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O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.
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Segunda-feira, Agosto 30, 2004
Melhor um blog que tenha um candidato...
... do que um candidato que tenha um blog.
Bem, esta frase é uma brincadeira, que diz algo desta minha nova "campanha", que, com outras palavras, queria dizer isto: "melhor um veículo de comunicação ter um candidato, do que um candidato ter um veículo de comunicação", certo? Sim, caros leitores, é isso mesmo que penso. Eu apóio o candidato do PT Volnei Morastoni. Eu voto no PT. Votei no Lula. Votei no Fritsch pra governador. Votei no Luis Henrique (que é do PMDB, mas era preferível ele, do que o Amin novamente) para governador no 2º turno. E tenho essa posição bem clara para todos que me lêem. Acho que ninguém aqui pensa que sou "imparcial" neste ponto, certo? Espero que ninguém pense também, que sou enrustido, como tentaram espalhar lá no jornal onde trabalho (Diário da Cidade). E esta informação veio do comitê de campanha, diretamente do assessor de imprensa da campanha do candidato Macagnan, que é apoiado pelo atual prefeito, Jandir Bellini. Tudo bem que talvez ele tenha falado em tom de brincadeira, mas mesmo assim, uma brincadeira perigosa, pois se lá no Diário da Cidade, ninguém soubesse da minha posição política (e todos sabem), poderia ficar numa posição incômoda.
Bem, de qualquer modo, isso me lembrou de colocar este "apoio" meu, bem visível aqui no blogo, pra que ninguém espere muita "isenção política" deste que vos escreve. Eu apóio sim o Volnei Morastoni. Vou votar nele. Estou trabalhando no comitê da campanha (como arte-finalista). Quem quiser me procurar pela manhã, e à tarde, até às 15h, estou aqui na rua Tijucas, 513. Basta me procurar, pois não estou me escondendo de ninguém.
posted by RÔMULO MAFRA 11:18
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Quinta-feira, Agosto 26, 2004
hello mr. sandman! i´m here, wait him!
:-)
Putz... como tô cansado... tenho que parar de dormir às 2h da manhã todos os dias.. e não é só por dormir a essa hora, é ficar o tempo todo restante, senão na frente da computador, na frente de uma TV (o que é raro), ou então lendo. Estou me acabando. Tô trabalhando em três turnos e fazendo hora extra eheheheh... meus olhos começam a falhar, e não param mais de arder. Espero que não dure até o fim das eleições (que é até quando trabalho no comitê da coligação Todos por Itajaí)... é quase todo dia, trabalhar até 22h/23h, chegar em casa e trabalhar mais, ou então ler/escrever... só que ler é vício.. foda de parar... mas vou tentar (porém, não esta noite, tenho uns novos Sandmans pra ler ehehehehe)... Bem, é isso.. boa noite e não posso esquecer de mencionar o Brasil nas olimPIADAS hein? Cada fiasco eheehehehe...
Sandman
Areia nos olhos:
Ele está perto.
Os olhos pesam
e o pescoço não agüenta.
Todo o mundo torna-se
realidade intangível,
totalmente virtual,
parecendo...
Real!
Mas Ele não parece:
seu toque causa blecaute momentâneo,
instantâneo.
Até que o carro de Apolo passe,
o corpo fica a sua mercê
em outro reino,
cheio de areia,
pesado,
indefeso!
E amanhã
Ele virá outra vez,
até o fim dos dias.
não sei de quem é este poema, mas tirei DAQUI
posted by RÔMULO MAFRA 19:45
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Terça-feira, Agosto 24, 2004
Mais um super-hiper-mega-gigante artigo de Lollomafra!!!
CULHÃO
- Você precisa ter um
Sim, leitor. Penso que todos deveriam ter culhão na vida. E culhão no sentido chulo da palavra mesmo! Eu tenho culhão! Eu tenho coragem. Não fico me escondendo atrás de textos escorregadios, que não atacam ninguém, e mesmo assim ferem pessoas. Quer dizer, não ferem porque não são lidos. Poucos são os corajosos, e alguns deles estão na imprensa, que tem por obrigação ler tudo. Mas mesmo assim, estes tais textos, possuem a intenção de atacar, sem muita chance para defesa, pois como disse, não usam nomes. Usam somente o sujeito oculto, e acabam eles, os que escrevem, se ocultando por trás de sua falta de coragem. Falta de culhões. E pra ser abusado, digo, eu tenho culhão. Se quiserem, eu empresto para vocês. Ah, e sei de mais alguns jornalistas que também têm culhões. Falo com eles, caso vocês se interessem em sair desse mundinho inútil dos medrosos. Mas calma, eu já vou dizer pra vocês de quem estou falando, pois senão, seria mais um "cagão" a escrever, e minha consciência não deixaria tal atitude, graças aos deuses.
Na verdade, para analisar estes colunistas teríamos que fazer o jogo dos sete erros. Tudo bem, o nome deles, certo? Antônio Carlos e Joaquim Lacerda (sim, são duas pessoas escrevendo uma coluna... como eles conseguem?, não me pergunte), e atualmente escrevem no jornal Tribuna Itajaiense, um jornal em formatinho, que sai todas as sextas-feiras, mas que conta com um time de colunistas de tirar o chapéu (para vomitar dentro), mas isso é para outra dia. O assunto agora são os "colunistas". A dupla que escreve em um.
Só que nem com "sete erros" poderíamos analisar estas grandes cabeças pensantes do nosso jornalismo político. E é claro, não falo somente de erros de português. Erros primários, que até mesmo meu irmão de doze anos não cometeria. Mas os dois juntos, conseguem tal proeza. E proeza maior é eles serem publicados, penso eu com meus botões de colunista.
Vamos começar do começo: primeiro tópico da coluna, onde eles reclamam dos vereadores, que aparecem no horário político falando textos mal decorados. E que isso é culpa dos "marqueteiros" dos candidatos. Eles terminam o tópico dizendo que "ao invés de ajuda-lo, o expõe ao ridículo junto aos eleitores." Tudo bem, o ajudá-lo sem acento faremos de conta que não vimos, certo? O pior é a premissa do texto. Sinceramente, eles nunca devem ter trabalhado em uma campanha eleitoral. Quem disse que o "marqueteiro" tem que ser responsável por cada um dos 80 e poucos candidatos à vereança? De onde eles tiraram esta idéia? Tudo bem, pode-se ajudar, mas daí a querer que cada um tenha um tratamento privilegiado, é demais! Não dá, meus filhos. Pensem um pouco e não saiam por aí falando besteiras, e preenchendo a coluna de vocês com qualquer coisa. Não é assim que a carroça anda.
O segundo tópico da coluna, fala sobre uma homenagem que Jandir Bellini, prefeito de Itajaí, receberá. Com cara de "release", mas tudo bem.
O terceiro tópico, também nada que mereça destaque (talvez, também, a impressionante falta de erros de português).
Já no quarto tópico, vem a tempestade. Os olhos marejam de tanta mediocridade escrita e a mente fica sombreada com a falta de caráter dos colunistas. Sim, caráter, pois os mesmos participaram de uma reunião do Clube da Imprensa, onde votaram contra a "agressão entre os jornalistas" durante a campanha. Eu vi, estava lá. Eles votaram. Eu não. Porém, o falar de outrem, sem citá-lo, isso também é grave. É medo. Para ser repetitivo, falta de culhão para criticar alguém que se ache merecedor de sua crítica, e que posso rebatê-las. Mas nem disso eles são capazes. Preferem a opção dos covardes, mas acho que isso já ficou claro. E por que estou falando disso? Cito aqui uma parte deste tópico: "Ter péssimos assessores por compromissos políticos, até aí, tudo bem!" Porém, seria interessante citar o resto do tópico, certo? Então lá vai: "Mais (sic) esquecer do aniversário de um de seus grandes defensores e articuladores junto a (sic) imprensa é simplesmente imperdoável. Não ir há (sic) festa faz parte, mas esquece de dar um telefonema, é de mais (sic)! São atitudes como esta que fazem a diferença." Veja só, agora desvendando o texto (sim, sem comentários quanto aos erros de português, já que, como disse, são dois escrevendo a coluna). Eles estão se referindo a um possível grande defensor do Volnei Morastoni, candidato a prefeito de Itajaí. E este grande defensor, é o professor Magru Floriano. Bem, pelo que tenho lido dele na imprensa, não vejo nenhuma defesa do mesmo para com o Volnei. Mesmo quando a imprensa o ataca, não leio nenhuma linha do Magru nesta "defesa". Outra coisa, "grande articulador" onde? Que eu saiba, o Magru articulou sua entrada no PT, mas não conseguiu, ou não quis, entretanto não entrarei no mérito desta questão. Aliás, me considero muito mais defensor do Volnei do que o Magru, e nem por isso reclamei da não ida de Morastoni no meu aniversário. Também não reclamei da não ida de Macagnan. Oras, quem não foi no meu aniversário perdeu uma boa festa, isso posso dizer. E só!
Mas falando sério, como este pessoal gosta de achar coisas para criticar! Critica-se por tudo. Por qualquer imbecilidade que por suas mentes passem, eles acham que devem criticar, pois têm que "atingir" a oposição. Só que tentam do jeito mais infantil. Pelo lado mais estúpido. Mas é sempre assim que os pequenos tentam galgar sua subida. Atirando para todos os lados. E atirando sem achar que os outros vão se defender, pois usam de ardis para chegar ao seu intento.
Certo, acho que já falei demais sobre o assunto. Também penso que o leitor não é burro, e não preciso mais falar da incompetência destes dois "colunistas" que ocupam espaço que deveriam estar sendo usado por pessoas de real competência. Jornalistas. Pessoas com o mínimo de ética. E que tenham assunto, não só ficar achincalhando pessoas por desavenças pessoais e políticas.
posted by RÔMULO MAFRA 14:31
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Segunda-feira, Agosto 23, 2004
sobre o conselho federal de jornalismo
Jogo dos sete erros
Rogério Christofoletti (*)
A polêmica sobre a criação do Conselho Federal de Jornalismo (e suas extensões regionais) tem mostrado o quanto há de desinformação e deformação na área. Tem muita gente que sequer leu o anteprojeto de lei (disponível no site da Fenaj: http://www.fenaj.org.br) e já começou a disparar seu rancor e ódio por todo lado. Há os que até se preocuparam em conhecer a proposta, mas movidos pelos interesses próprios, receios incontidos, miopia política ou auto-suficiência ética descartaram qualquer bom senso e espírito coletivo, derramando uma espessa lava de críticas.
Para que tudo fique às claras, devo de antemão me manifestar a favor da proposta. Sou a favor dos conselhos de jornalismo tanto como profissional da área, quanto como professor e dirigente sindical. Feito o esclarecimento, quero demonstrar que a condução do assunto vem se revelando mais como um jogo dos sete erros do que uma cobertura jornalística.
Erro nº 1 - O projeto é uma proposta do governo Lula
O anteprojeto de lei surgiu na própria categoria, com discussões ocorridas nos congressos brasileiros realizados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Sua redação final foi concluída em setembro de 2002 e só neste ano, foi entregue ao governo. Por quê? Porque é atribuição direta do Poder Executivo mandar para o Congresso Nacional projetos de lei que criem autarquias. Embora o anteprojeto seja de uma categoria profissional, criar esse órgão de auto-regulamentação é papel da presidência da República.
Erro nº 2 - O projeto é recente, apressado, sigiloso e oportunista
Há pelo menos vinte anos se discute o assunto. E a proposta de criação dos conselhos de jornalismo só foi pra frente mesmo quando a categoria percebeu que essa seria a única forma de auto-regular a profissão. Durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, o Congresso Nacional aprovou uma lei que transferia do Ministério do Trabalho para a Fenaj a prerrogativa de conceder registros profissionais de jornalistas. O projeto passou por todas as instâncias da Câmara e do Senado e foi para a sanção presidencial. Chegando à mesa do Executivo, o projeto recebeu veto a pedido do então ministro da área, Francisco Dorneles, visivelmente preocupado com a perda de poder sobre os profissionais da imprensa. Logo após o episódio, o Congresso Brasileiro de Jornalistas decidiu que a saída era a criação de um órgão que absorvesse as atribuições pretendidas e a idéia dos conselhos de jornalismo deslanchou, sendo debatida pela categoria em pelo menos dois congressos nacionais. Portanto, a proposta não é recente, já foi suficientemente debatida e não se trata de matéria oportunista.
Considerar que o processo de sua elaboração foi sigiloso é uma miopia estúpida. Além dos debates nos congressos brasileiros de jornalistas, o projeto foi amplamente divulgado. Durante meses, a Fenaj manteve em sua página na internet cópias da proposta para que a sociedade conhecesse o teor do documento. Não bastasse isso, no último dia 7 de abril, Dia do Jornalista, dezenas de representantes dos jornalistas reuniram-se com o presidente da república para a entrega oficial do projeto. A mídia toda soube do episódio, desprezou o motivo principal da audiência e preferiu noticiar que o ministro Gushiken pedira para a imprensa falar também das coisas boas do governo. O anteprojeto dos conselhos, portanto, era fato sabido pelos jornalistas e pelos meios de comunicação: não há segredo nenhum, portanto.
Erro nº 3 - O projeto é uma proposta da minoria
Desde o 30º Congresso Brasileiro dos Jornalistas que aconteceu em Manaus em 2002, já há uma manifestação clara e pública da Fenaj e dos 31 sindicatos que lhe dão sustentação sobre o projeto dos conselhos. O que significa dizer que a maior parte dos jornalistas brasileiros está consciente da proposta e que concorda com ela. Todos os sindicatos participaram dos debates e ajudaram a redigir o anteprojeto. Isto é, os jornalistas articulados e politicamente organizados conhecem a proposta, concordam com ela e a defendem. O projeto é uma idéia da categoria e não de um grupo menor. Para se ter uma idéia, a Fenaj representa cerca de 30 mil profissionais em todo o país.
Erro nº 4 - O projeto é uma reação à "onda de denuncismo"
O envio do projeto de criação dos conselhos ao Congresso Nacional foi anunciado durante o congresso dos jornalistas na Paraíba, no começo deste mês. Na mesma época, pululavam na imprensa denúncias contra os presidentes dos bancos Central e do Brasil, fato que motivou o ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, a reagir em defesa dos companheiros atacando a mídia. São dois episódios distintos, separados, mas contemporâneos. Setores conservadores e mal-intencionados da mídia querem fazer crer que eles seguem a mesma lógica. Mas não. A manifestação do ministro da Justiça foi infeliz, a exemplo de outras já dadas. Os conselhos são tema de debates há anos e não servem a uma teoria conspiratória de retaliação do governo.
Erro nº 5 - O projeto é uma forma de censura ou cerceamento
Os conselhos serão órgãos de auto-regulamentação da profissão. Serão ocupados por jornalistas e não pelo governo. Vão trabalhar pelo pluralismo e pela liberdade de imprensa, pela qualidade dos profissionais e pela sua boa formação: basta ler o anteprojeto. Os conselhos não serão órgãos censores, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil não impede o desenvolvimento da justiça. Não dá para confundir as coisas: exercício profissional é uma coisa, liberdade de expressão é outra. Os conselhos vão se ocupar do campo profissional e não do cerceamento das formas de expressão. A mesma confusão vigora na discussão sobre o diploma de Jornalismo: ao desobrigar a formação superior na área, quer-se assegurar a liberdade de expressão. Ora, o que tem uma coisa a ver com outra?
Os conselhos serão instrumentos da sociedade para acompanhar a qualidade dos produtos jornalísticos e a conduta dos profissionais. Assim como temos os conselhos de enfermagem, de engenharia e de medicina, por exemplo. Eles regulam o mercado, observam o campo de atuação daqueles trabalhadores.
Erro nº 6 - O projeto é redundante, pois a Lei de Imprensa já basta
Dizem que a imprensa é o quarto poder e, por isso, deve vigiar os demais poderes. Concordo com a atribuição, é preciso fiscalizar os demais centros de poder. Mas quem fiscaliza os fiscais? Eles não precisam disso? Estão acima do bem e do mal? Pois os conselhos de jornalismo podem atuar nessa sintonia, zelando pela profissão, disciplinando o exercício e servindo à sociedade como uma instância de equilíbrio e sensibilidade.
Eugênio Bucci, em seu Sobre ética e imprensa, já havia diagnosticado: em geral, o jornalista sofre de síndrome de auto-suficiência ética. Isto é, ele pensa se bastar eticamente, não discute suas condutas e sequer tolera que alguém o faça. Quando avançam sobre esse terreno, o jornalista logo levanta a voz e denuncia estar sendo censurado ou cerceado em sua liberdade. Pois é o comportamento que vem se evidenciando ultimamente. (Isso aconteceu com os semi-deuses da Justiça que se arrepiaram ao ouvir a proposta de controle externo do Judiciário)
Diante da proposta dos conselhos, muitos apontam para a Lei nº 5250/67, a Lei de Imprensa, dizendo ser ela suficiente para dar conta de possíveis abusos dos meios de comunicação. Cinismo. Até bem pouco tempo atrás, esses mesmos defendiam que a lei era desnecessária, já que o próprio Código Penal previa as penalidades para os crimes de imprensa. Na verdade, o que se quer é terreno livre, nenhuma obstrução para fazer o que bem se quiser. A Lei de Imprensa prevê penas indenizatórias e até mesmo detenção de jornalistas, embora eu mesmo não conheça um único caso em que isso se deu. E mesmo quando condenado em processo, o jornalista fica livre para reincidir. Com os conselhos de jornalismo, devem ser avaliadas questões éticas e não legais, e as sanções podem chegar à cassação dos registros profissionais.
Jornalistas não estão acima dos demais cidadãos; eles precisam também de limites, de mecanismos de controle social de suas atividades. Isso não é censura, é permitir que o público - nosso real foco - acompanhe efetivamente o nosso trabalho. Se jornalismo é prestação de serviço público, não é demais se submeter ao crivo do público.
Erro nº 7 - O mercado pode ocupar o lugar dos conselhos
A voz do mercado tem o timbre dos proprietários dos meios de comunicação. No Brasil, há concentração dos meios em poucas mãos, há propriedade cruzada, há coronelismo eletrônico, há desmandos e precariedades no interior do país. Quem deve regular o campo profissional são os próprios jornalistas. Os conselhos podem servir a esse propósito: reunir os profissionais para que estes zelem pela qualidade e pelas condições dos jornalistas em seus campos de trabalho.
Deixar que o mercado faça uma triagem, uma separação darwinista dos melhores é acreditar que o empresariado tenha consciência plena e domínio da qualidade no ramo; é acreditar que os empresários sejam proprietários também do jornalismo; é acreditar que os jornalistas não sejam capazes de se organizarem e se auto-regularem; é crer que a sociedade se permita ser refém do poder econômico sobre todas as forças. Inclusive sua consciência.
(*) Jornalista, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Professor da Univali e doutor em Ciências da Comunicação pela USP. E-mail: rogério.christofoletti@uol.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 09:49
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correio caros amigos
A morte do duplo
por Cláudio Júlio Tognolli
Está recorrente nas mais variegadas formas de expressão, da pintura à literatura, passando pela própria essência da psicanálise (ela mesma uma forma de expressão que se propõe interpetar expressões mil) e chega até na música, na física, na política: estaríamos vivendo uma atávica era de decadência e caos.
Nada de novo no front: afinal, lia-se nos vedas, há muitíssimos anos, que estaríamos prestes a entrar na Kali Yuga, ou Idade do Ferro, a mais triste das épocas, em que "o forte, o esperto, o atrevido e o negligente" governariam a todos.
Vamos bulindo com o tempo, saltamos alguns anos, chegamos aos anos 70 quando John Kenneth Galbraith começa com suas lamúrias em seu "A crise da demoracia norte-americana". E agora, santo deus: chegamos no maior paroxismo de todos. Um bufão, que seria barrado por qualquer ombudsman, posa de jornalista, mesmo que ao custo de editar fatos como se lhe dê na veneta, e vira a bola da vez. Trata-se de Michael Moore, o cineasta parlapatão.
Sua retórica está cheia de uma história contada mil vezes. Que, em vedade, já havia enchido o saco de muita gente no mundo cult, nos anos 80, quando Paul Kennedy, exatamente em 1987, vinha com o lero-lero da iminente queda dos EUA devido ao que chamava "hiperexpansão imperial".
Ok, dirão, Michael Moore é o fiel da balança. Mas não passa de um duplo. A vitória dos democratas matará Michael Moore. Da mesma forma que o fim da censura e a morte dos milicos no poder mataram Chico Buarque e suas metáforas ladinas, enviesadas.
O duplo foi lançado em 1796 por Jean-Paul Richter, sob a designação alemã de doppelganger, que pode ser traduzido como "aquele que tenho de lado" ou ainda "companheiro de estrada". Virou moda, em literatura: mas já estava no Plauto de Os menecmas (206 A.C.), no Shakespeare de Comédia de erros (1592), e veio para o Retrato de Dorian Gray, de Wilde (1891), e para o conto O outro, de Jorge Luís Borges (1975).
Bem, esperemos que os democratas vençam nos EUA. Mesmo que isso represente (e representará) a morte técnica de Michael Moore. Esse é o preço do "duplo" e das metáforas de que nosso mundo está por acabar, a qualquer momento: a vida prossegue, insistente. Ainda bem.
Cláudio Júlio Tognolli é jornalista.
posted by RÔMULO MAFRA 09:18
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Quinta-feira, Agosto 19, 2004
o show de horrores da propaganda política em Itajaí
O show de horrores começou. E começou do pior jeito (e tem jeito de um show de horrores começar de outro jeito?). Já no primeiro dia de aparições dos candidatos a prefeitura de Itajaí, o candidato da situação, João Macagnan, em vez de mostrar a que virá, caso eleito, preferiu atacar seu principal adversário, Volnei Morastoni. E os ataques foram beirando o ridículo, como sempre são ataques políticos. Pelo menos na maioria das vezes. Foram três pontos atacados pela coligação A Força da União por Mais Amor à Itajaí (ô nomezinho hein?): no primeiro, falava da crise financeira do Brasil, começada a partir da posse do presidente Lula. Sim, eles tiveram a audácia de falar isso. Quer dizer, o Brasil vivia numa maravilha até então. O governo do FHC colocou o Brasil no 1º mundo, e agora com o Lula, voltamos ao falido 3º mundo; o segundo ponto colocado, foi de que a segurança de Itajaí está uma bosta. E isto é culpa de quem? Do governador Luis Henrique, é claro! Já que antes, quando SC era governada pelo Amin, tudo era mil maravilhas. Os policiais saiam pelo ladrão (humm.. interessante não ehehe), e Itajaí não tinha violência. É tudo culpa do Luis Henrique! Ora bolas, quem foi quem elegeu esse cara, que tirou os policiais de Itajaí?? ehehehe.. E ainda tem gente que achou legal o que a situação colocou. Eu achei ridículo. O único ponto em que eles bateram, e foram menos infelizes, foi quando disseram que Volnei era contra a municipalização do Porto de Itajaí. Bem, eu também era contra. Metade da cidade era contra. E até hoje não tenho certeza de que isso foi bom para a cidade. Sei que foi bom para o bolso de algumas pessoas. Mas não posso entrar muito nesta seara, pois estou um tanto por fora do assunto.
Mas é isso. Agora resta saber se a oposição vai contra-atacar (coisa que não é difícil, visto que os pontos atacados pela situação, são um tanto ridículas), ou se continuarão mostrando seu plano de governo. Eu penso que, um contra-ataque com elegância é bem-vindo. E não será difícil, como já disse, fazê-lo, tamanha é a fraqueza dos argumentos citados. Só nos resta esperar pelos próximos dias, que prometem ser quentes aqui em Itajaí.
posted by RÔMULO MAFRA 19:42
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Terça-feira, Agosto 17, 2004
capitalismo na cabeça...
:-)
Pois é.. bota inadimplência neste blog... sei que estou em falta com meus leitores.. aliás.. tenho leitores ainda, né? Mas tava brincando, pois não devo nada a ninguém.. quem entra aqui sabe que pode encontrar algum texto, como nada... bem, se não sabe, deveria saber ehehe.. mas eu gosto de escrever, é sério.. mas meu computador, que estava problemático, fora enviado novamente para o "hospital" dos computadores, e só voltou antes de ontem. E agora é trabalho sobre trabalho. Acho que já falei isso, mas vai novamente um resuminho do que estão sendo estes últimos dias: trabalho no comitê da coligação Todos por Itajaí das 9h ao 12h e da 13h30 às 15h. Depois vou para o Diário da Cidade, onde pego das 16h (ou 16h30, depende do dia) atééé acabar o jornal, coisa que pode acontecer lá pelas 21h, como pode ir até meia-noite. Depois é chegar em casa e diagramar o Platéia (que tenho que acabar hoje). Amanhã tenho que começar o jornal de uma candidata a vereador. Isso que na semana que se passou, estava diagramando um jornal da Univali na casa do meu amigão Carlos. Saía do jornal e ia para a casa dele diagramar. Quer dizer, tô na correria! Bem meu amigo, é isso que dá viver num mundo capitalista ehehehehe.
posted by RÔMULO MAFRA 19:15
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Festival Nacional de Hardcore em Itajaí neste sábado
Oito bandas de hardcore, de cinco Estados diferentes do Brasil, invadem Itajaí neste sábado (21/08) no "Festival EmoCore aGosto". A maratona de shows acontece no Galpão das Artes - em frente ao Píer Turístico, no centro da cidade ¿ a partir das 15 horas. Os ingressos antecipados estão à venda pelo preço de 15 reais na loja Weber (Itajaí) e Porão do Som (Balneário Camboriú). No dia do evento os ingressos custarão 20 reais.
Participam do festival as bandas: Display (SC), Swallow The Waffle (SC), Bad Car Crash (PR), For Fun (RJ), Pull Down (RS), A-OK (PR), Fresno (RS) e Dance of Days (SP).
Entre os destaques do evento está a banda Dance of Days, de São Paulo. O grupo está há oito anos na estrada e acumula quatro discos lançados e muitos shows realizados por todo o país. Outra banda esperada pelo público é a Swallow The Waffle (Balneário Camboriú). O quinteto acaba de lançar seu primeiro disco oficial "You´re Pissing me Off" e promete um show energético, para não deixar ninguém parado.
De acordo com Raphael Luz, da organização do "EmoCore aGosto", Itajaí é carente de festivais direcionados ao público que gosta de hardcore. "Os bons shows deste gênero musical aqui na região são realizados somente em Balneário Camboriú. Em Itajaí, é a primeira vez que acontece um festival com essas proporções", destaca Luz, ressaltando o caráter inédito da iniciativa. Ele garante que a idéia é colocar Itajaí no roteiro dos grandes festivais nacionais do estilo a partir desta primeira edição.
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O Quê: "Festival EmoCore aGosto"
Quem: Bandas Display (SC), Swallow The Waffle (SC), Bad Car Crash (PR), For Fun (RJ), Pull Down (RS), A-OK (PR), Fresno (PR) e Dance of Days (SP).
Onde: Itajaí (SC) - Galpão das Artes (em frente ao Píer Turístico - centro da cidade)
Quando: 21 de agosto (Sábado) - a partir das 15 horas
Quanto: R$ 15,00 antecipados (Lojas Weber - Itajaí - e Porão do Som - Balneário Camboriú) - R$ 20,00 no dia.
Contatos: Raphael Luz (47-8805 7368) - Flavio Roberto (Assessor de Imprensa - 47-9953 2776)
E daí: Prestigie e ajude a divulgar.
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IMPRENSA - Órgãos de Imprensa interessados em fazer a cobertura do "Festival EmoCore aGosto" precisam se credenciar até o dia 20 de agosto, mandando nome completo, RG e o órgão que trabalha por email: o.flavio@terra.com.br.
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Flavio Roberto - Assessor de Imprensa
o.flavio@terra.com.br - (47) 9953 2776
posted by RÔMULO MAFRA 19:05
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Sexta-feira, Agosto 13, 2004
V
"Boa noite, Londres. São 21:00 horas e esta é a VOZ DO DESTINO, transmitindo em ondas médias de 275 e 285 metros. Cinco de dezembro de mil novecentos e noventa e sete."
Assim começa uma das maiores obras dos quadrinhos, V de Vingança (V for Vendetta, no original), do louco Alan Moore e David Lloyd (co-autor). Escrita nos anos 80, esta obra tomou de assalto o mundo inteiro, acostumado até então com poucos personagens de quadrinhos tão "cabeça" como V. No máximo, existia o Surfista Prateado (de Stan Lee) com sua filosofia "espacial". Mas V de Vingança mudou tudo. Não era mais uma história de super-heróis. Não era mais uma história dirigida à crianças ou adolescentes. Nascia o quadrinhos para adultos. Quadrinhos de alta cultura, pode-se dizer. Tão intricado como um bom livro. Tão difícil como os filmes europeus chamados de filmes "cabeça", V nos mostra uma Inglaterra pós-guerra. E uma guerra que simplesmente destruiu o resto do mundo, e onde, para tomar o poder de volta, os ingleses viveram anos num estado de puro autoritarismo. Mas como o próprio personagem fala em certa parte da história, "sociedades autoritárias são como formação de crostas de gelo. Intricadas, mecanicamente precisas e, acima de tudo, precárias. Sob a frágil superfície da civilidade, o caos se convulsiona... e há locais onde o gelo é traiçoeiramente fino." E é disso que trata V de Vingança. De uma pessoa que surge para tirar as pessoas de suas vidas regradas por uma sociedade doentiamente repressora onde as câmeras estavam por todas as partes. Dentro das casas. Microfones. Ninguém tinha liberdade. Negros, paquistaneses, homossexuais, doentes, todos exterminados em campos de concentração. E citando novamente o personagem, "o barulho é relativo ao silêncio que o precede. Quanto mais absoluta a quietude, mais devastadoras as palmas." E é isso que V é. Uma história de um anarquista que tenta mudar o mundo. De uma pessoa lutando contra o sistema. De um quadrinho totalmente embasado em idéias anarquistas, muito bem escrito, cheio de citações, cheio de coisas ¿escondidas¿ em suas entrelinhas. Não, realmente não é uma leitura fácil. Mas quem disse que o fácil é que é bom? Temos que pensar mais. Temos que ver o que está escondido. Temos que nos livrar das amarras que nos prendem há séculos pela ignorância dos nossos antepassados. E é isso que Alan Moore e David Lloyd tentam passar nessas mais de 200 páginas da versão encadernada. Se você ainda achar, depois de ler V de Vingança, que quadrinhos é pra criança, me desculpe, mas você anda precisando rever seus conceitos.
"Boa noite, Inglaterra. Boa noite BBC local e V de Vitória.
Olá, Voz do Destino e V de Vingança."
posted by RÔMULO MAFRA 17:25
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Terça-feira, Agosto 10, 2004
ACERTANDO O ACENTO
Um problema (também) ético
Em Itajaí existe um comentarista chamado Denísio Dolásio Baixo - do jornal Rede Cidade, da TV Brasil Esperança, aqui de Itajaí -, porém ele é mais do que um comentarista. Também é um "showman", daqueles que tem uma grande audiência, principalmente pelo seu jeito escrachado de falar, e que critica o que muitos têm medo de criticar na nossa cidade. Porém, sua exagerada "rebeldia" no programa jornalístico tem chamado a atenção mais do que suas usuais reclamações.
Mas agora a coisa já está beirando o ridículo, e em vários níveis. Primeiro, o que é aquela coisa grotesca que colocaram no cenário do jornal Rede Cidade? E o Denísio comentando em pé, como se fosse (e é, ainda que virtualmente) um candidato a alguma coisa, simplesmente destoando do jornalístico que é o Rede Cidade. Desculpem-me, mas a Brasil Esperança pode até ser comandado por uma pessoa que é ligada a um partido (o filho do dono é candidato a vereador pelo PSB), mas o jornal de vocês NÃO PODE ser vinculado a uma causa partidária. Sei que estão usando isso de modo politicamente correto, ou seja, não falando de nenhum candidato, mas está, como já disse, beirando o ridículo. Segundo ponto importante: num jornal, a língua portuguesa deve ter muita importância, visto que é a língua vigente no Brasil. Então os caras criam um cenário "especial" para o Denísio, e escrevem a palavra agüenta sem sua devida trema?? Por favor!!! O mínimo que se pode fazer é ter bom senso quanto a estes detalhes, que são importantes, já que este jornal atinge uma boa parcela da cidade de Itajaí. Eles têm que prezar pelo mínimo, que é a escrita, mas claro, têm que prezar também, pela qualidade do jornal, que merece mostrar o lado da notícia, e não o lado do Denísio ou do dono da Brasil Esperança, que é uma TV educativa.
E pra quem não sabe do que estou falando, resumirei: O Denísio faz parte de um partido chamado PSB (Partido Socialista Brasileiro), e este partido, pela orientação da executiva nacional, era pra fazer coligação com o PT em todo o Brasil - o PSB é um partido de esquerda, comandado por esquerdistas de carteirinha, como Luíza Erundina, Miguel Arraes -, e caso isto não fosse possível, só não poderia se coligar com o PSDB e com o PFL, e dias atrás, o PSB de Itajaí estava sofrendo uma intervenção da executiva estadual do partido, pois eles entraram na coligação que estão o PFL e o PSDB, indo totalmente contra o diretório nacional do partido. Quando esta intervenção foi para os tribunais eleitorais, o Denísio começou a dizer que sairia como candidato a prefeito, caso esta intervenção acontecesse. Mas, segundo um juiz aqui de Itajaí, a intervenção foi invalidada. E agora, mesmo assim, o Denísio continua "ameaçando" de entrar no pleito, usando esta frase "agora aguenta (sic), ou vai ou arrebenta", pintada num quadro vermelho (uma alusão ao PT?), com um risco branco atravessando este quadro vermelho, numa outra alusão (?) a um possível racha no PT, com a também possível candidatura de Denísio ao cargo de prefeito.
Claro, o que estou falando está tudo "disfarçado" no jornal Rede Cidade. São só "alusões", mas que mostram ao telespectador o maquiavelismo com que esta TV vem usando seu principal jornalístico, e mostra o desrespeito como trata estes mesmo telespectadores. A isto chamamos falta de ética. E não é só jornalística, é falta de ética dos próprios donos da TV, que se acham no direito de interferir num jornal, que tem uma grande audiência, para seus próprios fins. Para fins puramente eleitoreiros, deixando o jornalismo, em segundo, ou até, em terceiro plano.
posted by RÔMULO MAFRA 10:44
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Festival de Música no Henrique
O Festival de Música do Henrique da Silva Fontes 2004 será nesta quarta-feira, dia 11 de agosto, a partir das 19h, no próprio colégio, no bairro São João, em Itajaí. A princípio, nove bandas estão inscritas: Black Fênix (Grunge), Plano B (Pop Rock), Neurose (Rock), Dom Eterno (Gospel/Pop Rock), Em Órbita (Pop Rock), Revelação Fandangueira (Gaúcha), Mortify (Heavy Metal), Toyota 82 (Hard Rock) e Mira (Pop Rock).
De acordo com a organizadora, Onice Sansonowics, o objetivo é dar visibilidade à escola dentro do contexto da comunidade do bairro São João: "Assim, apresentamos a escola como um local para se haver manifestações culturais", ela acrescenta.
No ano passado, a banda vencedora foi a Meninas Super Poderosas (Rock), com Leandro (vocal e guitarra), Alex (baixo) e Douglas (batera).
O patrocínio é da Luís Automóveis, Dental Company, Sibara Confecções, Ponto Básico Disque Água Gelo e Gás.
Mais informações, com a professora e organizadora do festival, Onice Sansonowics, através do 9903.0800.
posted by RÔMULO MAFRA 09:20
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Sábado, Agosto 07, 2004
BOAS E MÁS NOTÍCIAS
Hummm... estou sem computador desde segunda-feira e o técnico simplesmente não sabe qual é o problema. Hoje conversei longamente com ele, e tá feio mesmo o negócio. Fudeu a placa de teclado, que é de última geração, e ainda não há um conserto específico para o que aconteceu (na verdade ele não conseguiu descobrir nem qual é o problema). Por isso esta fartura de texto ehehehe.. Também estou trabalhando como um cão sarnento (cão sarnento trabalha?). Começo às 8h30 no comitê da coligação do PT (faço arte-final) e vou até o meio-dia (hoje fiquei direto até às 14h), aí volto às 13h30 e saio às 15h. Às 16h entro no jornal (diário da cidade), onde fico atééééé fechar o jornal, coisa que pode acontecer às 21h como à meia-noite. Notaram o que sobrou??? Pois é, estes são os minutos que me sobram para viver, e olha que viver nestes dias está bem emocionante. Bem, como não sou muito de entrar em detalhes, deixo algo vago mesmo. Quem quiser descobrir o que me aconteceu de tão bom, que pergunte pessoalmente ehehehehehe.. mas por e-mail tá valendo também. :-)
beijos n´alma
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: qualé a do Denísio D. Baixo hein? É meu amigo, mas tá (ou estava) exagerando...
recomendaçõesDAsemana: Os livros da magia, do fudidaço Neil Gailman!!!!!!!!!!
teclaREPEAT: a rush blood to the head, ao vivo no CD Coldplay Live in 2003
fraseDOmilênioDOséculoDAsemana: Depois do ridículo, o melhor do namoro são as brigas. E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. - Luis Fernando Veríssimo
posted by RÔMULO MAFRA 10:56
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Sexta-feira, Agosto 06, 2004
FESTIVAL DE ROCK EM ITAJAÍ NESTE DOMINGO
dia 08 DE AGOSTO(DOMINGO) no BARTOK MUSIC BAR (rua Heitor Liberato), próximo a BR Automóveis.
NOVA SCHINROCK FESTIVAL
terá a presença de 7 BANDAS, e participação da BANDA OU3TÓRYA.
- ROTA 88
- BLACKFENIX
- ON THE ROCKS
- TRIBUZANA
- COSMOPOLITAN
- WHISKYZITOS
- 50g.
Amigos divulguem este evento para seus contatos e nos encontramos lá apartir das 15:00hs.
OBS: MAIORES INFORMAÇÕES FALAR COM DANIEL VENTURA /TELMO BONANOMI 0XX4799141097
posted by RÔMULO MAFRA 19:10
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Segunda-feira, Agosto 02, 2004
O Jornalismo da Mídia Colombina está Morto
por Marcelo Salles
Não vou cair na besteira de afirmar que o jornalismo brasileiro vive um momento lamentável. Explico: quem vive um momento lamentável, detestável e abominável é o jornalismo brasileiro praticado pela mídia grande.
Essa mídia colombina está imersa numa crise de credibilidade sem precedentes. A crise financeira é uma mera conseqüência ¿ ajudada, é claro, pela administração irresponsável de quem sempre soube que podia contar com os homens do governo para um eventual socorro. Mas isso os donos da mídia não querem admitir. Ao longo dos anos, tanto mentiram, distorceram fatos e manipularam percepções, que hoje em dia só os mais incautos ainda crêem ¿ e o verbo é este ¿ em suas imagens e palavras sem questioná-las. Mais da metade da população brasileira perdeu a confiança nos meios de comunicação de massa, segundo pesquisa realizada pelo Ibope este ano.
É verdade que existem bons jornalistas nos jornalões, revistões e televisões? Claro que sim. Só que, infelizmente, aqueles parecem apenas confirmar esta regra chamada mediocridade: quanto mais demitem, mais o saco do chefe é puxado. Quanto mais exploram, mais pra baixo se volta o olhar. Onde é que pensam que vão chegar assim? Que tipo de profissional é este que se humilha e se vende e assim aceita iludir quem recebe sua mensagem?
O jornalismo brasileiro da mídia colombina. Este sim é deprimente. Não restam esperanças para ele. Está morto. E seus donos estariam presos se existisse no Brasil o Ministério do Bom Senso. Presos por cometerem todo tipo de crime que o bom senso sente, mas a justiça minúscula não consegue sentir, pois tem seus bolsos devidamente manipulados.
Boas novas
Felizmente, nem todas as notícias são ruins. É bom prestarmos atenção num outro tipo de jornalismo, feito por grupos independentes que, embora apareçam pouco e a despeito de todas as dificuldades, ganham espaço a cada dia, numa caminhada tão silenciosa quanto sólida e constante. O escritor uruguaio Eduardo Galeano lembrou durante a Roda de Leitura realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, em março deste ano, que ¿hoje em dia, encontramos as criações realmente interessantes nesses pequenos espaços¿.
Esses grupos conseguem fazer verdadeiros milagres. Estão em rádios e jornais alternativos, TVs comunitárias e universitárias e páginas na rede. Cobrem os eventos mais importantes, possuem equipes interessadas e ainda propõem uma ruptura com o senso comum gerador de miséria e desigualdade. Não atingem a grande massa sozinhos, é verdade, mas se muitos grupos atingem um certo número de pessoas, então há um equilíbrio de forças. Além disso, conseguem produzir um material tecnicamente semelhante com qualidade editorial infinitamente superior. A criação, o novo, aquilo que é diferente e contribui para a elevação espiritual do ser humano está cada vez mais nos pequenos espaços. E isso com todas as condições adversas: pouco ou nenhum dinheiro, infra-estrutura inexistente e espaço de divulgação reduzidíssimo.
Por tudo isso, faço um apelo a todos os produtores independentes: mantenham-se fortes! E vivos! As dificuldades são muitas e não são poucas as vezes em que temos vontade de desistir. Acontece que é isso mesmo que os defuntos midiáticos querem. Esses mortos-vivos querem te ver no chão, bem perto de suas sepulturas, para vampirizá-lo. Nesse momento, mais do que nunca, você precisa resistir sem jamais sucumbir ao canto maldito.
E assim mostrar pra eles que existe jornalismo além dessas aberrações coloridas que vendem no horário nobre.
Marcelo Salles, editor do www.fazendomedia.com
posted by RÔMULO MAFRA 10:49
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não--matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), mais foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnonline, també-m colaborou com textos para o jornal da Cidade (suplemento do Santa), Diário da Cidade, Diário do Litoral, jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, alé-m de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo.
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