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O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.
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Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
- - - - /outros finais\ - - - -
O ano está terminando. 2004. Amanhã (se este texto for publicado na quinta), estarei em Armação, ali perto de Piçarras. Para o fãs (ahahaha), mais exatamente na praia do Trapiche (não sei se tem outro nome), no mesmo local onde passamos a virada 2003/2004. Eu, a Aike, o André Pinheiro e o Anderson Bernardes. Há possibilidades de outras pessoas irem também (já que o quarto é para seis pessoas), mas ainda não estão confirmadas. Provavelmente quando fores ler este texto já estarei curtindo uma boa praia com os bons amigos e com minha namorada. E acho que todos os que estão lendo, mereceriam estar numa posição desta: sem compromissos, na beira do mar ou perto de uma montanha em um lugar que beirasse um rio. Como estamos no verão, nada melhor do que água para nos refrescar nestas ¿férias¿. Sei que muita gente não tem a sorte de ter nem o feriado que nós teremos. Na verdade, de nós quatro que vamos para a Armação, só eu não estou de férias. Só estarei utilizando o feriadão prolongado para mim, pois o jornal não trabalhará na sexta, e domingo é minha folga (o jornal que trabalho não funciona aos domingos, mas por causa da sexta, teremos uma edição na segunda ¿ feita no domingo). Portanto ainda terei atééé o final da tarde de segunda para aproveitar um pouco desta data que adoro, que é o ¿reveión¿. É sempre gostoso recordar as outras ¿viradas¿, algumas homéricas, como a que passei embaixo de uma forte chuva em Balneário Camboriú (última vez que passei naquela cidade), na virada de 99/00. Enquanto dava a meia-noite, caminhávamos para a praia de BC, embaixo de muita chuva, com as ruas alagadas, mas cheia de gente comemorando a mudança dos quatro dígitos, o que já era quase considerada uma virada de século.
No ano seguinte passamos eu, o André Pinheiro, a o Solano e a Giselle Zambiazzi, lá na Meia-Praia, que eu nunca sei se é em Bombinhas, Bombas, ou nenhuma das opções ehehehe... Na tão famosa virada do século, passei de um para o outro com os olhos cegados pela champanhe que caiu nos meus olhos. Existem fotos comprovando tal fato, além do MãonosCórno que não me deixaria mentir ehehehehehe. Estávamos acampado no belíssimo camping que existe ali, chamado Paraíso Tropical, que recomendo para futuros campistas (pois nestas alturas, já ta todo tomado).
Já em 2000/2001, foi um dos anos mais marcantes. Foi o primeiro que passei com minha namorada, e o primeiro que passei no meio do mato. Porém, sempre na beira da praia.
Fomos para a praia de Naufragados, na cidade Florianópolis, extremo sul da ilha que é a capital catarinense. Num lugar totalmente inóspito, que só tinha uma trilha (que durava uns 40 minutos de caminhada morro acima e abaixo), ou de bateira, durando uns 5 minutos de uma bela viagem pela costa sul de Floripa. Infelizmente não vi os golfinhos prometidos pela Giselle (que foi quem indicou aquele lugar para acamparmos), mas foi uma das ¿viradas¿ mais legais de todas. Ficamos num camping improvisado, assim como outras ¿trocentas¿ barracas espalhadas por aquela praia. Na verdade, as barracas ficavam num elevado, e da praia, só se via mato. Mas bastava uma rápida investigada pelas trilhas que podiam-se avistar vários mini-campings. Tudo muito legal, muita natureza. Luz elétrica?, somente em alguns barzinhos na ponta leste da praia, que era enorme. E sem contar o pão-de-batata que uma senhora, moradora da localidade, fazia. Um dos melhores pães que comi até hoje! Acho que comprei uns três, e até esqueci de comprar um pra trazer pra casa. Claro, sem contar a chuva (mais uma vez) no momento da virada e a fila para o banho (só existia um banheiro com chuveiro), o resto foi perfeito! Conheci uma porção de gente legal, amigos da Giselle e voltamos numa bateira lotadaça (todos morrendo de medo que o negócio fosse virar) felizes da vida e torrados de muito sol.
Na virada de 01/02, não conseguimos nos reunir para o evento ¿tradicional¿ e cada um foi para seu lado. Na meia-noite estava junto com a Aike num morro ali da praia Brava observando os fogos de artifício em Itajaí e Balneário Camboriú. Foi uma ¿virada¿ bem tranqüila, típica de quando passava na casa dos meus parentes (geralmente na casa da vó Benta ou da vó Rute), ou seja, todas as outras ¿viradas¿ abaixo de 96 foram em família. Depois disso, só o Natal com a família. O ¿reveión¿ tem que ser com os amigos, namoradas, enfim, festa para ¿encher o côco¿ eheheheheh. Mas falando em família, me recordo sempre de uma das ¿viradas¿ (não lembro se foi só o Natal, ou o Natal e o ¿reveión¿) passadas em família logo após a morte de meu avô materno, que foi dia 12 de dezembro. Passamos todos juntos, numa casa alugada numa praia que não me recordo. Provavelmente na região de Bombinhas, mas não posso precisar. Foi bem legal mesmo. Eu ainda era adolescente e lembro de aproveitar bem aquela estadia-em-família-fora-da-casa-de-alguém, coisa rara na nossa família. Sempre passamos na casa de algum dos avôs ou tios.
Ah, no ano passado, como já disse, passamos na Armação, porém o Anderson e o André só chegaram na tarde do dia 1º por compromissos pessoais dos dois. Por sorte, eu e a Aike encontramos a Giselle Zambiazzi e família bem próximo de onde estávamos hospedados. No fim das contas, passamos juntos novamente mais uma virada.
Bem, acho que já escrevi demais. A próxima, conto quando voltarmos de lá. Boa virada para vocês, e festejem o máximo que puderem/quiserem!!!!
posted by RÔMULO MAFRA 19:58
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Terça-feira, Dezembro 28, 2004
eu e nostradamus????
Sei que talvez não seja o momento, mas dias atrás "previ" uma catástrofe, como a que aconteceu na Ásia neste domingo. Pois é, sempre acontece uma tragédia no final do ano né? Só que essa superou várias outras. E a contagem já está em 60 mil mortos. Nossa, é muita morte!!!
publicado no dia 12/12 no mail-zine MãonosCórnOnLine e dia 16/12 aqui no blog: aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ qual tragédia acontecerá nos próximos dias? - sim, todo ano termina com alguma tragédia no seu fim, não é assim? ]
E não adianta me convidar para estes programetes de fim-de-ano para dar mais previsões que não dou... bem, se rolar uma graninha, quem sabe ehehehe
posted by RÔMULO MAFRA 20:28
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Sábado, Dezembro 25, 2004
[ BORBA MAFRA ]
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Bem, o jeito que eu consegui voltar no tempo não importa muito. Basta ao leitor saber que comprei este artefato numa loja de bugigangas no centro de Curitiba. Curiosamente, quando passei novamente na frente da loja, no outro dia. Ela estava fechada. Nem placa havia mais. E soube que ela viajava no tempo quando deixei o tal artefato cair no chão, e um compartimento secreto liberou uma folha com as instruções para tal feito. Minhas escolhas para a primeira viagem no tempo foram óbvias: a primeira seria conhecer meus pais quando ainda jovens; assim ainda veria meus dois avôs, já falecidos. Depois, iria querer me ver ainda pequeno, bebê. Curiosidades talvez peculiares ao leitor, mas, minhas curiosidades.
E assim fiz. Voltei para à Itajaí de 1974, ano que meus pais se conheceram. Fui parar perto do bairro São João, num lugar que sabia existir nessa época. Aliás, levei uma semana pesquisando sobre a cidade em 74. Roupas, um pouco de costume e estava pronto para ver minha cidade em pleno auge das madeireiras. Dali em diante elas iriam começar a desaparecer, dando lugar à outra cidade, mais moderna, como o resto do Brasil. Poucos anos à frente e a Ditadura iria também declinar, começando esta era de modernização do país.
Tudo era novo para mim. As casas, as ruas empoeiradas, as pessoas com hábitos provincianos (ainda típicos desta minha cidade) diante de um quase hippie (não estava vestido como, mas foi o tipo de roupa mais fácil de encontrar: camiseta, calça jeans e uma blusa por cima). Voltei em dezembro, perto do Natal. Para minha sorte, o tempo estava gostoso. Aliás, o ar estava muito bom. Podia sentir longe o cheiro de madeira que carregava o ar do bairro São João e da cidade inteira. Também podia sentir uma certa maresia vindo da direção onde fica o porto. O São João era só mato. Grandes pastos entrecortados por madeireiras e algumas casas. A rua onde minha mãe morava ¿ e ainda hoje mora minha avó ¿ ficava na conhecida ¿madevila¿. E lá estava eu chegando pela atual rua Indaial. Não era nem dez da manhã e ainda queria percorrer boa parte da cidade até o anoitecer. Pelas instruções do artefato que me fez viajar, sabia que podia interferir no que fosse, que nada mudaria, pois eu não estava realmente ali. Seria um passado paralelo. Mas mesmo assim temia que alguma coisa acontecesse, e por isso era o mais discreto possível. Parei na frente da casa de meus avós. Escutei vozes adolescentes e uma de mulher. Era da minha avó chamando meu tio. Bati palmas; iria perguntar onde ficava o campo do Fiúza Lima, minha próxima parada ¿ a casa dos meus avós paternos; iria tentar puxar conversa com quem aparecesse, pedir um copo de água, talvez. Para minha sorte, quem me atendeu foi minha mãe. Foi algo impensável. Minha voz quase não saiu ao vê-la. Ela estava linda. Seus olhos verdes e sua beleza pareciam me refletir. Um pedaço dela era eu. Eu seria um pedaço dela alguns anos mais tarde. Eu via nela nossa família toda. Meus dois irmãos, minha irmã e suas duas filhas ¿ minhas sobrinhas. Ali, parada em pé de frente para mim estava o ser que iria, um dia, me gerar. Quando ela falou, eu acho que meu coração parou de bater. Ela até perguntou se eu estava bem. Disse que sim. Perguntei sobre o lugar que queria. Ela vacilou um pouco antes de responder. Ficou me olhando e pensando. E pasmei quando ela perguntou se já me conhecia. Me achava familiar! Eu queria apertar sua mão, mas tinha medo de que, com isso, ela descobrisse meus pensamentos. Logo que balbuciei algo, dizendo que era impressão sua, ela me falou onde era. Neste momento outro choque: meu avô chegava, um tanto desconfiado dum estranho no seu portão. Antes de vê-lo, ouvi-o com seu vozeirão meio rouco,entrando na conversa, explicando melhor onde era meu pseudo-destino. Quando me virei, ele me cumprimentou com seus olhos negros desconfiados, e com a mão, indicou que deveria voltar por onde achava que eu viera, dobrando à esquerda na via principal que logo estaria no Fiúza. Fui, um tanto hesitante, me despedindo e agradecendo a ajuda. O sorriso de minha mãe foi cortado pelo olhar de meu avô, como que perguntando de onde era esse sujeito. Ainda ouvi-o comentar que já parecia ter me visto. Novamente meu coração voltou a bater, agora rápido demais, após o comentário.
Caminhei pelas ruas desconhecidas por onde andei toda a minha vida. Realmente parecia outra cidade, só que dentro da cidade que nasci. As referências eram as mesmas, mesmo não parecendo. O morro da cruz continuava no mesmo lugar. Os outros morros também, porém alguns eram mais povoados de árvores que atualmente. As pessoas possuíam outra aparência, principalmente os mais idosos; estes nascidos no começo do século XX e fim do XIX. Em poucos minutos estava na rua do campo do Fiúza. Me lembrei como achava excessivamente longo este caminho, quando era pequeno. Ao longe, ainda na esquina, via a Vila Operária, o bairro onde nasci e me criei. Esta visão me deu uma percepção diferente, pois parecia igual a hoje. Tirando algumas casas e o prédio da pracinha da Vila, parecia o mesmo bairro onde tudo começou para mim. Mas não queria sair de meu curso. Talvez visitasse ali mais tarde. Entrei na rua que era considerado um bairro, talvez por ser a única na região (talvez na cidade) que possuísse uma feirinha e também um campo de futebol, um ao lado do outro. Logo no começo da rua vi a casa onde, poucos anos à frente, seria meu jardim de infância, onde permaneci por pouco tempo. Sentia freqüentes dores de cabeça; para mim, eram devidos a brincadeira de rodar naqueles brinquedos de parquinho; certa vez alguém o rodou demais, e eu implorava para que parasse; desde então odeio tudo que rode muito, e só de olhar sinto-me enjoado. Mais um pouco e estava na frente da casa que seria do meu tio (hoje a casa pertence a minha tia, irmã dele), que faz divisa com o campo do Fiúza e, também, na frente da casa da minha avó. Iria perguntar como chegar à Matriz, que era o que lembrava já existir naquela época. E foi minha tia que atendeu. Ela é a mais velha dos filhos dos meus avós ¿ meu pai é o caçula ¿, portanto já deveria estar casada. Morava ali perto, na rua ao lado, se não me engano. Vi rapidamente meu pai colocar a cabeça para fora, para ver quem era. Fiquei preocupado, pois achei que ele nem sairia de dentro de casa. Novamente pedi um copo de água, para retardar minha estada ali. Meu avô saiu de trás da casa. Estava trabalhando em alguma coisa de madeira; havia serragem em sua calça e ele me cumprimentou. Chegou até ensaiar uma piada rápida com minha tia, que trazia o copo de água, como era de costume dele. Surpreso, vi meu pai vindo atrás dele, com um ar de curiosidade sobre minha pessoa. Novamente a frase ¿acho que te conheço¿ preencheu o ar, e eu, novamente, fiquei sem palavras diante de tal circunstância. Sua voz era a minha voz. Ele notou principalmente quando me ouviu falando com sua irmã, minha tia, mas não muita importância, até me ver. Minha tia concordava com a aparência de nós dois era semelhante, inclusive na voz. Eu já estava me sentindo acuado. Minha avó apareceu na porta da cozinha perguntando que estava acontecendo, um tanto impaciente pois se aproximava a hora do almoço. Agora estava me acostumando com a idéia da tal semelhança, e até arrisquei dizer que também notei alguma coisa, mas devia ser só impressão, disfarcei. Meu avô voltara a trabalhar nos fundos da casa e minha avó, que viera até o portão, perguntou de onde era. Falei que era de Brusque e estava procurando um amigo que morava perto da Matriz.
Devolvi o copo, já vazio, me despedi de meu pai, que à época possuía uma vasta cabeleira meio black power, e lembrava muito mais meus irmãos do que eu. A não ser pelos olhos e sobrancelhas. Claro, a voz também era inconfundivelmente igual. Mas tudo não passara de uma coincidência, era o que eles diziam. Quando me virei para tomar o caminho da Matriz, meus dois tios chegavam juntos para o almoço, provavelmente do trabalho. Os cumprimentei, feliz da minha bem-sucedida empreitada. Meus olhos marejavam e sentia que era hora de voltar ao meu tempo. Dirigi-me à praça da Vila, neste horário vazia, me escondi sob a sombra de uma árvore e, soluçando, voltei para casa.
Em homenagem a minha família, em especial meus dois avôs já falecidos, Pedro Borba e Aristides Mafra
começado à 1h30 de 09/12 e terminado às 16h20 de 10/12
posted by RÔMULO MAFRA 22:34
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Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
[ FIM DE ANO - PARTE 2 ]
Ok. Vou tentar escrever a segunda parte da minha retrospectiva. Dessa vez ao som de Placebo ("sleeping with ghosts", último disco da banda inglesa) e parando no meio de uma leitura de Henry Miller ("crazy cock", seu primeiro romance), e tomando um chá de malva para tentar melhorar de uma gripe intermitente - e que promete piorar depois de chegar em casa encharcado com a chuva. Sem esquecer o modorrento som e visual desta tarde de sexta-feira chuvosa.
Comecei relendo o que escrevi na semana passada e encontrando vários erros, como sempre. E crendo que algumas poucas almas irão ler este compêndio anual da minha vida. Mas falando sério, pensei um pouco e acabei de mudar de idéia. Iria tentar falar sobre um outro grande acontecimento neste ano, mas vou resumi-lo: iria falar sobre o fim do meu namoro com a Aike (também morávamos juntos), e também iria comentar que alguns meses depois, reatamos. Iria escrever isso como uma egotrip. Mas não me sinto muito bem escrevendo estas particularidades. Portanto, para não deixar o leitor (olha minha pretensão) na mão com o prometido na semana passada, aí está. Não, não voltamos a morar juntos, mas estamos namorando novamente, desde o começo de agosto. Não sei de que adianta esta informação, mas queria registrá-la pois foi algo importante neste ano. O que também me faz registrar a frase que o Brian Molko do Placebo canta neste momento: protect me from what I want. Para bom entendor, meia palavra basta. :-)
Dou os últimos goles no meu chá de malva, e desejo feliz natal os leitores. Que a Paz invada cada vez mais os corações das pessoas. Que o Amor esteja mais presente em nossas vidas também cada vez mais. Que o dinheiro seja sempre menor, que a Vida seja sempre maior. Que os presentes que daremos neste fim de ano, sejam sinceros pedaços de nosso amor pelo próximo, que eles levem nossas intenções de uma vida melhor para as pessoas que os receberão, e também para as pessoas que estão a nossa volta, familiares, amigos, amigos de trabalho, vizinho. E que isto tudo comece a se espalhar pelo mundo como o vento que trás a boa chuva à molhar o chão seco pelo sol.
17/12/04 - 15h17min
Beijos n'alma
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ como o radialista Ilder Júnior pode falar mal do prefeito Jandir Bellini em pleno ar (e rechaçado pelo próprio ainda durante seu programa, por telefone), se meses atrás entoava loas ao Bellini durante a campanha, enquanto era assessor de imprensa da campanha que tentou ¿ e não conseguiu ¿ eleger o sucessor de Bellini?????? ] - só em Itajaí mesmo.
recomendaçõesDAsemana: o estupendo livro "A História de O", escrito por Pauline Reage, um provável pseudônimo, e que, até hoje, não se tem certeza de sua autoria, atribuindo-se a alguns escritores dos anos 40/50, época da estrondosa publicação. Trata-se de um dos livros mais fortes que já li. Um libelo do sado-masoquismo, em que a história se desenvolve a partir de O, uma mulher que se submete a um costume ainda usual: o da escravidão como forma de amor e prazer. Leitores mais sensíveis, não recomendo este livro. Ele está disponível na Biblioteca Municipal de Itajaí.
teclaREPEAT: o álbum "Sleeping with Ghosts" da banda inglesa Placebo. Este é o último disco da banda, lançado, se não me engano, em 2003.
FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: (( I awake to see that no one is free / we´re all fugitives, / look at the way we live )) na canção Spies, da banda Coldplay.
posted by RÔMULO MAFRA 20:24
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Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
[ FIM DE ANO - PARTE 1 ]
Talvez fosse o momento de começar a escrever minha retrospectiva deste ano. Talvez eu a escreva em partes e esta será a primeira parte. Na verdade, se eu fizer a segunda parte já será um milagre, pois tenho esta mania - por sorte, não muito freqüente - de falar que vou escrever sobre coisas em várias partes e raramente passo da primeira. Mas é assim mesmo. Enquanto isso não ferir ninguém - acredito piamente que não firo ninguém com estas minhas falsas promessas -, posso fazer de vez em quando, né? Bem, vou me esforçar para passar desta primeira parte; apesar de que estou achando que escreverei tudo de uma só vez. Comecemos, ao som de Pink Floyd (engraçado, o Word converteu Pink para Punk, sendo que os dois são bem opostos no Rock), e após uma deliciosa leitura da HQ "Morte - o preço da vida", do fantástico Neil Gaiman (criador de Sandman, irmão da Morte).
Bem, acho que já falei sobre isso umas duas vezes este ano, mas a questão é que uma das minhas metas no fim do ano passado, era ler bastante este ano que finda dia 31. E foi o que fiz. Vários motivos contribuíram para isto (inclusive a Aike, minha namorada, mas já citei este fato em alguma coluna passada, acho que quando ela fez
aniversário, em outubro), mas não vou ficar enumerando-os aqui, pois se eles aconteceram, foram por algum motivo. E este motivo é o próprio "eu querer", certo? É bem aquela coisa que diz que quando a gente quer, todo o universo conspira para que isto aconteça (sim, cito Paulo Coelho que citou alguém que não sei quem foi). E toda esta literatura que me forcei conhecer - adianto que foi um imenso prazer descobrir este Novo Mundo -, foi pelo motivo de que, outra de minhas metas seria reescrever meus contos e melhorar minha escrita. Creio que isto tenha acontecido, o que não quer dizer que devo me contentar onde estou, portanto, continuarei tentando sempre melhorar. Mesmo "acontecendo", vieram as eleições (pulei algumas informações, cronologicamente falando, mas já volto), e tive que trabalhar em dois empregos. No jornal e no comitê de campanha do candidato que, felizmente, ganhou. Como dizia, com estes dois empregos, meu tempo escasseou de tal maneira que me dediquei exclusivamente à leitura de quadrinhos e ou um outro livro. Mas ainda não achava que estava pronto para começar a reescrever meus contos, portanto, ao fim das eleições, voltei à carga com as minhas leituras-obrigatórias-que-muito-me-dão-prazer. E foi neste ponto, ou mais ou menos no meio deste ponto, é que resolvi que estava pronto, sem querer ofender com tal rima (e sem querer ofender com tal recurso de pedir desculpas por rimas como esta, muito utilizado por quem escreve, e, na verdade, novamente uso do tal artifício, tentando me explicar ehehehe). O maior porém disto tudo, é que a maioria dos meus contos eu nem reescrevi. Quer dizer, arrumei todos, mas a maioria deles foi escrita este ano, enquanto já melhorava meu pequeno ofício (espero que um dia seja) de escrever. E com estes novos escritos, percebia aos poucos como os antigos eram ruins. Ah, não posso esquecer das pessoas que me ajudaram no começo desta "empreitada", mas não vou citá-las, pois já foram citadas em colunas passadas. Todas elas que participaram neste meu "engrandecimento literário", se é que ele existe além de na minha cabeça e na opinião de umas poucas pessoas. Mas não é só isso (a opinião das pessoas) que conta, penso eu. Muita autocrítica ajuda pra caramba. E uns toques ali e aqui completam o resto. Minha intenção, no fim do ano passado, era publicar aqui todos os nomes de livros e autores que li durante este período. Todos eles foram publicados no final da minha coluna semanal no MâonosCórnOnLine e na minha coluna no ItajaiOnline e ainda vou ver se farei isso ou não, pois dará algum trabalho pesquisar tudo isso.
Acho que para uma primeira parte, está de bom tamanho. Se eu continuar isto aqui, devo fazê-lo na parte cronológica que disse ter pulado, que teve alguma importância na minha vida neste ano, sem dúvida. E talvez, na melhor das hipóteses, isto deixe o leitor com o tal "gostinho de quero mais". Na pior das hipóteses (melhor do ponto
de vista do leitor), já é uma advertência para não ler tal coisa (na verdade, acredito que se alguém curte ler estes escritos, acredito também que há um certo apreço com este que vos escreve, portanto, o leitor gosta de saber sobre o que se passa na minha [ou na vida de qualquer outro que escreva egotrips e colunas de opinião] vida. Sim,
o leitor curte mesmo entrar um pouco na história daquele que passa suas mensagens através da escrita. Usando talvez uma comparação errônea, poderia provar isto pelo sucesso destes programas que falam sobre a vida de artistas ou celebridades, claro, guardando as devidas proporções. Mas no caso do escritor/colunista/jornalista, sempre me interessei por esta forma de escrever que é a egotrip. E se, eu como leitor gostei, penso que outras pessoas devam achar interessante).
6/12/04 - 1h37min
Beijos n'alma
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ qual tragédia acontecerá nos próximos dias? - sim, todo ano termina com alguma tragédia no seu fim, não é assim? ]
recomendaçõesDAsemana: o primeiro livro que li de um autor japonês, "O quarto escuro" de Junnosuke Yoshiyuki, e que descreve muito bem a sociedade japonesa do fim da década de 60, começa da liberação feminina, enfim, aquele monte de coisas que todo mundo sabe que aconteceu naqueles "loucos anos". Porém, Junnosuke tratou em seu livro muito bem de um universo bem estranho, o das lésbicas. Na verdade o personagem principal se envolve com várias mulheres, mas o enredo principal é com uma mulher homossexual que sente atração somente por Shuichi Nakata (ele só revela na página 16, já que o livro é escrito em 1ª pessoa). Há outros enredos interessantes no livro, como a descrição da vida sexual de um homem que beira os cinqüenta anos, enredo este que vai pelo livro inteiro.
teclaREPEAT: o álbum "Parachutes" da banda inglesa Coldplay
FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: (( Não basta ser bem-sucedido. Os outros também precisam fracassar. )) Gore Vidal
posted by RÔMULO MAFRA 21:24
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Terça-feira, Dezembro 07, 2004
PAREI
Parei de ler. Quer dizer, dei uma pausa das minhas ¿leituras obrigatórias¿ para este ano de 2004. Um aviso de um amigo me fez ver que estava exagerando um pouquinho nesta minha empreitada pelo mundo literário. Estava lendo cerca de 2,5 livros por semana neste último mês. Talvez tirando o atraso em que fiquei desde julho por causa dos dois empregos em que estava (comitê de uma das coligações e o jornal diário onde trabalho), e que por este motivo me impediram de continuar lendo um livro por semana. Aliás, neste período li muito pouco, e por sorte, pude voltar à leitura dos meus queridos quadrinhos, paixão desde minha infância/adolescência. A sorte foi ter
encontrado muitos Sandmans na Casa Aberta, além de uma visita a Blumenau, onde adquiri outros quadrinhos importantes para os amantes desta arte.
Mas voltando à literatura, como coloco todo semana uma dica de leitura (quando leio algum livro que me interessa - ou seja, até agora, todos), se fosse colocar todos os que li desde a última coluna publicada, colocaria três livros. Já poderia ter começado o quarto livro, mas resolvi dar uma descansada (no exato momento em que meu
amigo Aristeu acaba de ler este livro que vou começar... talvez semana que vem). Uma pausa mental. E olha que nem me considero um ¿devorador¿ de livros, no sentido de ler muito rápido. Penso até que leio devagar; sempre volto um parágrafo para tentar entender melhor a construção da frase ou pra entender o sentido do que está
escrito. Isso sem contar nas caretas que muitas vezes me pego fazendo, imitando o que o escritor colocou, tipo: "Abriu um sorriso delicioso e endireitou as costas antes de vir em minha direção. Então viu Séraphine, que esquecera por um instante, diminuiu a velocidade, transformou seu sorriso num sorriso banal antes de apertar-me a mão com uma energia suave." (Récit d´Andréa - Jacques Perry, pág. 105).
Então eu tento dar este ¿sorriso delicioso¿ e depois este ¿sorriso banal¿ como se fosse um ator ensaiando suas falas. Com isso, eu suponho, entro mais na história, mas isso é bem pessoal. Não acredito que todos façam isso, apesar de achar bem natural ¿ mas pode ser bem estranho para que não o faz ehehehehe. Acho que já me alonguei demais para quem (novamente) não tinha nada para escrever além de uma egotrip básica.
Beijos n´alma
perguntaQUEnãoQUERcalar: e o Avaí, vai subir?
fraseDOséculoDAsemana: (( I´m a 21st century digital boy, I don´t
know how to live (or read) but i´ve got a lot of toys, my daddy is a
lazy middle class intellectual, my mommy on valium, she´s so
ineffectual, ain´t live a mistery? )) da banda estadunidense Bad
Religion ¿ que esteva tocando no Brasil neste final de semana ¿, na
música 21st Century Digital Boy.
teclaREPEAT: trilhas sonoras de John Williams. O cara simplesmente
fez as músicas das maiores bilheterias de todos os tempos, entre elas
Star Wars, E.T., Indiana Jones, Good Will Hunting (que não lembro a
tradução), Esqueceram de mim, Sete anos no Tibet etc. pra quem não
tem grana pra sair atrás de trilhas sonoras (como eu), procure nos
programas de compartilhamento de arquivos como o KaZaA, Solseek,
Winmx, entre outros.
recomendaçõesDAsemana: O livro ¿Récit d´Andréa¿ do francês Jacques
Perry, que em português teve a tradução infame de ¿Andréa: extenuante
e nua tentação¿. Ótima história de uma menina de 16 anos que está
descobrindo sua sexualidade de uma forma um tanto, vamos dizer,
diferente. Bem, só por isso já merece uma lida experimental. Se
gostar, vá até o fim, pois na minha opinião, vale a pena.
posted by RÔMULO MAFRA 18:56
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não--matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), mais foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnonline, també-m colaborou com textos para o jornal da Cidade (suplemento do Santa), Diário da Cidade, Diário do Litoral, jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, alé-m de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo.
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