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O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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Um Blogo que segue a linha da minha coluna. Aliás, a linha que a minha coluna não tem. Falando de tudo que eu ousar falar, na medida do possível.
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Domingo, Abril 24, 2005
Papado: tradição e história
por Renato Pompeu
A tradição diz que os papas da Igreja Católica Romana se sucederam ininterruptamente desde São Pedro, o primeiro bispo de Roma, que recebeu de Jesus Cristo a missão de fundar a Igreja. A tradição, mas não a história, pois o Novo Testamento não indica que São Pedro tenha jamais ido a Roma, embora nele São Paulo relate os primeiros tempos dos cristãos em Roma.
Além disso, o próprio nome ¿papa¿ não é de origem romana ¿ vem do grego ¿papas¿, que significa ¿pai¿ (¿pater¿, em latim). E a própria Igreja Católica também não é de origem romana, e sim grega. ¿Igreja¿, em grego, quer dizer ¿Assembléia¿; e ¿Católica¿ significa ¿Universal¿. Assim, se a Igreja Católica fosse de origem romana, seria chamada de Assembléia Universal e não pelo seu nome tão conhecido.
¿Igreja¿ ou assembléia indicava o que hoje se chama de congregação, os fiéis que freqüentavam o mesmo templo cristão. Em cada localidade, nos primeiros tempos, os fiéis se reuniam para escolher uma pessoa com autoridade, chamada de bispo, nome que também vem do grego. Havia praticamente um bispo em cada cidade importante e um não era superior ao outro; todos eles eram chamados pelos fiéis de ¿papa¿, significando pai.
Com o tempo, os bispos de algumas cidades mais importantes, num total de sete, no Oriente Médio (por exemplo, Jerusalém), na Grécia (por exemplo, Antioquia), no Egito (Alexandria) e Roma, foram sendo chamados de patriarcas, espécie de superiores dos bispos, como os atuais arcebispos.
Os sete patriarcas eram hierarquicamente iguais entre si; o bispo e patriarca de Roma, no entanto, por estar na mesma cidade do imperador e ter acesso a ele, era mais solicitado pelos fiéis para resolver questões relacionadas com o governo. Quando a sede do Império Romano se mudou para Constantinopla, hoje Istambul, o bispo e patriarca de lá é que passou a ser mais solicitado para questões delicadas com os governantes.
Durante esse período o imperador Constantino proclamou o cristianismo como religião oficial do império e foram sendo eliminadas a ferro e fogo todas as outras religiões, menos a judaica, que foi poupada para corroborar que a vinda do Messias tinha sido prevista no Velho Testamento.
A ascendência do bispo e patriarca de Roma voltou a crescer depois que o Império foi dividido em Império Romano do Oriente e Império do Ocidente. Como patriarca, o bispo de Roma só tinha jurisdição sobre o Ocidente, ou seja, sobre a Europa Ocidental. O Império Romano do Ocidente chegou ao fim, com a invasão dos chamados bárbaros, e o bispo de Roma e patriarca do Ocidente passou, além de autoridade espiritual, também para autoridade temporal, além de ficar sem contatos com a Igreja no Império Romano Oriental e com os patriarcados em território islâmico.
Foi assim que surgiu a Igreja Católica Romana separada das outras. De vez em quando eram restabelecidos os contatos com a Igreja Católica Grega, mas, quando houve o cisma, a Igreja oficial, como o próprio nome diz, era a Igreja Católica Ortodoxa, sendo portanto heterodoxa a Igreja Católica Romana.
A Igreja Católica Romana, como a conhecemos hoje, com sua lista de sucessão de papas desde São Pedro, seu celibato clerical, a nomeação de bispos pelo papa (e não mais eleição pelos fiéis), a indicação de cardeais pelo papa e a eleição do papa pelos cardeais, começou a surgir depois de mil anos de sua história. O papa teve poder temporal até 1870, quando a unificação da Itália extinguiu os Estados Pontifícios, que ocupavam o centro da Itália. Só em 1929, por um acordo com o governo Mussolini, é que surgiu a Cidade-Estado do Vaticano e o papa voltou a ser soberano temporal.
Renato Pompeu é jornalista e escritor.
retirado da Caros Amigos
posted by RÔMULO MAFRA 23:50
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Sexta-feira, Abril 22, 2005
Algumas (rasas) considerações sobre o show do Placebo
Ontem aconteceu o showzaço da banda Placebo, em Florianópolis, e aqui vão algumas poucas e rasas considerações sobre o show:
1º - A organização da Claro errou, e errou feio ao colocar a tal banda Spiguel (sei lá escreve-se assim) para tocar. Banda fraca, patética imitação de Charlie Brow Jr., com um vocalista que imitava o também patético Chorão. Enfim, uma merda. Foi vaiado, e praticamente expulso do palco, pois quando algum babaca jogou uma garrafa de água, o vocalista, em vez de falar alguma coisa inteligente e sair por cima, preferiu xingar o público com gestos obscenos e jogando água no público. Claro que sem seguida voaram várias garrafas de plástico, latinhas e copos para o palco. A banda continuou xingando o público e, encerrou rapidamente seu fraco show.
2º - No tal concurso instituído pela Claro, o vencedor foi a banda... Spiguel. Sim, sim... isso é que dá fazer este tipo de ¿concurso¿. Ganhou aquela que gastou mais créditos para mandar mensagens para sua banda (era assim que era escolhida a banda vencedora). Novamente, vaias e garrafas, copos e latinhas voaram para o palco sobre as vaias do público.
3º - O show da Pipodélica não me agradou. Talvez fosse pelo pouco tempo que cada banda tinha, cerca de 20 minutos. Mas nesse pouco tempo, a banda Los Gaias (também não sei se é assim que se escreve), agradou e muito a galera. Pra mim, foi a melhor.
4º - O som do show do Placebo estava bem ruim.
5º - O show do Placebo foi O SHOW do Placebo. E como fã, sou suspeito para falar. Faltou um segundo bis. Ehehehhehe Destaque para as performances do baixista Stefan Olsdal, que também é DJ em Londres. Enfim, um baita show!
posted by RÔMULO MAFRA 13:10
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Quarta-feira, Abril 20, 2005
E o novo, também será pop?
A televisão, apesar dos pesares (e foram muitos pesares nestes últimos dias), adorou as tradições da igreja católica. Até mesmo aquelas que excluíram-na, como a escolha deste novo Papa que assumiu nesta terça-feira (19) de abril, deixando-na como todos as pessoas que estavam na praça principal do Vaticano, a espera da tão falada "fumaça branca". Aproveitaram, pelo menos, para usar lindas imagens do belíssimo Vaticano. Gruas desciam e subiam, closes na emoção das pessoas, nas antigas estátuas, na catedral de São Pedro, na vestimenta pomposa dos cardeais, padres, bispos, enfim, todo o clero da Católica. E é claro, aproveitaram para continuar a grande orquestração que vem sendo executada desde que João Paulo II começou a definhar, no mês de março, para arrebanhar mais católicos. Uma das principais é a Globo. E não só a Globo, como a Bandeirantes e até a Rede TV! vêm usando de suas audiências para trazer mais gente para o "lado" do povo brasileiro. Para o lado dos católicos. E, provavelmente, conseguirão, pois a mídia hoje tem mais poder que a igreja, e só com a ajuda da mídia que a igreja Católica pode dar este salto que a própria aguardava há tanto tempo.
Talvez este "salto" seja a maior obra que João Paulo II tenha feito (sem menosprezar outras que o primeiro papa não-italiano da história tenha feito). Ele mesmo sabia que sua grande exposição aos meios de comunicação acabaria surtindo um grande efeito algum dia. Principalmente, no dia de sua morte. Até na França, país assumidamente (e que tem orgulho) laico, ou seja, sem religião oficial, houve protestos da população pela cobertura da morte de JP II. Karol conseguiu seu intento final, com certeza. Apesar de todo o seu conservadorismo, confesso que também tinha uma enorme simpatia pela figura de JP II e, como comentava hoje comigo meu amigo André Pinheiro, vai ser difícil tirar da cabeça a imagem de João Paulo, principalmente com este que agora entrou, que já vem carregado de coisas contras, como ser mais conservador ainda, como ter perseguido padres que faziam parte da Teologia da Libertação nos anos 80. E a única emissora que vi falando sobre isso com mais ênfase, foi exatamente a emissora que é comandada por outra igreja, a rede Record, que entrevistou aquele que mais sofreu com esta perseguição, Leonardo Boff, "censurado" pelo, agora papa Bento XVI, Joseph Ratzinger. Boff, em declaração à imprensa após a eleição do novo papa, disse que é "continuação da era de inverno da igreja". Ratzinger, numa celebração que antecedeu o conclave que o escolheu, novamente atacou o marxismo, o liberalismo, a libertinagem, o coletivismo, o individualismo radical, o ateísmo, as seitas e o "vago misticismo religioso". O também religioso Boff, disse ainda que "será importante que as igrejas locais garantam vitalidade para além da figura tímida, não carismática e não mobilizadora do novo pontífice Bento XVI".
No mais, resta esperar que Bento XVI inove, apesar de tudo demonstrar o contrário. Que o papa leve seu rebanho de católicos a um novo mundo que aí está há muito tempo. A um mundo onde a camisinha é um importante instrumento contra doenças e contra a superpopulação -- onde a pílula anticoncepcional também faz a grande diferença. O novo papa deve também celebrar junto com a ciência seus novos avanços, pelo menos àqueles que não passem por cima da própria ética da ciência, é claro. Abrir a mente. É isso que precisamos. É isso que a igreja Católica precisa. E um novo papa poderá ajudar e muito nessa árdua tarefa. E termino com as palavras de Boff: "Eu desejo que este papa Bento XVI pense menos na Igreja e mais na humanidade sofredora e que o diálogo com as religiões, com as igrejas e com a ciência seja destinado a encontrar caminhos mais responsáveis e ligados à proteção da vida. Mais voltado ao coletivo, não apenas aos cristãos".
(com informações do sítio Carta Maior)
posted by RÔMULO MAFRA 12:50
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Sábado, Abril 16, 2005
Constantine...
Como uma amiga minha teve uma "experiência estranha" após ver o filme Constantine (baseado no personagem dos quadrinhos John Constantine, que tem a revista mensal chamada de Hellblazer), resolvi colocar umas curiosidades estranhas sobre o louco britânico (que no filme parece estadunidense, infelizmente).
Jamie Delano mandou um e-mail para o editor do fan-site nacional de Hellblazer. Veja o que ele diz, pois o criador de JC, Alan Moore, diz já ter encontrado também Constantine ao vivo e à cores. No mínimo, estranho. ;-)
"Um dia no início dos anos 90, eu estava passando na frente do museu britânico (como visto em Hellblazer #1), no centro de Londres, com a companhia de Mark Buckinghan (um artista de Hellblazer na época). Mark estava um pouco a minha frente. Uma pessoa com um casaco saiu pelas portas do museu, lançou os olhos em minha direção, e então andou na direção contrária a nossa. Depois de recobrar meu equilíbrio, eu perguntei para o Mark: 'Você viu aquele cara?' Ele respondeu que não. Sem a confirmação de Mark, eu só posso dizer que ele me pareceu o Constantine, e que havia um flash de reconhecimento quando nossos olhos se encontraram rapidamente."
E pra quem quiser conhecer um pouco de Alan Moore, o criador de Constantine (nunca confundir com o filme, que ele, pediu pra retirar seu nome dos créditos), uns trechos de uma entrevista dada por ele à falecida revista General.
"General: Como você avalia esse primeiro ano e meio de gestação trabalhista no governo britânico?
Alan Moore: Bom, sou anarquista e não voto, sou contra qualquer tipo de partido. Esse partido trabalhista que está aí (liderado pelo primeiro ministro Tony Blair) não tem nada a ver com o partido trabalhista saído da classe trabalhadora. Na última eleição nós tivemos 3 partidos conservadores disputando entre si, um deles era o dito trabalhista. É por isso que eu perdi a fé na democracia há muito tempo. (...)
"General: Você escreve sobre o efeito das drogas?
Alan Moore: Tudo o que eu escrevi até hoje, foi sobre o efeito de drogas, principalmente haxixe. Só uso drogas psicodélicas, não gosto das outras. Cogumelo eu também tomo bastante. Fumo cerca de 50 gramas de haxixe por semana. É um consumo alto, mas isso projeta a minha mente para fora de convenções e padrões de pensamento. Tenho as idéias mais estranhas. Isso é a alma da minha criatividade. Entro na "aura" de cada palavra que escrevo. E o resultado me satisfaz plenamente. Quando escrevo no estado "careta", nunca fico satisfeito.
"General: É verdade que você não sai de Northampton?
Alan Moore: Northampton para mim, é o centro do universo. Quando estive em Nova York, era como se eu tivesse tomado 20 cafés, o tempo todo. Não conseguia dormir, de tanto nervosismo e excitação. Londres já é intensa demais para mim. É uma cidade fascinante, gosto de visitá-la, mas jamais viveria em outra cidade que não fosse Hothampton.
Em 88, pensei em me mudar da Inglaterra, por razões pessoais. Minha mulher e eu estávamos vivendo uma relação a três, com outra garota que vivia conosco. Era uma relação aberta, não um segredo "sujo", mas uma opção de vida. E na época nós estávamos envolvidos diretamente com movimentos e grupos pró-gays.
O governo estava tentando impor a Cláusula 28, que praticamente proíbe relações homossexuais. Eu não queria que minha parceiras e minhas filhas fossem perseguidas ou molestadas por causa da nossa relação. Considerei seriamente a hipótese de deixar o país. Mas depois a nossa relação terminou, e decidi que poderia ser feliz vivendo aqui.
posted by RÔMULO MAFRA 14:45
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Quinta-feira, Abril 14, 2005
RACISMO...
O acontecido ontem no jogo entre o São Paulo e o Quilmes, da Argentina, nada tem com a "eterna rivalidade" entre Brasil e Argentina. Se fosse um time da Colômbia, aconteceria o mesmo. Se fosse um do Uruguai, também acredito que o desfecho deveria ser o mesmo. Prisão. Sem fiança, pelo menos é o que espero. Um caso que deve entrar pra história do futebol e aumentar ainda a mais a (boa) discussão em torno do racismo que sobressai atualmente. Este racismo que sempre esteve presente no futebol (principalmente), agora finalmente é revelado para o mundo através da Europa e vem cair de pára-quedas no Brasil neste fatídico jogo. As coisas devem mudar. Pra melhor. Mais pessoas se conscientizarão de que é uma atitude imbecil xingar o outro pela cor da sua pele. Pela diferença religiosa. Pelo pensamento diferente. Só não devemos tomar o acontecido como esta "rivalidade" e piorar nossa discriminação para com argentinos. Lembremos que quem freqüenta campos de futebol no Brasil sempre escuta um ou outro comentário racista. Principalmente nas arquibancadas cobertas. Eu já ouvi vários. E imagino que pelo Brasil a fora, seja normal este tipo de idiotice. Vamos mudar a nós mesmos antes de acusações inúteis. O jogador do Quilmes deve pagar, com certeza. E nós devemos aprender, antes que seja tarde demais.
posted by RÔMULO MAFRA 13:56
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Segunda-feira, Abril 11, 2005
E-MAIL FALSO (?)
Então, vamos à coluna xexelenta de hoje. Para os que não gostam de ler esta coluna, ela será bem rápida, para os que gostam, também vai ser rápida ehehehehehe... na verdade queria falar sobre um caso que aconteceu nesta sexta-feira e que abre uma discussão interessante: um colunista (?) mandou um e-mail para a imprensa no final da tarde de sexta. Neste e-mail, o tal cara que escreve sobre política (pelo menos é o que diz ele), fala que recebe 5 mil reais de uma instituição (não vou dizer que é a Univali ehehehe) para falar bem dela e defendê-la das acusações que outro colunista faz comumente em seu espaço no jornal concorrente. Claro, seria uma caso raríssimo, se este e-mail do colunista Breno Kolling (opa, eu nem ia falar o nome dele, escapou) for verdadeiro. O problema é que quase ninguém acreditou. Conversei com várias pessoas da imprensa que leram. Todo mundo, num primeiro momento, deixou o queixo cair com a revelação que Breno faz no e-mail. Numa outra lida, já se percebia que ninguém em sã consciência faria uma coisa daquelas. Para falar a verdade, ainda não sei se é verdade ou não. Espero que seja, pois nesse caso a máscara do tal colunista cairia por terra. E sua coluna também, se ele for uma pessoa que tenha o mínimo de inteligência. Mas, como já disse, duvido que alguém faria um mea culpa daqueles. Ainda mais Breno Kolling, o homem que não erra e que tem, segundo sua coluna deste fim de semana, "formação superior". Enfim, um "jornalista" de reputação totalmente ilibada. A principal defesa que se deve fazer quanto a Breno, é que o endereço de e-mail que foi enviado, não era o que ele usa freqüentemente. Sim, é simples, qualquer um pode criar um e-mail com o nome de qualquer um. E é o que provavelmente aconteceu neste caso. Eu disse provavelmente. Tem outro fator que ajuda Breno nisto tudo, é que o estilo do tal e-mail não bate com o "estilo" Breno Kolling de escrever. Uma coisa do "outro mundo", na minha opinião, é claro ehehehhe. Portanto pessoas que lêem este texto (se é que agüentaram tanto), cuidem quando receberem opiniões que sejam diferentes do que estão acostumados de conhecidos. Desconfiem, como falei alguns textos atrás. Não acreditem em tudo que lhes chega em suas caixas de e-mail.
Falando nisso, o André vai ter que dar algumas feijoadas, pelo seu "quiz" da semana passada. Muita gente acertou quem era o "colunista suíno" que falava. Vai ter que desembolsar alguns reais hein guri? Ehehehehhe
Mudando de assunto, para os que não sabem, a partir de terça-feira não sou mais funcionário do jornal Diário da Cidade, onde exercia do cargo de Diagramador. Pedi meu desligamento por questões pessoais, portanto, quarta-feira estarei trabalhando em casa, fazendo diagramações, projetos gráficos, folders, cartões, outdoors e mais uma porrada de coisas. Ah, sem esquecer o jornal Platéia, que todos os meses estás nas bancas de Itajaí (jabá básico).
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Ah, quero agradecer os e-mails recebidos e publicados na edição passada do MCOL, dos amigos Marcos Patrianova e Paulo Zembruski. E também o e-mail do Paulo Sezerino, nesta edição. Valeu galera!
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Ei ei ei, o Atlético é o rei!!! Olha, mesmo que o Atlético de Ibirama não se consagre campeão no próximo domingo, já merece todas as honrarias que um vencedor merece. Tem jogado muito, e nunca abaixa a cabeça, mesmo quando joga fora de casa (ao contrário de um certo time itajaiense ehehhe). Aliás, nos dois últimos jogos que assisti e que jogou fora de casa, enfrentou dois grandes times catarinenses e conseguiu arrancar um empate no finalzinho dos respectivos jogos. Contra o Joinville, quando o Ibirama classificou-se para a final, fez o gol de empate aos 45 minutos. Agora, neste domingo, contra o Criciúma, o gol de empate saiu aos 43 minutos num belo gol. No próximo domingo, como já disse, sou Ibirama desde pequenino. Uma grande equipe, o Atlético de Ibirama! E merece o campeonato. Em caso de empate neste jogo decisivo, a pequena e bela Ibirama vai virar a noite em festa!
Beijos n'alma
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ até quando o "suíno" vai continuar impune escrevendo as merdas que escreve? ]
recomendaçõesDAsemana: o livro "Crônicas Escolhidas", de Lima Barreto. Sim, Lima Barreto era um baita cronista, para os que não sabem. Talvez um dos melhores, e o comparo a Machado de Assis. Apesar de diferença de anos que os separa, Lima Barreto seguiu a linha de Machado, pelo menos no que diz à crítica social, porém, Lima era mais direto do que Machado.
teclaREPEAT: Weezer, o verde
FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: (( Não há porque fazer a este cômico mundo a honra de levá-lo a sério. )) Herman Hesse
posted by RÔMULO MAFRA 12:22
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Quarta-feira, Abril 06, 2005
LACRIMOSA
(texto publicado no mail-zine MãonosCórnOnLine e só agora publicado aqui ehehehe)
Uma overdose de papa. Overdose de Mozart com seu belíssimo Réquiem, o último trabalho de um dos grandes músicos que a humanidade já esteve caminhando ao seu lado. Bem, tenho que dedicar algumas palavras sobre o acontecido, que mexeu com o planetinha azul. Não consigo ficar impassível diante da morte espetacularizada pela mídia do único papa que conheci (tinha quase um ano quando ele foi ordenado). E também por eu ser católico (fui batizado, tomei a primeira comunhão, fiz crisma), por ser o catolicismo e a religião uma de minhas primeiras vocações, quando pensei em ser padre. Sim, este que vos escreve já teve este pensamento. Fui coroinha por alguns anos na igreja da Vila Operária, aqui em Itajaí. Também foi na igreja que "descobriram" um dos meus "talentos", que é a música. Cantava com as crianças da catequese, e num dos ensaios, alguém indicou-me para que fosse cantar também no coro que ficava no outro lado da rua (na época era o Villa-Lobos). Logo entrei no coro infantil. Estou até hoje lá. Hoje somos o coro Carpe Diem, mas o começo foi lá na sede do Villa-Lobos.
Porém, um dos empecilhos para que eu não seguisse a vida eclesiástica foi o de que os padres têm que seguir uma vida de castidade. Isso é que me desanimou para este tipo de vida. Sabia que não conseguiria.
Mas até hoje me sinto (levemente) tentado pela vida num mosteiro. Quem sabe o que futuro reserva? Mesmo com minhas divergências de opinião com a igreja Católica, até poderia ser um bom padre, imagino. Um padre diferente, como alguns que conheci. Adoro a música sacra. Seria um padre que incentivaria a música na paróquia, ao contrário de vários padres que também conheci. Uma pena, pois acho que a igreja deveria cada vez mais incentivar a boa música dentro de suas capelas. A frase que uso nesta minha coluna, do papa Karol, fala exatamente sobre isso e deveria ser seguida com mais afinco pela Católica Apostólica Romana. Sinceramente, acho um saco àquelas missas com violão, guitarra, bandas tocando. Sou a favor de missas mais, vamos dizer, contemplativas, onde a pessoa possa pensar, meditar com o silêncio ou levado pela boa música.
Desviando um pouco o assunto, sem sair dele, gostei da cobertura feita pela Globo, que mandou seu âncora jornalístico para o Vaticano. Nem vou dar os parabéns, pois com o poder econômico que a Platinada tem, é o mínimo que eles podem fazer. Já a Rede TV irritou um pouco com a trilha sonora, usada quase que inteira, de um grupo que agora me foge o nome, onde se usa o canto gregoriano com música eletrônica.
Achei muito pobre. Com tanta música boa por aí, eles pegam logo o mais pobre.
Mas é isso. Realmente me emocionei com tudo isso. Vou me emocionar ainda mais com os ritos fúnebres - aliás, adoro particularmente os rituais da Católica -, com o clima triste que é a morte do mandatário
do Vaticano. Infelizmente o papa João Paulo II foi um papa ainda muito conservador para sua época, apesar de gostar da figura que representava Karol Wojtyla. Mesmo com todas as inovações que seu mandato teve, espero que o próximo possa mudar alguma coisa. Não faço parte da igreja hoje em dia, mas sei que ela tem um papel importante na humanidade, e pode mudar alguma coisa. Basta ela querer.
FUTEBOL
Eu eu eu, o Joinville se... ehehehhehe.. Agora tá decidido, sou Atlético de Ibirama desde pequeno!!! E principalmente depois de arrancar aquele belo empate com o Jec lá na casa do adversário. Merece o título do Catarinense 2005.
aPERGUNTAqueNÃOquerCALAR: [ sem nada por hoje... ]
recomendaçõesDAsemana: o livro "O Mundo do Sexo" do estadunidense Henry Miller. Novamente Miller falando sobre sexo. Mas agora o interessante é que não é uma ficção auto-biográfica, como é seu costume. Agora é Henry Miller falando sobre sua vida, sobre o sexo na sua vida e na sua obra. Inclusive é bem interessante pelo aspecto em que fala de algumas coisas que aconteceram na sua vida, e que, o leitor mais atento, lembrará de passagens de alguns de seus romances.
teclaREPEAT: Réquiem em ré menor K626, de Mozart
FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: (( A música, como se fosse a voz do coração, faz surgir ideais de beleza, uma aspiração pela perfeita harmonia não perturbada pelas paixões humanas, assim como sonho de comunhão universal. )) Karol Jósef Wojtyla
posted by RÔMULO MAFRA 12:21
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, reeleição do Bush etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), e foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnOnLine, também colaborou com artigos para o jornal da Cidade (suplemento do Jornal de Santa Catarina), Diário da Cidade, Diário do Litoral (coluna "de vez em quandal"), jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, além de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo. Atualmente é editor do jornal cultural PLATÉIA, criado em setembro de 2003. Também já publicou um livro de poesias, Ciclotimia, junto com André Pinheiro e Paulo Zembruski.
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