Meu humor atual - i*Eu
O MENINO QUE NÃO MACHUCA
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um blog. somente isso.

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Sábado, Dezembro 31, 2005
bom, é isso. 2005 está indo pro saco. e, como todo ano, teve seus altos e baixos. assim como o próximo "feliz ano-novo" terá. o negócio é aproveitar todos os momentos, sejam bons ou maus e seguir em frente.

estou saindo em alguns minutos para minha tradicional peregrinação à pousada do baiano em Penha, mas volto lá por segunda à tardinha. não sintam falta de mim ehehehhehehe. muita festa, como já desejei no textículo abaixo. só não façam como eu que, na virada do século/milênio tive a capacidade de derramar champagne nos olhos bem na hora da virada, e, portanto, vou ter de esperar até o próximo milênio para ver outro igual ehehehehehhe.


posted by RÔMULO MAFRA 13:08
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Quinta-feira, Dezembro 29, 2005
3, 2, 1....
mais uma virada de ano em Penha. mais uma virada na Pousada do Baiano ehehehehehe... este será o terceiro ano seguido que passarei lá praquelas bandas. bem, melhor do que Balneário Camboriú, isto com certeza é! odeio BC nesta época. impossível ir de carro. quase impossível (ou muito, muito demorado) de ônibus. ruas atulhadas de pessoas pra tudo quanto é lado, barulho infernal (buzinas, carros, fogos etc), vendedores gritando, enfim, um inferno! ou o céu para quem mora em lugares inóspitos (tipo deserto do Sahaara) é quer ver "agitação". ou seja, se você procura um básico "stress" no fim do ano e começo do outro, vá pra BC. enquanto isso estarei na beira de uma praia deliciosa (praia do Trapiche) com os pés enfiados na areia -- claro que estará cheio de gente, mas pelo menos estarei longe dos carros, trânsito e afins -- assistindo a uma queima de fogos que é sempre bonita, além de barulhenta, é claro. espero que a Lua dê o ar de sua graça, como no ano passado, quando surgiu por detrás dos morros exatamente à meia-noite. foi um belo espetáculo.

bem, espero que todos tenham uma boa virada de ano, festejem muito, encham a cara se for sua vontade (mas não dirija nem entre no mar assim), tomem champagne, estourem foguetes (tomando cuidado, muuuito cuidado) e gritem "feliz ano-novo!!!" quando for a hora. ;-)


posted by RÔMULO MAFRA 13:15
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Sábado, Dezembro 24, 2005
muito bom...
Bem, queria parabenizar as pessoas que não têm passado por este blog nos últimos dias, já que foi perceptível a queda no número de visitantes. Sim, acho bom, pois significa que as pessoas estão usando menos a internet, e vivendo mais suas vidas. Seja indo mais à praia, lendo um livro, fazendo sexo, saindo à noite, divertido-se etc. Isso é bom mesmo. Eu sou um que estou usando pouco a internet nestes últimos dias. Pois é, é dezembro, agora já é verão, está um calor dos infernos, acabou de cair uma aguaceiro aqui, e já passou e o céu está se abrindo novamente para nos brindar com um possível belo pôr-de-sol nesta véspera de natal, dia em que o cristianimos comemora o nascimento de Jesus.

Aliás, correlato a isto (ou quase correlato ehehehhe), estou lendo "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada" de Michael Baigente, Richard Leigh e Henry Lincoln. Este livro conta a história do padre Berenger Saunière, da cidadezinha de Rennes-le-Château que achou uns pergaminhos estranhos na igreja em que era pároco. Depois de ler estes pergaminhos e levá-los à Paris, o padre vira do dia para a noite um milionário. Até o fim da sua vida, gastou mais de 1 milhão de dólares, e isso no final do século XIX. E isso, também, que ele só ganhava seis libras por ano da igreja. Ah, só pra indicar como a leitura deste livro é interessante (estou no primeiro capítulo ainda), foi ele o inspirador para a criação do romance "O Código da Vinci" (que ainda não li, e, pra falar a verdade, não tenho vontade de lê-lo tão cedo). Tá, não vou contar o resto da história. ;-)

Ah, e feliz natal. Espero que ninguém leia esta mensagem! 8-)


posted by RÔMULO MAFRA 19:47
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Sexta-feira, Dezembro 23, 2005


posted by RÔMULO MAFRA 13:47
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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
a estranha luz nas nuvens...
Ontem, chegando em casa por volta das 23h30 de Balneário Camboriú, onde fora na formatura da minha namorada, olhei para o céu e constatei que na direção leste uma nuvem baixa exibia uma luz branca diferente do habitual. Aliás, o habitual das cores de nuvens nas cidades atualmente é aquele tom meio alaranjado da iluminação dos postes -- que tanto atrapalham quem trabalha com astronomia, ou simplesmente tem por hobbie a observação de estrelas e afns. Mas a luz branca refletida naquela nuvem era grande demais para ser a lua por detrás dela, ainda comentou minha namorada, ao qual concordei plenamente.

Algum tempo depois, já na cama, de sobressalto descobri que luz forte era aquela que refletia tão bem na nuvem: a nova iluminição da igreja Matriz, que, disseram, é uma das maiores do Brasil, em termos de iluminação de monumentos. Infelizmente só vi a beleza que ficou quando nos jornais televisivos de hoje foi mostrado um dos maiores monumentos arquitetônicos da nossa cidade.

(mais tarde eu consigo uma foto da igreja para colocar aqui)


posted by RÔMULO MAFRA 14:24
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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005
A direita itajaiense
Só pra jogar a sementinha dum assunto que devo abordar (mais) algumas vezes por aqui, estava pensando momentos atrás, antes de começar a escrever esta coluna, se a direita itajaiense representa mesmo aquela direita reacionária (coincidentemente, a coluna do Ivan Rupp desta quarta trata quase do mesmo assunto) que começa a mostrar seus "dentes" nacionalmente. Até abro esta questão para um dos poucos que assume sua "direitice", que é o colunista Ivan Rupp. Aliás, já vi ele falando que não acredita na direita nem na esquerda, apesar de só malhar a esquerda. Tudo bem, é uma opção de (falta de) visão dele. Mas respeitemos. Aliás, como já comparei, o farei novamente.

Veja
O Ivan, por exemplo, seria o nosso Mainardi, que é uma figura totalmente reacionária e que dá faniquitos quase toda a semana na Veja com algum assunto "bombástico" ou criando polêmica em cima de polêmica. Ah, e é só isso que ele sabe fazer.

Olavete de carteirinha
Ah, claro, com o último artigo o colunista do Diarinho, Arnaldo Brandão, seria o nosso Olavo de Carvalho. O "filósofo" que escreve no JB chegou ao cúmulo de bajular o 4 de julho dos Estados Unidos em detrimento ao nosso Carnaval. Vai entender uma mente destas. Outro colunista visivelmente de direita (apesar das más línguas dizerem que ele é muito volátil, ou seja, vai de acordo com a maré) é o Breno Kolling. Breno também segue uma linha "Mainardiana", mas com toques "Olavísticos", porém ainda falta melhorar a parte escrita para chegar perto do Ivan, por exemplo (basta ler sua coluna no ItajaiOnline para perceber a falta que faz um revisor).

Jabor
Sim, não poderia esquecer do nosso Arnaldo Jabor (eu fico pensando "será que eles tomarão estas parcas comparações como elogio?"), que é o baixinho Denísio Dolásio Baixo. Denísio foi figurinha fácil nos comícios do Jandir Bellini (ops, era o Macagnan né?) no ano passado, mas nem com o carisma do apresentador, o ex-prefeito conseguiu se eleger. Mas não é só por isso que o Denísio pode ser comparado ao Jabor, e sim pelos seus espalhafatosos comentários que faz na Brasil Esperança. Além de um toque do toque reacionário de vez em quando. Creio que o Denísio até tem maneirado em suas declarações. Ah, o Graciliano Rodrigues merece estar aqui também, devido aos seus "desejo de matar" em um comentário dias destes. Aliás, tem um texto sobre isso publicado aqui dias atrás. Acho que por hoje está bom. Se alguém lembrar de outros nomes que caibam aqui, ou alguma reclamação, elogio etc., por favor, no meu e-mail ou nos comentários.


posted by RÔMULO MAFRA 11:30
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Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
Bem, esta deve ser minha primeira coluna na volta ao Diário do Litoral (o jornal mais lido da região da foz do Itajaí), e provavelmente a próxima coluna já está reservada para a carta censurada (no texto abaixo deste) no Diário da Cidade. E já de antemão, agradeço à Samara que aceitou minha oferta, e ao Juvan, Fran, que me incentivaram a voltar para o Diarinho -- aliás, coisa que venho querendo fazer há tempos...

Olavo de Carvalho e a doença do anti-comunista
Hoje tirei o dia pra ser chato. Mandei uma carta prum jornal diário onde o colunista tenta parecer com o Diogo Mainardi (que tenta ser o Paulo Francis) e também sofre de influência do "mestre" Olavo de Carvalho. E agora vejo que mais um colunista foi "contaminado" pelas falácias escritas pelo "mestre" (pois é assim que os chamam as "temidas" -- no meio internético, pelo menos -- "olavetes", que são os fãs do senhor Olavo de Carvalho) que escreve no Jornal do Brasil. Para início de conversa, estou numa comunidade chamada "Olavo de Carvalho nos odeia", onde o graaaande filósofo, graaaaande jornalista também participa. Seria engraçado dizer que o "mestre", certa feita, entrou lá para discutir com seus opositores. Aliás, discutir seria uma palavra demasiadamente forte para usar, já que o Sr. Olavo de Carvalho não fez mais do que xingar todos que eram contra suas idéias. E veja que "xingar" é uma palavra também demasiada fraca para descrever o que este senhor fez lá. Teria até vergonha de transcrever suas palavras, caso eu fosse fazê-lo, mas pouparei o leitor do Diarinho deste sacrifício. Caso queira dar boas risadas, convido a procurar no Orkut esta comunidade e ler o tópico intitulado "Olavo de Carvalho é covarde", aliás, tópico criado por uma "olavete" ironizando com os opositores do Olavo.

Agora, voltando ao assunto, é hilário que um colunista dê crédito para este senhor Olavo de Carvalho, que acredita piamente que, por exemplo, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton é um agente de Pequim infiltrado em Washington, ou que a CNBB é uma entidade comunista (????) ou então que o Brasil vive uma ditadura comunista (!!). Não, Olavo de Carvalho vai além nas suas elucubrações (sério, isso não é piada): ele acha que a Onu é terrorista e que há uma conspiração mundial dos comunistas. A união entre homossexuais seria uma parte desta conspiração.

Bem, sabendo tudo isto, não é de se admirar que Olavo de Carvalho vá dizer que o Partido Comunista russo mantinha uma folha de pagamento (meu deus, só pode ser mais uma piada!!!!!) de brasileiros para orientar a formação de opinião no nosso país. Sério, eu acredito que o colunista Álvaro Brandão, que não conheço, estava brincando. Provavelmente eu não entendi sua fina ironia. Humm... acho que não é não. Logo em seguida ele cita o "clone" de jornalista Diogo Mainardi (já citado no começo). O senhor Mainardi é um ser inexplicável. Que acha que o Brasil devia se esconder do resto do mundo, e nisso ele está falando em todos os sentidos, não só por causa da nossa política. Ele inclui, inclusive, nossa cultura, nossa música, enfim, o Brasil não serve para nada. Ah, a não ser dar um tratamento para seu filho, que nasceu com problemas. Pra isso o Brasil serve. E o colunista do Diarinho ainda por cima publicou a "delação" do Mainardi, que acha que prestou um lindo serviço à Nação, "entregando" quem ele acha que é Lulista e quem não é (ai meu São Genaro, daí-me força). Ops, realmente o Álvaro não está brincando não. Até o Jabor foi citado como grande exemplo da nossa imprensa. Puxa, e vou me surpreendendo. Álvaro cita até mesmo a Veja. É, acho que não posso falar mais nada. Depois dessa e de ele corroborar (de modo subjetivo, é claro) mais uma das teses à la "Olavete" (que a primeira-dama do Brasil seria um agente infiltrado no nosso governo ehehehheheh), eu não tenho mais nada a dizer.


Ah, e qualquer semelhança deste artigo com o de baixo não é mera coincidência. Escrevi os dois no mesmo dia e eles mereceram, em certo momento, um tratamento bem parecido ehehehhe


posted by RÔMULO MAFRA 21:17
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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
Não é bonitinho
(carta enviada hoje para o jornal Diário da Cidade)
Aliás, a carta foi recusada e não será publica no dito jornal. Uma pena.

Não. Esta é a resposta que posso dar ao Ivan, que achou "bonitinho" o bilhetinho deixado por sua filha, onde dizia que "deveríamos nos preocupar mais com o futebol do que com política, porque nisso, sim, o brasileiro é bom", que, aliás, é uma frase que ela atribuiu ao graaaaande Arnaldo Jabor, quem muitas vezes tenta ser Paulo Francis, assim como Diogo Mainardi tenta ser Paulo Francis, e assim como, ultimamente, o Ivan Rupp tenta ser os três juntos. Novamente digo não, não é bonitinho, e sim triste ver como algumas pessoas conseguem ser deturpadas em seus pensamentos. Aí vem o Ivan, seu pai, falando que também não consegue ver boas notícias! Como assim? Será que ele está com problemas de visão (seria no olho da esquerda ou da direita? eheheh)? Ele não consegue ver, por exemplo, as obras feitas em Itajaí, que beneficiarão os cidadãos da NOSSA cidade? Citarei três, que são exemplos bem próximos, agorinha mesmo. A avenida Nilo Simas, a ponte Sebastião Lucas (finalmente não colocaram o nome de algum Konder/Bornhausen -- prática impensável antigamente) e o aterro sanitário, que deverá ser referência nacional, segundo o próprio prefeito. Veja bem, um ATERRO SANITÁRIO! E pergunto ao Ivan, grande defensor do Jandir Bellini: por que não foi feito nos OITO anos de governo do Bellini???? Ele, como trabalhava na Secretaria de Comunicação provavelmente pode responder. Aliás, ele pode responder, já que defende Bellini até mesmo debaixo d´água.

Agora, com estes três exemplos eu perguntaria ao Ivan sobre sua frase na mesma coluna (de quarta-feira): "Que o PT não tinha condições de governar, isto estava na cara." Meu Deus, quer frase mais "Mainardiana" do que essa? O tipo de frase que a pessoa não consegue explicar, só colocou ali pra "provocar um murmurinho" (e estou, conscientemente, cumprindo o papel do provocado), já que ele sabe que é uma mentira deslavada. E se for falar do governo no âmbito nacional, também é fácil de refutar sua frase. Sim, é claaaro que os oposicionistas como o Ivan, vão vir com toda a ladainha das CPMIs etc. Mas ele falou que "o PT não tinha condições de governar", o que é totalmente falso. Aliás, já que é tão "óbvio e ululante", ele poderia provar, não é mesmo? Só dizer isso não adianta. É um desserviço que a sua coluna presta aos brasileiros. Opa, mas é um servicinho bom que ele presta à oposição, a quem serve (ah, o leitor pensava que servia a quem vai ler a coluna?). Outro fato interessante que o Ivan levanta, é a tal "propaganda política" que "tenta nos enganar". Oras, e a propaganda da Direita, representada hoje perfeitamente pela revista de maior vendagem no Brasil, que é a Veja? Ou um Jô Soares, por exemplo. Ou um Ricardo Noblat, mais um exemplo. Ou um louco como Olavo de Carvalho, que se diz filósofo e acredita que a ONU é terrorista e que vivemos numa "ditadura comunista" no Brasil, ou então que o Nazismo é de Esquerda, ou então que a CNBB é comunista? E acredite, este ser humano escreve para o Jornal do Brasil!!

Ah, Ivan, espero que tenhas corrigido na coluna de ontem a sua Poliana "que acredita que o Mal vence o Bem", que, na verdade, é o contrário. E espero que minhas críticas, como dizes, por mais que doam, ajudem, somem.

Rômulo Mafra
Editor do jornal cultural Platéia


posted by RÔMULO MAFRA 19:02
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A estupidez da violência
artigo a ser publicado no próximo Platéia

Violência. Uma palavrinha forte e de fácil aparição na mídia, seja impressa, televisiva, "internética" ou falada. Uma palavrinha de que todos nós fugimos e a nossa imprensa vive atrás, já que ela garante audiência, boas vendas etc. Tudo bem, não é nem tanto culpa da imprensa, mas isso é outra discussão. O que quero expor aqui é um problema da imprensa, principalmente dos meios de comunicação mais imediatos, como rádio e televisão. Logo que aconteceu a trágica morte daquele garoto numa lotérica aqui em Itajaí, dias atrás, fiquei preocupado com a reação dos nossos "comunicadores".

Infelizmente, não pude assistir a todos, mas o que vi já me deixou deveras preocupado. O apresentador Graciliano Rodrigues estava indignado com a situação. E algumas de suas palavras foram duras, duras até demais. Disse que (as palavras não são exatas, mas foi o que deu pra entender) "dava vontade de deixar que matassem os bandidos", ou que a "polícia deveria matar os bandidos assim que os pegassem". Tudo bem, talvez ele não tenha dito assim, mas o que o Graciliano falou no ar, naquele dia, eu discordo completamente. Não é esse o papel dele. Não é o papel do jornalista. E vou citar um caso que uma amiga minha, jornalista, me relatou, e que teve meu total apoio. É que ela também ouviu um desses comunicadores dizendo que a polícia tinha é que ter matado todos eles, não deixado vivo, mas aí surgiu um questionamento interessante por parte dela: quer dizer, quando o garoto Rafael foi morto, na frente do porto de Itajaí, confundido com um bandido, TODA a imprensa "caiu de pau" em cima da polícia, "que isso não é o trabalho deles", "que não podem sair assim, atirando em qualquer um" e por aí vai. Só que, num caso desses, a primeira coisa que a imprensa pensa (olha a rima) é "vamos meter o pau na polícia". Sim, a polícia realmente é culpada nesse caso do garoto Rafael. Ou o policial que atirou é o culpado, pra ser mais exato. Mas, talvez a conduta que levou o policial a atirar seja culpa da própria instituição. Mas isso quem vai decidir é a Justiça. A nós, da imprensa e sociedade civil, cabe acompanhar e cobrar para que o caso seja esclarecido. Mas o que não pode é cobrar da polícia para que se mate bandidos, mesmo porque, não estamos mais no século XX. E também é hipocrisia querer uma ação para um caso, e outra para outro caso. Não é assim que as coisas funcionam na vida real. E os jornalistas sabem disso. E devem lembrar disso a todo instante, para que não se cometam mais atrocidades como estes pedidos de "pena de morte" para bandidos ruins, para que exatamente não ocorram mais mortes estúpidas como a do caso Rafael.


posted by RÔMULO MAFRA 14:09
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Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
Ontem assisti novamente "O Pianista", de Roman Polanski e com o excelente Adrien Brody. Um filme que dispensa maiores comentários e se o leitor ainda não assistiu, perca 2h20 de seu tempo com a excelente película. Há duas semanas terminei o também excelente e clássico "Ligações Perigosas" do Laclos e então comecei o mais excelente e mais clássico ainda "Lolita", de Nabokov. Estou nas últimas páginas (agora são últimas mesmo) e já estou com saudades das viagens (literais e não-literais) de Humbert Humbert. Ah, ontem assisti ao ótimo "Quem tem medo de música clássica", da TV Senado (aliás, um dos maiores sucessos da TV Senado), e aqui em Itajaí passa na TV Brasil Esperança, à meia-noite de domingo para segunda. A apresentação do programa é do jornalista e ex-senador Artur da Távola, que comanda com maestria o programa.

posted by RÔMULO MAFRA 13:27
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Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
Working Class Hero
John Lennon

As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still fucking peasants as far as I can see
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

There's room at the top they are telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

If you want to be a hero well just follow me
If you want to be a hero well just follow me

Assim que você nasce
Eles te fazem se sentir pequeno
Ao não te dar tempo
Ao invés de todo
Até que a dor está tão grande
Que você não sente mais nada
Um herói da classe trabalhadora
É algo para ser
Um herói da classe trabalhadora
É algo para ser

Eles te magoam em casa
E te batem na escola
Eles te odeiam se és astuto
E eles desprezam um tolo
Até que você está tão fudido (e) maluco
Que não consegue seguir as regras deles
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Após te torturarem
E te assustarem por vinte anos ímpares
Então esperam que você escolha uma carreira
Até que você não consegue mais funcionar
Estás tão cheio de temores
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Te mantendo drogado com religião e sexo e TV
E você pensa que é tão astuto, sem classe e livre
Mas você continua apenas (um) plebeu fudido
Pelo que eu vejo
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Há lugar no topo
Eles continuam a te dizer
Porém primeiro você precisa
Aprender a sorrir enquanto mata
Se você quer ser como o povo
Do topo do monte
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Se quiser ser um herói então basta me seguir
Se quiser ser um herói então basta me seguir


posted by RÔMULO MAFRA 10:45
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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
Bongo e a casinha
uma crônica lollomafriana ehehhehe

Este causo, se não fosse verdade, eu até diria que é mentira ehehehehe... mas começo ela com bom humor por ser realmente uma narrativa engraçada, mas nem por isso, uma história falsa. Ela me foi contada hoje, e tento reproduzir aqui, como ela foi passada a minha pessoa.

Bem, a história toda é que fiz uma casa pro meu cachorro, Bongo*. Uma bela duma casa, diga-se de passagem. Enorme, digna do tamanho dele. Usei até uma "tico-tico" para desenhar o nome dele, Bongo, bem bonito, bem grande. Perguntei "e aí, Bongo, tá conseguindo ler?", só pra agradar meu cachorro. Ele olhou, com aquela cara de cachorro que entende, mas finge não entender e eu continue meu serviço. Preguei a placa de madeira, e fiquei esperando o grande momento em que ele adentraria sua mansão. Mas eis que, Bongo, afetado por algum motivo inexplicável, não entra na casa. Fica ali, parado, esperando alguma coisa. Pensei que ele podia querer entender o que era aquilo. Mas tenho certeza de que ele sabia. Quer dizer, certeza certeza eu não tinha. Tanto que fui lá, olhei para os dois lados me certificando que ninguém estava por perto, me agachei e, falando com Bongo, entrei na casinha, como que para ensiná-lo para que servia aquela enorme construção. Quando olhei, Bongo parecia fazer uma cara tipo "o que esse cara tá querendo?". Sério, ele olhava meio que envergonhado da minha atitude. Er, até eu me senti um pouco envergonhado, mas o que a gente não faz pelo nosso bichinho de estimação, não é?

Tudo bem, a presença de espírito de Bongo pedia uma nova abordagem. Busquei um pedaço de carne, que Bongo não resistiria de jeito nenhum. Quase esfreguei a parte bovina já bem passada no focinho de Bongo e depois joguei ela dentro da casa que seria de Bongo (caso ele fizesse a entrada triunfal). Bongo, meio desconfiado com meu estrategema, fez como eu: olhou para os dois lados, e foi entrando na casinha que seria sua. Quando chegou perto, devagarinho como ia, resolvi apressar o processo e dei um pequeno empurrão (empurrão amigo, que fique registrado) no melhor amigo do homem. Quando fiz isso, tudo se complicou. Bongo, ressentido com minha atitude, deu meia volta e fez o impossível: negou o pedaço de carne!! não entrou na casa!!! Não sei qual das duas atitudes mais me chocou. Em seguida, deitou-se, nem se dignando a olhar pra mim. Estava ressentido, o cão. Mas não desisto assim tão fácil. Busquei mais um pedaço de carne. Coloquei na tigela e... nada. Nem se levantou. Ficou numa posição de "nem tô aí, fui pescar". Tudo bem, pensei. Peguei a carne e coloquei na boca do canino. Bem, ele resistiu por um ou dois segundos, mas depois comeu. Feliz com o resultado, coloquei o resto na tigela novamente. Nem se mexeu. Só sei uma coisa, depois disso fui para casa, chateado com meu trabalho jogado fora e meus fracassos subseqüentes. No outro dia, a mesma coisa: Bongo não entrava na casinha. Aliás, ele continua fora dela e, pior, agora não come mais, a não ser na minha mão, e isso já há três dias. Parece vingança, mas não pode ser. Ou será?

* o nome do cão é verdadeiro, assim como a história, que me foi contada ontem, dia 06/12/2005.


posted by RÔMULO MAFRA 18:05
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semanapixies
as loud as hell / a ringing bell / behind my smile / it shakes my teeth / and all the while / as vampires feed / I bleed


posted by RÔMULO MAFRA 13:48
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Terça-feira, Dezembro 06, 2005
Spam-babaca
Olhem o "inteligentíssimo" spam recebido por mim hoje. Cuidado, hein?

Serei breve pois não dispomos de muito tempo, e desde já aguardo retorno desse e-mail para negociação.
A Polícia Federal desencadeara na manhã do dia 20 de dezembro de 2005 para cumprimento de mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo e vários outros, além do Distrito Federal.
A investigação, feita a pedido do Ministério Público Federal, apura irregularidades em uma solução de consulta expedida pela Receita Federal que permitiu estabelecer instruções sobre a execução de diligências da Polícia Federal.
Ao todo foram expedidos 293 mandados de busca e apreensão pela 10ª Vara Federal em Brasília. Os documentos e computadores apreendidos vão ser analisados a partir do segundo dia de apreensão. Serão mobilizados mais de 140 policiais federais para o cumprimento dessas diligencias.
Como você já deve ter percebido seu nome e CPF constam na lista de busca e apreensão, se preferir baixe no seu computador a relação de pessoas com mandato já expedidos "Baixar relacao.htm" e verifique você mesmo a sua situação.

Agente: Eduardo D. Mota
Matricula: 88593012


Aham, conta outra sr. Eduardo Mota ehehhehehhehehe.. e pior é que vai ter gente caindo neste Spam. Foda...


posted by RÔMULO MAFRA 23:37
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Perfeito!


posted by RÔMULO MAFRA 14:05
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
"I've kissed mermaids, rode the el nino
walked the sand with the crustaceans
could find my way to Mariana
on a wave of mutilation"


posted by RÔMULO MAFRA 20:45
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Nossa responsabilidade
É tão fácil ser polêmico. Depois de alguns anos escrevendo, principalmente opinião, aprendi como é fácil ser polêmico. Claro, mas pra ser realmente polêmico, um bom veículo de comunicação também se faz necessário. Nada, esta frase foi só um adendo mesmo. Mas pra ser polêmico não adianta só falar falar e falar. Tem que ter embasamento para se poder falar. Não só ser um porta-voz das pessoas. Tem de assumir também o que se fala. Não se responsabilizar somente pelo conteúdo. Penso que isso é ensinado na faculdade de Jornalismo. Somos responsáveis (principalmente quando escrevemos opinião) pelo conteúdo, não só pela gramática e afins. Se fosse assim, seria muito fácil. É verdade que tem colunista político que pensa assim, e isso às vezes me deprime, pois isso não é Jornalismo. Não com jota maiúsculo. Aliás, nem com minúsculo. Simplesmente não é jornalismo. É achismo. Chutes, pra ver o "barraco pegar fogo", e depois, ah, depois eles é que se virem para apagar, "não tenho nada com isso".

Mas não é bem assim
Jornalistas têm responsabilidades. Colunistas têm responsabilidades. Se escreves para um jornal, estás colocando teu nome em jogo. Tua reputação. E não a dos outros, que sequer aparecem, que viram apenas uma "fonte", um anônimo que não existe nem pra Justiça, nem pro leitor. Se colocas a opinião da tal fonte, ela é uma parte tua, pois a estás disseminando, acredito eu.

Entrando no assunto
É que li na coluna do meu amigo Ivan Rupp, semana passada, algumas críticas à Fundação Genésio Miranda Lins aqui de Itajaí, que tem como superintendente meu também amigo José Roberto Severino (o que não influencia minha crítica, assim como meus elogios). Inclusive, no mesmo dia em que saiu a coluna do Rupp, saia meu artigo publicado no jornal Platéia onde elogiava a Genésio Miranda Lins. E mantenho total e irrestrito apoio a esta fundação, que vem fazendo um excelente trabalho. Digo mais, nunca se fez tanto lá; nunca se buscou realmente fazer alguma, como agora. Sim, antes faziam? Faziam, só que, ou não era divulgado, ou era fechado a uma classe restrita, que é o que estas pessoas (talvez a tal fonte do Ivan) deveriam querer naquela época. Época esta que passou, graças aos deuses. Agora as coisas estão voltadas ao povo. À população, e não mais só às "grandes famílias de Itajaí", aos "grandes nomes" da nossa cidade. Isso deve incomodar. E se está incomodando, já tem meu apoio. Mas, como disse no começo, para incomodar, ser polêmico, tem de ter embasamento. E tenho absoluta certeza do embasamento do José Roberto Severino à frente daquela fundação.

Esclarecendo
É que o Ivan criticava o fato de o livro do poeta itajaiense Marcos Konder Reis estar "escondido" no sótão da FGML. Bem, para saber o que realmente havia acontecido, bastava o colunista ligar para a fundação. Seria simples. Poderia até seguir o exemplo do colunista da revista Veja, Diogo Mainardi (às vezes sinto uma certa ¿parecência¿ entre os dois -- e isto não é um elogio, infelizmente), que, mesmo mentindo, diz que ligou para fulano, falou com sicrano. Isto resolveria metade do problema. O Ivan não teria "viajado" nas suas elucubrações. Eu não estaria criticando-o aqui. Mas, errar é humano e aprendemos com ele. O livro do poeta Marcos Konder Reis não está exposto à população simplesmente porque a família do mesmo ainda não autorizou a exposição. Simples né?

Será?
O leitor até pode pensar "como é fácil o trabalho do jornalista, já que basta ligar, pegar o telefone pra saber a versão dos dois lados!". Mas não é não, caro leitor. Às vezes... bem... só às vezes, temos nossas próprias versões dos fatos já bem claras na nossa mente, e aí não procuramos saber a verdade. Ou a parte "y" da verdade. Só queremos a parte "x", que é a nossa. O resto, como já disse, "que o barraco queime e que outros apaguem este incêndio. Não tenho nada com ele".
Pra terminar, uma frase de um colunista que foi polêmico. Apesar de anti-ético (recomendo o livro escrito por Caio Túlio da Costa, "O Relógio de Pascal", que é uma aula de ética no Jornalismo), Paulo Francis teve seus bons momentos, apesar de eu não ter visto estes "bons momentos", já que era muito novo na época. Aliás, esta frase aí embaixo também serve direitinho para o próprio que a escreveu, posto que, não a seguia com a fidelidade que deveria.

Frase do Milênio do Século da Semana: "O direito de crítica implica também a existência de autocrítica e da extensão do direito de crítica a quem é criticado." > Paulo Francis


posted by RÔMULO MAFRA 12:01
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Sábado, Dezembro 03, 2005

A história do banco que não era da família Bornhausen
ALESSANDRO RODRIGUES

A partir de hoje, iniciamos uma série de matérias para detalhar a história escabrosa de um banco de fundo de quintal, chamado Araucária, que se tornou a maior lavanderia de dinheiro e o maior duto de evasão de dinheiro sujo da História do país. Tal banco, que o senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL, jura pelo ACM que não é dele, nem de sua família, teve sua trajetória de crimes detalhada pelo Ministério Público Federal e pela CPMI do Banestado, cujo relatório, de autoria do deputado José Mentor (PT-SP), foi abafado para esconder o verdadeiro caminho percorrido pelo dinheiro do crime organizado, ou seja, das privatizações e dos cofres públicos, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

O banco pertencia, formalmente, à família Dalcanale que, repito, não tem nenhuma ligação com Jorge Bornhausen, a não ser o fato da sua cunhada, Ivete Terezinha Dalcanale Bornhausen, casada com seu irmão mais velho, Paulo Konder Bornhausen, ser irmã e tia dos "controladores" do Araucária. O presidente do PFL jura que o banco não é de sua família, mas fala pouco que o seu irmão, Paulo Konder Bornhausen, o famoso PKB, considerado gourmet de primeira, cozinheiro preferido de Fernando Henrique, chegou a ser sócio formal do banco até 1995. Em 2003, Paulo Konder Bornhausen, e os ex-dirigentes e ex-sócios do banco Araucária foram denunciados à Justiça Federal em Curitiba (PR) por operações de lavagem de dinheiro entre 1994 a 2000. Segundo os procuradores que ingressaram com o processo, em 1995, ano em que PKB ainda se mantinha formalmente na sociedade do banco, cerca de R$ 5,5 bilhões foram movimentados para o exterior por meio de laranjas e do Araucária.

Porém, ético como compete a um membro da família, depois que um amigo chegou na Presidência - Fernando Henrique - e outro ao governo do Paraná - Jaime Lerner - exatamente aí, quando se abriam as perspectivas de maiores negócios ainda, o irmão de Bornhausen vendeu suas ações no banco. Certamente achou que não ficava bem a um Bornhausen locupletar-se de dinheiro, o que revela o tradicional desprendimento da família em relação aos bens materiais... Foi bem a tempo que ele vendeu as ações aos próprios cunhados, pois logo depois o banco, que tinha apenas duas agências, foi escolhido pelo BC, entre um seleto grupo de bancos, para operar via contas CC-5.

Uma injustiça, portanto, as ilações de que Bornhausen operava na sombra, tendo os seus cunhados por testas de ferro. Não foi a única: Fernanda Maria Barreto Bornhausen Sá, filha do senador Jorge Bornhausen, e Ricardo Dalcanale Bornhausen, sobrinho do mesmo, foram condenados a ressarcirem R$ 194,3 mil aos cofres públicos por terem sido favorecidos no contrato efetuado, sem licitação, para a divulgação do pavilhão brasileiro na feira de Hanover. Já o organizador do pavilhão era o filho de Fernando Henrique, Paulo Henrique Cardoso. Na próxima edição, continuaremos com a saga do banco que não era da família Bornhausen. Aguarde, leitor, os emocionantes acontecimentos - crime, extorsão, assalto ao Tesouro - que incendiarão as nossas páginas!


A história do banco que não era da família Bornhausen II

De acordo com investigações do próprio Banco Central, o banco Araucária montou um esquema de remessa ilegal de dinheiro para o exterior via Banco Integración (sediado no Paraguai) que movimentou cerca de US$ 2 bilhões entre 1994 e 1995. Gravações telefônicas, obtidas legalmente, analisadas pela CPMI do Banestado, apontam que existia uma "integração" muito grande entre a diretoria dos dois bancos na utilização de laranjas para efetuar o esquema de lavagem e evasão de divisas.

Controlado formalmente pela família Dalcanale -- sobrinho e irmão da cunhada do senador Jorge Bornhausen, Ivete Terezinha Dalcanale Bornhausen, casada com Paulo Konder Bornhausen -- o Araucária parece ter sido fundado, em 1990, única e exclusivamente para lavar e enviar dinheiro sujo para o exterior. Mesmo jurando que o banco não era da sua família, o senador Jorge Bornhausen pouco se remete ao fato de que seu irmão, PKB, ainda era sócio formal da instituição quando o Banco Central identificou essas irregularidades entre 1994 e 1995.

Em seu relatório na CPMI do Banestado, o deputado José Mentor (PT-SP), estranha o fato de "apesar de analistas do Banco Central terem levantado operações irregulares de remessa de divisas por parte do Araucária [os US$ 2 bilhões citados acima], o banco recebeu autorização especial, em 1996, para operar com remessas via CC-5, em Foz do Iguaçu".

As suspeitas de que os sócios do Araucária tinham lobistas fortes atuando no Banco Central para favorecê-lo, aumentam quando se percebe que um banco de pequeno porte e com um histórico de crimes financeiros recebe do BC uma autorização para operar com contas CC-5 em Foz do Iguaçu, sem sequer possuir uma agência na cidade.

Segundo o levantamento feito pela CPI, entre abril de 1996 e final de 2002, o Araucária remeteu, via CC-5, R$ 6,5 bilhões (não atualizados) para o exterior, sem contar os US$ 2 bilhões (não atualizados) remetidos entre 1994 e 1995.

As gravações telefônicas das conversas entre os diretores dos dois bancos mostram que eles não tinham nenhum constrangimento em discutir mecanismos para operar a lavagem de dinheiro, a utilização de laranjas e até a falsificação de documentos para burlar processos movidos pelo Banco Central. Numa das gravações, Alberto Dalcanale Neto (ADN), sobrinho da cunhada de Bornhausen e controlador formal do Araucária, conversa com o dono do Integración, Afonso Braga Filho, sobre a falsificação de um documento: ADN: "Catarininha"; Afonso: "Tubarãozinho (apelido de ADN)"; ADN: "É o seguinte. Para responder um pedido do Banco Central, o BC e PF (Polícia Federal) estão pedindo como se a gente tivesse trocado uma correspondência em 100 e antigamente para abertura de contas CC-5, de vocês, esse troço todo. Então nós estamos formulando uma correspondência com data anterior, só que obviamente vai precisar responder quem assinar quem era de fato, na época, o responsável pelo assunto (...) Na verdade, não tinha isso, estão pedindo (...) mas é para você dizer que tem"; Afonso: "Claro. Tá tranqüilo".

Para tentar esclarecer o esquema montado no Araucária para lavar dinheiro, o relator da CPMI do Banestado, José Mentor, montou o organograma de uma parte das operações. Para tanto, exemplificou com as operações realizadas pela casa de câmbio Acaray, que detinha uma conta CC-5 no Araucária: ¿Vê-se que (1) laranjas ou clientes da Câmbios Acaray depositaram reais na conta CC-5 da Acaray. Na etapa seguinte (2), os reais da CC-5 da Acaray eram transferidos para a CC-5 do Integración. Em seguida, (3) o banco Araucária ajusta preço do dólar com o banco Integración e vende os dólares para o banco paraguaio, e entrega (4) os dólares no Swiss Bank ou Banestado, em Nova Iorque. De lá, o banco Integración envia (5) os dólares para os clientes, Câmbios Acaray ou diretamente aos clientes relacionados pelo Acaray¿.

Segundo as investigações da CPMI, somente em janeiro de 1997, foram remetidos R$ 137 milhões pelo esquema Acaray. Houve dias em que foram remetidos mais de R$ 11 milhões. Enquanto essa lavanderia corria solta, destaca o relatório da CPMI, "o Banco Central permitia essas remessas dia após dia, sem que qualquer providência fosse tomada".

Aguarde na próxima edição o terceiro capítulo sobre o esquema Araucária: o banco que não era da família Bornhausen, onde trataremos do caso de caixa 2 do Araucária.


Araucária desviou dinheiro e montou caixa 2 no Uruguai (PARTE 3)

Nos dois capítulos anteriores nós acompanhamos a organização societária do banco Araucária e sua triangulação com o banco paraguaio Integración para lavar e remeter dinheiro sujo para o exterior. Somente em 1994 e 1995, anos em que o irmão do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, Paulo Konder Bornhausen (PKB), ainda era sócio formal da instituição, o Araucária enviou, ilegalmente, US$ 2 bilhões para o exterior via contas CC-5.

Sobre caixa 2, não poderíamos deixar de tratar, neste terceiro capítulo, o fato do banco Araucária ter se utilizado desse mecanismo para esconder dinheiro no exterior, angariado por meio de irregularidades e crimes financeiros.

As investigações da CPMI do Banestado apontam que, pelo menos, as contas Pare, Kava, Band, Band Ref e Band 2 eram utilizadas por diretores e funcionários do banco Araucária para "guardar" os recursos adquiridos via lavagem de dinheiro. As gravações telefônicas realizadas na mesa de câmbio do banco e a análise de suas movimentações financeiras levaram à conclusão "pela existência de caixa 2 nas operações relativas a câmbio".

A conta Pare, mantida no Banco Surinvest, no Uruguai, era o destino da parte do bolo que cabia ao diretor-presidente formal do Araucária, sobrinho da cunhada de Jorge Bornhausen, Alberto Dalcanale Neto (o Tubarãozinho). Numa gravação telefônica do dia 28 de fevereiro de 1998, Dalcanale conversa com uma de suas funcionárias de nome Ruth e solicita informações da movimentação do banco, sugerindo que eles deveriam dar "uma roubadinha na taxa" de uma operação que seria realizada naquele dia. "Perfeitamente", concorda ela com o chefe. "Nós já fizemos isso em outras", completa.

"Ruth informa que da operação do dia, do percentual cobrado, no total de 0,4%, 0,3%, ficariam no exterior, na conta deles de caixa 2 no banco Surinvest, chamada Pare, e 0,1% seriam em reais no Brasil".

Outra conta que o grupo Araucária mantinha ilegalmente no exterior chamava-se Zarf (nº 1115138), também no Surinvest. Segundo uma gravação telefônica do dia 23 de julho de 1998, a conta teria recebido, num único dia, o crédito de US$ 480 mil.

"Uma gravação importante e reveladora é a de número 232, do dia 12/03/98, entre Ruth e "Tite", então funcionário da Finambrás em Curitiba. Ela liga para saber o saldo da conta Pare. Tite informa que o saldo é de US$ 78 mil mais os créditos daquele dia, ou seja, mais US$ 18 mil e mais US$ 588,00".

Ao ser questionada sobre os titulares das contas, Ruth informou que a conta Kava pertencia a Zizi, Luiz Henrique Dalcanale, irmão de Alberto Dalcanale, que a Pare era do próprio, que a Band era dela, Ruth, e a Band Ref era da "reforma da sua casa".

A CPMI do Banestado constatou que a maior parte do dinheiro lucrado com a lavagem e evasão de divisas era depositado nas contas de caixa 2 no exterior.

Não percam, na próxima edição, o quarto capítulo da série, onde abordaremos o aliciamento e a utilização de laranjas para lavar dinheiro.

Fonte: jornal
Hora do Povo

posted by RÔMULO MAFRA 12:18
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Sexta-feira, Dezembro 02, 2005
Aqui está a foto do local de onde a moça caiu ontem, na igreja Matriz católica de Itajaí.

posted by RÔMULO MAFRA 20:43
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Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

uma quase tragédia esta noite...
Muito foda o que aconteceu esta noite na apresentação dos corais na Matriz, centro de Itajaí. Uma moça, do coral da Univali, caiu de uma altura de mais ou menos três andares. Ela estava andando por sob o teto da igreja Matriz, junto com outras pessoas de outros coros, inclusive uma do nosso, Carpe Diem, que viu o momento da queda da guria. Ela pisou fora dos caibros, e o pedaço do teto desabou. Segundo a menina que viu, ela nem teve tempo de reação. Eles estavam num local onde não eram pra estar. Subiram demais. Mas por sorte, parece que a garota só teve um pulso quebrado, o que parece impossível devido à altura da queda. Bem, pra quem conhece a Matriz de Itajaí, sabe a altura em que fica o teto da igreja. Por sorte, também, não havia nenhum móvel onde ela caiu. Ufa, realmente deu um aperto no coração ver aquela cena, já que fui um dos primeiro a chegar no local, mas foi bom, após a apresentação, saber que a menina está bem e não corre maiores riscos. Pelo menos foi o que soube no final, e espero que seja verdade.


posted by RÔMULO MAFRA 23:45
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A luta continua...

Oh my god! O Pib caiu! O Zé Dirceu caiu!! Mas, sinceramente, a oposição vai espernear durante alguns dias por causa do primeiro fator. Vai comemorar (como nunca tenha comemorado, talvez, já que foi o "guerrilheiro", aquele que representa uma "raça") por alguns dias (e terá reflexos na campanha eleitoral -- opa, palavra-chave, atenção!), mas o que será que a oposição queria? Que a economia continuasse crescendo, como vinha até então, com toda a campanha difamatória, com todos os dólares cubanos fantasiosos (até o momento, e olha que já faz quanto tempo que a denúncia saiu?), com todos os crimes imputados ao Governo (quais deles foram comprovados? Quais deles alguém acha que será comprovado?), com toda a ação da direita pra tentar derrubar de qualquer jeito o Governo, a Esquerda, a economia brasileira?

Sim, jogo a culpa na oposição, na Direita. E quem quiser, que diga o contrário. Ah, também poderia dizer, como o Palocci disse, que é "um momento fora da curva de crescimento" com que vinhámos contando até então (e que a Oposição está tentando -- dessa vez conseguiu -- derrubar desde maio/junho). Mas não vou não. Não é curva coisíssima nenhuma. É o jogo político, eleitoral, que já começou. E talvez a tempestade fique pior nos próximos meses, pois o tal "sangramento" do Lula ainda pode continuar. E estou sendo otimista.

Porém, a luta vai continuar.
E a seguir, um belo texto do jornalista Fernando Morais


José Dirceu não sabe nadar
FERNANDO MORAIS ESPECIAL PARA A FOLHA

Embora o conheça há quase 40 anos, não privo da intimidade do deputado José Dirceu. Durante os 30 meses em que ele chefiou a Casa Civil da Presidência, estive em seu gabinete uma única vez e não foi para pedir, mas para lhe oferecer solidariedade após o caso Waldomiro Diniz. Nossas famílias não se freqüentam e até uma semana atrás eu nem sequer sabia onde fica sua casa. Um balanço de nossas relações políticas e partidárias desde 1979, quando ele foi anistiado, revelará mais divergências que afinidades.

Por que, então, perguntam-me, meu comprometimento público com a defesa da inocência e do mandato de Dirceu? Tenho ouvido sugestões que vão do disparate ao insulto. Na semana passada, na cidade de Três Corações (MG), um professor universitário quis saber, a sério, se eu recebera ordens de Fidel Castro para apoiar o deputado. Em um debate no Sindicato dos Jornalistas do Rio, dias atrás, um colega perguntou, sem mover um músculo do rosto, se eu confirmava "um boato que corre nas redações do Rio", segundo o qual eu estaria sendo regiamente remunerado pelo próprio Dirceu para defendê-lo publicamente.

Para responder a dúvidas tão desatinadas, tenho recorrido a uma singela passagem da vida de Ernesto Che Guevara. Logo após chegar ao poder em Cuba, entre as centenas de cartas que recebia do mundo inteiro, ele leu a de uma espanhola residente no Marrocos e, como ele, de sobrenome Guevara. Ela queria saber se poderia haver algum parentesco entre ambos. Che respondeu que, na verdade, nem sabia de que parte da Espanha tinha vindo sua família. "Não creio que sejamos parentes", escreveu, "mas, se a senhora treme de indignação cada vez que se comete uma injustiça no mundo, somos mais que parentes, somos companheiros".

No fundo, é uma situação parecida. O deputado e eu não temos parentesco de qualquer natureza, mas somos companheiros. Eu o acompanho à distância desde que, foca do Jornal da Tarde, em 1966, cobri irregularmente o Movimento Estudantil, de que então ele era expoente. O que se passou depois eu soube lendo os jornais: levado para o Dops depois de desbaratado o congresso da UNE, em 1968, no ano seguinte ele seria um dos 15 presos políticos trocados pelo embaixador dos Estados Unidos. Exilado em Cuba, junta-se a outros 27 militantes e rompe com a ALN (Ação Libertadora Nacional), formando o Molipo (Movimento de Libertação Popular).

Na volta ao Brasil, o grupo é dizimado. Entre os sobreviventes, com o rosto transfigurado por uma cirurgia plástica realizada em Havana, está o Daniel, nome de guerra adotado em Cuba por Dirceu durante o treinamento militar que lá recebeu.
Com aparência e documentos falsos, ele se converte no pacato comerciante Carlos Henrique Gouveia de Mello, estabelecido em Cruzeiro D'Oeste (PR). Casa-se com Clara Becker, e com ela tem um filho, José Carlos, o Zeca Dirceu, atual prefeito da cidade. Nem para Clara nem para o filho "Carlos Henrique" revelaria sua verdadeira identidade.

Este era um segredo compartilhado, no Brasil, com apenas três ou quatro pessoas da cambaleante organização guerrilheira. A "fachada" de dono de confecção permitia que Dirceu circulasse com desenvoltura pelo Brasil e mantivesse contato com seus companheiros sem despertar maiores suspeitas da repressão.

Só com a anistia, em 1979, é que ele finalmente se sentiu seguro para contar a verdade à mulher e ao filho. Voltou a Cuba, desfez a plástica e retornou ao Brasil para iniciar uma brilhante carreira política que o levaria a se eleger deputado federal com mais de meio milhão de votos e a ocupar, desde janeiro de 2003, a Casa Civil da Presidência da República.

É compreensível que setores de uma sociedade conservadora como a nossa tenham dificuldade para aceitar que alguém com semelhante história possa chegar onde chegou, ainda que por meios legais e constitucionais, como o voto. O inadmissível é que, em nome da divergência ideológica ou política, queiram esvurmá-lo da vida pública, condenando-o a um degredo de dez anos dentro de seu próprio país. Quanto mais argumentam, mais seus adversários deixam claro que não pretendem cassá-lo por seus eventuais defeitos, mas por suas virtudes. Parecem querer puni-lo não pelo que tenha feito, mas pelo que foi.

A primeira tentativa de decapitação de José Dirceu aconteceu em fevereiro de 2004, quando do caso Waldomiro. O que aconteceu ali? A mídia divulgou cenas em que o então presidente da Loteria do Estado do Rio, Waldomiro Diniz, aparecia pedindo propina a um bicheiro. Embora o delito tivesse ocorrido muito antes de Lula se eleger presidente, o fato de Waldomiro ter depois ido trabalhar na Casa Civil era o elo que faltava. Pouco importava também se era um fato passado em um governo estadual de oposição ao PT: a presença de Waldomiro na equipe de Dirceu era anunciada como a prova incontestável de que o funcionário agia a mando do chefe da Casa Civil.

Frustrada a degola no ano passado, as denúncias do ex-deputado Roberto Jefferson (aliás, retiradas pelo próprio) ensejaram o esquartejamento de que Dirceu vem sendo vítima há seis meses. O nervo exposto, a medula da acusação feita contra ele no relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) está no final do documento, disponível a qualquer internauta no endereço www2.camara.gov.br/conheca/eticaedecoro/notaqui.html.

Delgado consome 70 intermináveis páginas para chegar à conclusão de que "não é crível" que tudo tivesse ocorrido sem que "um parlamentar com tamanho poder de decisão (...) soubesse". Com talento infinitamente maior, La Fontaine já nos contou essa história na célebre fábula do lobo e do cordeiro. Como não se conseguiu provar nenhuma ligação dele com os delitos, querem cassá-lo por ignorar que delitos estavam sendo cometidos.

Mal escaldada pelos crimes que ela própria cometeu como Bar Bodega, Escola Base e Alceni Guerra, para ficar só em três casos, parte expressiva da mídia vem se comportando de maneira escandalosa no chamado "caso Dirceu".

A imprensa investigou, julgou e condenou o deputado e agora tem surtos de histeria porque o Legislativo e o Judiciário se recusam a executar a sentença. Transformados em partidos políticos, veículos mandam às favas os escrúpulos de consciência e esquecem os mais elementares rudimentos do bom jornalismo.

Exemplos pululam. Na semana retrasada, a revista "Veja" publicou uma reportagem de página e meia sobre a suposta falsificação da assinatura do ex-presidente do PT, Tarso Genro, em um documento enviado ao Conselho de Ética da Câmara. Um leitor habitual do semanário estranharia que em um texto de denúncia de mil palavras não houvesse qualquer acusação a Dirceu. A surpresa termina na última linha, onde o deputado entra como Pilatos no Credo: "Não há indício de que José Dirceu esteja envolvido nessa fraude". Na mesma "Veja", um colunista encerra seu artigo com esta gracinha: "Agora, só falta Dirceu andar sobre as águas".

Pode ser. A frase lembra outra, pronunciada nos anos 60 pelo presidente americano Lyndon Johnson, e que pode ser parodiada para os tempos que estamos vivendo: "No dia em que José Dirceu andar sobre as águas, "Veja" dará na capa: ex-ministro não sabe nadar".

Fernando Morais, 59, é jornalista, escritor, membro do Conselho Superior da Telesur-TV, com sede em Caracas, e autor de "A Ilha" e "Chatô, o Rei do Brasil" (Companhia das Letras), entre outros


posted by RÔMULO MAFRA 00:51
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