica na Rua Tijucas, no centro. A inscrição é gratuita.
O evento encerra mais um ano de atividades da Associação Itajaiense de Proteção aos Animais - SOS ANIMAL, que prossegue reunindo esforços de toda a comunidade em defesa da vida e dos direitos dos animais.
¿Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência¿
(Art. 1 ¿ Declaração Universal dos Direitos dos Animais)
posted by RÔMULO MAFRA 16:21
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FIM
Sim, estamos em dezembro, e agora começam a pipocar nos blogs, jornais, programas de TV, fanzines, mail-zines, os textos de balanço de fim de ano. Alguns listam as boas coisas, outros listam as tragédias acontecidas e até fazem previsões para o próximo ano. Alguns dirão que no próximo ano, desta vez o papa não passa (como já disseram no ano passado), vão dizer que alguém muito famoso terá um grave acidente, que o presidente Lula terá uma surpresa, bem, estas coisinhas que todo mundo já tá cansado de ouvir no fim de ano e começo do próximo, mas é assim. Enquanto dermos audiência pra estes imprestáveis, eles continuarão em sua mediocridade, e nós na nossa.
Mas queria falar mesmo é de mim. Uma egotrip. Do que gostei neste ano, e do que não gostei. Sei lá. Só o que me lembrar, já que não fui anotando (nem nunca irei) durante o ano inteiro o que aconteceu.
Gostei neste ano de estar morando com minha namorando, o que foi uma experiência totalmente nova, e muito legal. Dividir sua vida com alguém é muito interessante, e deveria ser experimentada por todos ehehehe. Não gostei de ter deixado de conversar mais com o André, pois antes nós íamos sempre pra casa (que ficava na mesma direção, vindo da Univali), e com a mudança de emprego dele, e com minha mudança de endereço, isso ficou impossível. Por isso não gostei de termos nos encontrados poucas vezes este ano. Gostei do governo Lula. Sim, acredito que ainda demorará pra ele ter uma aceitação maior, por parte da imprensa e por parte dos que não vão com a cara dele. Aliás, têm uns que nunca irão aceitar ser governado por um homem de instrução inferior, e isto é fato no nosso país preconceituoso. Não gostei de não ter voltado (ainda) pro curso de jornalismo, e já avisei, não vou mais prometer quando volto, coisa que me perguntam constantemente. Vou deixar acontecer e pronto. Claro que pretendia voltar o mais rápido possível, mas é difícil. Se alguém quiser pagar os mais de mil reais que tenho de dívida, tô aceitando numa boa. Gostei de ter lançado, junto com a amiga e jornalista Rubia Cristina, o jornal Platéia, que caminha este mês para seu quarto número, e que está tendo uma ótima aceitação em Itajaí e região. Está sendo uma ótima experiência ter um jornal, mesmo sendo mensal, pois nos dá uma outra visão, e também, um novo modo de tentar melhorar a imprensa local. Não gostei de algumas pessoas terem saído do MãonosCórnonline, visto que eram pessoas que escrevem textos legais, e que poderiam (e ainda podem!) passar sua mensagem neste combalido mail-zine, mas gostei de ver que o MCOL não afundou, e caminha para seu aniversário de número 4.
Mas acho que é isto. Não vou ficar mais enchendo os vossos sacos com isto. Deixo-vos com um texto meu, que foi publicado no jornal Platéia nro. 3. Ah, o Platéia pode ser encontrado na Casa Aberta (centro de Itajaí), na Hering (de Baln. Camboriú), DCE (Univali ¿ Itajaí), Vive la Vie (Itajaí e Shopping Baln. Camboriú), IMCARTI (Itajaí), Centro de Cultura de Baln. Camboriú, Casa da Cultura (Itajaí), Banca SOS Comunicação (São Judas, Itajaí), Sebo´s (Posto Universitário em Itajaí) e Salão de Artes Maria Inês Galvão (Barra Sul ¿ Baln. Camboriú).
HÁ QUEM SERVE A VIOLÊNCIA NA MÍDIA?
Não começo respondendo a pergunta, mas colocando mais caldo nesta questão. Sabemos que um motivo ¿nobre¿ serve esta violência que está nas capas de jornais todos os dias: lucro dos jornais, audiência dos telejornais e rádios também. Seria só este fator? Teria mais algo por trás? Teria mais alguém por trás? Segundo alguns filósofos e, entre eles está Nietzche, a violência nos levará a um próximo nível de humanidade. Seremos uma raça melhor, depois que toda esta nossa época ¿sangrenta¿ passar. Quando dependermos apenas do terror e do contra-terror, aí sim caminharemos novamente seguros pela Terra, com o ser humano voltado a uma civilização mais próspera.
Claro, isso é só uma tese. Escrita décadas atrás. Mas o que me chamou a atenção para este questionamento que entitula o texto, foi uma matéria no jornal Diário do Litoral, com a manchete ¿Trânsito de Itajaí mata mais um¿. Oras! Pensei: quando foi a última vez que se morreu no trânsito de Itajaí? Será que toda semana temos mortes dentro do perímetro urbano? Sei que, de vez em quando, em casos isolados, pessoas morrem nas ruas de Itajaí. Mas e daí? Uma senhora também morreu em Balneário Camboriú. E a culpa foi de quem? Do estabelecimento onde o motorista estava a madrugada toda? Das drogas dentro do seu carro? Das bebidas que ingeriu? E o delegado que o soltou, após pagar fiança, também tem culpa? Sim, claro que tem culpa. Mas o indivíduo também é culpado. Não podemos culpar a prefeitura, não podemos culpar quem cuida do trânsito, foi um caso isolado. Como também foi o de Itajaí. O cara simplesmente atravessou uma esquina movimentadíssima, atropelando uma pessoa de moto e não parou. Não adianta culpar. Não adianta também o jornal querer fazer mais sensacionalismo em cima disso tudo. Um caso isolado. O motorista deve ser punido pelo que fez, mas tentar criar uma situação de caos no trânsito é inoportuna. E a manchete parece querer exatamente isso. Assim como querem os jornalistas que apresentam programas policiais, destes de fim de tarde, que só mostram a desgraça do povo e nada mais. Fazem demagogia pura, com seus apresentadores muito bem remunerados para falar de quem não anuncia em seus programas. Para falar de quem não os apóia, ou de quem não é amigo do dono do canal, jornal ou rádio.
A isso serve a violência na TV. Em alguns casos, também serve para aumentar a audiência, mas esse seria um fator pequeno perto de todo o resto. O homem contemporâneo está, na sua avidez por informação, tentando entrar no ¿espírito da nossa época: o pânico¿. Estamos cada vez mais querendo saber sobre o ruim do outro, de como a vida pode ser ruim (para o outro), de como as coisas poderiam ser piores. E olhando estas manchetes, entre tantas outras, sensacionalistas, nos sentimos melhores com nós mesmos e nossos semelhantes.
¿A informação-fetiche desconsidera a humanidade dos homens¿.
(fonte: Pânico na mídia ¿ Malena Segura Contrera)
posted by RÔMULO MAFRA 11:36
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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003
Essa música é pra alguém... que só ela vai saber quem é o motivo da letra da música ehehehehehe....
Another Love Song
Queens of the Stone Age
You're so impossible
Scream and moan it chills my soul
Don't wanna hear you got left behind
All those times you stayed up and cried
It's no lie
You did it to yourself
Like chewed up gum under my shelf
Don't look surprised
You must have know all along
It's just another love song
Another love song
It's never easy
It's not hard
When you've lost your mind
With you it's sleezy
Don't tell me your worries
I'm sick, I'll leave you blind
Now the time has come
To leave this love that's left you dry
No need to work this out now
Cause you know there's no reason why
It's just another love song
Another love song
I never told you it would last forever
You can't hold this boy for long, dig it
By the time you read my letter
Baby, I'll be gone
You're just another love song
Another love song
posted by RÔMULO MAFRA 15:52
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NATAL METÁLICO
tá chegando....
posted by RÔMULO MAFRA 10:52
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Terça-feira, Dezembro 02, 2003
VIOLÊNCIA EM ITAJAI
É claro que o assunto desta semana (e, espero, das próximas também) será a violência, por causa da morte do garoto Rafael Mendonça, que levou um tiro de um policial, durante a troca de tiros entre bandidos e policiais na frente do porto de Itajaí. Na minha opinião, o que aconteceu foi uma fatalidade (assim como foi a morte de outro garoto semanas atrás, do mesmo jeito, por um tiro de um policial durante uma perseguição).
Claro, o caso será melhor investigado, e se o tiro entrou pela axila e saiu no pescoço, talvez mesmo os policiais tenham culpa (pois então ele estaria com as mãos levantadas).
Na verdade, a culpa da morte de Rafael é justamente do incompetente policial que disse que o garoto estava morto, visto que Rafael chegou ainda vivo ao IML, uma hora e meia depois de ficar caído e sangrando na calçada. Um dos bombeiros disse que se fosse prestado o atendimento imediato, Rafael poderia ter sobrevivido. E essa é minha opinião (por enquanto) sobre o caso.
EXPOSICAO EM CURITIBA
De 02 a 29 de dezembro de 2003, Moacir Schmitt Jr e Fabiana Langaro Loos realizam exposições individuais no SESC da Esquina em Curitiba-PR, 2o. e 3o. andar , respectivamente.
posted by RÔMULO MAFRA 10:01
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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003
A Téspis Cia. de Teatro, em conjunto com a Associação Itajaiense de Teatro e Periplo, Compañía Teatral organizam a 4a. Mostra Internacional de Teatro de Grupo e a 8a. Mostra Itajaiense de Teatro.
Com o objetivo de discutir o fazer teatral realizado dentro de uma perspectiva grupal, de investigação e elaboração em companhias estáveis, o evento transforma-se em um espaço de discussões que vai além de uma clasificação ou rotulação dos trabalhos apresentados, buscando um pensamento mais amplo sobre os diferentes meios de produção de espetáculos, de organização e de atuação dentro da realidade em que vivemos.
O Encontro realizar-se-á no período de 10 a 17 de Agosto de 2004 e compreenderá as seguintes atividades: apresentação de espetáculos internacionais (incluindo Brasil), apresentação de espetáculos da cidade de Itajaí, Workshops, Seminários, Performances e Exposições.
Os interesados em participar da 4a. Mostra Internacional de Teatro de Grupo deverão enviar os materiais de seus espetáculos até o dia 31 de Março de 2004 (valendo como comprovação a data do carimbo postal) para a seleção que será realizada pelo grupo responsável pela Curadoria do Encontro (Periplo, Compañia Teatral).
Os grupos do Brasil deverão enviar o material para:
¿ Téspis Cia. de Teatro / Mostra de Teatro
Rua Heitor Liberato, 790 - centro
CEP 88304-100 - Itajaí - SC tespis@melim.com.br
Os grupos extrangeiros deverão enviar o material para:
¿ Periplo, Compañia Teatral / Mostra de Teatro
Av. Gaona, 1360 (1416) - Capital Federal
Buenos Aires - Argentina. periploteatro@ciudad.com.ar
O material de cada espetáculo enviado deverá conter: currículum do grupo, descrição do trabalho que desenvolve e material sobre o espetáculo ( Sinopse, Fotos, Recortes de Jornal, Vídeo em formato VHS ou DVD, Ficha Técnica, Projeto de Iluminação e Planta de Palco, Autorização do autor ou de seu representante no país de origem ).
O evento não será competitivo.
A 4a. Mostra Internacional de Teatro de Grupo compreenderá a apresentação de dez 10 espetáculos nacionais e internacionais, incluindo os da Téspis Cia. de Teatro e Periplo, Compañia Teatral. Estes espetáculos poderão ser de "Rua", "Palco italiano" ou "Espaço Alternativo", e ainda voltados ao público infantil, jovem ou adulto.
Os grupos selecionados, além de apresentar seu espetáculo, poderão ministrar, durante o evento, um Workshop sobre seu trabalho, e por sua participação receberão cachê (definido pela Comisão Organizadora), hospedagem e alimentação durante sua permanência em nossa cidade.
A Comissão Organizadora não oferecerá transporte para os grupos até a cidade de Itajaí.
A 8a. Mostra Itajaiense de Teatro compreenderá a apresentação de espetáculos dos grupos associados à Associação Itajaiense de Teatro (A.I.T.).
Maiores informacões poderão ser obtidas por e-mail tespis@melim.com.br / fone (47) 3045 2629 / 9903 7275 (grupos brasileiros) ou periploteatro@ciudad.com.ar (grupos do exterior)
posted by RÔMULO MAFRA 20:44
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não--matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), mais foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnonline, també-m colaborou com textos para o jornal da Cidade (suplemento do Santa), Diário da Cidade, Diário do Litoral, jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, alé-m de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo.
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