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O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.
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Terça-feira, Novembro 30, 2004
EGO...... (escrito no domingo à tarde)
Aqui estou eu assistindo nesta tarde de domingo um Flamengo e Palmeiras. Na verdade o jogo é bom de assistir pois pode derrubar o time carioca para a segunda divisão do campeonato brasileiro de futebol. De outro modo não estaria assistindo, mesmo eu torcendo para o Flamengo (meu segundo time do coração, já que o primeiro é o Marcílio Dias). Aliás, depois da decadência do Flamengo, no brasileirão só me interessam os times catarinenses, mas estes já não "fedem nem cheiram" neste ano.
Na verdade eu estaria na praia, se estivesse mais calor, e se eu não estivesse com este mal estar no corpo, quase como uma gripe, mas não é gripe. Talvez os dois dias mal dormidos nestes dias. Sexta fui dormir perto das 5h (jantar de formatura da Dâmaris, que trabalha comigo no jornal Diário da Cidade) e acordei às 10h. E ontem (sábado), no baile de formatura, (opa!, gol do Flamengo...), cheguei em casa para dormir às 3h30 e acordei ao meio-dia. Portanto, ainda estou devendo à Morpheus algumas horas.
Ah, voltando ao futebol, o interessante da vitória do Flamengo, além do não rebaixamento do time, é a confirmação do rebaixamento do Grêmio, time gaúcho. Não que tenha alguma raiva deste time gaúcho, mas tenho uma certa simpatia pelo Internacional. Talvez pelas cores vermelhas do Inter (veja: Marcílio, Flamengo e Inter são times de cores vermelhas ehehehe). Mas talvez nem seja isso. sei lá por que estou falando destas coisas, que nem me interessam tanto. Ah, só pra terminar torço para que o Santos ganhe este campeonato, o que me lembra de mandar minhas boas vibrações ao amigo André Pinheiro que sofre com uma forte gripe há uma semana. Até passei na casa dele hoje (domingo), mas ele estava dormindo e preferi não acordá-lo.
Humm... acho que é isso por hoje.
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ quem serão os novos secretários do novo governo? - esta eu respondo: oras, quando for anunciado - hoje à noite -, saberemos... ]
recomendaçõesDAsemana: o livro da escritora brasileira Márcia Denser, o A Ponte das Estrelas - uma superprodução de aventuras. Um livro que foi esquecido por ter uma projeto gráfico infantil (e o livro não é infantil). A própria Márcia Denser afirma que este foi um divisor de águas em sua literatura, e que o livro não teve o merecimento reconhecido justamente por seu projeto gráfico infantil. Bem, o livro é muito legal. Totalmente diferente de qualquer outro livro que já li, o que já o torna muito interessante. E ele faz um delicioso caldo, como as gírias misturadas com a linguagem arcaica, assim como computadores e as princesas típicas de contos de fadas (tudo se passa num reino fantástico). Recomendabilíssimo.
teclaREPEAT: a trilha sonora do filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. Simplesmente maravilhoso. Toda as canções são do compositor Yann Tiersen.
FRASE DO MILÊNIO DO SÉCULO DA SEMANA: (( O gênio é Deus quem nos dá, mas o talento é por nossa conta. )) Gustave Flaubert
posted by RÔMULO MAFRA 19:48
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Quinta-feira, Novembro 25, 2004
(PUBLICADO NO MCOL DESSA SEMANA)
Para esta edição apenas umas colocações que me foram impossíveis de não fazê-las. Tenho que lembrar do evento ocorrido na segunda-feira passada com o escritor/historiador José Bento Rosa da Silva que, após ser convidado a participar de um programa de entrevistas na TV Brasil Esperança, e perceber que a entrevistadora, a jornalista Sílvia Dallefe, não tinha nem tomado conhecimento do release, quanto mais do livro enviado à emissora, teve que se levantar e ir embora durante a exibição do Buscando Soluções, apresentado por esta TV. Choveram críticas à atitude da TV, mas a única pública, foi na coluna do JC, no jornal Diário do Litoral, que criticou veementemente a atitude do Bento, chamando-o de prepotente. Explico: enquanto Bento se retirava do estúdio, a apresentadora e entrevistadora chamou Bento de professor, e este, no ato, falou "professor e 'doutor'", lembrando que também é doutor, pois fez doutorado. Oras, nada mais justo de referir a pessoa numa entrevista assim, principalmente (e eu disse, principalmente) numa TV onde se chama políticos e médicos de "doutor(a)", e bispos de bispos, ou seja lá qual outra denominação hierárquica que se dão aos religiosos daquela TV (a Brasil Esperança é comandada por donos de uma religião). No mais, sobrou na coluna do JC do fim de semana, uma resposta do escritor, dizendo-se ofendido com tal falta de qualidade de uma emissora de TV. Na verdade, falta de profissionalismo de todos. Pois se a jornalista que faria a entrevista não "teve tempo" para ler, como ela mesma falou, que um dos produtores (é mais de um?) lesse a obra e passasse suas colocações para a entrevistadora. Nada mais básico numa entrevista que isso. Nada mais simples no jornalismo. Porém, novamente a Brasil Esperança pisa na bola. E, relacionando a isso, queria parabenizar a Marlene de Fáveri (Memórias de uma (outra) guerra) e o José Bento Rosa da Silva (Estiva Papa-Siri - Mãos e Pés do Porto de Itajaí) pelo lançamento de seus livros, neste sábado no Brique Aqui, realização da Casa Aberta Livraria Alternativa, local onde também podem ser encontrado os livros.
Beijos n'alma
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ será que agora a Brasil Esperança tratará "melhor" seus entrevistados? ]
recomendaçõesDAsemana: o livro As Línguas do Mundo, de Charles Berlitz. Na verdade, uma grande enciclopédia sobre as milhares de línguas que são faladas no nosso planeta, além dos milhares de dialetos derivados. Um ótimo livro, todo escrito em forma de pequenos tópicos divididos sobre temas específicos como "linguagem perdidas - e reecontradas", "língua, gênero e sexo", "palavras de amor e apreço", "ofensas étnicas e suas origens relativamente inocentes", entre muitas outras. Charles Berlitz é neto do fundador das Escolas Berlitz, das quais se disvinculou totalmente em 67. Foi educado em 4 idiomas diferentes (os quais, cada um da família se dirigia a ele, ao aprender as primeiras palavras em sua tenra infância), e atualmente se expressa com maior ou menor fluência em quase 30 línguas.
FRASE DO MILÊNIO DO SÉCULO DA SEMANA: (( She may be the song that summer sings / May be the chill that autumn brings / May be a hundred different things / Within the measure of a day - - - Ela / Talvez seja a música que o verão canta / O arrepio que o outono traz / Talvez seja cem coisas diferentes / No decorrer de um dia )) tradução de Elvis Costello na bela canção She (de compositor desconhecido)
posted by RÔMULO MAFRA 18:42
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Quarta-feira, Novembro 17, 2004
Jogando conversa fora...
por Izaías Almada
O filme do padre Marcelo sobre a vida do apóstolo Paulo transformou-se num grande fracasso de bilheteria. Graças a Deus! Por livre associação de pensamento, o fato me lembra que durante os anos 60, nas grandes refregas políticas brasileiras entre a esquerda a e direita, Nelson Rodrigues, mirando-se no exemplo de Dom Helder Câmera, cunhou a expressão ¿padres de passeata¿, insinuando entre outras coisas que lugar de padre é na igreja. Embora eu, um egresso dos anos 60, nem de longe queira comparar Dom Helder com o padre Marcelo, penso que a expressão ¿padre de tv e cinema¿ não ia nada mal para o carismático religioso global. A transformação da religião num grande balcão de negócios, talvez um dos mais lucrativos no mundo de hoje, vem banalizando o exercício da fé, que para muitas pessoas ainda é encarado com alguma seriedade e respeito. Tal reflexão, também ela banal em si, vem a propósito do esgotamento que vai tomando conta do homem contemporâneo diante do irracional, do caos, da injustiça e da intolerância.
Aliás, banalizar é o verbo da moda. Banalizam-se a violência, a política, a religião, a guerra, o sexo, a vida. O ser humano, sem perspectivas e sem bandeiras de luta (embora muitas delas estejam aí na nossa cara, esperando por quem as empunhe), parece cansado. Talvez esperando um desses momentos em que a história nos oferece para as grandes mudanças, as grandes revoluções, como algumas que já aconteceram aqui e ali. E que essa tal revolução virá, virá, podem ter certeza os mais céticos. Com ou sem rebuscadas teorias de laboratórios acadêmicos neoliberais, com ou sem determinismos históricos ou consciências socialistas envergonhadas. Porque o mundo ainda se divide entre os que têm capital e os que estão cada vez mais sem trabalho. Os países mais ricos que o digam, como previa o velho Marx. Mas afinal, por quê estou escrevendo essas coisas? A propósito do quê? Pela simples razão de que, mesmo cansado, ainda carrego dentro de mim alguns ranços de humanismo e solidariedade, com os quais aprendi a viver; ainda acredito numa sociedade sem classes, distributiva, libertária, essas velhas idéias dos séculos XIX e XX.
Ao abrir os jornais ou ligar a TV, ao atravessar a faixa de pedestres sob a ameaça de um atropelamento ou mesmo ao constatar a minha grande indiferença diante do massacre dos moradores de rua, sinto como se o sangue me fosse congelar nas veias, sinto um torpor que amolece minha vontade e a minha própria capacidade de pensar: arrogância, terrorismo por todos os lados, homens como Bush e Sharon a comandar um dos lados da insanidade coletiva, a jogarem um ping-pong macabro com os fundamentalistas de Bin Laden e Al Zawahiri. Inundações na Índia, pedofilia na Internet, bombas diárias no Iraque, sexo infantil no Nordeste brasileiro, Ratinho, Adriane Galisteu, Luciana Gimenez, Faustão, Gugu, Big Brother, Sem Saída, Edir Macedo. É como se um DJ apoiasse o seu polegar na minha cabeça e a girasse para frente e para trás, numa tentativa de animar a grande balada do século XXI.
Final de semana com eleições. Propostas e calúnias encheram nossas mentes e corações nos últimos dois meses, fazendo de nós, brasileiros, os homens e mulheres mais pacientes do mundo. E dos mais crédulos também. Ou mais cansados, como eu... Até quando? De repente, sou assaltado pela dúvida tostiniana: o brasileiro não desiste nunca ou não aprende nunca? Sobre o que mesmo eu estava falando? Ah!... o fracasso cinematográfico do padre Marcelo... e blá, blá, blá... E votem bem. A democracia do poder econômico precisa sobreviver com o voto dos miseráveis e dos analfabetos.
Izaías Almada é autor, entre outros, do livro Teatro de Arena, uma Estética de Resistência, Ed. Boitempo.
posted by RÔMULO MAFRA 21:58
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Sexta-feira, Novembro 12, 2004
MENINOS E MENINAS
A pele alva contrasta com a cidade e com o calor abafado que faz na
cidade. Os olhos claros, o cabelo loiro faz lembrar uma pequena
princesa do hemisfério norte. Ainda uma criança, mas que terá, no
mínimo, a beleza como companheira de sua vida. Ela está dentro de uma
creche municipal, onde espero minha mãe sair de seu trabalho. Do lado
de fora, como que opondo àquela beleza infantil, àquela delicadeza de
criança - que está no seu devido lugar e terá, se assim o destino
consentir, um bom futuro pela frente", um outro menino, este de uma
cor morena do sol, mas não menos belo, como são as crianças. Um pouco
sujo, com uma pequena sandália de dedos, sendo carregado por seu pai
numa bicicleta. De casa em casa, eles paravam, procuravam algo que
desconheço. Talvez latas. Talvez papelão. O menino descia correndo da
bicicleta como que brincando. Brincando na frente de enormes casas
com seus portões eletrônicos, provavelmente o oposto do lugar onde o
menino vive. Saltitante como toda criança, o menino ignora que
poderia estar ali, no outro lado da rua, com seu uniformezinho limpo,
esperando a hora de entrar na sala de aula, talvez ao lado da
princesinha que ali também aguardava. Poderiam ser amiguinhos. O
destino pode ainda fazê-los se encontrar, quem sabe. Mas a realidade,
por enquanto, coloca um grande abismo entre estas duas pequenas
vidas. Um buraco social que separa o nosso povo, o mais pobre e mais
numeroso, dos ricos e até mesmo da classe média brasileira.
Porém, pequenos gestos podem arrumar e começar a diminuição deste
buraco que é nosso pior flagelo. Pequenos gestos como a construção de
mais creches e escolas municipais e estaduais, aumentando, assim, o
número de vagas para crianças. Além disso, necessário se faz também à
observação de cada caso, pois muitas crianças que os pais teriam
condições de pagar uma creche particular, abusam de seu direito
colocando-as em creches públicas, tirando a vaga de uma criança
carente.
Claro, de nada adianta o plano físico, se não levar em conta o plano
intelectual destas crianças: o melhor aparelhamento destas escolas e
creches também deve ser seguido de melhoramento no nível dos
professores, além de campanhas para diminuir o número de crianças
fora das escolas. Nada que uma boa propaganda não dê jeito. E nada
que uma boa vontade política não resolva, claro, a médio e longo
prazo. Porém, o mais importante agora é tentar humanizar o processo.
Aproximar o máximo possível todos os lados da nossa sociedade para
que, juntos, lutemos para a diminuição dos ¿abismo sociais¿, que são
grandes causadores de pessoas desviadas para o crime e para as
drogas. E é esta luta que pode, um dia, ajudar a aproximar aquela
menina dentro da creche, ao menino que estava ajudando seu pai sob o
calor escaldante de novembro.
posted by RÔMULO MAFRA 20:42
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Terça-feira, Novembro 09, 2004
A PRÓXIMA VÍTIMA, POR FAVOR...
Novamente a "dupla de dois" comediantes, digo, de escritores, digo, de colunistas (?) que mais causa confusão na própria imprensa, ataca. Sim, Joaquim Lacerda e Antônio Carlos Kormann conseguem proezas até hoje nunca imaginadas na imprensa itajaiense. As duas "ilustríssimas" figuras escreveram em sua coluna em um jornal da cidade de Balneário Camboriú um libelo de como não se faz jornalismo. É incrível a capacidade que eles têm de ensinar isso. Eu às vezes (quando estou delirando de febre) tenho até inveja desta capacidade. Calma, já chego no "libelo" desta "dupla de dois". Mas é que o sarcasmo me ataca neste momento e acho impossível contê-lo, mesmo porque, eles merecem um pouco. Tá, vamos aos fatos: em sua coluna, a famigerada dupla escreveu, querendo "tirar o seu da reta", que quem tinha soltado um boato político ¿ publicado coluna dos dois ¿ seria o colunista político, Murilo José, do jornal Diário da Cidade. Imagino que este "denuncismo" de uma fonte, foi causa de algum frisson entre o ¿boatado¿ (um político influente da região) e os dois colunistas (?). Os caras conseguiram ferrar com a mais básica das "leis" da ética jornalística, que é não entregar suas fontes.
Bem, os dois levaram o troco no próprio jornal, quando da publicação de uma carta do colunista Murilo José, dizendo que simplesmente tinha passado a "informação" em off, ou seja, falou numa conversa entre os próprios colunistas. Claro, óbvio, evidente que, se a ¿dupla de dois¿ viesse a publicar o assunto comentado entre os três, deveria ter checado a veracidade do fato. Ou então assumisse, posteriormente, a não confiança de sua fonte, mas nunca, em nenhum momento - pelo menos, nesse caso -, se cogita entregar, dedurar, delatar sua fonte. Isso é feio, muito feio, e vai contra a própria imprensa, que insiste em publicar este tipo de colunismo. Mas, se os dois seguirem seu "manual de colunista", devem pedir o boné daquele jornal também, pois no último caso parecido, os dois resolveram deixar de escrever para um jornal diário após uma carta de leitor reclamando contra os próprios.
E pra terminar, deixo um recado que está no código de ética (será que algum dia eles já leram?):
II - Da conduta Profissional do Jornalista
(...)
Artigo 7º - Sempre que considerar correto e necessário, o jornalista resguardará a origem e a identidade das suas fontes de informação.
Poderia aqui, enumerar outras partes do Código de Ética do Jornalismo, como quando diz que quem escreve é responsável pelos fatos divulgados, mas, fazer o que né? Portanto, caros amigos, vocês que são fontes desta dupla, tomem muito cuidado, pois você pode ser a próxima vítima.
posted by RÔMULO MAFRA 21:26
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Quarta-feira, Novembro 03, 2004
o império romano continua firme e forte. só esperemos que o deus marte tenha piedade de nós nestes próximos 4 anos. e o povo desta tentativa de império romano continua alienado com seus vinhos e festas. enquanto o resto do mundo chora, um país se regozija tendo à frente, um homem de guerra.
posted by RÔMULO MAFRA 18:49
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Terça-feira, Novembro 02, 2004
artigo de minha autoria publicado na última edição do jornal Platéia
POR QUE PERDERAM...
Por que o ex-candidato a prefeito de Itajaí, Macagnan perdeu? Simples, e nem tão simples assim. Primeiro, porque Volnei Morastoni foi eleito (como previ em minha coluna publicado no meu blog na sexta e no mesmo texto publicado no mail-zine MãonosCórnOnLine, publicado no sábado, onde errei por menos de 500 votos o total do candidato do PT), isso é fato. Segundo, porque Macagnan e seus aliados (Bellini, Schmitt, Gazaniga, Konder-Bornhausen , Dalçóquio) continuam achando que política se faz como se fazia há dez anos. Que política se ganha no dinheiro. Que o povo ainda acredita que uma boa imagem pode tudo. Que um bom marketing político - acreditaram que o Lula se elegeu por causa disso - ganha eleição. Não que eles tiveram um bom marketing político, pelo contrário, começaram atacando o seu candidato opositor e o povo já não quer mais ver isso na televisão. Falaram que não fariam shows nacionais (pois a coligação Todos por Itajaí trouxera um) e nos últimos dias da campanha, contrariando a si próprios, trouxeram Chitãozinho & Xororó. Logo depois, Rolando Boldrin. Faltavam com a verdade em suas denúncias vazias. Levavam "ferro" nos jornais. Escândalo do porto. Não conseguiam defenderem-se e a bola de neve aumentava. Sua derrota estava escrita desde o começo.
Mas mudando um pouco de assunto, sem sair totalmente dele, exemplifico um pouco a trajetória do Platéia neste pouco mais de um ano. Desde o começo, se perceberes, nunca tivemos um anúncio da prefeitura municipal. Sim, como uma exceção, sobrevivemos durante este tempo todo sem um centavo da maior empregadora do nosso município. E olha que tentamos. Pelo menos nas primeiras edições, fomos algumas vezes falar com o Secretário de Comunicação, que era quem poderia nos indicar algo, mas ele nunca estava. Nunca deu-nos um retorno. Com o nosso porto municipal, a mesma coisa. Estivemos lá, conversamos com o assessor de imprensa, recebemos promessas, mas ficou por isso mesmo. Ainda assim, fomos tocando o barco. O Platéia seguiu em frente. Claro, na prefeitura talvez eles pensem que nós não cobrimos todos os eventos que deveríamos. Principalmente os feitos por ela própria. Mas infelizmente somos eu e a Rubia tocando um dos dois jornais culturais que existem em Itajaí - o outro é o Sardinha, do pessoal da Barca do Povo. Infelizmente, não podemos contar com mais ninguém, além de nossos colaboradores, que nada recebem para escreverem para o jornal. Mas também, quem são eles - a prefeitura - pra falarem alguma coisa? Simplesmente, por nos acharem "opositores" de sua administração, o Platéia não recebeu nada deles. Não pode crescer mais ainda, como sonhávamos, financeiramente falando. É assim que a "velha-guarda" da nossa política trabalha. Trabalhava. Perderam para o novo. Para quem ousou ser oposição dentro do lar das oligarquias catarinenses. Enquanto isso, jornais, jornalecos e afins recebem verbas municipais para elogiarem nosso querido Bellini. Se for diferente, esqueça. Nós só queremos o "feijão com o arroz". Tentem ser arrojados e nada recebam. Talvez um pouco de indiferença. Bem, agora eles vão aprender - quem sabe - sendo oposição. Vai ser bom. Pode nascer daí (dentro dos partidos perdedores), uma nova geração de políticos mais bem preparados do que estes que estão (estavam) aí. Assim esperamos.
posted by RÔMULO MAFRA 15:05
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não--matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), mais foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnonline, també-m colaborou com textos para o jornal da Cidade (suplemento do Santa), Diário da Cidade, Diário do Litoral, jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, alé-m de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo.
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