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Terça-feira, Maio 31, 2005
para um(ns) certo(s) jornalista(s) (?)
A responsabilidade das esquerdas
A direita no Brasil de hoje não dispõe mais de um aparato militar golpista. Como tem que apostar em eleições, só lhe resta incentivar uma atmosfera de "crise institucional". A leitura do noticiário da imprensa desperta a impressão de que a velha UDN da oposição a Vargas está de volta.
(...)
Por outro lado, me dá vontade de rir cada vez que leio artigos de jornalistas na imprensa acusando acerbamente o PT de ter "enganado" seus eleitores, de ter "vendido gato por lebre", de ter prometido "mudança" e ter oferecido "continuidade". Muitos deles são os mesmos que, logo que aparece algum indício tímido de "mudança", reverberam as surradas expressões de "assistencialismo", "populismo", "demagogia" e outras tão do agrado das classes dominantes e seus gerentes.
E muitos desses jornalistas passaram os anos de governo do PSDB/PFL vendendo eles mesmos "gatos por lebres", apresentando a privatização do espaço público e a desconstrução do tecido social e político promovidas pelo neoliberalismo como a grande panacéia universal. Foi só PT chegar ao Planalto e eles se converteram às "causas sociais", à necessidade de "inovar" na política econômica etc.
(...)
Flávio Aguiar em Cartas Ácidas
Gostou? Concorda? Discorda? Quer ler o resto?
Altamente recomendável ;-)
Vai aqui
Flávio Aguiar é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e editor da TV Carta Maior
Eu dou uma bala pra quem descobrir de qual (ou seriam quais) jornalista (?) estou falando aqui ehehhehe
posted by RÔMULO MAFRA 18:57
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Sábado, Maio 28, 2005
Release escrito por este que vos fala, e mandado para vários jornais brasileiros (vi publicado no Diarinho, no resto não sei..). Ah, e hoje tem no Diarinho uma entrevista com este Menino que Não Machuca sobre o concurso literário lançado pelo jornal Platéia e Semasa. Confiram e digam o que acham. Talvez amanhã eu coloque a matéria completa aqui. ;-)
UM BRASILEIRO NO MAIOR FESTIVAL DE ROCK DA ESPANHA
Depois de muitos anos galgando os difícieis degraus do rock alternativo no Brasil, agora Fernando Robleño irá, com a sua banda, Mudfly, tocar no maior festival de rock da Espanha, o Festimad
Rômulo Mafra
Fernando Robleño Hildebrand , 26 anos, nascido em Minas Gerais no dia 14 de abril começou sua vida no rock em Joinville, cidade onde viveu 12 anos, com uma banda chamada Mole Hole tocando bateria, em 1994. Hoje ele é o guitarrista e vocalista da banda espanhola Mudfly e recentemente ganharam um concurso instituído pela organização de um dos maiores festivais de rock da Europa, o Festimad (www.festimad.es), que acontece HOJE (28) na capital espanhola. Eles se apresentarão ao lado de bandas de renome internacional, como Marylin Manson, System of a Down, Slayer, Sick of it All, The Hives, Prodigy entre outras.
Mas a história de Robleño na Espanha começou com muitas dificuldades, comuns a qualquer um que chega numa cidade onde se é um total estranho. Pouco menos de um ano após sua partida do Brasil, onde deixou o curso de Jornalismo na Univali, em Itajaí, Fernando colocou um anúncio no jornal Segundamano e em pouco tempo já formava uma banda de rock. Após algumas trocas na formação e no nome, consolidaram-se como a Mudfly, mantendo a formação original até hoje, com Fernando Robleño (guitarra e voz), Miguel Garcia (bateria) e Javier Ayusa (baixo). Dois anos depois gravam a primeira Demo, com o nome de King of Mudflies, em 2002, nos estúdios Heatroom, com seis canções influenciadas pelo rock dos anos 70 até o alternativo dos 90. A Demo tem uma boa aceitação do público underground madrilenho e tocam em todo o circuito da grande Madri.
Em 2003 ganham o concurso de demos organizado pela Rádio Belladurmiente de Almeria (www.belladurmiente.com) e com participação de bandas de toda a Espanha. O prêmio para esse concurso é a gravação e edição de um CD com cinco músicas e a apresentação no festival Candil Rock junto a duas míticas bandas espanholas: Sober e Warcry. Agora com um CD gravado e editado, novamente saem para promover o disco e tocando fora da comunidade de Madri, em cidades como Barcelona, Murcia, Toledo etc. Ainda em 2003, ficam em 3ª lugar num concurso de Demos organizado pela prefeitura municipal de Humanes de Madrid.
Agora é a vez da Mudfly finalmente alcançar o reconhecimento, tocando neste festival que tem a fama de revelar bandas para o grande público na Europa como Elektra, Sidonie, Sperm etc. Um dos sonhos de Fernando, que é compartilhado por seus companheiros de banda, é vir tocar no Brasil, e para isso basta que alguém se interesse em trazê-los, pois o som da banda vem num crescendo, e não é à toa que eles tocarão para um gigantesco público no Festimad deste ano.
Contato:
Site: www.mudflyrock.com
E-mail: info@mudflyrock.com
MSN: robleno@hotmail.com
Telf: (34)661090900
Discos: "Kings of Muddy Flies" Ep - 2002
"Mudfly" CD - 2003
"MadTaste" Coletânea - 2005
Biografia publicada no sítio oficial do Festimad sobre a Mudfly:
Densos e imprevisibles, adictos al volumen, genuinos creyentes del ROCK sin pretensiones. Entre asfalto y polución nace Mudfly. Fernando, guitarrista y cantante de origen brasileño, influenciado por la música de los 70 y principios de los 90 llega a Madrid dispuesto a formar una banda. Encontrando a Miguel como referencia rítmica, se definen como trio junto al "sabbatico" Sergio, habitual guitarrista de Rip KC que en esta ocasión interpreta los tonos mas graves. Dos años de ensayos, locales, garitos, conciertos, furgonetas, mas conciertos y alguna que otra demo, graban su primer EP MUDFLY "Kings of muddy flies" 2002, autoproducido en los estudios Heatroom. 6 temas con un sonido energico,contundente y elaborado, riffs hipnóticos y pegadizos con melodias suaves tal vez en algún punto de una carretera perdida entre Kyuss, Mudhoney y los primeros Nirvana.
posted by RÔMULO MAFRA 13:11
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Sexta-feira, Maio 27, 2005
eu não acredito, porém....
Bem, eu não acredito muito em horóscopo, mas ontem me irritei lendo algo sobre meu signo (áries) na casa do meu amigo Aristeu. Pô, tudo bate comigo. Ou é coincidência? Sei lá, mas é engraçado, isto é!
Vamos lá então ehehehhe
...
Diante da ponderação, Áries dá de ombros: o que importa é o entusiasmo do combate.
Apesar de extrovertido e precipitado, o ariano é um pioneiro e um visionário que respeita o que sente.
A mentira desconcerta o ariano, e a hipocrisia o confunde. Já um objetivo pelo qual lutar confere esperança e ânimo a este ser decidido.
Os arianos são mais felizes nas profissões de risco, em que precisam comandar e onde podem controlar seu próprio tempo (putz, essa é perfeita ehehehheh). Como o princípio fundamental de Áries é a ação imediata e impulsiva, é difícil para ele se controlar, submetendo-se às ordens alheias.
É no amor e na amizade que Áries demonstra toda sua generosa disposição, sendo capaz de ir até o fim do mundo para demonstrar seus sentimentos e de enfrentar tudo e todos para ter o que deseja. Porém, sofre de um excesso de candura e inocência.
...
Objetivos, francos e diretos os arianos são descomplicados e péssimos mentirosos.
(...)
Ir ao banco pagar uma conta significa saldar uma dívida e enfrentar obstáculos imensos tais como atravessar a avenida cheia de perigosos motoristas e enfrentar a fila repleta de concorrentes e inimigos. Eles são assim mesmo : meio exagerados. Mas há dinamismo em seus atos e é ótimo ter pessoas assim ao nosso redor, que estão a todo instante nos instigando, mesmo que insistindo e fazendo você perder a paciência.
(...) São bons líderes e são ambiciosos, nem tanto pelos bens materiais, mas pelo puro reconhecimento. Sempre querendo ser os primeiros poderão atropelar, e podem mesmo, as pessoas lentas que se põem em seu caminho. Mandão ? Não. Ele só acha que tem mais o que fazer do que as pequenas tarefas ligadas à manutenção, limpeza e organização, afinal, ele tem mais o que fazer : é Ariano.
por Barbara Abramo
posted by RÔMULO MAFRA 13:48
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Quinta-feira, Maio 26, 2005
O Medo De Nós Próprios
Acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expessão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helênico, possivelmente até a algo mais depurado e mais rico do que o ideal helênico. Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a ação é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso. A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo.
Oscar Wilde, in 'O Retrato de Dorian Gray'
Nada É Impossível De Mudar
Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.
Brecht
Este último, retirado do blog amigo Letteri
posted by RÔMULO MAFRA 23:22
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Quarta-feira, Maio 25, 2005
los hermanos in
o velho é o moço
(...)
Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim. Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão
quando vêm dizer que eu não sei medir
nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiro a prever
e poder desistir do que for dar errado?
Ah, ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim
que o acaso é amigo do meu coração
quando fala comigo, quando eu sei ouvir...
posted by RÔMULO MAFRA 14:06
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Semasa e Platéia lançam concurso de contos e crônicas
Divulguem galera!!!!!
Fomentar a cultura e a literatura em Itajaí, este é um dos principais objetivos do 1º Concurso Literário Semasa/Jornal Platéia -- Itajaí 145 anos, na categoria Contos/Crônicas. A iniciativa é do Jornal Platéia e do Semasa -- Serviço Municipal de Água, Saneamento e Infra-Estrutura. O concurso será na categoria Conto ou Crônica e deverá ter como tema a cidade de Itajaí, contendo no máximo 45 linhas em fonte Times New Roman com 1,5 cm de espaçamento entre linhas, impresso em duas vias, juntamente com um disquete contento o conto/crônica e somente o pseudônimo. Escrito por fora deste envelope, deve estar o pseudônimo do autor. E dentro do envelope, deve vir outro, lacrado, onde constará nome completo, endereço, telefone, e-mail e outros dados do participante. A ficha de inscrição do concurso, assim como regulamento completo pode ser encontrado na edição 21 do jornal Platéia.
O concurso literário tem como apoiadores a Prefeitura de Itajaí, Fundação Cultural de Itajaí, Livraria Alternativa Casa Aberta, jornal Diário do Litoral, Livrarias Aladim e Effetiva Comunicação, e terá inscrições aceitas até o dia 05 de junho, sendo o resultado divulgado na próxima edição do jornal cultural Platéia.
Além da publicação dos trabalhos vencedores, o concurso não ficará somente na visibilidade para os escritores participantes, e dará prêmio de R$ 250,00 para o primeiro lugar, R$ 150,00 para o segundo e R$ 100,00 para o terceiro lugar. O corpo de jurados é formado por dois escritores, dois jornalistas e um professor de literatura, todos com experiência no campo de literatura. As inscrições devem ser entregues na sede da Fundação Cultural de Itajaí, na rua Lauro Müller ao lado da CEF ou no Semasa, na rua Heitor Liberato, 1189.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social/ Roberta Dietrich - 84149019
Quem quiser o regulamento, pode pedir para mim que passo por email mesmo.
posted by RÔMULO MAFRA 11:46
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Terça-feira, Maio 24, 2005
los hermanos em jaraguá do sul
Graaaaande show!!! Se não fosse o tardio horário em que iniciou a apresentação do Los Hermanos neste sábado, teria sido ótimo. Os caras começaram a tocar pouco depois das 2 da madrugada, e nós estávamos lá, esperando, desde as 23 e pouquinho. Mas voltando ao show, o Los Hermanos, como sempre, deu um ótimo show, com seus performáticos e também carismáticos músicos (todos, sem dúvida, muito competentes), e isso inclui, é claro, o naipe de metais que acompanha a banda já há algum tempo, e, aliás, tornaram-se indispensáveis à banda.
Ah, e pros fãs, rolaram duas ou três músicas do CD que eles já estão gravando.
posted by RÔMULO MAFRA 16:01
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Segunda-feira, Maio 23, 2005
recomendaçõesDAsemana: o livro "Casanova -- confidências íntimas de um grande sedutor". Bem, o nome do cara já diz tudo né? Mas o livro que li não é a obra completa de Casanova, mas uma compilação interessante, totalmente comentada, mas o grande porém do negócio é que não se diz quem é que está comentando; esta é única falta que o livro comete. De resto, bem, basta dizer que Casanova foi literalmente foda ehehhehe.. e acredite, não se trata nem de um livro tão erótica quanto se imagina. Casanova escreve muito bem e consegue ser o mais suave possível ao descrever sua centenas de casos. Bom para toda a família ehehhehe
teclaREPEAT: alanis morrissete: supposed former infatuation junkie
FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: Se você espera certeza para fazer as coisas, provavelmente não fará grande coisa - Win Borden
posted by RÔMULO MAFRA 12:05
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mudanças
Eu realmente invejo. E muito. Invejo as pessoas que não mudam. Que não sentem o doce e cortante vento da mudança. Elas preferem a brisa constante da calma vida. Às vezes uma ou outra tempestade ou menos que isso. Não, também não sou adepto das mudanças grandes e bruscas (e invejo também quem é). Não conseguiria, por exemplo, abandonar meu lugar de nascimento. Sinto que devo algo a ele. Porém, as pequenas mudanças, que são sentidas primeiramente no nosso interior, nos pegando já de surpresa e assustando um pouco; elas vão crescendo, cultivadas, nos levando ao abismo das escolhas, onde podemos pular de cabeça ou tentar descer por suas encostas escorregadias -- as duas opções darão no mesmo lugar --, mas também podemos ficar só observando quão interessante pode ser lá embaixo e recuarmos. Não há uma lei para retrocedermos ou pularmos neste abismo. Mas se não há uma lei, isto por si só, já torna-se uma lei, que é: fazer ou não fazer; pular ou não pular; mudar ou não mudar. Só quem pode nos dizer isso somos nós mesmos, ouvindo nosso coração, mesmo quando ele nos fala sussurrando palavras inaudíveis. E como eu dizia, eu invejo as pessoas que temem mudanças, já que é uma inveja positiva, pois esta minha inveja permite, às vezes, manter a calma ou irromper num choro desatinado.
A questão principal, penso eu, é poder lembrar e continuar sentindo o vento cortante (pois faz sofrer, não tenhas dúvida) e doce (pois mudar é quase sempre evoluir) da mudança.
Solte as cordas, deixe o porto seguro. Deixe que os ventos alísios encham suas velas. Explore, sonhe, descubra. H. Jackson Brown
texto escrito ao som de beethoven
posted by RÔMULO MAFRA 02:48
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Quinta-feira, Maio 19, 2005
UMA CARTILHA, POR FAVOR!
este meu artigo foi publicado no jornal Platéia
Li em alguns veículos de comunicação nas semanas que passaram, muitos brasileiros, jornalistas, intelectuais, indignados com uma publicação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), que logo apelidaram de Index (Auctorum et Librorum Prohibitorum), fazendo clara menção à época da inquisição, onde o Vaticano publicava o nome dos livros que não poderiam ser veículados. Aos que cabiam o nome no tal Index, havia somente uma opção: a fogueira, inclusive para o autor, dependendo do caso.
Entre os que se lançaram nesta "cruzada" contra o tal livreto de 88 páginas, estão figuras nacionais como Arnaldo Jabor, João Ubaldo Ribeiro, Frei Betto, alguns membros do Partido Comunista, entre outros. Usando das palavras de um dos autores da cartilha que condena o uso de expressões politicamente incorretas, ela "foi concebida para chamar a atenção de pessoas que lidam com o público (...) para o fato de que certas palavras e expressões, dependendo do contexto, são discriminatórias, preconceituosas, humilhantes", nos mesmos moldes dos já existentes manuais de redação nos grandes jornais brasileiros. "Não é uma cartilha impositiva, que pretenda regulamentar nada, apenas servir de reflexão para delegados de polícia, parlamentares, jornalistas, radialistas e demais profissionais que mantém contato com o público", diz o subsecretário Perly Cipriano, responsável pela cartilha. Mas tá, Rômulo, o que queres com isso? Já explico: claro, sou a favor da tal cartilha, sou! Ninguém vai impor nada. Não há mais espaço para isso no atual Brasil. Não existe como controlar a imprensa, a internet está aí para provar, e não é uma cartilha -- que já teve diversas outras edições, porém, nenhuma criticada com tanto fervor como esta -- que fará voltar a censura. Mas lendo sobre isto, e ouvindo e lendo um certo colunista daqui de Itajaí, penso que esta cartilha deveria rapidamente chegar aqui na nossa cidade. Temos pessoas demais falando besteira demais. É difícil conviver com este tipo de gente e manter a calma. Realmente, eu me incomodo demais, como dizem alguns amigos. Outros acham que estou certíssimo em reclamar destes "incautos", como um deles gosta de chamar seu outro colega, apenas por discordarem em relação à poderosa Univali. Preciso dizer de quem estou falando? Vou lhes mostrar alguns exemplos, e já já digo quem é o personagem deste artigo (ô suspense inútil, hein?). Ouvindo um programa de rádio nesta segunda-feira (16/05), ouço um senhor emitindo suas opiniões, e estas opiniões são de um total descalabro que tenho vergonha de perpetuá-las aqui através da imprensa escrita. Primeiro ele chama o pessoal do MST de "gente bandoleira", sendo que o "bandoleira" dele é totalmente pejorativo, dito em um tom de sarcasmo que não se acredito num "jornalista". Quando o outro apresentador diz que o mesmo pessoal foi barrado em Brasília, ele fala, em tom mais agressivo ainda, que "tem que dar pau" nestas pessoas que foram barradas. Sério, não estou brincando, pois isso é um assunto deveras preocupante. Como se deixa alguém deste nível ter um programa de rádio? Quem pode fazer algo a respeito? São perguntas que não querem calar a este que vos escreve. E tem mais, ele reclama que os Sem-terra não podem chamar o Ministro de incompetente, mas ele, com seu escancarado preconceito, pode chamar os Sem-terra de "bandoleiros" entre outros adjetivos pejorativos, além de em seguida, tirar um sarro do próprio ministro, usando do defeito na fala do Ministro para menosprezá-lo. Se eu não tivesse ouvido, talvez não acreditasse que isto acontece!
É incrível, mas isto tudo aconteceu em apenas alguns minutos, no programa Controle Total, da rádio Difusora aqui de Itajaí, e quem "emitia" estas opiniões era o senhor Breno Kolling. Gostaria de saber se algum órgão pode tomar alguma medida contra isto. Talvez mandar alguns exemplares da tal cartilha citada no começo já seria um começo. Melhor ainda seria manda-lo para sentar nos bancos escolares da Univali que ele tanto preza.
(Com informações do sítio Observatório da Imprensa)
posted by RÔMULO MAFRA 12:31
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Terça-feira, Maio 10, 2005
depois de uma ensadecida semana em cima da pilha de histórias em quadrinhos que comprei num sebo aqui de Itajaí, vai um conto (provavelmente inacabado, pois vou começá-lo neste momento) baseado nas HQ´s.
.+.+. um perpétuo e um inglês .+.+.
O vento frio batia no meu rosto e, andando de bicicleta, aumentava a sensação da baixa temperatura que começava a fazer neste princípio de Outono. Acabara de sair de casa quando isso tudo aconteceu, e ainda estava na rua que dá acesso ao condomínio onde moro, aqui em Itajaí. Um homem chamou-me pelo meu apelido. Estranhei. Ele estava numa parte escuro, mas pude ver que usava uma capa dessas inglesas, meio marrom, mas naquela penumbra não podia ter certeza de sua cor. Mas foi o começo para minha desconfiança. Parei a bicicleta um pouco afastado, e um tanto desconfiado. Ele falou para eu me aproximar, que não tivesse medo. Disse que àquela distância estava bom pra mim. E só então percebi que havia mais alguém com ele. Uma pessoa vestida toda de preto, camuflado na escuridão atrás do homem de capa inglesa. Vi que seu rosto tinha a cor da luz da lua, o que me deu mais uma pista do que estava acontecendo, e que suas roupas eram esvoaçantes, mas não espalhafatosas.
Enquanto minha resposta causou um certo silêncio, o homem da capa acendeu um cigarro e fez algum comentário sarcástico com o homem que estava atrás de si. Era o momento de acontecer alguma coisa, pensei. Perguntei o que eles queriam. O homem de preto respondeu com uma voz que parecia um coro cantando, mas que se tornava uma voz só momentaneamente: PRECISAMOS DE SUA AJUDA. E foi o bastante para eu ter minhas suspeitas confirmadas. Aproximei-me com cuidado, pois não podia acreditar no que estava acontecendo. Eu falava com John Constantine e o Senhor dos Sonhos, Sandman ou Morpheus, como prefiram. Para quem não conhece, os dois são personagens de histórias em quadrinhos e o primeiro virou até um filme, com o Keanu Reeves no papel do inglês (que no filme virou estadunidense). Constantine é um filho da puta que também mexe (muito bem) com magia, de tudo quanto é tipo e cor. Morpheus é simplesmente um deus, o deus do Sonhar, lugar aonde todos nós vamos quando nos deitamos e sentimos sua areia nos levar para o seu reino. É lá que passamos 1/3 da nossa vida, dizem os cientistas. É também lá que, muitas vezes, descobrimos respostas para nossos problemas, e é onde nós selecionamos o que nossa memória deve guardar ou não. Um reino bem interessante, na minha opinião, e de pesquisadores. Imagino, sorrindo comigo mesmo, que o próprio Morpheus deve concordar comigo. Mas tudo aconteceu muito rápido. Quando chego perto, Morpheus também se aproxima de Constantine, que se apresenta e apresenta o Senhor do Sonhar. Pergunto se eles falam português. O inglês diz que não, que isso deve ser o efeito Pentecostes. Como não lembro o que é isso, mas faço uma vaga idéia, deixo pra lá. Constantine diz que eu preciso guiá-los na minha cidade. Que ele não conhece nada daqui e também odeia dirigir. Diz também que fica contente em não ter que me hipnotizar, pois pelo jeito, "já nos conhece, não é mesmo?". Respondo que sim, conheço dos quadrinhos. Pergunto se tudo aquilo que está lá é verdade, se aconteceu. "Olha, a gente conversa no caminho, certo?", diz Constantine. "Tá, mas onde está o carro?", questiono. O inglês pergunta para Morpheus que continua olhando para mim com seus olhos negros, e, neste momento percebo que minhas pernas estão tremendo. Estou tão nervoso com a situação que nem percebi meu estado. Dou uma risada com o surrealismo de tudo aquilo, enquanto Sonho diz que o carro está ali, virando a esquina. "Então vamos, oras?", diz o já irritado Constantine, acendendo outro cigarro. Só então vejo Morpheus como ele é mesmo, com toda sua imponência de um deus. John diz, em tom de piada, que as outras pessoas estão vendo ele como se fosse o vocalista do Bauhaus. Tento lembrar de como era o tal vocalista, mas nenhuma imagem vem a minha mente.
Entro no carro, mas quando olho, Morpheus já está lá dentro. Constantine faz uma piada sobre fantasmas que não consigo entender, pois estou prestando atenção no carro. Dou a partida e vou na direção para onde o carro estava apontando. Pergunto onde é que nós vamos e Morpheus diz que é isso que eu preciso lhes dizer. Começo a entender que não estou entendendo nada, mas, sei que é assim que funciona estas coisas com eles. Quer dizer, sei nada. Isso tudo é muito fantasioso, é muita loucura para mim. "LOUCURA É COM A MINHA OUTRA IRMÃ", diz Morpheus mostrando seus dotes paranormais para mim. John só dá um sorriso e diz que precisamos encontrar um terreiro de umbanda.
(continua na próxima edição, ou nunca mais... aceito sugestões para a continuação ehehehe)
.+.+.+. .+.+.+. .+.+.+.
Ia parar por aqui esta coluna, mas estava lendo a coluna do Breno Kolling no Diário da Cidade no dia de hoje, e, além da puxação descarada de saco no rei-thor da Univali, tinha também outro tópico vomitado pelo cara que consegue falar mais m#*%@ por linha aqui em Itajaí (mais até do que a dupla-de-dois e outros perdidos por aí). Ele, com sua extensa imaginação voltada a falar este tipo de coisa, disse que a eleição do (bruxa de) Blair na Inglaterra é um avanço. Claro, o vestunto não teve coragem de usar destas palavras, e ainda elogiou de tabela o Bush (que o mesmo vestunto não sabe a caligrafia ainda), dizendo que os povos lá de cima é que são inteligentes, pois mesmo os dois sendo os carniceiros que são, elegem os mesmos, pois o que importa pra estes povos, segundo a lógica do imponente escriba e entendedor das coisas internacionais, é o que presidente faz dentro do seu país, e o resto, o resto que se foda. Se ele manda seus ¿filhos¿ pruma gerra imbecil morrerem e matarem inocentes, foda-se. Se ele, o presidente, é um incompetente em assuntos que dizem respeito a outros povos, outras civilizações, foda-se. Mas a lógica do Breno ainda está para ser estudada por gente competentíssima, pois olha, não é qualquer um que consegue captar as inovadoras idéias do "gordo escriba", como o próprio se auto-denomina. Ele deve estar muito à frente da nossa geração. Talvez ele já esteja no fim do mundo e não saibamos. Vou ver se não há nenhuma referência a ele no Apocalipse.
.+.+.+. .+.+.+. .+.+.+.
teclaREPEAT: Beck - Mutations
FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida. Salvador Dali
posted by RÔMULO MAFRA 14:38
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Sexta-feira, Maio 06, 2005
le jour tristes*
hoje coisas estranhas que não são estranhas. escrever no bloco de notas. olhar para trás. ao longe, uma ambulância dobrava em direção do centro da cidade. minutos depois saber que na ambulância estava sua avó. atropelada por uma moto. deve estar bem. foi falando para o hospital. parece que machucou a perna. espero que sim, mas ainda aguardo por detalhes. acho que por hoje é só. ouvindo yann tiersen. ah, também comprei muitos bons gibis hoje, mas. espero que ela esteja bem. e vai estar...
* os dias tristes, música de yann tiersen
posted by RÔMULO MAFRA 19:17
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Quinta-feira, Maio 05, 2005
pequenos parágrafos que dizem tudo
"As razões do fracasso [do Plano Colômbia, realizado pelos EUA] são claras: se desloca para o exterior o combate às drogas, sem combatê-la dentro do país. Seguindo o mesmo procedimento que historicamente adotou, exorciza seus problemas, buscando bodes expiatórios no exterior. Neste caso, nos camponeses andinos, nos governos e nos movimentos sociais da região. Basta que nos perguntemos quantos chefões do narcotráfico estão presos nos EUA, para nos darmos conta de como não são combatidos dentro do país, o que provavelmente implicaria no enfrentamento das enormes máfias -- que cruzam o sistema financeiro -- que traficam no país que, de longe, é o maior mercado consumidor de drogas no mundo. Enquanto não combatem seus traficantes, exigem que os outros governos extraditem os seus para os EUA, para que tenham acusados a ser julgados pela Justiça desse país, no lugar dos seus chefões, dentro de suas fronteiras.
Sem nenhum efeito no combate às drogas, a Operação Colômbia segue, porque seu objetivo real é o combate às guerrilhas do país. É essa a finalidade real dos investimentos milionários realizados por Washington nesse país, intensificando o foco de enfrentamentos violentos e fazendo da Colômbia o país mais violento e conturbado do continente. E, no entanto, o diagnóstico do governo Bush -- e dos seus porta-vozes locais -- é o de que a Venezuela seria o fator maior de instabilidade na América Latina.
Pesquisa de opinião feito pelo Instituto Datanálisis indica que o presidente venezuelano tem o apoio de mais de 70% da população de seu país. (...) Com isso, os EUA viram enfraquecer-se definitivamente as forças golpistas que promoveram e apoiaram nos últimos anos, infrutiferamente."
Emir Sader
quer ler o resto? Vai aqui
posted by RÔMULO MAFRA 13:37
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Segunda-feira, Maio 02, 2005
OURO
Estava vendo um pôr-do-sol nesta primeira semana que fez frio aqui em Itajaí, e estes fins de tarde sempre são lindos no inverno. Não sei qual o fenômeno que faz isso, mas olhando para o Oeste quando chegava em casa (e aqui tenho uma belíssima visão do pôr-do-sol), percebi que o horizonte logo abaixo se assemelhava e muito a ouro. Sim, tudo parecia de outro. As nuvens em volta eram flocos gigantes de ouro. Os cumes dos montes abaixo eram filetes de ouro puro que escorregavam, formando rios. O céu, uma mistura de azul com o vermelho do entardecer e o dourado. E percebia-se os raios de sol, que desciam como ouro em pó para a terra, jogando suas derradeiras luzes sobre a terra.
Neste momento pensei sobre a ganância do homem pelo ouro. Não só na ganância, mas na atração natural que o ser humano parece ter com o metal dourado. Pensei que talvez esta atração tenha vindo do próprio sol, dourado, destes lindos ocasos que, provavelmente, o homem sempre admirou, até que a Era Moderna chegou e transformou o homem num ser que deveria só trabalhar. Observar o céu, os pássaros, o próprio homem, era coisa para poetas, músicos, escritores e afins. Precisamos adquirir aquilo que nossos ancestrais amavam, talvez pensassem em seu íntimo, o primeiro homem moderno; precisamos de ouro; precisamos de dinheiro para comprar nossas luxuosas casas sem varandas; sem espaços para observamos um belo fim de tarde, ou um nascer do sol de tirar o fôlego. Enfim, nos trancamos nas nossas belas cavernas e esquecemos de que vivíamos ao relento; que dormíamos e fazíamos amor à luz da lua; com os trovões e as gotas de uma chuva acima de nossos corpos. Acho que é isso que tenho para dizer hoje. Talvez eu sonhe, nesta deliciosa noite de um frio domingo de outono, com estes imemoriais tempos. Assim espero.
beijo n´alma
recomendaçõesDAsemana: a história em quadrinhos ¿Noites sem Fim¿ do mestre Neil Gaiman. Depois de 7 anos, Gaiman volta a escrever sobre os Perpétuos, que é a família mais louca que já conheci nos quadrinhos: Morte, Sonho, Delírio, Destino, Desespero, Destruição e Desejo (em inglês, todos começam com a letra D). E eles são isso mesmo que o nome deles indica: deuses, ou, os Perpétuos. Uma linda fábula criado por Neil Gaiman, que tem milhares de fãs espalhados pelo mundo. A revista Sandman (o mestre dos Sonhos) foi seu início, e, como diz o nome desta belíssima edição, esperamos que nunca tenha fim.
teclaREPEAT: Franz Ferdinand
FRASEdoMILÊNIOdoSÉCULOdaSEMANA: Mesmo que seja um sonho, mesmo que seja uma ilusão, se existe dentro de você, é porque é para você. Zibia Gasparetto
posted by RÔMULO MAFRA 11:13
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, reeleição do Bush etc). Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), e foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnOnLine, também colaborou com artigos para o jornal da Cidade (suplemento do Jornal de Santa Catarina), Diário da Cidade, Diário do Litoral (coluna "de vez em quandal"), jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, além de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo. Atualmente é editor do jornal cultural PLATÉIA, criado em setembro de 2003. Também já publicou um livro de poesias, Ciclotimia, junto com André Pinheiro e Paulo Zembruski.
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