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Segunda-feira, Outubro 31, 2005
Capa da edição de outubro
sim, tá saindo quase em novembro, mas ainda é a edição de outubro.. número 26
foto da capa é de Ronado Silva Jr.
posted by RÔMULO MAFRA 18:32
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O Saci é coisa nossa!!!
Antes de os portugueses invadirem as terras de Pindorama já existia o Saci. Ele nasceu índio, moleque das matas, guardião da floresta, a voejar pelos espaços infinitos do mundo Tupi. Depois, vieram os brancos, a ocupação, e a memória do ser encantado foi se apagando na medida em que os próprios povos originários foram sendo dizimados.
Quando milhares de negros, caçados na África e trazidos à força como escravos, chegaram no já colonizado Brasil, houve uma redescoberta. Da memória dos índios, os negros escravos recuperaram o moleque libertário, conhecedor dos caminhos, brincalhão e irreverente. Aquele mito originário era como um sopro de alegria na vida sofrida de quem se arrastava com o peso das correntes da escravidão.
Então o moleque índio ficou preto, perdeu uma perna e ganhou um barrete vermelho, símbolo máximo da liberdade. Ele era tudo o que o escravo queria ser: LIVRE!!! Desde então, essa figura adorável faz parte do imaginário das gentes nascidas no Brasil. O Saci Pererê é a própria rebeldia, a alegria, a liberdade.
Com o processo de dominação cultural imposto pelos Estados Unidos -- uma nova escravidão - foi entrando devagar, na vida das crianças brasileiras, um outro mito, alienígena, forasteiro. O mito do Haloween, a hora da bruxa e da abóbora, lanterna de Jack, o homem que fez acordo com o diabo. A história é bonita, mas não é nossa. Tem raízes irlandesas e virou dia de frenéticas compras no país do Tio Sam, e também no Brasil. Na verdade, a lógica é essa. Ficar cada vez mais escravo do consumo e da cultura alheia. Jeito antigo de colonizar as mentes e dominar.
É por isso que aqui estamos, recuperando o Saci, o brasileiro moleque das matas, guardião da liberdade. Nós, trabalhadores da UFSC em greve, queremos uma vida digna, um país soberano na política, na economia, na arte e na cultura. Cada região deste Brasil tem seus próprios mitos. Caipora, Boitatá, Curupira, Bruxa, Negrinho do Pastoreio... São os amigos do Saci e aqui estão, neste Dia do Saci Pererê, saudando e buscando a liberdade. Faça o mesmo. Dê espaço para suas raízes!!!!
SINTUFSC - Sindicato dos Trabalhadores da UFSC
posted by RÔMULO MAFRA 12:42
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Sexta-feira, Outubro 28, 2005
"A mosca sentou-se no eixo de uma carroça e disse: 'Que poeira eu levanto'!" - Esopo
Um interessante "ensaio fotográfico" da mosca e do sr. destino, (este último, personagem da história em quadrinhos da Marvel). o boneca do sr. destino está vindo junto com outros personagens da Marvel nos salgadinhos elma chips. fotos: lollomafra
posted by RÔMULO MAFRA 18:29
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"Lixo Literário"
Bem, estava eu nesta sexta-feira chuvosa na minha casa, pensando no que faria para responder a um colunista quem não tem argumentação suficiente para manter um nível decente de debate. Pensando no que responder a um senhor que usa como argumentação na sua defesa, a criação de uma "estorieta" homofóbica, na tentativa inútil de tentar me atingir. Que usa como argumentação (e parece até acreditar que sua argumentação funciona, de algum modo que nem Freud explicaria) "denegrir" uma poesia minha na sua coluna. Sim, uso o denegrir entre aspas porque o que ele conseguiu fazer foi uma ótima propaganda do meu livro, Ciclotimia (que está a venda em algumas livrarias de Itajaí, cito uma delas a Casa Aberta Livraria Alternativa). Agradeço a propaganda gratuita dada pelo senhor Breno Kolling. Ah, aqui caberia uma pergunta interessante também: por qual o motivo, o senhor Breno Kolling, grande "conhecedor" da poesia, grande "crítico literário" da nossa cidade, nunca falou antes do Ciclotimia??? Por qual motivo nunca falou deste "lixo literário" (usando das suas palavras na sua coluna de sexta-feira) que está à venda desde 2002??? Veja bem, o leitor! Há três anos! E ele nunca deu uma palavra sobre isso. Poderia ter feito isso na época do lançamento, quando o livro teve grande visibilidade por parte de toda a imprensa da região. Mas não, preferiu omitir este fato até o momento em que eu o criticasse, e como não havia argumentos para se defender de minhas críticas, deve ter "se batido" atrás de algo que pudesse me atingir. Só que não me atingiu. Fez-me crescer! Fez-me mais forte ainda para demonstrar que debater com o senhor Breno Kolling é nada mais do que criticar e ser xingado.
Mas não pense o leitor que foi só isso. Foi pior. O jornalista/radialista/colunista tenta me fazer parar através de ameaças por e-mail. "A minha esposa, a Iolanda, já te advertiu que os meus filhos e um genro meu querem te pegar, pois não aceitam a perseguição gratuita que praticas contra a minha pessoa." Incrível não? A que espécie de expedientes um homem usa para tentar se defender contra alguém que produz "lixo literário"? Ah, mas ele pode se defender explicando que, no mesmo e-mail, disse "apesar de tudo, acalmei os meus filhos e genro", no afã de me tranqüilizar, e que eu não levaria uma surra dos seus familiares. Mas o grande jornalista, numa tentativa absurda de coerção contra minha pessoa, continua: "se optares por continuar a tentar manchar o meu nome, o assunto fugirá ao meu controle.". Ou seja, caso eu continue falando o nome dele (pois o creio já estar manchado por si só), estou pretenso a levar uma surra dos seus filhos e genro. Preciso dizer mais alguma coisa? Ah, preciso sim. A discussão acabou e não mais responderei às provocações do colunista. Desejo a ele que repense sua profissão, suas idéias, enfim, que veja que é passível de erro como todos nós.
posted by RÔMULO MAFRA 15:19
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Esqueça tudo o que aprendeu
Não precisas ser normal
Não precisa escrever certo
Ande de costas
Saia da moda
Tome um porre
Esqueça tudo o que aprendeu
Não precisas me esperar para o almoço
Não precisas ser como eu quero
Desenhe uma casa
Escreva uma palavra
Odeie meu inimigo
Esqueça tudo o que falei
Não precisas de mim
Não precisas sofrer
Compre uma arma
Seja um idiota
Vivas sem mim
Gostaram? Bem, esta é uma poesia minha, que está no livro Ciclotimia (lançado em 2002). Quem ler o Diário da Cidade de hoje, saberá do que estou falando e o porquê desta poesia estar aí.
posted by RÔMULO MAFRA 01:18
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Quinta-feira, Outubro 27, 2005
INFERNET
Interessante. Cerca de dez minutos atrás liguei para a Brasil Telecom pois não estava conseguindo conexão. O operador disse que levaria duas horas (!!) para voltar a internet. Tudo bem, fazer o que né? Não adiantaria nada xingar o cara e tal. Mas dez minutos depois resolvi fazer um teste e não é que a bendita voltou????!!!! Bem, menos mal... mas poderiam dar a informação com mais precisão, ou sei lá o que poderiam fazer. O problema é fazer o usuário de tolo.
posted by RÔMULO MAFRA 18:23
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Dissecando uma coluna
Vamos a um tópico delicioso para se dissecar hoje. Pena que ele é de fácil refutação, mas, vamos ao trabalho (o que está em azul e itálico é minha resposta e o que está em preto, foi retirado ipsis litteris da sua coluna desta quinta):
Coluna de Breno Kolling de hoje.
PRECONCEITO...
Nunca fui contra a opção sexual de ninguém. [ Trecho da sua coluna desta terça-feira: "Por isso ele se desenvolveu com um certo recalque e começou a se definir como amargo com trejeitos de gazela." Não, isto não é ser contra opção sexual de ninguém. ]
Lembro do meu amigo e quase irmão, Claudinei Labes, que era homossexual assumido e mantinha ética de comportamento [ será que ética de comportamento seria exatamente o que? Não se mostrar como era realmente?, ou seja, não mostrar sua opção sexual em público??? ], respeitando os espaços que os seus amigos e colegas ocupavam. Tratava simplesmente do seu espaço e nunca implicou com ninguém [ ah, talvez o senhor esteja falando que o Claudinei nunca o tenha criticado. Mas o que queres? Escrever uma coluna política, falar mal de um monte de gente e ninguém criticá-lo? Seria isso? ]. Ainda hoje sinto a falta daquele moleque que nos deixou precocemente. O que tenho a dizer para a senhora Maria Eduarda Fernandes é que, se ela leu a minha coluna com preconceito [ não foi só ela, sr. Breno, tenha certeza disso ], o problema não é meu, e sim dela, pois simplesmente relatei uma estorieta sem discriminar nada [ não, realmente Breno Kolling não discriminou nada. Transcrevendo novamente sua coluna:"destilando o seu veneno de boiola. (...)conselhos para o pobre e recalcado gay Rômulo (...)chegou a recomendar ao dito personagem que vá à boate gay London, pois lá encontrará o alivio para as suas necessidades secretas e enrustidas". Claaaro que não há nenhuma discriminação neste pequeno espaço de texto, não é mesmo? ]. Se a touca serviu para alguém, o problema é deste alguém e não meu. Preconceito é "pegar no pé" e não aliviar nunca [ Quem está "pegando no pé" sou eu. Mas não é simplesmente isto. Eu critico, embasado em informações, que o senhor nunca refuta. Bastaria isto a mim. Mas não, preferes ficar atacando homossexuais. Isto sim é "pegar no pé". E vou aliviar sim, quando o sr. tiver ética suficiente para se defender como um jornalista que diz ser. ]. Alias, faça como eu, se não gosto de uma determinada escrita, não leio. O que não se pode é fazer papel de preconceituoso de maneira velada, afirmando que as pessoas não possuem qualificação quando estas possuem [ de nada adianta ter um registro, diploma ou o que seja e escrever uma coluna onde deixa passar sua homofobia. Lembre-se, é crime. ]. Eu citei o meu registro de jornalista e o meu numero da FENAJ no tópico sobre o porto, por que existe gente que, apesar de ter conhecimento da minha qualificação profissional, faz de conta que não conhece, somente por discriminação.
ÉTICA...
O que significa ética? Para mim, respeitar e ser respeitado [ mas o senhor desrespeitou todos os homossexuais escrevendo daquele jeito!!!! Será que não dá pra entender isso? ]! Assim, uma pessoa não pode falar de ética se ela procura minar os espaços que as pessoas possuem, por pura perseguição intelectual [ hmmm.. na minha opinião até poderia ser esta "perseguição intelectual", mas é mais do que isso. É a luta por um jornalismo de qualidade, decente, onde as pessoas saibam defender suas opiniões com argumentos inteligentes, e não com xingamentos inúteis e criminosos. ]. Por isso, quem se sente ético, nunca procura os espaços dos outros para se intrometer e sim arranja um espaço próprio para se expressar [ peraí, então o senhor pode pedir a cabeça do políticos (inclusive, lembro-me que pedias o impeachment do Lula assim que saíram as primeiras frases do Roberto Jefferson, lembras disso?), que é um político e não tem nada com a sua profissão, mas eu não posso pedir a sua, quando estamos na mesma profissão????? ]. Amanhã eu volto com uma perola de um sujeito que não conhecia mas que nunca largou do meu pé. Quer dizer, perseguição gratuita e irracional.
Para entrar em contato com a coluna, utilize-se dos seguintes recursos: celular: 9975 63 95 Fax 0 (xx) 349 09 30. E-Mail: brenokolling@itj.viacabocom.com.br
posted by RÔMULO MAFRA 11:53
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Terça-feira, Outubro 25, 2005
Homofobia jornalística
Lastimável. Simplesmente, lastimável ler um jornal diário que publica um colunista homofóbico como Breno Kolling. Lastimável ver alguém dando espaço para uma pessoa que se denomina "jornalista", é diretor de programação da Rádio Difusora e escreve num sítio (www.itajaionline.com.br), além da coluna no jornal Diário da Cidade. Agora, quando um senhor como Breno, para se defender de críticas públicas a ele, vai contra todos os homossexuais, tachando-os de "gazelas", incitando que homossexualismo é uma doença, ou quando mesmo diz para seu crítico procurar a boate London, "pois, lá, encontrará o alívio para as suas necessidades secretas e enrustidas", é realmente de se repensar todo o nosso jornalismo. Estes nossos "colunistas" (ainda bem que não são todos) destilando ódio inconseqüente contra quem se opõe às suas idéias. E veja bem, não estou aqui defendendo meu argumento apenas, porque Breno cita um tal de "recalcado gay Rômulo", já que não sou homossexual. Também não estou aqui me defendendo por este mesmo dizer que o "recalcado gay Rômulo" se "apaixonou" pelo colunista. Não, isto não é o importante. Aliás, isto é totalmente esdrúxulo, mas é o que foi publicado, infelizmente. O mais importante, como já citei, é o simples fato de o colunista achar que homossexualismo pode ser uma via para se criticar alguém. Como se isso fosse depreciativo ao ser humano e usando de termos chulos como "destilando o seu veneno de boiola" ou chamando de "coluna do meio".
Vivemos, sim, num mundo ainda muito preconceituoso. E, o pior são aqueles que dão voz a estas pessoas que vivem num mundo retrógrado, machista e ultrapassado. E quem não tem como se defender através de argumentos inteligentes usa do puro e simples recurso de xingar. E xingam do pior jeito, que é atacando a minoria homossexual, que sempre sofreu na mão dos imbecis homofóbicos. Com isso, é de se pensar se o mesmo colunista (que se diz jornalista, jogando na lata de lixo a profissão) não criticaria alguém por ser deficiente físico ou mental. Pois, pra ele, isso parece ser um desvio também, já que numa crítica anterior feita a mim, falou que eu era um "lunático". Veja que ele é especialista em se defender com este tipo de argumento (?). Veja que ele é diretor de programação de uma rádio!! Publica num jornal diariamente e num site!! E ninguém fala nada. Ninguém movimenta uma palha. Parece até que ele está certo e nós, que jogamos no campo da ética, da inteligência, é que estamos errados.
Em tempo, um pequeno resumo da lei 12.574, de 04 de abril de 2003, assinada pelo então deputado Volnei Morastoni, que era presidente da Assembléia Legislativa:
- Dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual e adota outras providências.
Art. 1º Serão punidos, nos termos desta Lei, toda e qualquer manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra qualquer cidadão ou cidadã homossexual, bissexual ou transgênero.
Art. 2º Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios aos direitos individuais e coletivos dos cidadãos e cidadãs homossexuais, bissexuais ou transgêneros, para os efeitos desta Lei.
Frase do Século da Semana: "Há dois tipos de liberdade: uma falsa - na qual o homem é livre para fazer o que gosta; e a verdadeira - na qual o homem é livre para fazer o que é direito." > Charles Kingsley
posted by RÔMULO MAFRA 17:24
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Ótimo trecho do livro "As Relações Perigosas" de Laclos:
"(...) Acreditais que não consegui que ele prometesse à mãe renunciar a esse amor? Como se fosse tão incômodo prometer, quando estamos decididos a não cumprir. 'Isso seria enganar', repetia-me a todo momento. Não é edificante tal escrúpulo, sobretudo quando quer seduzir a filha? Como são os homens! Todos igualmente celerados em seus projetos, à fraqueza que põem na execução chama de probidade." - visconde de Valmont à marquesa de Merteuil - pag. 135.
posted by RÔMULO MAFRA 01:54
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Segunda-feira, Outubro 24, 2005
Agora, mais do que nunca!
Eu não entendo. Eles querem que a CPI investigue!!! Só isso, "ele" já deu os esclarecimentos! Não vamos mudar o principal "foco"!! Não vamos fazer o jogo "deles", querendo jogar uma culpa para cima de "nós". Nada ainda foi provado, são só "ilações"! Não podemos esquecer "deles".
Estas têm sido as falas dos mandantes do PSDB nos últimos dias, após denúncias que o tesoureiro deste partido confessou o uso de "Caixa 2" na campanha de Eduardo Azeredo, que é, pasmem!, presidente da sigla no território nacional!!! Vejam só!! E a eles, cabe o silêncio (pois seria um "desvio de atenção" das "falcatruas" do PT), cabe respeitar a verdade acima do denuncismo. A eles cabe serem diferentes do PT, que vem recebendo uma das maiores ondas de denuncismo da história da nossa imprensa, com pouca coisa até agora comprovada (se não me engano, até agora só o "Caixa 2" foi comprovado, que foi também, a única coisa que eles admitiram). O governador de São Paulo, Geraldo Alckimin disse que "não vê problemas" nas campanhas do PSDB realizadas desde 1998. E agora? Repentinamente o telhado (que sempre fora de vidro) tornou-se rachado, com alguns buracos. E aí? O que a imprensa deve fazer? Deve usar --um peso e duas medidas"? Tratar diferentemente as denúncias contra o PSDB e as do PT?? Cadê as capas da Veja pedindo por "sangue"? Sim, não nego -- e acho que eles também não deveriam -- que a Veja (e suas "afiliadas") querem "sangue político" escorrendo por seus dentes raivosos, mas será que estes dentes afiados também cortarão na carne que tanto defendem? Terão esta coragem? Terão a ética necessária? Ou vão deixar por isso mesmo? Talvez digam, agora, "que o pior já passou". Numa dessas, acredito que a crise terá, com as devidas "cabeças cortadas", um final feliz mais rápido que o esperado. Sinto isso no ar. Sinto cheiro de tinta falsa imprimindo as próximas edições nacionais da "grande imprensa". Temos que esquecer rapidamente esta crise, -- estarão falando na surdina --, pois logo a lama chegará ao nosso outro "aliado" e aí não poderemos mais fazer nada. Não conseguiremos derrubar o "sapo barbudo" e colocar um dos nossos lá. Estas palavras não serão impressas por esta falsa mídia que pensa representar um pensamento de um povo, mas representa o pensamento único de uma elite política e privada que só quer o seu bem. Então, agora é o momento de gritarmos mais alto ainda por justiça; que todos sejam julgados de acordo com a lei. E que ninguém tente escapar dela, nem mesmo os veículos de imprensa que têm feito parte integrante deste jogo sujo que, será rapidamente "desinfetado" assim que tudo for esquecido.
posted by RÔMULO MAFRA 10:58
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Domingo, Outubro 23, 2005
Discussão sobre referendo termina em tiros em MG
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte
Uma discussão sobre o referendo acerca da venda de armas de fogo e munição dentro de um bar em Juiz de Fora (255 km de Belo Horizonte) foi encerrada na madrugada desta sexta-feira com o defensor do "não" disparando três tiros contra o defensor do "sim".
O atirador foi preso em flagrante, e a vítima, internada no pronto-socorro da cidade.
Segundo o delegado Rodrigo Salomão, que fez a autuação, Fagner Silva Torres, 23, desempregado, estava bebendo no bar em um bairro da cidade quando começou a discutir sobre o referendo deste domingo com William da Silva, 26, também desempregado.
Eram cerca de 2h quando os ânimos entre os debatedores, que não se conheciam, se exaltaram. Torres sacou a sua arma e disparou três tiros contra Silva.
O defensor do "sim" foi levado para o pronto-socorro municipal de Juiz de Fora, onde foi operado e continuava internado no início da noite no centro cirúrgico. Segundo o hospital, Silva não corre risco de morte.
Leia a matéria na íntegra aqui
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u114362.shtml
posted by RÔMULO MAFRA 13:51
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Sábado, Outubro 22, 2005
É amanhã!
Bem, como o leitor já sabe minha opinião sobre o referendo que será votado em todo o Brasil amanhã, vou expor algumas considerações defendendo meu voto. Claro que não estou querendo que ninguém vote comigo, apenas porque eu disse isso ou aquilo. Mesmo, também, não sou nenhuma personalidade com fãs espalhados por aí e que possam ser influenciados apenas por palavras ditas (escritas) por este que aqui está.
Todos armados?
Um dos argumentos que vejo por aí, é que muitas pessoas poderiam ter se defendido de assaltos, estupros, ou até mesmo de assassinatos se elas estivessem armadas. Até um deles usado, agora há pouco no Orkut, foi de uma menina dizendo do garoto que morreu na saída da Marejada, espancado por quatro homens. Oras, se ele pudesse estar armado naquele momento, o que lhe daria uma (falsa) proteção, é óbvio que os assassinos do garoto também pudessem estar armados, o que não mudaria em nada a questão. A única mudança possível é que poderia haver (se os bandidos fossem burros) um tiroteio e inocentes no local sofreriam as conseqüências. Parece óbvio né? Mas no calor desta escolha, deste referendo, as pessoas são tomadas pela emoção do momento, talvez, e deixam de usar a simples lógica para defender suas escolhas.
Lula?
Outra questão que atrapalha este referendo é "se vais votar Sim, é porque apóias o Lula, se votas Não, és da oposição". Infelizmente muitos do que escolheram um lado nesta luta pelo desarmamento (ou, como querem alguns, o começo de uma cultura sem armas) ou não o fizeram para defender ou criticar o governo. Mais infelizmente ainda tenho visto a gigantesca maioria das pessoas que fazem oposição ao PT votando no Não. Já pelo lado contrário, conheço alguns que apóiam o governo e votam também pelo Não. Ah, também já vieram me falar (numa tentativa de me convencer): "Poxa, o PFL é que está pela campanha do Sim, e continuas votando no Sim?". E eu disse, claro, não importa quem está fazendo tal campanha. Não gosto de armas, não quero ter armas, e não quero que meu vizinho tenha uma arma. Que a pessoa que está no carro ao lado também possua. Ah, e como a besteira já está feita, provavelmente quem ganhar neste domingo, o Sim ou Não, vai servir como termômetro para a popularidade do presidente Lula. Consequentemente deve servir para possíveis pretensões políticas para o ano que vem.
Mais balelas?
Sim, sim, temos mais historinhas da carochinha do lado do Não, também. Uma delas é o absurdo de que com a vitória do Sim, 60 mil empregos deixariam de existir de uma hora para outra. Primeiro, 70% das vendas da Taurus, por exemplo, é de exportação, corresponde a 35 milhões de dólares. Há dois anos atrás, segundo o IBGE, haviam pouco mais de 6 mil pessoas trabalhando no setor de armamento no Brasil, ou seja 0,048 por cento do total da produção industrial brasileira. Ou seja, mais balela do lado do Não para tentar convencer o povo que "arma é um Direito". Isso sem contar que o presidente da Frente que defende o Não, é delegado (e do PFL). Isso sem contar também, que este nooobre deputado (qual partido mesmo?) recebeu 1.120.900 reais da indústria bélica brasileira, você sabia? Ahhhh, mas isso quase ninguém sabia. Estas últimas informações foram tiradas da revista Caros Amigos, que foi a luta e buscou argumento sólidos contra o Não.
Frase do Milênio do Século da Semana: "O mundo armado e as guerras em que ele se engaja serão destruídos um dia, mas não pelos reis ou governantes deste mundo. A guerra lhes é proveitosa." > Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi
posted by RÔMULO MAFRA 13:08
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Sexta-feira, Outubro 21, 2005
retirado do MALVADOS. E editado por mim (pois as letras ficariam muito pequenas aqui...). ;-)
posted by RÔMULO MAFRA 21:53
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CSI
Realmente às vezes televisão é uma boa opção. Eu estou, nos últimos meses quase que totalmente desligado do aparelhinho que está em 11 de 10 casas brasileiras, a não ser para ver jornais televisivos, ou assistir a algum filme alugado. E havia muito tempo que não perdia meu tempo pra assistir CSI (que passa na Record, se não me engano, todas as quintas-feiras). Puxa, é um seriado muito bom mesmo. Inteligente, com bons argumentos, os atores são ótimos, enfim, algo para se assistir no lugar daquela porcaria que a Globo exibe às quintas, que é o Linha Direta. Claro, antes do CSI ainda é imperdível a Grande Família (outro programa que realmente é imperdível). Pôxa, até que a quinta-feira é bem servida de "coisinhas" na nossa TV aberta. Bem, depois dessa falação, vou trabalhar mais um pouco e voltar a minha leitura do As Relações Perigosas (Laclos) que é altamente recomendável para este público freqüentador deste blog (mas que hesita muito em comentar por aqui ehehehe).
posted by RÔMULO MAFRA 00:56
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Quinta-feira, Outubro 20, 2005
é domingo!
Bem, domingo tem referendo. O povo brasileiro vais as urnas exercer sua cidadania, mesmo com uma proposta que não foi muito popular (visto que a Oposição tem jogado pesado contra ela), devemos exercer nosso poder de voto, e quem sabe surja aí um começo, com outros referendos de igual importância (ou até mais) como querem alguns, como a legalização ou não do aborto, legalização das drogas (exceto a Direita Reacionária, esta só quer saber de voltar ao poder e expurgar a Esquerda), entre outros assuntos que poderão futuramente ser escolhidos pela população. Eu já declarei que sou a favor do "Sim", portanto, votem com consciência, escolham com carinho o número a digitar no domingo, e vamos em frente. Não esquecendo que pra votar no "Não" deve-se teclar o número 1 e o "Sim" teclar o número 2.
posted by RÔMULO MAFRA 14:18
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Quarta-feira, Outubro 19, 2005
Continuando, mas mudando o assunto
Vou de mais um pouquinho de Breno hoje. Mas não dele. Vou falar de um leitor publicado por ele num e-mail. Um tal de Ivan Macagnan. Se não me engano, ele trabalhava no Porto de Itajaí. Seu irmão, João Omar Macagnan foi o candidato derrotado nas eleições municipais do ano passado, portanto, Ivan perdeu seu cargo, se não me engano novamente. Mas a questão é: onde andava este irmão do nosso ex-prefeito (sim, João Macagnan já foi prefeito de Itajaí) enquanto trabalhava no Porto??? Por que nunca escreveu nada, nunca se manifestou sobre questões importantes a nossa cidade? Nunca vi críticas dele por aí (ou pelo menos, não lembro de nenhuma agora)? E agora parece querer virar mais um colunista em algum jornal que lhe dê oportunidade (opa, não o chamei de oportunista, não coloquem palavras na minha boca, ou letras no meu texto!). É isso que estranho. Estas pessoas que antes viviam do anonimato (pelo menos na imprensa), de repente perdem a eleição e aparecem para falar de tudo e de todos. Outro que poderia falar é o Ivan Rupp, mas ele era da Secretaria de Imprensa do governo Jandir Bellini (que apoiou J. Macagnan), então até se dá um desconto.
Óbvio
E é claro que os "textos" do Ivan Macagnan são de oposição. E como já chamei anteriormente, continuo dizendo que ainda é uma oposição burra. Olha o que o Ivan mandou para o Breno e (pior) ele publicou: "A segurança pública realmente preocupa, mas o que mais me preocupa é que o PT tá dizendo que 'ainda tem muito por fazer'. Onde iremos parar? Ivan Luiz Macagnan - Advogado OAB/SC 5679". Interessantíssimo comentário, não é mesmo? De uma inteligência sagaz! Superior!! Uma crítica "altamente construtiva", como talvez só um advogado pudesse fazer! Opa, tá, nada contra advogados. Mas então reformulo: uma crítica "altamente construtiva" que só alguém que nunca escreveu nada, criticou nada, pode fazer.
posted by RÔMULO MAFRA 17:01
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Terça-feira, Outubro 18, 2005
minha réplica
Ceeerto. Breno Kolling é um poeta. Mesmo nunca tendo visto nenhuma de suas poesias publicadas ou em qualquer lugar, acredito mesmo que ele posso ser poeta. Porém, antes de ser um poeta, ele se diz um jornalista. Ou estou errado? Ele faz uma coluna num... JORNAL. Ele se diz JORNALISTA, então ele tem que escrever o mais próximo da linguagem JORNALÍSTICA, ouuuuuu então dizer aos seus leitores que "sou um poeta, a mim tudo cabe". Mas tá, nem precisava dizer isso, já tô sendo chato assim. Porém, quando a gente inventa palavras, uma norma de linguagem, é usar as (tão usadas por mim) aspas. Simples, pois aí demonstra que se está criando uma palavra. Não é proibido no meio jornalístico. Só é recomendável, para não lhe chamarem de burro, que se "aspeie" neologismos. Portanto, as desculpas do Breno foram desnecessárias. Mais valia ter admitido o erro. Ou alguém concorda com ele? Ah, e respondendo ao Breno em outra questão, quero ser um jornalista e como adoro esta profissão, leio tudo e a todos que posso. Principalmente, para poder criticar deve-se conhecer a questão a fundo, penso eu, por isso não discrimino minhas leituras jornalísticas, então, mesmo discordando do "gordo escriba" em muitas questões, continuarei lendo-o, assim como faço com outros.
Frase do Milênio do Século da Semana: "Se você conhece o inimigo e a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não ao inimigo, para cada vitória, sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas." > Lao-Tsé
posted by RÔMULO MAFRA 14:45
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Resposta de Breno Kolling à meu e-mail reclamando dele escrever "disque-disque" (avisando, o correto é diz-que-diz-que, como foi publicado num texto por mim, no dia 11/10). Esta resposta abaixo foi publicada na sua coluna de hoje, no Diário da Cidade.
Não acredites apenas nos dicionários, pois os neologismos acabam sendo incorporados por eles com o passar do tempo. Porém, o termo em referência diz que as pessoas andam telefonando umas para as outras e não falando pessoalmente. E, ademais, eu sou poeta e a mim é dado o direito de até inventar expressões. Fico satisfeito que voltastes a me ler, pois pensei que tinhas desistido deste gordo escriba ou escriba gordo. - Breno Kolling
posted by RÔMULO MAFRA 13:26
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Segunda-feira, Outubro 17, 2005
Escolha suas "armas"
possível texto da possível próxima edição do jornal Platéia
Este texto está sendo escrito antes do dia do referendo. Ninguém sabe quem vai ganhar. Na verdade até saiu uma pesquisa, e vi que nela dizia: 'os ricos votam "não" e os pobres votam "sim"', mas não vi quem estava em primeiro e quem estava em segundo. Tanto faz. Neste momento provavelmente o leitor já decidiu seu voto, seja para ser contra a comercialização de armas de fogo, ou a favor da comercialização da mesma. Mas a questão que está decidida, pelo menos para mim, é que a imprensa finalmente tomou partido. Mostrou de que lado está. Seja a Veja que descaradamente (visto sua capa, uma ofensa ao jornalismo) assumiu seu papel de ser contra o Governo não importando qual fosse o preço a pagar, seja a Folha de S. Paulo que assumiu em editorial ser a favor do desarmamento (o que é o correto, não em editoriais disfarçados de matéria), apesar de pender para um lado -- o de votar no "Sim" -- nas suas matérias. E aí entram grandes dilemas do nosso jornalismo. Quem está mais errado? A Veja que escancarou sua opção (disfarçando editorial como matéria e dizendo que o leitor não sabe nada -- pois ao dizer o que é certo e o que é errado, pressupõe que seu leitor é burro), ou a Folha que em editorial optou por um lado nesta questão, mas deixa suas matérias com aquela "pitadinha" de parcialidade? Bem, se houvesse somente estas duas opções, ficaria obviamente com a Folha, pois a tão sonhada imparcialidade não existe no nosso jornalismo nem em quaisquer outros assuntos "humanos", mas, a regra do jornalismo diz sempre que devemos buscar a maior imparcialidade possível (pois isso sim pode acontecer), portanto penso que a Folha escolheu o lado certo (ou menos errado) do jornalismo, enquanto a Veja tentou, mais uma vez, um ataque -- inadequado -- ao governo brasileiro, dizendo ao seu leitor o que é certo e o que é errado.
Agora, a pergunta que não quer calar é: por que a Veja não deu nenhuma linha sobre o dinheiro que entrou das empresas do Marcos Valério nas contas da "poderosa da Abril"??? Ou será que isto não tem relevância???? É, e parece que serão perguntas que continuarão sem respostas, pelo menos para nós, pobres mortais.
posted by RÔMULO MAFRA 15:18
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Sábado, Outubro 15, 2005
Conto do vigário-jornalista (ou conto do jornalista-vigarista)
Não. Sinceramente eu não acredito no fim do mundo, mas acho que a partir de hoje, tudo pode acontecer. Depois de saber da publicação da coluna do sr. Breno Kolling no Diário da Cidade nesta sexta-feira, acho que as trombetas dos cavaleiros do apocalipse devem soar a qualquer momento, pelo menos aqui em Itajaí. Explico o motivo da minha preocupação, um tanto exagerada, confesso: o graaaande jornalista Breno publicou na sua coluna que um tal de traficante "Xaxim" está trabalhando a favor da campanha do "Sim" no Rio de Janeiro. Um "colaborador" do "gordo escriba", de lá, teria mandado a tal notícia para o jornalista (?). Ah, e Breno, no alto de seus anu... ops, anos de jornalismo não checou a fonte; não checou a matéria, como deve sempre fazer um jornalista preocupado com a veracidade das coisas que publica. Simplesmente jogou a tal matéria como se fosse verdade. Não publicou nem a fonte da matéria, pois ela foi copiada (talvez tenha sido culpa do seu "colaborador") de outra página da internet, mas tudo bem, isso nem vem ao caso neste momento, pois a coisa é bem pior que a vã filosofia do leitor imagina.
Vou ser bem claro: 1º - O jornalista SEMPRE deve checar suas fontes. E não só isso, deve checar a origem de suas fontes, ou a origem de textos como este, para comprovar sua veracidade. Pô, já que é um texto obviamente copiado de algum lugar, não custa nada dar uma "fuçada" na internet para procurar de onde saiu tal matéria. Mas não, nosso jornalismo já está tão avançado, aqui em Itajaí, que isso é coisa do passado, devem pensar Breno & cia. Ah, e agora não adianta jogar a culpa na "fonte". A culpa da divulgação da mentira é exclusiva de quem a publicou, eu seja, o colunista e o jornal onde o colunista é publicado.
2º - Se o colunista e radialista tivesse checado sua fonte, veria que o texto foi copiado e colado parcialmente do sítio www.cocadaboa.com, que, para quem não sabe e não tem acesso à rede mundial de computadores, tem como um dos seus ofícios principais INVENTAR NOTÍCIAS OU FATOS NOTICIOSOS E ESPALHAR PARA VER SE A IMPRENSA BURRA CAI. Claro, no começo do Cocadaboa (poucos anos atrás) alguns jornais caíram no conto mais antigo para enganar jornalista, que é a criação de factóides e fatos inverídicos. Mas agora é fato que poucos caem na lábia inteligente dos criadores da página, que, pelo menos, cumprem a função de desmascarar os jornalistas que estão mais preocupados com o impacto da notícia (e a divulgação de suas tendências) do que a verdade em si.
Bem, acho que a questão está completa e elucidada para o leitor. Não podemos permitir que pessoas assim continuem espalhando suas idéias à força. Caindo no conto daqueles que querem desmascarar a mídia burra, ou simplesmente publicando MENTIRAS para que outros acreditem nas suas idéias. Não vejo como haver desculpas para casos como este, pois é IMPRENSCINDÍVEL ao jornalista que cheque (se possível, mais de uma vez) suas fontes, seus textos copiados ou recebidos de terceiros, com a pena de fazer o leitor de burro, que foi exatamente o que o colunista Breno Kolling fez nesta sexta, no intuito de querer, talvez, convencer seu leitor a votar Não no referendo deste mês.
E só posso dizer que isto tudo me entristece profundamente, pois penso nas pessoas que leram tal artigo e que podem ter decidido sobre seu voto (espero que isto não tenha acontecido) apenas se baseando numa MENTIRA.
Este aqui é o link direto para a página que publicou a falsa notícia sobre este tal de traficante Xaxim.
posted by RÔMULO MAFRA 00:55
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Sexta-feira, Outubro 14, 2005
Palavrões
Lendo na semana passada o jornal Tribuna Itajaiense, deparei-me com a seguinte expressão, escrita em três tópicos seguidos da coluna do jornalista Paulo Camisotti: "Porra!!!". Sim, era desse jeito que ele começava estes tópicos. E conversando com um outro amigo meu, que também escreve para jornais, debatia com ele este assunto: pô, tudo bem usar palavrão, mas depende muuuuuiiiito do contexto em que é usada esta expressão tão corriqueira no "modus operandi" da nossa língua portuguesa do dia-a-dia. Explico. Vamos dizer que eu queira falar da situação da pobreza na África. Aí sim, talvez coubesse a expressão de indignação "porra", pois é algo que todos (quase sem exceção) nós sentimos repulsa. Seria quase como dividir esta raiva com o leitor, que sente a mesma coisa. Acho que deu pra entender, né? É simples, podemos (ou devemos, tanto faz) usar expressões deste tipo, quando há uma situação de indignação que os leitores concordarão. Algo como "Porra, Hitler foi um assassino!!". Quase todo mundo concorda, tirando os nazistas ou seus derivados.
Só que
A maior indignação do texto do colunista/jornalista Camisotti era que, seu jornal não havia sido agraciado com propaganda do Porto de Itajaí, que gastou 175 mil reais patrocinando um programa da RBS (pelo menos dá pra entender isso nas entrelinhas). Depois, o graaande jornalista ainda, mostrando toda sua raiva chama o programa de "programinha de merda". Veja bem, ele não diz o motivo do programa ser ruim. Só diz isso. E já basta ao leitor, é claaaaaaro. Isto é a argumentação de um jornalista que dirige um semanário aqui em Itajaí. Interessante né? Deve ser de uma nova "escola" do jornalismo.
E a coisa piora
Depois de reclamar desta verba destinada pelo Porto à RBS, o Camisotti chora mais um pouquinho, pois não recebeu anúncio (ou seja, a verba) da Marejada no seu semanário. Claro, a desculpa que ele dá para o leitor é por sua "linha editorial independente". Eles não precisam do anúncio, pois "vivem muito bem" sem ele. Oras, se eu visse "muito bem" sem tal anúncio, acho que eu não reclamaria da sua falta, não é mesmo? E mais, um jornal com essa "linha editorial" (ou seria a falta de?), com cartuns retirados da internet (e de péssimo gosto), matérias copiadas e sem assinatura, realmente não merece anúncio do poder público. No mínimo, um jornal precisa ter algo sério: jornalistas! Que sejam formados ou não, mas que tenham, além de serem bons jornalistas, seriedade. Ou pelo menos saibam escrever uma coluna, o que não é pedir pouco, é?
posted by RÔMULO MAFRA 02:31
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Quinta-feira, Outubro 13, 2005
Começa amanhã!!!
E melhor, é de graça
14/10 - 20h - Teatro Municipal de Itajaí
CORO CARPE DIEM - Itajaí -SC
CORAL MUNICIPAL VOZES DE ITAPEMA
MENINAS CANTORAS DO GRÊMIO ATIRADORES NOVO HAMBURGO - RS
CORAL AMANCO - Joinville - SC
15/10 - 20h - Teatro Municipal de Itajaí
GRUPO SERESTAS - Lages - SC
CORAL SANT'ANA DE MIRIM - Imbituba - SC
CORAL PETROBRAS REPAR -Curitiba - PR
CORAL SANTA BÁRBARA - Criciuma - SC
MENINOS CANTORES DE CAMPO LARGO - PR
CORAL MUNICIPAL BALNEÁRIO DE PIÇARRAS - SC
CORO CARPE DIEM - SC
CORAL PERDIGÃO - Capinzal - SC
CORAL MUNICIPAL VOZES DE VIDEIRA - SC
16/10 - 20h - Teatro Municipal de Itajaí
CORAL VILLA-LOBOS - Itajaí - SC
CORO CARPE DIEM - SC
QUARTETO VOCAL DO IMCARTI - SC
GRUPO ANIMA - SP - CIRCUITO SONORA BRASIL
posted by RÔMULO MAFRA 11:01
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Quarta-feira, Outubro 12, 2005
Resposta
ao comentário do Marcello Garcia no texto abaixo
Beeeeem... acho que a Ana resumiu bem o que seria a minha resposta.. na verdade iria falar somente do MEU DIREITO de fazer uma brincadeira, e, caso não tenhas percebido, foi apenas uma brincadeira, como o próprio texto pregava.
Agora vamos a parte das religiões e previsões (o Leão, Marcia Golschmidt e afins é que iriam adorar esta parte), quantos impérios que dominaram nosso planetinha já caíram? Só porque vivemos nesta Era é que consideramos os EUA uma grande potência, mas veja o caso de Roma, que foi muito superior aos EUA em termos de dominação mundial (pelo menos, do mundo conhecido naquela época, descontando américas). Isto é balela, meu caro. Impérios surgem, vivem seu apogeu, e um dia caem. Ninguém precisa prever isto. Esta escrito na História da humanidade. E nada mais previsível que isto, tanto como as guerras. Elas começam e acabam. Sobre as pestes e catástrofes, o que dirias da pequena Era do Gelo que aconteceu no século XVII??? Não foi uma catástrofe????? Aliás, está prevista outra pra acontecer nos próximos anos. Normal. Ou vais dizer que é mais um sinal do fim do mundo? E lembre-se que estes sinais são apontados pelo homem desde que alguém inventou esta história de fim do mundo. Toda virada de século "o mundo vai acabar". É sempre assim. As religiões são as que mais se aproveitam disto, mas não, nós somos os hereges, né? Ah, terremotos, furacões, sempre existiram. Claro que agora as coisas são diferentes, pois existe toda uma gama de fatores que provocam esta mudança, e tu és uma dela. Todos nós somos fatores de mudanças maléficas e benéficas na Terra. Só não me venha com balelas religiosas. Serás respeitado na tua opinião, mas não tente me convencer do contrário. Pelo menos não neste ponto. E mesmo assim, obrigado pelo teu comentário.
posted by RÔMULO MAFRA 13:30
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Terça-feira, Outubro 11, 2005
Não adianta
Olha, eu tentei ser engraçadinho. Tentei falar por ironias, para ver se a pessoa se tocava. Mas não adianta, tem certos colunistas que só se dando com um dicionário na cabeça para ver se eles melhoram. Não adianta mesmo, falta leitura. Falta interpretação de texto. Às vezes falta tudo, mas NÃO PODE. Repito, não pode, e os editores de jornais não podem deixar passar erros ridículos como este. Por isso agora digo com todas as letras. Breno Kolling, pelamordedeus, não existe disque-disque, pô!!!! Que saco!!! E acho mais chato ainda eu ter que ficar repetindo aqui nesta coluna, já que parece não haver outra alma que se preocupe com estas coisas. Acho importante que os leitores tenham acesso a bons textos, bem escritos. O Ivan Rupp (que escreve no mesmo jornal do Breno), por exemplo, eu critico ele aqui e tudo, mas o cara escreve bem. Sabe fazer um bom texto. Conhece a língua portuguesa. Já outros não, fazem gato e sapato dela deixando com o leitor "bombas" como esse tal de "disque-disque", já citado em colunas anteriores.
Vamos "discar" pra ele?
Mas já que ele pede tanto por este "disque-disque", que tal uma campanha para fazer o Breno parar de escrever "disque-disque"? Simples, envie um e-mail para o "gordo escriba" dizendo, "meu filho, é diz-que-diz-que e não disque-disque!!!!" Nossos aurélios irão ficar agradecidos, e seus leitores (ele os têm?) também agradecerão este favor. Eu juro que mandarei o primeiro e-mail. Ah, o endereço dele é brenokolling@itj.viacabocom.com.br.
Frase do Século da Semana: "Eu não me envergonho de corrigir e mudar as minhas opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.." > Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo ( historiador e poeta português )
posted by RÔMULO MAFRA 12:41
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Segunda-feira, Outubro 10, 2005
Fotos da viagem à Argentina e "adjacências" ehehehehhee...
Aqui
posted by RÔMULO MAFRA 12:08
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Domingo, Outubro 09, 2005
Eu voto SIM
Olha, eu vou votar SIM no referendo deste mês. Mas a questão aqui não é nem isso. A questão é a "tosqueira" que é a propaganda eleitoral a favor do "não". Meu Deus!!! De onde eles tiraram aqueles atores??? Que coisa horrível.. bem que o Macaco Simão tinha dito na coluna dele. É só canhão ehehehhehe... mas se fosse só isso, ainda vai. Mas o pior de tudo são os argumentos. Chegam a dizer, em certo momento, que não podemos regredir nem um pouco nos direitos que conquistamos. Imaginem se pensássemos assim há vinte anos atrás, que os "direitos adquiridos" não podem ser perdidos. Ainda teríamos o poder todo para o homem, enquanto a mulher ficaria sempre em segundo lugar. Não duvido que estas mesmas pessoas, naquela época, teriam o mesmo pensamento. Mudar não quer dizer regredir. Mudar um "direito" também não quer dizer regredir. E outra coisa, esta propaganda tenta dizer que é o Governo quem está tentando tirar um direito. Não, isso é muito ridículo. O que é um referendo?? É algo que o povo escolhe. O povo vai votar. O povo vai "tirar um direito", ou seja, a democracia em seu ápice, pelo menos é assim que vejo isso. O que o Governo está apoiando ou não, é outra história. E só porque está apoiando, os de oposição estão deixando-se levar pela ridícula onda do "eu sou contra o governo, vou votar não". Infelizmente é assim que muitas pessoas estão se comportando neste referendo. Mas talvez seja porque ainda não chegamos no nível de cidadania que tanto desejamos. E claro, isto passa pela nossa imprensa pífia, encabeçada pela principal revista semanal, a Veja, que está numa campanha descarada contra o Governo brasileiro e fez uma das suas piores capas de todos os tempos (que ainda deve estar nas bancas), mostrando todo seu rancor com argumentos tão fracos que até meu cachorro poderia refutá-los. Mas não adianta me estender neste assunto. Parece até que estou batendo em "cachorro morto". E acho que já falei demais em metáforas por hoje. ;-)
posted by RÔMULO MAFRA 13:55
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Sábado, Outubro 08, 2005
dreams again
Qual a cor dos comprimidos? / Quase sempre tomo errado / Uso antidepressivos / Pra fingir que sou normal / Preciso do equilíbrio perfeito dos meus químicos / Para evitar a reação que causa confusão - Wonkavision in Comprimidos
Novamente sonhos estranhos. E novamente, sonhava com outra vida. Mas esse teve o fato estranho no eu estar numa outra vida, sabendo que tinha a minha outra vida (ou seja, eu sonhei que eu tinha outra vida e pensava como seria uma outra vida -- ou seja, a que tenho agora). Deu pra entender? Espero que sim, mas pode entender sem dar... putz... piada sem graça agora não né Rômulo? Mas continuando, eu estava numa cidade pequena. Era uma cidade linda, com morros por todos os lados, muito verde, uma cidade pequena, enfim. Lembro de um sapo a poucos centímetros do meu pé, o que me fez levantar. Porém, era algo até normal. E ali, sentado, tomando os raios de sol de um belíssimo fim de tarde eu pensava em quem poderia ter sido (ou seja, o que sou agora. Estranho né?), o que eu poderia ter feito, caso eu não tivesse ido praquela cidadezinha. Mas mesmo assim eu gostava dela, da cidade. Sei que fiquei bem triste com tudo aquilo, com os pensamentos que viajam pela minha cabeça naquele momento, e, continuei assim logo depois que acordei, pois queria continuar "viajando" naquele sonho.
Mas ainda estava por vir sonhos mais estranhos. Não sei se antes ou depois, sonhei que estava em alguma casa, e que o Lula (sim, o presidente ehehhe) me chamou para conversar numa sala, sobre umas questões políticas. E queria que eu fizesse alguma coisa, e que isto seria importante até mesmo para a sua reeleição ehehehhehehehe... ô sonho doido. Ah, isto envolvia a crise entre o PMDB e o PT aqui de Itajaí, que realmente está acontecendo. Vai sonhar assim na casa do cachorro, diria o leitor, certo?
Ah, ainda teve um sonho com o coral, mas esse foi muito psicodélico para eu conseguir contar de forma inteligível. Portanto, paro por aqui minha "contação" de sonhos de hoje.
posted by RÔMULO MAFRA 11:50
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Sexta-feira, Outubro 07, 2005
Kill´em all*
Quando soprar o último dos quatro ventos / melhor ouvir com atenção / O som de cascos de cavalos bate a sua porta / Tranque sua mulher e crianças agora / Hora de saber usar a lâmina / Agora você tem alguma companhia - trecho da música The four horsemen, da banda Metallica
...
Ontem, enquanto estava parado no trânsito em frente à Univali, descobri a fórmula para o "fim do mundo" não acontecer. Aliás, a fórmula estava ridiculamente clara, bastava ler o folheto que me venderam (50 centavos) no semáforo, desses das Testemunhas de Jeová. Pois é, por caridade comprei um, e como a sinaleira demooora uma eternidade naquele cruzamento, resolvi dar uma olhada nos tópicos onde indicavam quais os sinais (ops, coincidência) que demonstravam o fim do mundo estar próximo. E um deles me chamou a atenção, pois dizia que um destes sinais era que o evangelho de Cristo seria pregado em todo o mundo. Sim, um dos sinais do fim do mundo estar muito próximo é que o mundo inteiro tomaria conhecimento da Bíblia!!! Então, como estas Testemunhas de Jeová são um dos que espalham a palavra de Jesus por aí, e se não queres que o final dos tempos chegue agora, só nos resta uma chance para não termos o Armagedom tão próximo.
Bem, acho que nem preciso dizer qual seria a solução para este problema, certo? Mesmo porquê, podem até me processar caso escreva tais palavras ehehhehehehe... Mas o leitor um pouco mais perspicaz irá perceber facilmente tal ardil.
* primeiro álbum da banda Metallica, quando ainda era uma banda boa de Metal, de onde foi tirada a letra que inicia este texto.
P.S.: E espero que o leitor também entenda que este texto é apenas uma brincadeira. ;-)
posted by RÔMULO MAFRA 08:59
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Quinta-feira, Outubro 06, 2005
A pior das piores
Olha, eu já vi capas da revista Veja (sempre ela) ruins, fracas ou sem graça, mas esta última, que falava da campanha contra o referendo para o desarmamento estourou a boca do balão. Conseguiu jogar todas as outras capas no chinelo. Baixou o nível em 200%. Deixou jornalistas e leitores pasmos com tamanha falta de bom senso em se falando de jornalismo. Até mesmo em se falando de liberdade de expressão. Tudo bem, alguém vai me dizer que eles têm a liberdade de expressar sua opinião contra o desarmamento, e até aí também concordaria. Mas, como disse o Alberto Dines no Observatório da Imprensa, isto foi um "cala boca, leitor, pois você não sabe nada".
Cartilha rasgada
Explico a frase do Dines: é simples o que um meio de comunicação deve fazer nestes casos, basta mostrar os dois lados. Seguir a cartilha básica (e aprovada pelo mundo democrático) do jornalismo. Tão simples né? Mas não pra "maior" revista semanal brasileira. Pra ela, o que vale mesmo é espinafrar o governo brasileiro, seja pelo meio que for possível. Seja pelo tipo de jornalismo necessário a atingir o PT (já que o Governo é a favor do desarmamento), e aí, vale tudo. Vale até quebrar a mais imprescindível regra do jornalismo, que é escutar as duas partes numa questão. Mas com essa capa, a Veja continua mostrando a que veio: ganhar dinheiro; tentar derrubar governos que não entram em concordância com ela (ou seria $$). Estão até acusando o semanário de ter recebido dinheiro da indústria de armas brasileira.
Só que
Mas o problema não reside somente em atacar por qualquer lado o Governo brasileiro. O pior problema é fazer este jornalismo irresponsável, jogando com os destinos da nação a seu bel-prazer, não importando os meios empregados. Não importando o que pode estar em jogo. O negócio é atacar, mesmo que com argumentos imbecis como o de que "o desarmamento da população é historicamente um dos pilares do Totalitarismo". E segue uma pequena lista de líderes que desarmaram seus povos antes de darem golpes militares ou seja lá o que for. Sinceramente, não tenho palavras para comentar tamanha ignorância, que, aliás, vem sendo falada a algumas semanas em fóruns na internet. Alguém realmente acredita que isto seja um argumento válido??? Que o Lula dará um golpe militar no país? Que irá tornar o Brasil uma Cuba?? Olha, isto foi digno das piores teorias da conspiração, daquelas vistas em filmes trash do cinema estadunidense.
Sem-terras
Isso sem contar que a Veja odeia estes movimentos de ¿pobres¿, como Sem-terra, Sem-teto e afins. Pra ela, a revista, é tudo vagabundo. Deveriam estar trabalhando, ou tentando trabalhar, ou mendigando nas ruas, pois aí poderiam incluí-los nas estatísticas contra o governo. Mas não, eles querem lutar por seu direitos. E, pior, apoiados pelo governo brasileiro. "Ó!, como eram bons os tempos de FHC, our King!", devem gritar os editores da Veja, enquanto seguram um copo de uísque e assistem à CNN (em inglês, é claro).
Frase do Século da Semana: "Aqueles que corrompem a opinião pública são tão funestos como aqueles que roubam as finanças públicas." > Adlai Stevenson
posted by RÔMULO MAFRA 23:07
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relatos de viagem 01
A Argentina é um lugar pobre. Já disse isso logo que cheguei de lá aqui neste blog. Claro, não posso generalizar, pois só conheci uma parte pequena dela. Mas a pobreza reinante nesta parte da Argentina, que divisa com o estado de Santa Catarina é de doer o coração. Na viagem que fiz para lá, no último fim de semana, não tive como ficar indiferente a isto. Depois que saímos da região da fronteira -- que era outro lugar extremamente feio e pobre -- percorremos quilômetros e mais quilômetros onde o que se enxergava eram tão somente casebres (algumas vezes com teto de palha) espalhados pela rodovia. O espaço entre uma casa e outra chegava em momentos a mais de um quilômetro e não se viam escolas, mercearias, supermercados. Era só mato e casas perdidas no meio do nada. Alguns índios também habitam aquela localidade. E quando chegamos ao nosso destino, Puerto Rico, na província de Missiones, outra vez a pobreza. Claro, agora era uma cidade. Uma pequena cidadela, com todas as características daquela região toda, que é o barro vermelho. Tudo era vermelho. Até mesmo os cachorros brancos, tornavam-se vermelho, dando a tudo esta coloração. Os carros antigos, as casas de telhados e paredes sujas da poeira também contrastavam com o imponente cassino que tinha na cidade; na frente dele, uma enorme réplica da Torre Eiffel. Imagino que era a maior fonte de renda daquela pequena cidade. Entrei rapidamente no cassino, que pareceu até modesto. Consegui enxergar uma mulher jogando, solitária, e senti pena dela. Não gosto muito destes ambientes. Mas tudo bem. Naquela noite cantamos (coral Carpe Diem) num encontro de corais, onde éramos o único coral de fora da Argentina. Interessante foi ver um coro cantando uma música do Djavan. Até que se saíram bem no português.
No outro dia, logo cedo, fomos embora de Puerto Rico. Deixamos o hotel, duas estrelas, mas merecedor de duas estrelas negativas, e rumamos ao nosso novo destino: Foz do Iguaçu. E lá descobrimos o prazer novamente de se hospedar num hotel decente. Era um hotel da Vila Militar. Ótimo atendimento. Ótimo quarto, banheiro. A piscina, linda (infelizmente, por causa do curto tempo, não pude aproveitá-la), enfim, um hotel de verdade. À tarde fomos visitar as Cataratas do Iguaçu. Uma das coisas mais lindas que já vi na natureza, sem dúvida alguma. A força das cataratas é algo de cair o queixo. Não havia ninguém que não se admirava com a beleza daquele lugar inteiro, a começar pelo parque e sua estrutura. O preço, de 12 reais, coloca no chinelo o Beto Carreiro, que com seu preço exorbitante cobra muito por pouca coisa que oferece. E vale ainda mais, se o turista tiver coragem para enfrentar o corredor de cimento que leva até a boca de uma das quedas d´água. Confesso que na metade do caminho, que é quando o spray de água da cachoeira que cai a poucos metros fica mais forte e o vento parece que vai te derrubar, tive vontade de voltar. Olhei para o lado esquerdo e vi aquela gigantesca massa de água descendo para o precipício, enquanto do lado direito vinha a névoa de água misturada ao vento forte e frio. Por pouco não voltei. Senti até mesmo vertigem naquele momento, mas olhei para o chão e segui em frente, até o último estágio, onde o corredor termina a centímetros da cachoeira. Esticando o pescoço dava para ver o chão onde a água batia com força. E dava muito medo também, principalmente pra mim, que tenho medo de altura. Mas, consegui vencer o medo e até tirar algumas fotos, ainda que totalmente encharcado, mas feliz de ver de tão perto uma força tão enorme da natureza.
ali onde a seta aponta, é a cabeceira do tal corredor. agora é de se pensar como é que construíram aquilo ali????
(amanhã falo sobre o resto da viagem)
posted by RÔMULO MAFRA 00:40
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Quarta-feira, Outubro 05, 2005
Voltamos a programação normal. Mais de 30 almas passaram por este humilde (até demais) blog hoje. Em breve, alguma coisa para se ler neste ambiente internético.
posted by RÔMULO MAFRA 21:54
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Terça-feira, Outubro 04, 2005
cheguei. cansado, quebrado, mas feliz. a argentina é um lugar muito pobre, pelo menos onde nós fomos. o paraguai é aquela coisa que todo mundo imagina. cataratas do iguaçú são inesquecíveis e itaipu realmente é de encher os olhos. logo mais detalhes (com fotos, talvez) sobre esta viagem internacional.. ou não... 8-)
posted by RÔMULO MAFRA 13:47
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Acadêmico de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) no momento não matriculado por causa dos problemas mundiais financeiros (como o 11 de setembro, quedas na bolsa, reeleição do Bush etc) eheheheheh. Mantém uma coluna (sobre imprensa e política) duas vezes por semana no jornal Atlântico. Assinou uma coluna sobre cultura alternativa no Jornal Eletrônico QuerSaber? (2000), e foi "mandado embora" por censura (???). Idealizador do MailZine MãonosCórnOnLine, também colaborou com artigos para o jornal da Cidade (suplemento do Jornal de Santa Catarina), Diário da Cidade, Diário do Litoral (coluna "de vez em quandal"), jornal Página 3, A Notíca, Observatório da Imprensa, jornal Vozes Fora, Cobaia, O Município, além de ter produzido (junto com Fernando Robleño e Juliano Silva) o fanzine Cuspe, ainda quando cursava o 1º semestre de Jornalismo. Atualmente é editor do jornal cultural PLATÉIA, criado em setembro de 2003. Também já publicou um livro de poesias, Ciclotimia, junto com André Pinheiro e Paulo Zembruski.
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