Meu humor atual - i*Eu
O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.

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Quinta-feira, Março 31, 2005
Humm.... e o Marcílio Dias hein?? Sem palavras... sem comentários...

posted by RÔMULO MAFRA 15:02
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Perdoe-me queridos(as) possíveis leitores deste blog. Qualquer dia volto a escrever por aqui... eheheh.. enquanto isso, sugiro que assinem o MãonosCórnOnLine, mail-zine em que escrevo semanalmente, ao lado de mr. André Pinheiro.. :-)
Ah, como assinar o MCOL?? Sim, é de "grátis".. basta enviar um email para negudico@yahoo.com.br pedindo para cadastrar (de preferência, no subjetc/assunto da mensagem).


posted by RÔMULO MAFRA 15:00
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Segunda-feira, Março 21, 2005

DESCONFIE SEMPRE!

Certo, os acontecimentos que levaram ao desentendimento entre quem aqui vos escreve e o técnico do Marcílio Dias foram resolvidos. As explicações necessárias foram feitas, os pedidos de desculpas, aceitos de ambas as partes. E mais, as explicações que o técnico marcilista deram, serviram para que eu visse os pontos onde errei no texto escrito sobre o último jogo entre Marcílio Dias e Joinville (aquele mesmo onde, no final da partida, um rapaz da torcida do Jec foi baleado) e publicado no Diário da Cidade. Claro, minha culpa foi pequena, pois como escrevi naquele artigo, o que estava ali era minha simples visão de torcedor. O que a torcida sentiu, o que a torcida sentiu durante a partida. Não sou jornalista esportivo. Não sou nem jornalista. Edito um jornal cultural (o Platéia), trabalho em outro como diagramador e escrevo artigos. Não sou jornalista. E meus artigos são quase sempre escritos com o que penso. Com o que vejo. O que me trás uma responsabilidade maior, no caso, arcar com as responsabilidades e conseqüências de meus erros de interpretação, como aconteceu no artigo "Burro e ladrão". E, diferente da quase totalidade dos articulistas/colunistas desta cidade, tenho coragem suficiente para admitir meu erro; não coloco a culpa em outros, como é a praxe de um certo colunista de jornal aqui de Itajaí; não invento desculpas ou finjo que nada aconteceu como outros. Simplesmente digo, errei, e pronto. Escrevo meu mea culpa sem maiores problemas; na verdade, gosto de escrever que estou errado. Sério mesmo. Não sou e nem quero ser perfeito. Não sou e nem quero ser o melhor ou maior seja no que for. Quero ser simplesmente eu. Rômulo Mafra. Que escreve o que pensa, que escreve sem medo da reação que pode causar nos outros. Que às vezes passa dos limites, mas sou humano e sujeito ao erro. E espero sempre que o leitor entenda que o colunista/jornalista/articulista não é um ser acima de todos, que o que está escrito ali pode (e deve) ser contestado a qualquer hora, por telefone, por carta, por e-mail, e que terá em mim, um amplo defensor do direito de resposta, seja quem for, seja o torcedor, seja o técnico do Marcílio, seja quem for.

Mas volto aos meus erros: primeiro, o técnico do Marcílio, naquela partida, não teve opções no banco de reserva. O jogador Leandro, que poderia ter ficado até o fim do jogo, foi lesionado (e o juiz errou, ao não expulsar o atleta do Joinville que fez a dura falta nele). Segundo, Bugrão não poderia ficar os 90 minutos da partida, e o Rodrigo Couto estava com problemas de saúde, portanto, incapaz de entrar em campo. E o Zé Antônio só tinha mais uma opção no banco de reservas: Kelson, que também não agüentaria jogar muito, visto que tinha chego naquela semana como novo contratado e estava fora de forma, assim como Bugrão, uma das últimas - e melhores - aquisições do Marcílio. Finalizando, o técnico do Marcílio Dias naquele dia fez o seu trabalho. Fez o que tinha de fazer e as explicações não poderiam ter sido dadas antes, pois poderia atrapalhar o próprio jogo (se a equipe do Jec soubesse que Rodrigo Couto estava impossibilitado de jogar, o técnico do Joinville poderia ter soltado ainda mais o time). Eu também não ouvi na rádio ou televisão as explicações dadas pelo Zé Antônio após o jogo (nem sei se foram dadas), portanto, como já disse, escrevi o que senti como torcedor durante a partida. Exagerei nas críticas, já admiti. Errei ao julgar o técnico marcilista em suas atitudes, porém, como já disse, estou aqui para também errar, pois escrevo minhas opiniões, e elas são passíveis de meu julgamento, que pode estar errado, assim como o de qualquer pessoa.
Espero que o leitor entenda. Espero que minhas outras opiniões sobre outros assuntos sejam sempre lidas com aquela desconfiança típica do leitor crítico; sempre tente ver as coisas por outra ótica; tente ouvir outros discursos sobre o mesmo assunto. Só assim para se ter certeza de alguma coisa. E ainda assim, sempre devemos desconfiar.

xxx...outracoisasobreamesmacoisa...xxx
E não adiantou tirar o mando de campo do Marcílio Dias, que, mesmo jogando bem longe de casa (em Ibirama), venceu a partida contra o Guarani de Palhoça e agora ocupa a segunda posição na chave D, somente atrás do Joinville. Agora é esperar pelo jogo durante a semana com o Avaí aqui em Itajaí, para tentarmos assumir a liderança.


posted by RÔMULO MAFRA 17:06
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aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ quem vai ser o campeão catarinense? ]

recomendaçõesDAsemana: o livro "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos" de Rubem Fonseca. Sem dúvida um dos melhores livros do escritor brasileiro Rubem Fonseca. Um romance policial que instiga o leitor a não parar de ler. Dá vontade de ir até o final num fôlego só; dá vontade de ler Bábel (consegui ler um conto dele até agora), que é considerado um dos maiores contistas da Rússia, já morto. E não dá pra contar mais nada. Compre em sebos, livrarias, mas leia este livro. Ah, comprei este no sebo de Navegantes, quando íamos, no dia 31 de dezembro, para nossas "comemorações" da virada do ano para Penha, mas só li semanas atrás.

teclaREPEAT: Bad Religion

FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: (( Dizem-se: "Se encontrares um escravo adormecido, não o acordes: talvez esteja sonhando com a liberdade." Respondo: "Se encontrar um escravo adormecido, acordo-o e falo-lhe de liberdade". )) Gibran Kahlil Gibran ( poeta libanês - 1883-1931)


posted by RÔMULO MAFRA 17:06
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Quinta-feira, Março 17, 2005

O CASO DO CALDO-DE-CANA

Em apoio às pessoas que vivem do caldo-de-cana, hoje tomei um copo (e também porque gosto muito!). Pra quem não é daqui da região e não sabe o que está acontecendo, três pessoas de uma mesma família já morreram em conseqüência de um caldo-de-cana, provavelmente com leptospirose, e isso, afetou e em muito a venda do suco da cana-de-açúcar. Hoje a Vigilância Sanitária disse que a cana vem de Luís Alves, exatamente de onde vem a cana de onde tomei hoje. Mas, fazer o que? Caldo-de-cana é muito bom, e neste calor ainda é uma ótima pedida, mesmo com o risco que se corre. E também temos que pensar nestas pessoas que trabalham nisso, que vivem da venda da garapa. Bem, espero que não aconteça nada comigo, e, tenho certeza, não acontecerá.
Ah, e estava uma delícia!
:-)


posted by RÔMULO MAFRA 16:09
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Terça-feira, Março 15, 2005

A MUDANÇA

ESTE PAÍS ESTÁ MUDANDO. Com estas maiúsculas não estou usando de minhas palavras, apesar de meu pensamento correr por este mesmo caminho. Não estou aqui para apresentar meus pensamentos, pelo menos ainda não neste parágrafo. A frase não foi dita, também, por estar no governo do Brasil um homem que saiu do nada (e todos não saímos do nada?), viveu na pobreza, e agora é o presidente desta República por um partido dos trabalhadores, ou seja, a maioria dos brasileiros; inclua-se aí, é claro, os desempregados, que não são mais nada do que trabalhadores que não podem trabalhar por motivo fora de suas alçadas.

Também a tal frase não foi dita por um itajaiense chegado de longa data de viagem, a qual não manteve nenhum contato por internet, telefone, carta ou qual seja meio de comunicação, ao saber que em Itajaí, o prefeito também era do mesmo partido do nosso presidente, um partido, como já disse, dos trabalhadores. Claro, o viajante saberia que aqui é um dos redutos catarinense da política neo-liberal, e esta seria a causa de seu espanto. E este mesmo suposto viajante desinformado - e ainda mais estupefato -, saberia então que a vice deste prefeito, é de um partido de diferente cor, talvez diferente até pensamento partidário; ou talvez o outro é que se aproxime deste. O fato é que isso não vem ao caso agora, e fato posto que também a frase não foi dita pelo suposto viajante.

Poderia até ser dita por um fanático por Fórmula 1, ao saber que o Rubinho começou o campeonato mundial na frente do alemão. Mas ela não seria dita por um fanático itajaiense pelo esporte nacional, ao saber que o Marcílio Dias empatou novamente com o Joinville aqui no Gigante das Avenidas, pelo Catarinense 2005.

Acho que depois destes rodeios, posso lhes dizer que a frase foi dita por um policial federal, durante a voz de prisão que este dava a um grande corrupto, que oferecia - tudo filmado e ouvido por câmeras escondidas e microfones - propina ao grande personagem desta história: o policial federal (isso tudo foi mostrando no Jornal Nacional de segunda-feira, dia 07)!. Vejo que este homem está embutido do sentimento que permeia nossa sociedade nos dias atuais: de que a mudança é visível! Que o país está em outro rumo, apesar das aparentes nuances de que tudo vai igual, mas acredito que não há mudança brusca de mão, sem transtornos. E sabemos que os transtornos não são nada fáceis nos dias atuais de serem contornáveis. A maioria destas vias não possui retorno. É um caminho perigoso, cheio de pedras do capitalismo, barreiras de ações e por aí vai. Por isso é melhor continuar desviando aos poucos, com pequenas ações, talvez imperceptíveis e não-eleitoreiras, mas que levem nosso país a um próximo estágio. Faço coro ao grande homem que disse estas palavras, enquanto outro homem, este pequeno, ajoelhava-se pedindo perdão, enquanto ele dizia: "Este país está mudando! Você foi homem para me subornar, agora seja homem para ser preso!"

Sejamos homens! Sejamos mulheres! Participemos desta mudança que a História nos contará daqui alguns anos, mesmo que seja com pequenas ações, ou, se possível, grandes atitudes, como este policial teve.

pós-texto
(isso que quando tinha escrito este texto, ainda não sabia da condenação do Hildebrando)


posted by RÔMULO MAFRA 17:45
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E A VEJA TOMOU NO...
Para os fãs da revista (argh!) Veja ehehehe.. E levar porrada d´O Globo é foda hein? ehehehehehe

Reportagem da "Veja" na semana passada, intitulada "Operação abafa", com críticas ao GLOBO, foi motivo de carta enviada pelo jornal à redação da revista. Pelas discussões jornalísticas que o caso proporciona, O GLOBO publica a seguir a íntegra da mensagem que remeteu à "Veja" e que não foi publicada pela revista:

"Por falta de tempo, ou de vontade, a revista "Veja" deu informações equivocadas sobre o fato de O GLOBO ter decidido não publicar fotos do compositor Chico Buarque feitas por paparazzi . Em nome da boa prática jornalística, e para repor a verdade na matéria apócrifa da "Veja", seguem os fatos corretos:

1) A "Veja" não tem como sustentar, pois é rigorosamente falsa, a insinuação de que tenha existido qualquer telefonema de "assessores" de Chico Buarque ao jornal O GLOBO, em qualquer instância, solicitando que as fotos do compositor não fossem publicadas. Prestei a informação correta por escrito à "Veja", mas ela foi omitida da matéria;

2) Não é verdade que O GLOBO tenha sido "um dos jornais que cobriram mais extensamente" as confusões do casamento do craque Ronaldo com Daniella Cicarelli. Uma apuração menos preguiçosa teria notado que O GLOBO foi, entre os grandes jornais, o único a não ter um enviado especial ao cenário do casamento. Sequer a correspondente do GLOBO em Paris foi deslocada para Chantilly. A "extensa cobertura" do GLOBO limitou-se a um texto-legenda na editoria de Esportes e a notas de coluna;

(...)

4) Chega a ser infantil a afirmação de que Chico Buarque, um dos maiores artistas do país, em ação há mais de 40 anos, precisa de "amigos" na imprensa para dar uma forcinha em sua carreira. O GLOBO possui realmente um bom relacionamento com Chico e é motivo de orgulho que ele tenha sido colunista do jornal por um período. O GLOBO não tem problemas com o sucesso dos artistas brasileiros e estabelece com eles uma relação profissional e de respeito. O GLOBO não negocia o acesso a artistas em troca de resenha favorável a suas obras;

(...)

8) Cada veículo tem a sua linha editorial, baseada em suas discussões internas, no perfil de seus leitores e em seus princípios éticos. Se a 'Veja' publica fotos de paparazzi , está no seu direito. O GLOBO evita avançar na intimidade de seus personagens de forma sensacionalista. Por isso, não vê relevância jornalística neste tipo de fotos. Veículos de qualidade pelo mundo afora também agem assim. Esta não é uma decisão simples, é fato editorial bem mais complexo do que faz supor a vã aula jornalística da 'Veja'. No próprio episódio Chico Buarque, a maior revista de celebridades do país, a 'Caras', decidiu não publicar as fotos, embora tenha sido procurada pelo fotógrafo que clicou o compositor. E não consta que Chico tenha algum 'grande e poderoso' amigo na 'Caras' para "dar uma mãozinha".

Atenciosamente,
Rodolfo Fernandes
Diretor de Redação"


Quem quiser ler a íntegra, vai no site do jornal O Globo.


posted by RÔMULO MAFRA 15:21
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Sexta-feira, Março 11, 2005


hell in the earth...

Só pra registrar este dia, que foi um dos mais quentes deste verão (seco e) infernal que está fazendo no Sul do Brasil. Simplesmente é rídiculo estar num lugar sem ar-condicionado (apesar de eu não gostar muito deste tipo de paliativo), e acredite, eu trabalho num lugar sem ar-condicionado (com cinco computadores ligados, mais um impressora à laser, fora as jornalistas e estagiárias que trabalham na mesma sala comigo aqui na redação...)... ufa.. tá difícil... ainda bem que hoje é sexta-feira e o jornal só saiu com vinte páginas... ai ai ai.. já ta quase na hora de ir embora... cruzes credo...


posted by RÔMULO MAFRA 17:14
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Quarta-feira, Março 09, 2005


FIM DA PENDENGA
:-)

Só para avisar, fui convidado hoje pelo assessor de imprensa do Marcílio Dias - jornalista Flavio Roberto -, para uma conversa amanhã com o técnico José Antônio Martins. José Antônio quer pedir desculpas pelo acontecido e explicar-me seus motivos para ter feito o que fez no jogo de domingo, a qual rendeu minhas duras críticas ao seu trabalho (críticas estas, já excusadas, pelo menos na forma de tratamento que usei).

Bem, felizmente tudo acabou do melhor jeito possível e fico bastante contente com isso. Quero agradecer à galera da imprensa que me deu uma força: JC, Aldo Pires de Godoy, Hilder Jr., Flavio Roberto, o pessoal do Diarinho, aqui do Diário da Cidade, enfim, todos que ajudaram a acabar bem esta história toda.


posted by RÔMULO MAFRA 16:46
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Terça-feira, Março 08, 2005


CENSURAR-ME?? NUNCA!!!!!!

Sr. José Antônio Martins, vou continuar sendo a pessoa civilizada que sou, e dizer que gosto muito do trabalho que o senhor vem realizando no time do Marcílio Dias. E é claro que não estou aqui puxando o saco de ninguém. Não estou querendo mudar minha opinião, onde o chamei de "burro" num artigo publicado nesta terça-feira (no Diário da Cidade, e publicado neste blog logo abaixo). Sim, talvez tenha sido mesmo uma expressão forte demais (que inclusive, escrevi isso no próprio texto que tanto o abalou), e peço-lhe desculpas pela ofensa. Não era pessoal, como o senhor mesmo deveria saber. E como também o senhor deveria saber, e sabe, tenho certeza, em nenhum momento lhe ameacei fisicamente, mesmo porque, meu porte físico, caso o senhor me conheça, me impede de tais atitudes, mas principalmente, porque minha índole, pacífica, me restringe a tais movimentos brutais. O senhor me obrigou a procurar os meios legais, para meu próprio bem, e espero que as ameaças sofridas por mim nesta terça-feira, sejam esquecidas pelo senhor. Eu dei minha opinião. Ela foi sincera, foi dada no "calor das emoções", como torcedor que sou do time rubro-anil (desde que nasci, veja bem!), ao qual você defende agora como técnico.

Penso que, tudo que escrevi não justifica em momento algum as palavras que o senhor dirigiu a minha pessoa pelo telefone nesta terça. De nada vai adiantar me ameaçar, pois nunca me calaria diante de tal escabrosa situação. Se o senhor realmente me conhecesse, saberia disso e pensaria duas vezes antes de tomar esta atitude. Mas, como já disse, espero que o senhor repense suas palavras e suas atitudes. Vivemos numa democracia. Eu tenho direito de falar o que quiser, de expor minha opinião, assim como o senhor. Teria sido muito mais fácil se o senhor viesse conversar comigo, civilizadamente, e, então, colocaria sua opinião. Sim, para mim não seria nenhum problema dizer que estou errado, se é que eu pense que estou errado. Continuo achando que o senhor errou - como várias pessoas pensam assim - na partida de domingo. Continuo achando que o árbitro da partida errou, e errou feio, como outras muitas pessoas também (inclusive o senhor). De nada serviu dizer que o senhor e o Bozzano irão me processar. Vão em frente. Vocês têm este direito, assim como eu tenho o direito de me expressar publicamente. Mas, agora, quando o senhor me ameaça fisicamente, perde o seu direito de tentar algo pela via legal, visto que isto se chama "ameaça à liberdade de imprensa", e, felizmente, é crime no nosso país (artigo 5º do Código de Ética do Jornalismo: "A obstrução direta ou indireta, à livre divulgação e a aplicação de censura ou auto-censura são um delito contra sociedade.").

Como já disse, realmente peço desculpas pela palavra forte que usei contra o senhor. Agora a bola está com o senhor, e espero que me peça desculpas (nem precisa ser publicamente) pelo acontecido nesta terça.


posted by RÔMULO MAFRA 15:22
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Segunda-feira, Março 07, 2005


BURRO! e LADRÃO!

Burro! Com esta forte expressão posso começar minha pseudo-crônica-esportiva, ao me referir ao técnico do Marcílio Dias, Zé Antônio Martins. Sinceramente, não queria usar este adjetivo, mas não posso negar o que senti durante quase toda a partida. O time de Itajaí ganhava por dois a zero. Ainda no primeiro tempo levou um gol, num pênalti muito estranho. Ao voltar para o segundo tempo, a equipe marcilista começou bem, após terminar mal o primeiro tempo, mas o desempenho foi caindo, caindo, a torcida toda percebendo que algo de bom não aconteceria, e logo veio o segundo gol da equipe do Joinville. Era óbvio que algo deveria ser feito. Era óbvio que o treinador deveria mexer no time, colocá-lo ofensivo. O que ele fez? Nada, continuou na beira do gramado passando instruções, enquanto a nova contratação do Marcílio Dias continuava aquecendo, sozinho (sim, o time deixou empatar por dois gols, e continuava todo no banco, exceto Kelson), e assim continuou quando o Joinville marcou o terceiro gol. Após alguns looongos minutos, ele resolveu que era hora de mudar. Kelson entrou, mas no lugar de Bugrão, o melhor jogador do Marcílio em campo até então, e atacante. Quer dizer, tirou um atacante e colocou outro. Isto que estava perdendo em casa. Mas equipe melhorou. O Rubro-Anil já havia perdido um jogador, expulso (depois volto ao juiz, calma), e Leandro, o artilheiro do time e marcador do primeiro gol do dia, saíra machucado. Só havia mais uma substituição, mas o técnico do time itajaiense preferiu não colocar mais um jogador para, quem sabe, descansar outro, e um jogador que entra no segundo tempo, entra com toda vontade do mundo. E olha que ele tinha boas opções no banco. Mas não, foi novamente aquele sufoco; novamente o Joinville, com um time regular, conseguiu fazer três gols, mas, aos 37 minutos, o Marcílio conseguiu um empate que valeria por uma vitória, se o time não houvesse começado a partida tão bem. O primeiro gol foi antes dos primeiros cinco minutos de jogo. O segundo, de Bugrão, um dos gols mais bonitos do Catarinense, num belo chute da intermediária, pegando o goleiro desprevenido. A bola ainda bateu no travessão, e entrou. Foi lá, como dizem, onde a coruja dorme. O terceiro gol do Marcílio nasceu da vontade dos jogadores de ataque, que, encorajados pela enorme torcida que compareceu ao estádio Hercílio Luz (nas minhas contas, 7 mil pessoas, no mínimo), buscou um pênalti, bem cobrado pelo estreante marcilista, Kelson.

Ladrão! Bem, este termo só pode se aplicar ao árbitro da partida, Juliano Bozzano. O cara simplesmente deu seis cartões amarelos para o time do Joinville (mais da metade!), e, depois dessa chuva de cartões, o próprio "amarelou" e não dava o segundo cartão (que iria causar a expulsão do jogador) contra o Jec em vários lances, mas, num lance não tão violento assim, não hesitou em expulsar o jogador do Marinheiro, facilitando para o Joinville. Tudo isso deixou o jogo muito mais nervoso, e o que era pra ser uma boa partida (vinha até sendo no primeiro tempo), virou um festival de jogadores caídos do Joinville, que, até então estavam vencendo a partida. Nessa "brincadeira", o jogo ficou parado por uns quase dez minutos, e, tudo isso com a complacência do árbitro Giulliano Bozzano. A torcida também entrou no clima nervoso da partida, e, infelizmente, foram jogados algumas garrafas de água nos bandeirinhas, e isso, agora, pode causar a perda do mando de campo para as próximas partidas do Marcílio em casa. Mas culpo inteiramente o juiz Juliano Bozzano por isso. Se ele não quisesse aparecer tanto no jogo, nada disse teria acontecido. Novamente o Marcílio não merecia este empate, mas, novamente, os deuses do futebol fizeram a sua máxima/clichê: o futebol é uma caixinha de surpresas.

nos descontos
vendo em casa, na RBS, os gols da partida, também soube que após o jogo houve - novamente - pancadaria entre a torcida do Joinville e do Marcílio Dias. Parecia até que integrantes da própria torcida marcilista brigaram entre si também. Um torcedor saiu bem mal (bem mal mesmo!) dali, e até agora não havia sido reconhecido (imaginem o estado dele). Uma pena... e já está virando tradição esta briga entre as duas torcidas (isso que ainda não tivemos Marcílio e Figueirense..).. tsc tsc tsc

Beijos n'alma

aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ quando a nova prefeitura vai ficar pronta? mas ela já não foi inaugurada pelo ex-prefeito Jandir Bellini? não estava tudo lindo e maravilhoso, assim como o Teatro Municipal? será que o Morastoni quer continuar naquela horrível prefeitura velha e caindo aos pedaços só pra achincalhar ainda mais com o Jandir? ]

recomendaçõesDAsemana: o livro Chopin, do escritor Nicholas Temperley. Uma pequena biografia de um dos maiores pianistas da história da música, e que tem uma boa descrição das partituras do músico no final do livro, mostrando como ele fazia suas composições que maravilharam (e ainda continuam) platéia pelo mundo inteiro.

teclaREPEAT: Silverchair, no disco Frogstomp, o primeiro da banda, e um dos melhores dos guris australianos.

FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: (( O futebol não tem lógica nenhuma )) Roberto Muylaert


posted by RÔMULO MAFRA 01:14
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Sábado, Março 05, 2005


CALCINHA PRETA

Algumas vezes é bom assistir a programas como o do Raul Gil ou qualquer um de seus genéricos. Vendo estas coisas, posso até chegar a uma conclusão, talvez precipitada, que estas coisas possam ser boas. Sim, estes programas são legais. Veja só o nome do grupo que se apresentara a pouco, dando lugar a um grupo cover dos próprios, formado por crianças: Calcinha Preta. Sim, esse era o nome, mas o leitor não se assuste por eu ter falado que crianças dublavam este mesmo grupo com este nome tão... tão, vamos dizer, exótico. E não se assuste também, se eu disser que estas crianças dançavam tentando imitar os trejeitos dos dançarinos/cantores do grupo. Bem, era só uma dança rebolativa, igual a que milhares e milhares de crianças, através dela, se exercitam pelo Brasil inteiro; assim elas ficam com corpos mais ¿malhados¿, afinam suas cinturas, aumentam sua bunda, enfim, se preparam para a ¿selva¿ lá fora. A selva que irá cobrar delas depois serem gostosas/dançarinas e burras. Puxa, agora foi rude. Não, se elas forem inteligentes, também podem dançar, rebolar, serem gostosonas. Veja belos exemplos entre nós: Carla Perez (tá rica, não tá, então é inteligente.. essa até está casada com alguém famoso!), Xuxa, quer exemplo melhor de mulher gostosa que ficou famosa e influenciou gerações inteiras de crianças? Acho que paro nestes dois exemplos para preservar o estômago dos leitores mais sensíveis.

Outro fato que assisti no Raul Gil, foi o emocionante relato de uma mulher (não me pergunte quem era, não sei), e que os membros (humm) do Calcinha Preta estavam-na ajudando, ou algo do gênero, como dar palavras de esperança, rogando a Deus que ela melhorasse etc. Veja, caro amigo, pessoas assim não podem ser de todo ruins! Elas merecem o sucesso que fazem. O show que levou, segundo eles, mais de cem mil pessoas, e que proporcionou um DVD do grupo!! Sim, eles já têm um DVD! Certo, com esta revelação fatídica para o coração de alguns (estes, radicais, pode ter certeza!), vou deixando de lado este assunto para me entreter com algo mais, vamos dizer assim, cultural. Vou assistir ao Big Brodér, já que neste programa posso ver pessoas disputando entre si, trancados dentro de uma casa e sendo eliminadas por votação dos telespectadores! Quer coisa mais moderna!, mais civilizada! Eliminar o outro sem ele nem saber quem está eliminando-no. Ficar falando mal (às vezes bem) destas pessoas, participar do jogo! Interatividade pura! O que mais posso querer da minha vida?

(talvez viver?)


posted by RÔMULO MAFRA 19:41
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Depois de umas "férias" do blog, apareci só pra dizer que amanhã tem Marcílio e Joinville, já pela próxima fase do Campeonato Catarinense, às 16h30, jogo que será transmitido pela RBS, então, se você é de SC, não tem desculpa para perder este clássico do futebol catarinense (e ainda ter a chance de me ver lá na torcida ehehehehehehe). E abaixo, um artigo da Caros Amigos:

Derrota da Virtude
por Luis Domingos

É sabido que Luis Eduardo Greenhalgh é um dos melhores quadros do Legislativo brasileiro. Sua vida é norteada pelo compromisso com a defesa da democracia e dos que não tem quem os defenda, como muitos movimentos sociais. O deputado paulista em questão defende uma causa maior. A causa humana.

Ao contrário da salada política que venceu a eleição para a Mesa da Câmara, preocupada com interesses de ordem individual, como aumento de salários e outros benefícios, Greenhalgh não troca a pauta nacional pela pessoal. Alto clero versus baixo clero. Eis o cenário da última eleição da Câmara.

Greenhalgh perdeu porque não se nivela por baixo. Perdeu porque não tem a cara do Brasil construído por barganhas ao longo de mais de 500 anos. Perdeu porque não tem a cara de 300 interesses. O Brasil representado pelo baixo clero, em sua forma mesquinha e diminuta, não está preparado para Greenhalgh.

Assim, num resultado pitoresco, o que há de menor em matéria de ética, de responsabilidade, de nação, tornou-se maioria.

Nas páginas da ¿Divina Comédia¿, Dante Alighieri desce ao inferno guiado pelo poeta Virgílio. Lá, nos círculos dantescos, reconhece vários personagens do baixo clero da história. Subindo à luz, Dante anuncia e denuncia tudo o que viveu.

Na comédia dantesca exibida recentemente na Câmara dos Deputados, um outro Virgílio desce ao inferno. Só que diferente do acontecido na literatura, desce sozinho e ainda se alia com criaturas que cheiram a enxofre. Criaturas que emergem e submergem no terreno movediço dos tapetes verdes. Criaturas que se misturam no lodaçal dos interesses.

O país se surpreendeu com o tamanho do exército que essas criaturas formaram nos corredores da Câmara. O pior sabor que Greenhalgh experimentou nessa eleição não foi o da derrota, mas sim o da traição. Virgílio Guimarães, candidato avulso do PT, armou sua candidatura na expectativa do voto secreto - um convite para a base gelatinosa do governo embarcar na traição.

Um candidato que ostenta um comportamento como o demonstrado por Virgilio, ratifica que não poderia ser escolhido pelo partido. Virgílio, assim como o baixo clero, fez uso do personalismo e do individualismo, sem se preocupar com a continuação do trabalho iniciado por João Paulo. Virgílio, no desejo de ser uma alternativa ao candidato do seu próprio partido, acabou se tornando combustível para a propulsão de Severino à cadeira da presidência.

Sem a candidatura avulsa de Virgílio, os partidos, mesmo contrariados, se uniriam à chapa petista oficial, respeitando a proporcionalidade da Câmara.

Outro personagem de quem Greenhalgh foi vítima, foi o articulador político do Governo, o ministro Aldo Rebelo. Este acalentava o sonho de um governo de coalizão, mas para haver tal governo pressupõe-se haver partidos e não interesses personalizados. Aldo insistiu em misturar água e óleo até o último suspiro. Primeiramente, se confrontou com o ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, lutando contra a reeleição de João Paulo. Quando Aldo venceu essa batalha com Dirceu, o PT começou a perder a eleição.

A reeleição da Câmara seria a melhor solução e ao contrário do que se pode pensar, não seria um golpe do PT, visto que esse processo era tradição até que a Ditadura o aboliu para enfraquecer o poder civil.

E a oposição que se diz civilizada, inteligente, pós-moderna. O que fez? Votou no retrocesso, no fisiologismo, no corporativismo, tudo pelo prazer de prejudicar o PT, o Governo Federal e o Brasil. Do encontro entre o ateu Fernando Henrique Cardoso e o evangélico Garotinho, pariu-se o católico conservador Severino Cavalcanti.

Ao longo de oito anos de mandato, FHC construiu uma espécie de pedestal para acomodar a sua imagem de vaidade. Só que a eleição da Câmara permitiu que ele fosse visto fora desse pedestal, em pleno inferno dantesco, sem a máscara de estadista que ele tanto gosta de usar.

Grenhalgh era o candidato ideal se a Câmara fosse regida por princípios que vão além dos 300 interesses que elegeram Severino.

Se não bastasse tantos fatores a vitimar o deputado paulista, tentam culpá-lo por sua suposta antipatia. Mas o ponto é o seguinte: a simpatia de Severino serve a quem? Caro leitor, você já foi beneficiado ou espera ser beneficiado pelo sorriso de Severino Cavalcanti?

Depois de tudo isso, Grenhalgh deve andar pela Câmara cantando um antigo samba de Wilson Batista, ¿Meu tempo é hoje¿, ¿Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim (...) não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia. Tenho pena daqueles que se agacham até no chão, enganando a si mesmo por dinheiro ou posição. Nunca tomei parte deste batalhão (...) eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim¿...



Luis Domingos é membro titular da Comissão de Ética do PT ¿ DF.


posted by RÔMULO MAFRA 17:48
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