Meu humor atual - i*Eu
O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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um blog. somente isso.

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Terça-feira, Junho 29, 2004

CASA ABERTA INAUGURA!!!

Amigos,

A Livraria Casa Aberta estará inaugurando no próximo dia nove de julho, mais uma loja na cidade. A Casa Aberta Discos, será uma loja especializada em música, situada na Rua Heitor Liberato, 1781- Centro.
Você é nosso convidado a prestigiar mais essa novidade !!!

Abraço,

Equipe Casa Aberta


posted by RÔMULO MAFRA 20:10
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NÊGU DICO
uma grande perda para a cidade

Acho que todumundo em Itajaí e região já sabe, mas a notícia merece ser dada aqui também. Morreu ontem uma das figuras mais conhecidas da nossa cidade: o Nêgu Dico. Figuraça daquelas que todo mundo gosta. Torcedor fanático do Marcílio Dias, Valdir Flormino Rafael, seu nome verdadeiro, morreu, ontem, aos 52 anos, vítima de câncer no esôfago. Ele estava há sete dias internado no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Ele será sepultado hoje, às 16 horas no cemitério da Fazenda, aliás, bairro em que residia, e poucos sabiam, já que Nêgu Dico andava pela cidade inteira, sempre tomando uma cachacinha, falando do seu amor pelo Marcílio, ou criticando o time quando achava que assim o time merecia.

Nêgu Dico também foi nosso inspirador, quando da criação do Mail Zine
MãonosCórnonline, e para homenageá-lo, escolhemos sua alcunha para ser o nosso email, que continua até hoje, negudico@yahoo.com.br.

Neste carnaval, eu e o André (membros fundadores do MãonosCórnonline), tivemos a honra de desfilar ao lado de Nêgu Dico na escola Unidos do Beco, que homenageava o Clube Náutico Marcílio Dias, e claro, não poderia deixar de ter em seu desfile a figura de Dico.

Não vou escrever mais agora sobre o assunto. Estou com pressa, mas não poderia deixar de registrar este triste momento para Itajaí, que perde o mais folclórico de todos os personagens desta cidade maluca que eu adoro. Uma pena.


posted by RÔMULO MAFRA 14:26
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Segunda-feira, Junho 28, 2004

TEXTOS DE DOMINGO
mas escritos na segunda

Voltemos as nossas "crônicas dominicais". Mas como não tava afim de escrever sobre meu fim de semana, mesmo porque não foi tão emocionante assim (sim, teve a festa da
Flávia Lapa, onde bebemos e bebemos e bebemos e fizemos besteiras, além de jogar conversa fora até às 4h lá na AABB. Sem contar meu acidente com a Flávia, quando ao levantar meu punho, que acabou "encontrando" o rosto da Flávia que passava ao meu lado correndo. Ô azar hein! Sim, teve a festa junina do Imcarti e depois o Open, onde encontrei o Batata e fui reconhecido por duas leitores do Blog, a Bia e a Carol, onde também ficamos bebendo e jogando conversa fora até às 4h. Sim, teve o Bartók, onde fiquei até mais tarde esperando o Batata para entregar o jornal Platéia que tinha prometido, e o figura não apareceu, mesmo mandando mensagem no meu celular avisando que viria - te pego maldito!. Aliás, o Bartók poderia mudar o repertório dos DVD´s que tocam após o fim do som ao vivo, já que a banda não muda, e sei que é difícil pruma banda mudar seu repertório assim, de semana para semana. Porém eles devem ter em mente que o público, principalmente o público do Bartók, com vários músicos, é exigente, e isso por enquanto é a única falha - ao meu ver - do bar que vem crescendo a cada domingo.). E veja só, já fiz até um resumo da sexta-sábado-e-domingo.

Mas como ia dizendo, não estava afim de falar sobre isso. Por isso o resumo. Por isso a desculpa. Acho que vou escrever um conto, pequeno, para cá. Já que não publico mais os contos que escrevo (por razões próprias, que em outro momento explico - se é que já não expliquei), não seria uma má idéia escrever um especialmente para vocês, certo? Só me falta o tema. Estava no banho, antes de vir aqui escrever, e tocava Raul, o que me deu uma certa inspiração sobre um certo tema. Mas não o defini bem. Por isso a dúvida me assola neste exato momento. Mas vamos lá, pois já é 0h32 e nesta segunda tenho que acordar mais cedo.

A PEDRA E MEU AMIGO PEDRO
Estava com meu amigo Pedro. Estávamos com 7 ou 8 anos, não me lembro muito bem. Corríamos pelas ruas de chão batido brincando. Procurando alguma travessura para fazermos. Pedro era um pouco mais velho que eu, por isso, me dominava. Aliás, ele dominava todos os nosso amigos, que por causa disso, acabaram se afastando de nós. Só sobrei eu, e como o conhecia desde bebê, não iria abandoná-lo. E também porque junto com ele, conseguia me sobrepor um pouco às outras pessoas. Ele liderava. Eu era, agora, o segundo no comando, e aprontávamos muito pela cidade. Nossa preferida era roubar frutas na feira, no centro. Às vezes até os soldados nos ajudavam em nossas traquinagens. Davam uma espécie de cobertura, pois provavelmente faziam o mesmo quando crianças, e isso também acabavam criando em nós, quando crianças, uma espécie de preparação para a vida adulta, e poderíamos nos tornar soldados, mais ágeis e astutos.

Foi numa dessas fugas de nossos pequenos roubos, que vimos uma movimentação estranha na via principal da cidade. Muita gente reunida, pessoas gritando palavrões contra alguém, jogando coisas, e três pessoas passando pelo meio daquela multidão. Nos adiantamos para pegar uma posição privilegiada para assistir a tal cena, que na verdade não era tão incomum assim naquela época. Conseguimos uma elevação vazia, logo perto da subida do morro, para onde os homens estavam sendo levados, ou seja lá o que fosse. Apesar de nossas travessuras, eu e Pedro éramos meninos bons. Não usávamos de violência, mesmo contra os do nosso tamanho. Só o Pedro que em alguns momentos se excedia, mas em raras ocasiões, quando as circunstâncias pediam. Então ele pegou uma pedra, e disse que jogaria nos homens, que seria divertido. Como sempre, me convenceu. Mas preferi me abster do ato de violência. Na verdade achava aquilo triste, apesar do movimento que aquilo causava, nos excitava.

Subi a elevação junto com Pedro. Ele se posicionou melhor para poder jogar a pedra e acertar num dos homens. A elevação ficava a menos de dois metros do chão, e os homens nos viriam jogar a pedra. Os soldados não iriam se importar. Mas aquilo estava me incomodando muito, principalmente o fato de eles estarem nos vendo quando Pedro estiver fazendo seu ato quase delinqüente. Mesmo que os homens que passassem pelo meio daquela multidão fossem criminosos. Quando o último dos homens passou, tive um impulso. Isso aconteceu depois de conseguir olhar estes homens, e o último deles me chamou ainda mais a atenção. Joguei-me para impedir meu amigo de lançar sua pedra, mas não consegui evitar. Pedro ficou surpreso com minha atitude, porém a pedra alcançou seu objetivo, atingindo no rosto o homem que carregava uma enorme cruz. Ele só teve tempo de virar um pouco para diminuir o impacto. Só que o mais me surpreendeu, foi que ele viu que eu tentei impedir que a pedra fosse jogada, e quando passou na nossa frente, lançou um olhar de piedade e de agradecimento que me inspira até hoje. E Pedro percebeu o seu olhar, e também sentiu seu olhar penetrante, de um homem que caminhava rumo a sua crucificação. Rumo à morte, e mesmo assim salvou nossas almas e mudou nossas vidas a partir daquele dia. Daquela sexta-feira, começo de tarde. E Pedro, meu amigo de infância, hoje é mais um seguidor daquele homem chamado Jesus. Eu tenho pouco contato com ele, mas faço o possível para também espalhar sua palavra por onde passo.

fim

OBSERVAÇÕES
Só como curiosidade, o conto foi escrito inspirado numa frase da música "Eu nasci há dez mil anos atrás", e não na música "Meu amigo Pedro", como podem pensar alguns. E a frase é "eu vi Cristo ser crucificado".

posted by RÔMULO MAFRA 14:33
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Quinta-feira, Junho 24, 2004

BRENO, UM PROBLEMA DE RETÓRICA

Explicarei rapidamente o caso: o colunista Breno Kolling, na sua coluna desta semana, cometeu um grave erro. Grave, mais pelo significado que a palavra errada tomou, do que pelo próprio. Ele ao digitar a palavra "santa" (se referindo a Santa Paulina), comeu o "n", e então o Word provavelmente arrumou para "Satã", colocando o til. Faça o teste. E eu disse, provavelmente, mas não acredito que ele tenha feito isso de propósito.

Bem, eu não sou a favor do Sr. Breno Kolling, mas estão o atacando em algo que o cara não teve tanta culpa assim. Ele só errou na digitação, acredite. Nada mais. A culpa dele foi não ter revisado seu texto. A culpa foi do jornal que não viu isso antes. Não adianta ficar arrumando encrenca gratuita. Tem que pegar ele onde o cara é pior: em sua própria retórica. E na verdade, sua retórica é seu maior problema, visto que ele não a tem. Uma explicação rápida sobre retórica? Aqui vai: "É sempre preciso uma situação de democracia, de reconhecimento da igualdade de situação dos interlocutores e, sobretudo, de reconhecimento do outro como capaz de receber os meus argumentos e ser convencido por eles. Só assim se pode ter um discurso retórico. Só uma situação democrática o permite. Por isso é que não é por acaso que, historicamente, o termo retórica aparece pela primeira vez nos gregos, na democracia ateniense. (...)Aí, era possível haver argumentação pública para dirimir conflitos ou diferendos entre os cidadãos, renunciando à violência e aceitando consensualmente as regras da melhor argumentação, portanto, da pura racionalidade, e o reconhecimento da cidadania do outro." *


Entenderam o motivo de não haver retórica no texto do Sr. Breno Kolling?? Não entenderam? Sim, explico, pois um colunista que não aceita que o critiquem no veículo para que escreve, não é a favor da democracia, não quer o diálogo, não quer estabelecer com seu leitor um exercício de retórica. Ele quer falar, dar sua opinião, mas não aceita ouvir opiniões contrárias. Como por exemplo, no Exército, onde não há retórica. Há a ordem, que deve ser cumprida e pronto. Sem questionamentos. A instituição funciona assim, e tudo leva a crer, o Sr. Breno também.

*Tito Cardoso e Cunha, (professor de Retórica na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) in Notícias Magazine de 22 de Junho de 1997


posted by RÔMULO MAFRA 20:12
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A LENDA CADA VEZ MELHOR

Requiem Aeternum, a primeira música da última composição de Mozart, o Réquiem em ré menor. Assim começou a última parte do capítulo desta semana do seriado estadunidense Smallville, na minha visão, um dos melhores que já assisti. Um dos melhores seriados, e um dos melhores episódios deste seriado, que é coqueluche nos Estados Unidos, aqui no Brasil, e, acredito, onde tem passado. O motivo: ele conta a lenda do principal super-herói dos quadrinhos, o Super-Homem, criado na década de 30 do século passado. E não só isso. Ele conta sobre a juventude do homem que será o mais poderoso da Terra, nas histórias criadas por Joe Shuster e Jerry Siegel, e que pertence a DC Comics (mesma editora de Batman, Flash, John Constantine - outro que vai virar filme -, Mulher-Maravilha, entre tantos outros). E fala do jovem (e ainda sem todos seus poderes) Clark Kent de uma forma muito interessante, mostrando suas descobertas, seus fracassos, seus medos (ele tem medo de altura também), seus amigos, e claro, seus pais, parte importante da narrativa do homem-de-aço.
E o que mais surpreende no seriado, é a criatividade dos escritores, produtores, enfim, de todos que participam da produção de Smallville (no Brasil, Smallville - as aventuras do Superboy, em referência a o antigo personagem Superboy, que na cronologia atual da DC, não existiu), simplesmente botam pra quebrar. Jogam dezenas de referências aos quadrinhos, deliciando os fãs, e neste último capítulo, aconteceu de tudo.



(atenção, se você não quer saber o que aconteceu neste último capítulo, não leia mais)




Começa com a aparição de Kara, que é a Supergirl nos quadrinhos (e tem uma longa história por trás de seu aparecimento nos quadrinhos). A (quase) ida de Lionel Luthor para a cadeira elétrica, e enquanto rola Mozart, sem nenhuma fala, e enquanto o cabelo de Lionel é raspado (ele os usou comprido desde o começo da série ), numa vingança contra aqueles que o colocaram atrás das grades, mata Chloe (uma das principais do seriado, amiga de Clark e sua turma), envenena Lex (que sobreviverá, obviamente), e nisso tudo, Clark é capturado por Jor-El, seu pai biológico (alguém lembra do filme, como eles se comunicavam? Pois é, no seriado é igual), e no final, Clark aparece deitado numa redoma no formato do logo do Super-Homem, e com Jor-El falando: "Agora, você renascerá".
A única coisa que fiquei em dúvida, era se este é o último episódio da temporada, ou se será na próxima semana, com o desfecho desta história, já que na Warner esta em andamento a Semana do Clímax, onde todos os seriados chegam ao final de suas respectivas temporadas.

E se não me engano, Smallville caminha para seu quinto ano, e cada vez melhor, e nada se assemelha com a letra do Introitus de Mozart, já que Smallville não terá seu "descanso eterno" tão cedo.

Smallville passa às terças-feiras, às 21 horas no canal da Warner, com reprises às quartas (14h) e sábados (19h). Já no SBT, não tô sabendo que horas passa, aliás, nem sei se passa mais.


posted by RÔMULO MAFRA 14:02
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Quarta-feira, Junho 23, 2004

THE VERVE

Tava agora olhando meus arquivos de letras no computador, e achei uma maravilhosa música, que tem um dos clipes mais legais do Rock, que é Bitterswet Simphony, dos ingleses do The Verve. A letra também é bem legal, e vou colocá-la traduzida. Quer dizer, pelo menos é a tradução que tenho aqui:

A vida é uma doce e amarga sinfonia / Tentando fazer fins se encontrarem / Você é então um escravo do dinheiro em que morre / Eu levarei você somente / a um caminho a que eu fui uma vez / Você sabe o que o leva para os lugares / onde todas as / veias se encontram, sim.

Sem mudança não mudar, / eu posso mudar, eu posso mudar. / Mas eu estou aqui no meu estilo, / eu estou aqui no meu estilo / Mas sou de um dia para outro / um milhão de pessoas diferentes / Eu não posso mudar meu estilo não, não, não.

Bem, eu nunca rezei mas esta noite / eu estou de joelhos, sim, / Eu preciso ouvir alguns sons / que reconhecem a dor em mim, sim, / Eu deixarei a melodia brilhar, / deixá-la limpar minha mente, eu me sinto livre agora / Mas o céu está limpo / e não há ninguém cantando pra mim, agora

A vida é uma doce e amarga sinfonia / Tentando fazer fins se encontrarem / Tentando achar algum dinheiro, então você morre.


posted by RÔMULO MAFRA 17:25
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Terça-feira, Junho 22, 2004
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: Você já foi ao Teatro Municipal hoje? :-)

recomendaçõesDAsemana: finalmente li um livro do Marquês de Sade. Apesar de já ter lido vários contos que peguei na net, agora sim, comprei o livro Crimes de Amor & Arte de Escrever ao Gosto do Público, do escritor francês mais polêmico de todos os tempos. Porém ele tem um diferencial. Não é o Sade que todos estão acostumados a ler (alguém é acostumado a lê-lo? Eheheh), porém um Sade muito mais literário, muito mais romântico, portanto, sem o erotismo que o transformou em lenda e verbete. E seus Crimes de Amor são muito mais cruéis na alma, e não na carne, como mesmo diz-se no prefácio. Isso sem contar no Arte de escrever... que mostra toda a cultura do grande escritor que Sade foi, de uma vasta literatura que ele comenta, segui seu recado e acabei comprando A Princesa de Clèves, de Mme. La Fayette.

teclaREPEAT: Dido, com seu novo álbum, Life no Rent. Muito bom!

fraseDOmilênioDOséculoDAsemana: (( A vida é um jogo em que Deus embaralha as cartas, o diabo corta o baralho e nós temos de fazer os pontos. )) Provérbio Iugoslavo


posted by RÔMULO MAFRA 20:57
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Segunda-feira, Junho 21, 2004

il est au sujet de rien

Estou no escuro ouvindo James Horner (a beautiful mind´s suíte) e pensando em escrever alguma coisa. Escrever uma egotrip (mais uma). Talvez enrolar o leitor com alguma coisa que tenha acontecido neste final de semana (como fiz na semana passada), mas, não irei contar o que aconteceu, pois mesmo que tenha acontecido, não acho que meu leitor esteja interessado na minha vida pessoal. Talvez um ou outro, mas espero que estejas pensando "ainda bem que ele não escreverá sobre o fim de semana", e se for assim, melhor. Isso quer dizer que meus leitores ainda são pessoas inteligentes. Não que quem não goste de saber da vida dos outros seja burro, mas em algumas situações deixam a desejar, devo confessar (e parar de rimar ehehehe). Não acho que a vida das pessoas deva servir pra alimentar a curiosidade dos outros e com isso demonstro minha abominação por programas do tipo big brother, fama, programetes policialescos de fim de tarde, programas de fofocas de meio da tarde, fim de noite, revistas de fofocas, et caetera e et caetera. Até mesmo nos blogs acho que tenha muito sentido ficar falando somente dos seus acontecimentos. O interessante seria falar da sua vida, mas que houvesse uma fundamentação maior, senão só servirá para as pessoas que o conhecem saber o que aconteceu de legal com você. Aí está a única serventia de escrever "diário" em blogs, por exemplo. Claro, na minha opinião.

A música muda para Nothing Compares, da Sinead O´Connor, que tem uma letra bem intimista, como numa egotrip. Pois quem diria "Eu fui ao médico e adivinha o que ele me disse / Ele disse: 'Menina é melhor você se divertir' / Não importa o que você faça / Mas ele é um tolo / Porque nada se compara / Nada se compara a você", senão a belíssima senhorita (ela é casada?) O´Connor? E uma egotrip no melhor estilo "estou no fundo do poço, can you help me?" Hummm.. este texto (é uma egotrip, não posso fazer mais nada pra mudar esta situação) está correndo nesta direção? Espero que entendas que posso estar lhe enganando neste momento. Posso estar escrevendo como se estivesse deprimido. Poderia até não estar ouvindo estas músicas que estou falando (e toca Neko Case and Her Boyfriend com Furnace Room Lullaby), mas isso eu juro que é verdade. Também poderia ter pré-selecionado estas músicas "depressivas" para poder escrever este texto num formato também mais "depressivo", já que não tinha idéia do que poderia falar e depressão é sempre um bom motivo pra encher lingüiça. Aliás, eu poderia ter ido direto dormir, mas ainda não estou com sono à 1h42 desta segunda e não tenho que acordar cedo amanhã.

Droga, minha seqüência pré-selecionada não era tão duradoura assim, e toca a animada Lovefool do Cardigans. Vou selecionar outras músicas. Não, melhor colocar pra sortear as músicas, certo? E agora, o que escrever durante esta canção feliz? É verdade, pelo menos no meu caso, que escrevo poesias somente quando estou triste em relação a minha vida pessoal, mas (acho que) isso não se refere aos meus textos em geral. E obviamente que não vou dizer se estou escrevendo poesias pois estaria denunciando meu estado de espírito, e prefiro manter um pouco da minha privacidade. Mas como ele falar em manter a privacidade se escreve uma egotrip?, pode pensar o leitor. Bem, pra falar a verdade não tenho esta resposta. Não sei se consigo ficar tão isento assim em relação a mim. Nem sei se dá pra fazer isso. Ahá, toca agora o Arioso de Bach, na interpretação de Yo-Yo Ma & Bob Mcferrin, numa versão pra lá de deprê, e claro, muito bonita.

Respiro. Penso no que escrever a seguir (enquanto escrevo o que acabei de digitar), e penso quão boba foi esta frase. Rio. E penso que devo acabar logo com esta tortura que é escrever sobre nada (o que me lembra o mote do seriado Seinfield: um seriado - ou comédia - sobre nada), e pra terminar, o Winamp sorteia a lindíssima canção Fuzzy, do excelente Grant Lee Buffalo. Então termino com algumas de suas próprias palavras nesta canção: bring me home / to this house of many days / just lay me on the floor / hard and cool as slate / you know i love it more and more / than before I ran away / it triggers off so many hurts / hurtful words and broken plates / i´ve been lied to / now i´m fuzzy.


posted by RÔMULO MAFRA 16:02
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Sexta-feira, Junho 18, 2004

sem net...

Pois é galera, só pra avisar, estive fora do mundo on line desde quarta-feira, por isso minha falta nas respostas de emails e na atualização deste blog. Agora, vortei.


posted by RÔMULO MAFRA 17:33
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Segunda-feira, Junho 14, 2004

THE END OF THE WEEK
:-) - ou uma quase egotrip


Bem, este final de semana emendado com o feriadão foi um dos mais junkies que já tive, acho que desde o Curitiba Pop Festival do ano passado. E melhor, foi tudo aqui na região. Começou na quarta, quando finalmente conheci o Bartók, que, impressionantemente, fica bem perto da minha casa, aqui no final da rua Silva (que na verdade é a rua Heitor Liberato ehehehe), e toca uma galera muito legal, além do que, reúne um povinho gente fina. Na verdade parece que todo mundo que conheço, e curte um Blues e Rock vai pra lá. O Bartók funciona somente aos domingos e a sonzeira começa às quatro da tarde, parando às dez da noite, por causa das casas em volta. Mas o barzinho merece uma atenção maior, e tem tudo (se é que não é), o melhor bar de Itajaí atualmente. Bem, tem também o Armazén, lá na Hercílio Luz, mas é uma coisa mais calma, mais relax, vamos dizer. E no Bartók rola também umas boas Jam da galera que toca e aparece por ali. É só dar uma conversada com os caras do bar e ver se tem um espacinho pra fazer a Jam Session. Depois do Bartók, fomos para o Galpão das Artes, lá no Centro, onde a banda On the Rock´s estava fazendo seu habitual show de Blues. Acabamos às 4 da manhã numa lanchonete matando a fome da galera.

Já na sexta, rolou o show mais esperado das últimas semanas, e aqui anunciado: Souvenirs, banda do Batata, Beto e do Kenzo / Reino Fungi, de Joinville / Faichacleres, de Curitiba, uma das bandas mais alucinadas que já vi em cima de um palco (e fora também). O show aconteceu na chuvosa sexta-feira lá no Open, em Balneário Camboriú e também tava todo mundo que era pra tá lá eheheheh. Acabei conhecendo duas meninas que conhecia pela Net. A Sô de BC e a Rosana ¿Grapewine¿ de Joinville, que veio junto com a Reino Fungi. Imagino que a Sô irá mandar as fotos que tiramos lá dentro, ou quem sabe, colocar no seu blog ehehehehe. Altas fotos hein? Ahn, também tirei umas fotos malucas com a Luciana. Só apaga aquela de perfil que ficou horrível (hummm.. eu acho que ela não me lê eheheh.. mas fica aqui o registro). Ah, era pra falar do show também né? Pois é, hoje (segunda-feira, à 1 da madrugada enquanto escrevo este texto) o Batata me falou pra esquecer o show deles na sexta, que eles não conseguiram tocar nada e tal. Bem, eu sei que me diverti muito no show dos caras. A galera toda agitou (também pudera, era todo mundo conhecido ali ehehehe) e o som foi o menos importante. O que valeu foi a confraternização ehehehe.. essa foi boa hein?

O show da Reino Fungi foi bom. Tirando um chato que ficou me incomodando, foi bem legal. Os caras tocam um monte, e ainda tiraram a belíssima Milionária, da época da Jovem Guarda. Sonzaço!!! Mas ainda tenho minhas restrições com os caras, não sonoramente. É algo mais, vamos dizer, de atitude. Sim, sim... é que não curto muito o vocalista da banda. Sei lá. Parece meio estrela. E já é o segundo show dos caras que vejo, e a segunda vez que tenho a mesma impressão (não dizem que é a primeira impressão é a que fica?), portanto, é só isso que tenho pra falar no momento da Reino Fungi. Ah, e o som deles evoluiu muito desde a última vez.

Falar da Faichacleres é chover no molhado. Tirando os chavões, a banda é do caralho mesmo! Os caras são fodas em cima do palco. Como já disse em outra oportunidade, um dos melhores shows que você vai assistir, não tenha dúvidas. E não to falando isso porque o baterista foi pelado na frente do palco e tocou o resto do show pelado (até que o pessoal do Open mandou parar por este motivo, mas já estava na última música), ou porque os caras tocaram de fralda no Curitiba Pop Festival do ano passado, quando fazia uns 5 graus na Ópera de Arame, lá em Curitiba (quem conhece sabe como aquele lugar é frio, muito frio), ou porque eles fizeram o melhor show do Festival do Microfonia (minha nossa, faz quanto tempo isso?). Claro, isso tudo também conta na "nota" do show dos caras. Mas é a presença de palco, as letras sacanas e propositalmente machistas é que fazem da banda, uma das melhores de se assistir. Ok, já fiquei repetitivo. Passemos ao sábado.

Aliás, ao congelante frio. Saí de casa, às 23h, da festa de aniversário do meu pai, onde fazia 0,5 graus com o termômetro no chão, e um vento que diminuía a temperatura pra alguma coisa abaixo de zero. Em outras palavras: dia pra sair de casa e sentir toda a força da natureza em forma de frio! E foi o que fizemos. Saímos eu e o Aristeu em direção da praia do Atalaia (no mínimo, 10 km longe da nossa casa). Pegamos um Praiana e descemos no bairro Fazenda. O resto do percurso, uns 3 km, fizemos à pé. E na verdade, nem deu pra sentir muito frio. O problema foi quando chegamos lá no barzinho que fica no Molhe da praia do Atalaia. Muito vento, frio e Hardcore. Estava começando a tocar a Vehemence, e novamente deixei de assistir meu amigo Villagram, que tocou com a sua Whiskizitos. Como tava muito frio, e o som do vocal não tava chegando no local mais protegido do frio em que estávamos, vi pouco da Vehemence, a não ser quando me arrisquei lá na frente do palco. Teve algumas participações da galera do Rap, mas nesta hora estava na frente da fogueira que a galera mantinha lá na praia. Após sentir muito frio, decidimos ir para o bar Therapya, que fica ali na Beira-Rio. Ali não, pois de onde estávamos, era mais uma meia hora de caminhada. Por sorte, a Rubia (minha amiga que faz o jornal Platéia comigo e que encontramos lá) estava com o Carlos e os dois também estavam a fim de ir lá para o Therapya. O bar completava 1 ano de existência naquele dia 12 de junho e tava bem legal. Fazia um tempinho que não ia até o Therapya, e posso dizer que me agradei de voltar à este bar. Minhas restrições (novamente ehehehe) quanto ao som que os caras tocam. Não é nem o som, é a interpretação deles das músicas. Um tanto parada e que às vezes cansa um pouco. A escolha do repertório também deixa um pouco a desejar, mas só um pouco, pois da última vez que estive lá (alguns meses atrás), rolava a mesma coisa. Inclusive no som eletrônico acontece a mesma coisa, porém tem agradado mais ao público (pelo menos foi o que senti), e aos meus ouvidos também eheheh. O interessante é que o som é bem eclético (como também acontece no Open, em Balneário, mas lá parece mais como um interesse, vamos dizer, monetário), toca de tudo. De Beatles à Fat Boy Slim, passando por muito Bee Gees, Abba e outros sons dos anos 70, e nessas horas a galera levanta e agita.

E no domingo, o "point obrigatório" da galera que curte Rock e Blues. Onde? Sim, novamente no Bartók, ali perto da rótula do São João com a rua Silva. Novamente muita sonzeira, a galera toda reunida, bar (dessa vez, quase) lotado, gente sentada na rua (mesmo com o intenso frio deste domingo), enfim, festa da boa! Acabamos o domingo na casa da Rúbia assistindo ao um Woodstock (uma espécie de filme não-oficial do evento) diferente. Muito legal. Vinhozinho e palmito patrocinado pelo Kamarão (da Vehemence) e seu amigo e uma pipoquinha patrocinada pelas anfitriãs Rúbia e sua irmã Luciana. Acabei voltando à 1 da manhã pra aproveitar a carona com o André Pinheiro.

Ufa, agora fale a verdade, alguém leu este texto inteiro???? Fazia tempo que não escrevia uma egotrip assim. Acho até interessante, mas é difícil de escrever. Na verdade é difícil ter algo pra se falar, que mereça meus escritos ehehehe.. quer dizer, falando em coisas fora da esfera pessoal, pois de mim, dificilmente escrevo, como devem ter percebido meus leitores (ahn... tem alguém ainda lendo isso? ehehehe). Percebo que a região está evoluindo. Agora temos o que fazer. As bandas estão tendo cada vez mais espaço pra tocar e mostrar seu trabalho. E é assim que a cena musical cresce, aparece, e torna-se mais profissional. Porém profissional no sentido de que as pessoas podem até pensar em começar a viver de sua arte, que é a música, e com isso, outras muitas pessoas ganharão junto, isso sem contar a cultura, primeira atingida por este crescimento.

Bem, acho que por hoje já está bom. Já é quase duas da manhã e vou continuar ouvindo Pijama Show na cama, pois tá muuuuiiito frio. :-)


posted by RÔMULO MAFRA 14:19
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Sexta-feira, Junho 11, 2004

bELCHIOR

"Eu acho que a geração de hoje vive um momento diferente, já há uma facilidade que veio também da expansão das comunicações. Mas eu acho que essa geração é mais consumista do que a minha geração. Ela está ligada em outros processos sociais, os conceitos mudaram, os conceitos de felicidade, de realização social, a própria
cidadania. Há uma perda dos ideais, há um enfraquecimento da utopia, dos ideais e, sobretudo, as idéias generosas ficaram absolutamente afogadas pelo individualismo, pela situação socialmente egoísta." Fragmento da entrevista que o cantor Belchior concedeu ao André Pinheiro. Quer ler o resto? Vai lá no
blog do guri.

posted by RÔMULO MAFRA 20:27
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aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: estamos no ano das inaugurações ou é impressão minha? Se inaugura tudo, até reforma de janela, e com fogos e etc.

recomendaçõesDAsemana: O livro Vittorio, o Vampiro, da escritora Anne Rice. Recomendo, com três estrelinhas, este livro! Muito bom mesmo! É o primeiro que li da Anne, e já aviso que lerei outros que encontrar. Se alguém quiser colaborar emprestando algum, aceito de bom grado!

fraseDOmilênioDOséculoDAsemana: Descubra uma outra maneira de provar a sua masculinidade que não seja atirar em pessoas indefesas. S. Brown


posted by RÔMULO MAFRA 19:55
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CONJUGUE O VERBO

Esta semana, mais do que nunca, aprendi como é importante saber bem a língua portuguesa. Estava lendo o (ótimo) livro A Princesa de Clèves, da escritora Mme. de La Fayette, quando me deparei com este parágrafo: Pensa antes, senhora, nas pessoas com quem falaste. É mais verossímil que de ti, e não de mim, haja escapado esse segredo. Não pudeste arcar sozinha com teus sofrimentos e decerto procuraste alívio junto a uma confidente que te traiu.
- Basta! - exclamou ela. - Não tenhas a crueldade de acusar-me de uma falta que cometeste. Podes suspeitar disto? E, por ter tido a coragem de falar-te, seria eu capaz de falar a outrem?
(pág. 114).

E foi onde minhas dúvidas voltaram à tona, pois como escritor que pretendo ser, tenho que dominar este tão difícil, e não por isso menos belo - talvez isso o torne mais precioso ainda - idioma. O que me chamou a atenção foram as conjugações de verbos, e falo dos conjugados na segunda pessoa do singular. As dúvidas me açoitaram durante algumas horas, inclusive às duas da manhã estava eu mexendo em apostilas e livros de português para ver se conseguia sanar minha dúvida. Não consegui. Nenhum deles continha conjugações de verbos. Tanto que só consegui saná-las no outro dia, quando fui na Casa Aberta (livraria e sebo), onde inquirindo alguns amigos (a Roberto e o Beto), me abriram novamente as "portas da esperança" ehehehehe... e chegando em casa, fui checar um conto meu, que escrevi e se passa no começo do século XX. Usei muito esta conjugação na segunda pessoa do singular (tu), e percebi que quase todos estavam certos, talvez por sorte, mas isso me alertou para uma maior necessidade de estudar todas as conjugações de verbos, incluindo aí os sacanas irregulares, que dão muita dor de cabeça no colégio. E acho que só assim para melhorarmos nossa escrita: estudando, lendo, tirando dúvidas, não tendo vergonha de perguntar aos outros sobre nossas dúvidas e escrevendo e errando. Este é o caminho das pedras para quem quer escrever.


posted by RÔMULO MAFRA 17:08
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Quarta-feira, Junho 09, 2004

(tristes) notícias sobre o filme HELLBLAZER

"Eu li o roteiro. Eu peço desculpas aos escritores envolvidos, o quais eu tenho certeza que trabalharam duro, mas é horrivelmente terrível. É possível que as coisas sejam concertadas nas filmagens, eu sei que parece existir uma inteção em fazer isso -- mas no roteiro John Constantine é agora um homem com o (super)poder de ir para o Inferno. Enquanto seus pés ficarem imersos em um balde de água. Sério.
Eu não acho que eles morreriam se não colocassem 'adaptado das palavras de Jamie Delano e Garth Ennis' na sobrecapa do roteiro, tampouco, desde que é uma mistura frankensteniana e tricotada das fases deles no título." - Warren Ellis.

Não sabe o que é Hellblazer? Não sabe quem é John Constantine??? Entre
aqui

posted by RÔMULO MAFRA 22:00
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COISAS PRA SE FAZER NA REGIÃO QUANDO SE ESTÁ VIVO


HOJE
Show no Galpão das Artes, com a banda On The Rocks.
A partir das 23h. O preço, se continuar como era antes, fica em R$ 3,00


QUINTA
Mocotó + Camiseta + Música + Sopa de Siri
QUINTA-FEIRA (10) JUNHO - 20HORAS
GALPÃO DAS ARTES
INGRESSO R$ 7,00
PROMOÇÃO: Revista Sopa de Siri


SEXTA
DIA 11 DE JUNHO!!!!!!
SHOW EM BALNEÁRIO!!!!!!!!
IMPERDÍVEL!!!!!!!

FAICHECLERES - CTBA
REINO FUNGI - JVLLE
SOUVENIRS - BC

OPEN BAR
AV. ATLÂNTICA, Nº 1814 - 1ª ANDAR
BALNEÁRIO CAMBORIÚ
INFORMAÇÕES: 47 999552449



posted by RÔMULO MAFRA 17:40
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Sexta-feira, Junho 04, 2004

VINTÃO

20.000 VISITANTES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: e a neve, não vai aparecer? :-)

recomendaçõesDAsemana: O livro do escritor italiano Ítalo Calvino, As Cidades Invisíveis. Bem, vamos dizer, não é um livro tão bom assim, portanto não recomendaria para que levasse ele para uma ilha deserta ehehehehe... mas tem suas qualidades, principalmente na escrita. Já a história, deixa a desejar, com algumas passagens interessantes, principalmente quando Marco Pólo (calma, o livro é ficção) conversa com o imperador. A outra parte do livro é o viajante contando sobre as cidades (que não existem) que viu durante suas expedições.

fraseDOmilênioDOséculoDAsemana: - Perdoe-me - o outro respondeu -, sou um pastor em transumância. Às vezes ocorre de eu e as cabras atravessarmos cidades, mas não sabemos distingui-las. Pergunte-me o nome dos pastos: conheço todos, o Prado entre as Rochas, o Declive Verde, a Grama à Sombra. Para mim as cidades não têm nome: são lugares sem folhas que separam um pasto do outro e onde as cabras se assustam nas encruzilhadas e debandam. Eu e o cachorro corremos para manter o rebanho unido. do livro As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino

CORAÇÃO SOLIDÁRIO
Ação solidária da Associação GAP (Grupo de Artistas Plásticos de BC), em prol da Casa da Criança.

De 07 a 13 de junho de 2004, das 10 às 22 horas, diariamente, os artistas plásticos do GAP estarão expondo suas obras na Praça de Eventos, Piso Térreo do Atlantico Shopping (Av. Brasil - Centro - Balneário Camboriú-SC), com renda total destinada à Casa da Criança.

A exposição é composta por 30 obras que revelam o coração sob o olhar individual de cada artista plástico. As técnicas são diversas, entre elas, óleo, acrílica, textura, argila, todas sobre painéis de 40 x 40 cm. Cada obra estará à venda pelo preço de R$ 100,00, valor que será repassado integralmente à Casa da Criança.

A exposição, que antecede o dia dos namorados, mostra a arte como uma grande propulsora do amor. Amor-fraterno; amor-paixão; amor-amigo; amor-solidário.

Nessa mesma oportunidade, a psicoterapeuta, psicóloga e escritora, Glória Eagle's, do Rio de Janeiro, lança seu livro "Nos caminhos da liberdade" e realiza consultas gratuitas no Atlantico Shopping!!!

Participe dessa campanha! Dê um coração de presente!
Você estará deixando um coração feliz e ajudando outros tantos corações!

CONTATOS:
Marketing Casa da Criança: darykumakola@yahoo.com.br (47) 9991-9849
GAP: fabiloos@terra.com.br (47) 9989-2913
Atlantico Shopping: mkt@atlanticoshopping.com.br (47) 367-6464
www.artgap.com.br



posted by RÔMULO MAFRA 19:14
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Quinta-feira, Junho 03, 2004

momentos surreais....

Nossa!!! Que imagem surreal! A lua cheia entre as nuvens, nascendo, enquanto a chuva cai inclemente aqui em Itajaí. Surreal e belíssima... parece um daqueles quadros que tem na casa dos nossos avós. :-)

Tudo bem que não tenho zoom e tal, mas aquela luzinha no meio, é a Lua... e chuva, bem, agora ela já diminuiu, mas tá lá ainda, porém, não aparece na foto...


e uma fotinho do fotógrafo eheheheheh.. fazia tempo que não postava fotos minhas aqui... bem, esta é de agora... :-)
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posted by RÔMULO MAFRA 19:08
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Terça-feira, Junho 01, 2004

QUATRO ANOS ONLINE

Foi estranho como tudo começou. Digo, como comecei a escrever minha coluna na Internet, pois hoje, 1º de junho completo quatro anos escrevendo semanalmente, com pouquíssimas "faltas" (lembro de umas quatro vezes que deixei de fazer a coluna). Ah, como começou, né?

Bem, eu estava já pensando em escrever uma coluna. Não sabia pra onde, nem pra quem. Só sabia que queria escrever em algum lugar. E já tinha até o começo da coluna na cabeça. Então, estava na frente do
IMCARTI, esperando o ensaio do coro começar, quando passa a Rosângela, que tinha trabalhado comigo no Diário do Litoral (e depois fui trabalhar com ela novamente no Diário da Cidade), e para o carro no meio da rua, me chamando. Fui lá ver o que ela queria, e ficamos batendo um longo papo, ali mesmo, o carro nem estacionado estava, sobre o novo trabalho dela, num sítio que estava sendo criado, um portal, o QuerSaber?, que já não existe mais. Daí partiu o convite dela pra eu escrever uma coluna, e isso devia ser uns quinze dias antes de "inaugurarem" o QuerSaber?. Claro que aceitei na hora! E naquele dia, escrevi mentalmente a coluna, e se não me engano, ao chegar no trabalho, escrevi a coluna e enviei para o endereço especificado por ela. Ainda tenho o arquivo original. Estava olhando ela agora: Criado numa quarta-feira, 17 de maio de 2000, às 13h49. Devo ter chego mais cedo na gráfica onde trabalhava pra ter digitado. Só não me lembro se a escrevi no papel primeiro. E olha só, tava dando uma xeretada a mais nas "propriedades" do arquivo, e vi que tinha uma modificação no dia 22 de setembro, provavelmente para a 1ª edição do MãonosCórnOnLine, pois usei o mesmo texto para a primeira edição do nosso Mail Zine, que saiu no dia 25 de setembro de 2004. E abrindo o arquivo, ainda tem até um recadinho que foi junto pra Rosângela ehehehehe. A coluna levava o título de Fanzine, e como eu acho que já publiquei aqui o texto da primeira coluna, vou deixar somente o primeiro parágrafo, a título de curiosidade ehehehehe.
Ah, e parabéns pra mim!!!! :-)

FANZINE
Tudo ao mesmo tempo. Esse parece ser o atual lema da internet, e dos internautas que nela navegam diariamente pelo mundo. Várias páginas abertas, com os mais diversos temas. Não vou entrar aqui na parte psicológica da Net, se faz bem ou não, ou se adianta tanta informação ao mesmo tempo. O que quero levar a você agora, é que nesta coluna, também vou falar dos mais diversos assuntos, sempre na medida do possível, ligados a cultura alternativa - ou não, mas em "doses" normais, para que o leitor possa compreender a mensagem que estou tentando passar.

Bem, voltando à hoje, estava olhando outras colunas da época, e achei agora o primeiro e-mail que a (agora) minha amiga, Fabiana Langaro Loos mandou e que foi publicada na minha coluna em meados de agosto. Foi numa enquete que realizei na coluna, perguntando qual a banda que tinha mudado a sua vida. Hoje a Fabi é colunista do jornal Platéia, editado por mim e pela jornalista Rubia Cristina. Ah, nesta mesma coluna, tinha um e-mail sobre o mesmo assunto, do meu amigo Kenzo Miura, que depois, junto comigo e com o Flavio Roberto, criou o programa Microfonia, quase dois anos atrás. Também quero lembrar que o André Pinheiro (colunista e membro-fundador do MãonosCórOnLine), também foi o primeiro a contribuir com um texto seu para minha coluna. Ele fez uma matéria sobre um encontro Punk, que agora não me recordo onde foi, pois também não achei o arquivo original, mas lembro que ficou muito legal, inclusive ele tinha até fotos do evento. Ali estava, talvez, o prenúncio do MãonosCórnOnLine, já que hoje em dia, basicamente, somente eu e ele é que escrevemos no Zine. Os outros colunistas tiraram férias, longas férias, se é que ainda são colunistas!

Bem, agora encerro com uma poesia publicada numa destas minhas colunas primordiais, e que nem lembrava dela (e que fiz duas correções de última hora ehehehe).

CÍRCULO
Hoje eu voltei lá
Lá onde você pensou
Lá onde você sonhou
Lá onde você descansou
Amanhã eu voltarei pra lá
e irei encontrar todos os meus amigos
todos que me fizeram bem algum dia
Penso em sair algumas vezes
também penso em escrever linhas
que não façam sentido no texto
Estamos gritando só aos ventos?
Então, alguém um dia irá escutar,
pois sempre existirão aqueles que ouvem
o que a natureza tem pra nos dizer
Vou voltar ao começo
Lá onde você me amou
Lá onde nós sonhamos
Lá onde nós descansamos
mas sei que não vai ser amanhã

Mais curiosidades sobre o 1º de junho na história

Em 1938, o Super-Homem, herói dos quadrinhos, foi lançado. A criação é do escritor Jerome Siegel e do desenhista Joseph Shuster.

Em 1967, foi lançado mudialmente o álbum dos Beatles, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band.

Em 1986, antes da estréia da seleção brasileira contra a Espanha, na Copa do México, a organização trocou o Hino Nacional pelo Hino à Bandeira.

posted by RÔMULO MAFRA 18:14
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